Melancia (Marian Keyes)

Melancia - Marian Keyes
Melancia - Marian Keyes

Livros Chick-lit não fazem parte da minha rotina literária. Até então eu havia lido apenas um – O Diário de Bridget Jones (Helen Fielding) – e mesmo tendo gostado bastante, não voltei mais ao gênero. Foi apenas agora que abri espaço na minha agenda para outro exemplar. A lógica para inserir Melancia de Marian Keyes na lista de livros a serem lidos no ano partiu da necessidade de ler algo leve, de fácil compreensão e rápido, pois estou muito preocupada com o trabalho de conclusão de curso no momento para me dedicar a leituras muito complexas e que exija um nível de comprometimento muito alto.

E de fato, o propósito foi atingido. A leitura foi agradável, rápida e leve. Um ponto de partida um tanto deprimente, admito, entretanto necessário para trazer a baila uma história de superação, maturação e autoconhecimento. Confesso que em alguns momentos fiquei com raiva de algumas personagens, pelos discursos proferidos em relação ao que estava acontecendo na vida da protagonista (Claire).

Read More

Sobre o final de Lost

Lost - The End
Lost - The End

O que falar sobre o final de Lost? Tanto já se disse, muitos escreveram (de coisas boas até a completa falta de entendimento da série e principalmente do final). Pois é. eu não posso dizer que me satisfiz com aquele final. Na verdade eu achei um episódio bom, interessante para um final, mas de outra série. Lost precisava ser diferente. Sei lá, acho que aquela coisa meio espiritualista não agradou. Preferia um final mais ficção científica, se é que me entende. Não pareceu que o final fora programado e pensado desde a quarta ou terceira temporada como os criadores disseram/prometeram. Mas também, quem sou eu pra falar.

Não pense que achei um final de todo ruim, pelo contrário, gostei bastante de muitas coisas, só achei que Lost merecia mais. Pra ser sincera, os finais de Battlestar Galactica, Buffy, entre outras, mexeram muito mais comigo.

O final não amarrou bem a temporada, quem dirá a série inteira, com suas seis complexas temporadas, a sexta temporada teve muita enrolação, apresentação de coisas, fatos e pessoas que em nada contribuíram para o enredo e para o desfecho final e  explicação fundamental não foi feita.

O final não satisfez todas as dúvidas. eram tantos outros que já perdi a conta e os últimos outros que apareceram eu ainda não sei de onde saí­ram. Fiquei sem saber uma porção de coisas. Na verdade, o episódio serviu mesmo para juntar casais e resolver pendências de alguns personagens. E como eu vibrei ao rever Charlie, e como chorei ao juntarem ele com Claire, sem dúvida aquilo que mais senti falta depois da terceira temporada. E vibrei muito também com Juliet e James juntos de novo. Mas pra série esse final não serviu muito.

E mesmo tendo gostado desses reencontros (o que fez com que eu gostasse um pouco do episódio), o finalzinho mesmo foi cretino: uma reunião póstuma, com direito a descobrir que estavam todos em uma espécie de purgatório, e pior, em uma igreja que se ilumina para o céu quando as portas se abrem quando eles estão prontos para conhecer a graça divina.

Mas, tem uma pergunta que preciso fazer: será que J. J. Abramns e Damon Lindelof realmente acham que todo mundo caiu nessa de que a ilha é uma rolha que tem uma rolha? Rolha de que? Pra que? Essa explicação foi dada e logo em seguida os fatos a desmentia, e ninguém se preocupou com isso.

Recomendo fortemente que leia textos de blogueiros especializados, os companheiros da Sociedade dos Blogs de Séries estão bem mais habilitados pra falar do que eu. Porque eu simplesmente ainda não consigo articular nada coerente em relação ao final de Lost.

Coraline

Sobre o filme Coraline, o mais apropriado a se dizer é que ele é lindo, de uma beleza contagiante. O filme é uma animação stop motion (que eu particularmente adoro) e já vi duas vezes – pretendo ver mais. Mas não é pura estética, o argumento é muito bacana e ser adaptado de uma obra (homônima) de Neil Gaiman agrega certo valor a produção.

Coraline

E a personagem encanta tanto quanto a estética e a narrativa. Que imaginação aquela garotinha tem. E que imaginação o senhor Gaiman tem. Gosto de mentes criativas, e mais ainda de quem usa a imaginação para viver, seja criando como forma de sobrevivência ou simplesmente usa a imaginação no dia a dia – assim mesmo, sem hífen, que foi excluído depois dessa nova regra, coitado – para resolver situações as mais diversas.

