2015: Retrospectiva sem firulas

WILD

Ainda em clima de virada de ano (já que o ano só começa mesmo depois do carnaval), resolvi escrever um pouco sobre o meu ano de 2015. Uma espécie de retrospectiva sem muita firula. É quase consenso que 2015 foi um ano bosta. E em muitos sentidos ele foi mesmo. Mas para mim ele teve um quê de especial. Foi uma ano cheio de primeiras vezes, um ano em que experimentei a vida adulta plenamente e até que me saí bem, foi também o ano em que o feminismo mudou como eu me enxergo e me coloco no mundo. Vem, pega minha mão e entenda um pouco mais das sandices que estou falando.

As primeiras vezes:

Tomei banho de cachoeira pela primeira vez. E foi muito especial. Foi num passeio da escola, na companhia de colegas de trabalho e alunos que eu amo e mesmo assim pude me libertar e cair na água gelada de roupa e tudo depois de uma trilha curtinha, mas que deu trabalho, afinal de contas preparo físico passa longe desse corpinho.

E por falar em trilha, em 2015 eu trilhei pela primeira vez na vida! Sim, fiz a trilha do Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Foi o maior barato. E para uma primeira trilha me saí super bem subindo os 900 metros até chegar no bondinho e continuar o trajeto para o Pão de Açúcar. Nessa trilha eu também tive um contato bastante próximo com macaquinhos fofinhos que roubaram minha barrinha de cereal em uma parada estratégica para recuperar energias (mais uma vez, preparo físico mandou lembranças).

Ainda no clima esporte, nesse ano eu desci dunas em um sandboard e voei por elas em um bugue irado, e o melhor de tudo, tudo isso aconteceu em Nasca, no Peru.

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Adotei mais um gato, o Vincent Van Gogh. Sapeca, arteiro e o bebezão da casa. E radicalizei geral no visual: pintei o cabelo de novo de rosa e depois de azul, além de colocar um piercing no septo.

Nesse ano eu também reuni muitas forças e criei coragem para finalmente terminar um relacionamento que já não estava muito bom e encarei uma aventura completamente nova: enfrentei uma mudança e a vida morando sozinha. Gastei muita grana, meu projeto de economizar foi por água abaixo com tanta mudança na vida (mudanças necessárias). Aluguei um apartamento sozinha e desde o dia 15 de outubro estou morando em Porto Alegre, realizando um sonho de morar no Centro Histórico.

Em 2015 eu viajei três vezes:

  1. Rio de Janeiro (uma semana nas férias de Julho): onde encontrei um casal de amigos que moram por perto, mas que infelizmente vejo pouco, uma amiga do <3 que mora por lá e finalmente conheci uma amiga virtual do tempo que eu era mais ou menos ativa no fórum Valinor...
  2. São Paulo (um bate e volta): 14 e 15 de novembro, com um amigo, para conhecer a Feira do Livro Anarquista de São Paulo. Conheci também o Beco do Batman (muito amor por esse lugar) e passei horas infernais, porém divertidas, na 25 de março.
  3. Peru (sim,fui de novo sem escrever nenhum post sobre a primeira viagem): oito dias na companhia de uma amiga querida que nuca tinha ido. Refiz muitos passeios, vivi aventuras incríveis, pratiquei esportes radicais em Nasca (sandboarding e bugui nas dunas que falei algumas linhas antes), perdi ônibus de uma cidade para outra, pegamos ônibus de viagem que não são destinados para turistas, cheio de locais e de histórias, passei malzona com o soroche em Puno, visitei ilhas flutuantes, vomitei em banheiro de restaurante, passei frio e passei calor, fiquei sem dinheiro (zerada mesmo!) e contei moedas para comer no último dia da viagem, recusei ficar no hostel que tinha reservado porque era horrível de sujo, conheci peruanos e bebi cerveja com eles, fui enganada por agente de viagem em Arequipa, fiquei sem ir a Macchu Picchu e aproveitei muito cada segundo da viagem, mesmo com todos os perrengues.

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Eu também fiz upgrade no equipamento fotográfico e de vídeo: comprei uma Canon T5i, uma GoPro 3+ Black Edition, uma Instax Mini e uma câmera lomo, a Diana F+. Além disso, fiz um upgrade no computador, adquiri um MacBook Pro Retina 13′. Descobri dezenas de aplicativos maneiros. Uns me deixaram mais pobres e outros mais rica. Outros ainda me trouxeram horas de gargalhadas e pessoas que passaram voando e outras que ficaram…

Em 2015 eu descobri que ainda tenho fôlego pra ir numa festa mara, dançar a noite toda, ir para casa, tomar banho e mesmo virada entregar boletins no sábado de manhã. Eu também voltei a pedalar, com o aplicativo BikePoa e amei (já estou até pensando em comprar uma bicicleta para mim). E algo maravilhoso: conheci pessoalmente amigos de longa data das internê… Virei um jogo de videogame depois de muito tempo sem jogar. Passei 24 horas lendo em uma maratona literária. E ainda assim li pouco ao longo do ano. Comprei muito livro, vi pouco filme, fui bastante ao cinema (proporcionalmente), gravei alguns vídeos (alguns ainda esperam edição, desculpaê), saí mais com os amigos, desenhei pouco, investi em aquarela, pisei na bola, tentei consertar, reclamei menos, fiz mais.

