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abril 2010

Posts em abril 2010.

Ideia sustentável para um mundo melhor

Lendo os feeds nesta tarde me deparei com uma pequena matéria que saiu na Folha de São Paulo, compartilhada pelo Tiago sobre o uso de bicicletas ergométricas para gerar energia em um cinema da Lituânia. Achei a ideia genial, ainda mais por já ter pensado coisas parecidas em vários momentos. Toda vez que eu pedalava uma ergométrica na academia eu pensava:

toda essa energia que estou criando deveria servir para alguma coisa, ao invés de apenas colaborar pera o egoísta intuito de perder calorias.

Vida saudável e sutentável

Vida saudável e sutentável

O movimento que fazemos ao pedalar uma bicicleta gera muita energia e sua utilização em diversos ambientes e situações pode reduzir o consumo de energia elétrica. Seria tão bacana se toda bicicleta ergométrica viesse com um gerador de energia acoplado. O quanto de energia criaríamos? As academias seriam capazes de auto sustentarem-se  no que diz respeito a energia elétrica? Isso eu não sei dizer, mas que vale a pena experimentar, isso vale.

Essas soluções criativas para um estilo de vida mais sustentável sempre me cativa. E no caso desse cinema do Líbano, em especial, outro fator agregado à proposta faz meu apreço por ele aumentar ainda mais:

quem se dispuser a pedalar pode assistir ao filme de graça.

Muito bacana mesmo essa ideia. E a adoção dela é ainda mais simples. Basta boa vontade. Claro que a corrida capitalista pelo lucro desenfreado é um impedimento e tanto, mas ainda acho que é possível lucrar com um empreendimento assim.

Fica a dica para todos os donos de cinema desse Brasil e até mesmo para os donos de academias e de diversos estabelecimentos. Afinal de contas essa forma de gerar energia colabora para um planeta mais saudável e para uma vida mais saudável.

Confissões de um poeta

Confesso que Vivi - Pablo Neruda

Confesso que Vivi - Pablo Neruda

Comecei a ler Pablo Neruda logo por um livro de memórias, eu que nunca li sequer um de seus poemas. O poeta comunista conta em Confesso que Vivi sua trajetória de vida desde sua infância no sul do Chile até o 11 de setembro mais marcante da história recente da América Latina: o golpe que derrubou e matou Salvador Allende na década de 1970 no Chile.

E como esse poeta passou por coisas nessa vida. Trabalhou nos muitos consulados chilenos pelo oriente, na Espanha (onde presenciou um dos maiores e mais emblemáticos conflitos do século XX, a Guerra Civil Espanhola), passeou por outros países da Europa e da América Latina. Foi Senador do Chile e candidato à presidência do mesmo país. E muitas outras coisas mais.

O livro é dividido em partes temáticas, ou seja, a cada parte ele trata de um tema diferente de uma fase de sua vida.

O Jovem Provinciano: parte em que o autor narra sua infância, a presença constante da chuva e suas primeiras experiências poéticas no sul chileno. E sua narrativa é bastante poética, de uma sensibilidade ímpar, suas descrições mostram as primeiras e grandes impressões do mundo e das pessoas que o rodeavam.

Perdido na Cidade: quando Neruda vai para a cidade grande,  em Santiago do Chile e incorre em novas descobertas abandonando os bucólicos campos sulinos e publica seu primeiro livro.

Os Caminhos do Mundo e A Solidão Luminosa: a nomeação como Cônsul do Chile em Rangoon, no Oriente transforma a vida do poeta que conhece um novo mundo nos lugares remotos que vive e passa a ter uma percepção mais ampla do homem. E essas duas partes foram as que mais gostei no livro. Para quem será professor de História, as suas passagens e descrições são magníficas para se trabalhar em sala de aula quando o assunto for Imperialismo ou oriente no início do século XX. São capítulos bastante curtos descrevendo fatos, pessoas, realidades sociais dos diversos países pelos quais ele passou como Cônsul. Todos ou quase todos colônias britânicas.

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Mais teatro, Brasil!

O teatro é uma das artes mais antigas da humanidade. Infelizmente ela é hoje quase exclusividade das classes mais abastadas da sociedade, e isso não é porque os atores ou produtores culturais estão apenas interessados em dinheiro, muito pelo contrário, existem milhares de iniciativas espalhadas pelo país que visam democratizar o acesso à cultura e aí está inserido também o teatro.

Mas existe essa palavrinha mágica: acesso. A maioria das pessoas, de cidades pequenas, de pouco poder aquisitivo e sem o hábito de frequentar teatros, não tem acesso a arte dos palcos. E o acesso não diz respeito apenas ao valor dos ingressos para assistir espetáculos. É claro que o valor desses ingressos, na grande maioria das vezes, não condizem com a situação financeira da maioria da população brasileira. Entretanto, um dos motivos que mais pesa para que muitas pessoas que desejam assistir espetáculos teatrais não o façam é a falta de salas destinadas a esse propósito nas cidades em que vivem.