É impossível não se apaixonar pelo figurino de Coraline. Isso mesmo, figurino. Ela veste roupas feitas a mão pela micro tricoteira estadunidense Althea Crome. São peça muito detalhadas e lindas. Mas dão um trabalho!

Coraline

O filme tem um clima que remete ao clássico do mesmo diretor (Henry Selick) “O Estranho Mundo de Jack” e uma atmofesra bem próxima das pirações do Tim Burton. E eu que adoro o ilustríssimo diretor, achei isso muito bacana na produção. Há um gato que também tem participação surpreendente na trama, de uma forma que só um grande filme, centrado, mas não concentrado em sua protagonista poderia trazer. E apaixonada por gatos que sou, me identifiquei na hora.

O livro ainda está pendente, esperando quietinho na estante a vez dele chegar. Enquanto ele aguarda (e eu também) aprecio a doce loucura do Trabalho de Conclusão de Curso. E aprecio as tantas leituras que passam a frente, furando  a fila na maior cara de pau, com a desculpa de serem necessárias para o TCC. E são, não posso negar nem postergar.

Sobre porque não vou no Show da Cat Power

Eu não sou uma pessoa que frequenta shows. Por dois motivos bem simples: são caros (e eu não tenho dinheiro) e eu não me sinto bem em multidões, minha altura inviabiliza minha respiração no meio de tanta gente maior que eu bloqueando a livre circulação do ar, além da visão restrita que minha pequenez proporciona).

No entanto, alguns espetáculos me são caros. Hoje, por exemplo, acontecerá um show aqui em Porto Alegre que gostaria muito de ver. Cat Power se apresentará no Opinião e esse é um dos poucos shows da temporada que me atraem. Gosto muito da guria e de suas músicas e não creio que a casa lote por ela. Enfim, a estrutura do lugar permite que eu possa assistir ao espetáculo do conforto de uma cadeira, com uma mesa de apoio em minha frente.

E mais uma vez terei que declinar. Não possuo a bagatela exigida para entrar no espaço para no máximo duas horas de deleite. Isso não é motivo para estragar meu dia, mas posso dizer que fiquei bem chateada.

E no fim de Buffy foram rios de lágrimas

Então terminei de ver Buffy nesse fim de semana. Precisei de um pouco de tempo para me recuperar. Mais uma vez passando por cima dos meus preconceitos. Olhava torto, de cara feia, sempre que ouvia falar do tal seriadinho de uma caçadora de vampiros.

E comecei a prestar mais atenção na série apenas quando vi Firefly e Dollhouse, dois trabalhos do mesmo criador de Buffy The Vampire Slayer, o crudelíssimo e genial Joss Whedon. E sob influência pesada do Juliano, é claro. Não poderia ser diferente: me apaixonei instantaneamente pela série. Pelo argumento, pelo roteiro, pelos personagens. Tudo em Buffy me fazia ficar horas em frente ao computador e à televisão vendo um episódio atrás do outro.

Joss Whedon e Elenco de Buffy
Criador e Criatura

Assim, terminei de ver as sete temporadas em muito menos de um ano. Penso em todos os fãs que acompanharam a série durante sete longos anos, toda a semana, compartilhando as alegrias, as dores e as aventuras que a Sccoby Gang enfrentava. Se eu, em pouquíssimo tempo me senti conectada as histórias e principalmente a alguns personagens, como terá sido acompanhar por todos os sete anos a jornada da caçadora de vampiros e de seus valorosos amigos.

Sentirei falta dos personagens, das tramas, dos vilões, das reviravoltas, dos vampiros desalmados e dos que possuem alma, das irmãs que aparecem do anda, dos romances, da Dark Slayer, das paixões platônicas, dos lobisomens, dos feitiços, das transformações dos personagens. Sentirei falta até da chatice que muitas vezes acometia a protagonista.

E o fim não passou sem me fazer perder litros e mais litros de lágrimas. Não consegui controlar minhas emoções. Assim foi em vários episódios. Todas as temporadas tinham uma áurea especial que me encantava e o gran finale me deprimiu pra valer.

Poderia até pensar: “E agora? Como vou conseguir superar esse final?”. Mas Joss Whedon deixou uma oitava temporada de reserva, em quadrinhos, para todos os que sentem falta.

Então a lamentação fica por aqui, porque tenho uma série de quadrinhos pra ler e um spin-off pra ver (Angel, pra quem por algum acaso não conhece). Mesmo assim, não é a mesma coisa.