E talvez o mais importante de tudo, 2015 foi o ano em que o feminismo mudou minha vida. Eu me considero uma feminista desde muito jovem, mas foi somente nesse ano que eu me aprofundei mais no feminismo como teoria e como prática. Aprendi que representação importa, que gordofobia é um problema que eu enfrento desde cedo na vida (e é um termo tão novo que nem o corretor aceita a palavra sem sublinhar de vermelho), que um relacionamento abusivo não depende necessariamente de uma relação com violência doméstica, que eu não preciso ter vergonha de ser diferente, parei de ter vergonha e estou explorando e conhecendo meu próprio corpo, usei o tal copinho pela primeira vez e me apaixonei, resgatei debates internos sobre minha sexualidade. Em 2015 li muito sobre o assunto e mudei muitas práticas na minha vida. Ainda não mudei muitas outras, mas tudo é uma construção diária e começar foi extremamente importante.

Acho que o saldo de 2015 não foi apenas de coisas negativas. Infelizmente nosso cenário político e econômico foi realmente complicado, mas minha vida pessoal meio que compensou isso. Acho que aprendi que viver é experimentar e tirar ensinamentos bons até das piores coisas, e isso tudo eu aprendi (ou reaprendi) esse ano. Então, por todas as coisas boas e ruins, obrigada 2015.

6 on 6 – Fevereiro 2016

Com você, Porto Alegre em p&b. A cidade que vivo, a cidade que amo, apesar de tudo.

Câmera Canon T5i, lente 18-55mm (mais conhecida como lente do kit :p )

Centro de Porto Alegre

Mercado Público e Prefeitura Antiga, Centro de Porto Alegre

Chalé da Praça XV, Centro de Porto Alegre

Mercado Público, Centro de Porto Alegre

Mercado Público, Centro de Porto Alegre

Parque Farroupilha, mais conhecido como Redenção, Porto Alegre

Projeto 6 on 6 é uma brincadeira simples. Você precisa postar seis fotos no seu blog, todo dia 6 do mês!

– Não precisa ter máquina fotográfica, foto de celular serve;
– Não tem um tema específico para as fotos, pode ser do que você quiser;
– Só precisa que você poste no dia 6, 6 fotos.

Minhas escolhas para o Desafio Livrada 2016

Eu descobri esse ano mais um desafio literário, o Desafio Livrada, e resolvi me aventurar pelos temas propostos pelo Yuri do Blog Livrada. No vídeo eu falo quais foram as escolhas para tentar cumprir o desafio. Assiste, comenta, compartilha, se inscreve, curta e toda aquela coisa que todo youtuber pede e eu esqueci de pedir no vídeo.

Livros escolhidos:

1- Um prêmio Nobel: De saga em saga, Selma Lagerlöf
2- Um livro russo: Um Dia na Vida de Ivan Denisovich, Alexander Soljenítsin
3- um cânone da literatura ocidental: Os Miseráveis, Victor Hugo
4- Uma novela: O chapéu de três bicos, Pedro Antonio de Alarcón
5- Um livro que você não sabe por que tem: Depois do Sexo, Marcelo Carneiro da Cunha
6- Um autor do seu estado: Saga, Erico Veríssimo
7- Um livro publicado por uma editora independente: Dias de Guerra, Noites de Amor – Crimethinc. para Iniciantes, Coletivo Crimethinc.
8- Uma ficção histórica: Novembro de 63, Stephen King
9- Um livro maluco: Porque Almocei meu Pai, Roy Lewis
10- Um livro que todo mundo já leu menos você: Só Garotos, Patti Smith
11- Um autor elogiado por um escritor de quem você gosta: Jonathan Strange & Mr Norrell, Susanna Clarke
12- Um livro bobo: A Odisseia de Homero, Gwen Cooper
13- Um romance de formação: A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, Junot Díaz
14- Um livro esgotado: O Colecionador, John Fowles
15- Livro indicado pelo próprio Yuri: As aventuras do bom soldado Svejk, Jaroslav Hašek

10 coisas que fiz nos últimos 10 anos

Hourglass – de Nick Olejniczak

Vi a Renata do Mulher Vitrola postar no seu perfil do Facebook e adorei. Resolvi fazer também… Afinal, o blog fez 10 anos em Janeiro de 2016. Pelo que eu passei nessa última década?