As salas de teatro estão concentradas nas regiões centrais, capitais e grandes cidades. Quem mora em regiões metropolitanas está, por vezes, muito distante dos locais destinados a cultura e perdem diversas oportunidades justamente pela distância e por depender do transporte público para se deslocar – e retorno acaba por ficar prejudicado, pois linhas intermunicipais tendem a ter horários reduzidos à noite.

Esse é justamente o meu caso. Moro na região metropolitana de Porto Alegre e se um espetáculo termina depois de uma certa hora não tenho como voltar pra casa (isso e é claro o valor absurdo dos ingressos de muitos espetáculos que vem pra cá). Já frequentei muito mais as salas de espetáculo, hoje fico a desejar. Iria muito mais ao teatro se na minha cidade houvesse um Teatro. Minha cidade tem mais de cem mil habitantes e nenhuma sala de espetáculos. Nem pública, nem privada.

Como muitas pessoas passam por situações semelhantes em todo o Brasil a Cennarium, empresa que transmite teatro via web, investiu em uma iniciativa mais do que bacana, a campanha “Mais Teatro, Brasil” que visa reunir assinaturas para o projeto de lei de incentivo popular que obrigue todo município com mais de 25 mil habitantes a receber um teatro com estrutura mínima para 250 espectadores.

Para saber mais leia o manifesto da campanha e se você também concordar que o teatro é nosso e o Brasil precisa de mais teatro, assine!

Qual a missão e o objetivo da campanha? Leia um trecho do manifesto e entenda:

Missão:
A Campanha é um grande manifesto nacional que tem como missão fundamental a inclusão sociocultural, educacional e digital, incentivando e disseminando arte, cultura e entretenimento de Norte a Sul do Brasil, tendo como base fundamental o Teatro!

Objetivo da Campanha:

Colher o maior número de assinaturas possível para dar entrada, junto ao Congresso Nacional, num Projeto de Lei de Iniciativa Popular, para que seja obrigatória a construção de um “Centro Integrado de Cultura” em cada município, cuja população seja superior a 25 mil habitantes.

A ideia central é permitir que populações inteiras, que nunca tiveram contato com espetáculos de qualidade, ou mesmo espaços destinados à arte e à cultura – em sua imensa maioria restritas ao eixo Rio – São Paulo –, passem a ter acesso as mais diversas formas de expressão artístico-culturais, fomentando e desenvolvendo entre estas populações, um hábito tão fundamental para a formação do caráter de um povo, como é a cultura!

Essa campanha é fundamental para alertar os governos e até mesmo a população para uma das áreas mais esquecidas no país, a cultura. Se um projeto como esse virar lei eu terei um centro integrado de cultura na minha cidade e todas as pessoas que moram em cidades menores que a minha também.

Vale ressaltar que um espaço físico destinado a cultura não é o único lugar onde se faz cultura. A cultura é tudo aquilo que a comunidade produz e existe o teatro de rua, que se pretende um teatro acessível a todos e que possa ser feito em qualquer lugar, no entanto a necessidade de um espaço específico é inegável.

Mais Teatro, Brasil!
Faça a diferença, porque, afinal: O Teatro é Nosso!
Dou a Maior Força!
E você?

Este texto faz parte da Blogagem Coletiva Mais Teatro Brasil promovida pelos blogueiros e twitteiros @samegui @maxreinert @alessandro_m e @lilianeferrari.

Salve o livro! Salve a leitura!

“Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.” Mário Quintana

Dia Mundial do LivroHoje, 23 de Abril, é o Dia Mundial do Livro. E essa data foi escolhida, segundo dizem, porque em 23 de abril de 1616, morreram dois dos maiores escritores que esse mundo já viu: William Shakespeare e Miguel de Cervantes. Apesar da diferença nos calendários utilizados nos reinos à época, a data da morte de ambos foi uma convenção, pois Shakespeare morreu dez dias depois.

Para mim, a melhor maneira de comemorar o Dia Mundial do Livro é lendo. Afinal, nada como uma data comemorativa para promover a leitura. Nesse mundo todo celebra o livro, eu não celebro apenas o objeto, que posso manusear, folhear e ler. Eu celebro também aquilo que as páginas contam. Aquilo que os escritores criaram, sobre aquilo que eles escreveram.

Então pegue um bom livro e leia.

Feliz Dia Mundial do Livro!

Plus:

Acompanhe o que estão falando no twitter sobre isso através da tag #diadolivro.

Descubra que outros escritores também morreram no Dia Mundial do Livro no blog Listas Literárias.

Aproveite essa data para comprar livros e ler ou dar de presente para quem você gosta.

O retorno de Glee

Finalmente o retorno de uma das melhores comédias da atualidade. E Glee retorna em grande estilo.

Glee - The Power of  Madonna

Glee - The Power of Madonna

O episódio de retorno foi Hell-O. Uma brincadeira com as palavras Hello e Hell. E trata das vidas amorosas do pessoal de Glee. Rachel encontra um novo amor da sua vida, que por acaso é do Vocal Adrenaline, grupo rival do New Directions. A intriga está formada. Mr. Schuester também precisa resolver suas pendências amorosas depois daquele final magnífico de Sectionals.

Hell-O é bom, mas The Power of Madonna é muito melhor. Um episódio inteirinho dedicado à Diva. Canções e feminismo, o poder feminino invadindo a escola. O melhor foi ver Jane Lynch mostrar ainda mais o seu talento. Sue foi realmente o destaque do episódio com o vídeo de Vogue. encarnando uma versão sexy de Madonna e de si mesma. Ela é certamente a vilã mais carismática da temporada.

No episódio o drama de ser um adolescente continua. Desta vez alguns personagens estão com dúvidas em relação a virgindade. Eu achei o episódio divertido, bem escrito, com números fantásticos.  Sem contar, é claro, o choro no final do episódio…

Glee - The Power of  Madonna

Glee - The Power of Madonna

E na data de retorno da série (13 de abril) junto com Hell-O, foi lançado um CD com as músicas de Madonna interpretada pelo elenco de Glee. No CD têm sete canções que aparecem no episódio:

1. Express Yourself
2. Borderline/Open Your Heart
3. Vogue
4. Like A Virgin
5. 4 Minutes
6. What It Feels Like For A Girl
7. Like A Prayer

E Glee retorna também a minha programação semanal atrapalhando o cronograma da monografia… Mas vale muito a pena. Ansiosa pelos próximos episódios, é claro.

Ficção de gênero em debate

Coleção Ficção de Polpa

Coleção Ficção de Polpa

Cheguei a pouco em casa, estava na Palavraria conferindo o debate O Público e a Crítica da Ficção de Gênero com Carlos André Moreira, Samir Machado de Machado e Antônio Xerxenesky. O evento ocorreu por ocasião do relançamento do primeiro volume da série literária Ficção de Polpa (Volume 1, Volume 2, Volume 3) da Não Editora – o primeiro volume já está na terceira edição!

Eu achei muito bacana, a discussão foi interessante e como intrometida que sou não poderia deixar passar a oportunidade de dar um pitaco sobre o assunto. Que fique bem claro, eu sou leitora de ficção científica, de horror, fantástica e policial se medo e nem vergonha de falar, mas pra ser entendedora do assunto ainda me falta muito. Então falei sob o ponto de vista histórico das obras que conheço (terreno mais sólido pra mim). Perguntei se os debatedores concordavam com a leitura que faço das obras, priorizando uma visão de crítica social e política do presente dos autores ao escreverem suas obras – mesmo que projetadas para futuros distantes, realidades paralelas etc, etc, etc. Só posso dizer que os três são muito bons falando e demonstram um nível invejável de conhecimento sobre o assunto.

Além de todo o conhecimento adquirido, de ter conhecido uma livraria hiper charmosa e acolhedora (com vários gatos utilizados na decoração, o que me cativou ainda mais) eu paguei um miquinho básico: banquei a tiete e fui falar com o Milton Ribeiro alegando ser tri fã do blog dele. Vê se eu posso com isso, fiquei morrendo de vergonha, mas o impulso foi maior que a prudência.

E é claro que eu adquiri os três volumes da coleção, pensei até em pegar autografo de alguns dos autores que estavam presentes, mas como moro longe, mas longe mesmo do centro de Porto Alegre, tive de me retirar. Mas os livros estão aqui, comigo, prontos para serem degustados, devorados.

Uma Ode aos Coturnos

Dr. Martens

Photo by Chris Ong Photography

Os coturnos da Dr. Martens fazem 50 anos e a marca comemora com música, videoclipes e, novos modelos de botas. Os coturnos mais famosos do mundo, chamados de Docs, comemoram o aniversário com um documentário sobre a marca e 10 clipes feitos por diretores de vanguarda e bandas moderninhas. A intenção é mostrar nos pés de quem os sapatos que saíram do uniforme dos operários britânicos foram parar.

Dr. Martens

Photo by Roy del Vecchio

Dr. Martens

Photo by sinfonie

Dr. Martens

Photo by souiky

Eu nunca tive um coturno da marca e fico babando em todos os modelos e cores, louquinha para comprar os meus (note o plural). Enquanto não sobra aquela graninha esperta para adquirir os coturnos mais lindos da face da terra (e com uma qualidade ímpar), eu me contento com um velhinho, sem marca, que comprei alguns anos atrás. Ele não é um exemplo de conforto nem de qualidade, mas quebra um baita galho.

Coturno

Esse aí é o meu coturno bagaceiro velho de guerra