Os fatos não estão em ordem cronológica ou de importância.

  1. Me formei na UFRGS (História).
  2. Passei no vestibular da UFRGS e comecei outro curso de graduação (Letras).
  3. Adotei alguns gatinhos.
  4. Fiz tatuagens e coloquei um piercing no septo.
  5. Passei em um concurso público e assumi como professora graduada na rede pública de Canoas/RS.
  6. Comprei um apartamento.
  7. Desisti do apartamento, junto com o relacionamento que vivia nele e aluguei um apê só para mim.
  8. Publiquei um livro infantil junto com amigos e colegas de um antigo estágio.
  9. Aprendi a nadar.
  10. Viajei para o exterior mais de uma vez.

Faça também e relembre os bons momentos de sua vida nesses últimos dez anos :)

Steven Moffat deixará Doctor Who após a 10ª temporada

moffat
Hoje o dia foi bombástico para os fãs de Doctor Who. Foram duas, isso mesmo, duas grandes notícias para os Whovians: Steven Moffat anunciou que não será mais o Showrunner da série, quem assumirá em seu lugar é o criador da incrível Broadchurch, Chris Chibnall. E não tem Doctor Who até o especial de Natal de 2016!!!
 
  1. Gosto demais da era Moffat, mas renovar é sempre bom.
  2. Como assim não tem episódio até o especial de Natal desse ano? É muito tempo sem o Doutor!!!
Em 2017 Moffat vai fazer uma temporada que, segundo o próprio, culminará em um grande evento, algo muito importante vai acontecer. Ou seja: como assim ele anuncia que vai sair, que ficaremos uma ano sem o Doutor e ainda por cima larga essa bomba de que algo muito grande vai acontecer. Quer me matar de ansiedade? É isso?
O motivo da saída de Moffat é o desejo de dedicar mais tempo para Sherlock, então esta tudo bem. Afinal de contas ter mais episódios de Sherlock é um desejo imenso. E parece que vai ter spinoff de Doctor Who também… Ou seja, 2017 vai render um caldo para os whovians.
Só posso falar que tenho grandes expectativas para a próxima temporada e muita expectativa também para a chegada de Chibnall em 2018.
E Moffat, muito obrigada pelos Weeping Angels, por todas as suas temporadas, pelo Matt Smith, por Amy e Rory, por Clara Oswald e por Capaldi.

Projeto de verão: lendo Os Miseráveis, ou Não Me Verão!

No ano passado eu cismei com a ideia de usar as férias de verão para ficar em casa lendo o clássico Os Miseráveis, de Victor Hugo. Tinha até um nome para o projeto: Não me Verão, afinal de contas eu imaginava horas em casa lendo em pleno verão (coisa que eu adoro) e meu sumiço da vida social, mas acho que isso é um exagero. O ano começou e eu não comecei a ler imediatamente, e então eu descobri que a Francine do blog Livro & Café, em conjunto com a Jennifer, do blog Subindo no Telhado, estão organizando uma leitura coletiva do livro.

Resolvi participar, mesmo atrasada duas semanas no cronograma, e comecei hoje (16/01) a ler e já estou achando incrível – e até acho que vou conseguir alcançar as 450 páginas de meta para o próximo final de semana, pois a leitura é bastante tranquila e fluida.

Como funciona a leitura coletiva?

A Leitura Coletiva funciona assim: a partir de um cronograma de leitura, pessoas espalhadas por este Brasil estarão lendo o mesmo livro que você e, por meio da hashtag “#LendoOsMiseráveis, será possível acompanhar a leitura de todos“. [Fonte: aqui]

Para participar: basta ter o livro e se organizar para acompanhar a galera“. [Fonte: aqui]

As meninas que estão organizando o projeto criaram um evento no facebook e ainda por cima criaram e disponibilizaram uma tabelinha com a divisão da leitura em 150 páginas por semana e os respectivos capítulos que supostamente elas englobam. Eu separei os dois volumes da minha edição da Cosac Naify de acordo com a tabela, mas percebi que as páginas que elas indicam não correspondem aos capítulos relacionados, então eu fui indo primeiro pelo número de páginas e depois pelo fim dos capítulos para não terminar na metade.

Estou bastante ansiosa, adorando o pouco que já li e querendo muito alcançar os outros participantes do projeto para participar das discussões.

E você, já leu Os Miseráveis? Quer ler? Está lendo? Gostou do projeto? Conta aí nos comentários.