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julho 2010

Posts em julho 2010.

Harry Potter completa 30 anos

Muitos continuam chamando Harry Potter de bruxinho: o bruxinho mais famosos do cinema, da literatura, etc. Mas a verdade é que hoje o “bruxinho” completa 30 anos de vida.

Harry Potter

Harry Potter nasceu no dia 31 de Julho de 1980 e a história dos sete livros da saga se passa ao longo de sete anos, um para cada livro.  Ou seja,  desavisados de plantão (que são muitos, basta ver quanta gente acha que “o ator já está velho para interpretar o bruxinho”) Harry Potter não é mais um bruxinho, e deixou de ser muito antes de a saga acabar. Ele entrou para Hogwarts em 1991 com 1o para 11 anos (primeiro livro, lançado em 1997) e no último livro ele já está com 17 anos.

O protagonista cresce ao longo da história, seja em idade quanto em maturidade, aprendendo com tudo que o mundo da magia o revelou. Junto com ele os livros crescem, amadurecem acompanhando a personagem em sua trajetória, melhorando a cada publicação.

Tenho de confessar (como já fiz aqui no blog) que até muito pouco tempo atrás eu tinha grande preconceito em relação às obras de J. K. Rowling. Achava que eram caça-níqueis sem conteúdo. Estava redondamente enganada. Ganhei os livros do Ju e devorei tudo em menos de dois meses. Fiquei encantada com os personagens, com as histórias e com os filmes também.

Não posso dizer que os livros de J. K. Rowling foram responsáveis pelo hábito e gosto pela leitura, pois esses eu já tinha desde pequena. No entanto acredito que eles possam ascender a vontade de viajar pelas páginas de outros livros para quem não tem costume de se aventurar pela literatura. Alguns pensam o contrário. Essa polêmica é antiga e reascendeu agora com a saga Crepúsculo (que não li e tenho certas restrições ao gênero). Formar leitores é um desafio e recomendo a leitura do texto de Luis Eduardo Matta no Digestivo Cultural onde ele aborda de forma interessantíssima o assunto.

Ao ler Harry Potter eu não estava entrando em um gênero desconhecido para mim, pelo contrário, já era fã da literatura de fantasia. Exatamente por isso eu aceitei dar uma chance à saga. E não me arrependo. Fico feliz de ter lido e de ter virado fã. Espero poder reler os livros logo, mas não deixo de ler outras coisas por isso.

Feliz aniversário Harry. Ah, e feliz aniversário J. K. Rowling.

Dollhouse em quadrinhos

Em outubro o box de DVD e o Blu-Ray da segunda temporada de Dollhouse chegarão as lojas americanas e virão acompanhados com a versão em quadrinhos da série do mestre Joss Whedon. O lançamento é da Dark Horse Comics. O lançamento no Brasil ainda é um mistério.

O roteiro é de Jed Whedon (irmão de Joss) e Maurissa Tancharoen, ambos roteiristas da série. A arte fica por conta de Cliff Richards. Além disso a revista terá exemplares limitados disponibilizados durante a Comic Con de San Diego.

O conteúdo dá continuidade à trama apresentada nos episódios Epitaph One e Epitaph Two (últimos episódios da primeira e segunda temporada) e recebeu o nome de Epitaphs.

Capa da versão em quadrinhos de Dollhouse

E essa não é a primeira vez que uma série de Joss vira quadrinho depois de seu fim nas telinhas. Buffy, a famosa caça-vampiros de Sunnydale também teve seus momentos. A 8ª temporada da série foi feita na versão quadrinhos e as histórias continuam sendo publicadas (também pela Dark Horse Comics).

Eu estou super ansiosa para continuar a acompanhar a saga. Eu gostava muito da série de TV, acho que os quadrinhos também ganharão meu carinho. Só espere que não demore muito para chegar ao Brasil.

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias

Eu conheço o projeto “101 Coisas em 1001 dias” há bastante tempo, mas nunca tive oportunidade para pensar nas 101 coisas que desejaria realizar no prazo estabelecido. Acabei deixando o projeto de lado até semana passada, quando o redescobri através da Tábata no blog Happy Batatinha.

Projeto 101 Coisas em 1001 Dias

Fiquei, mais uma vez, com muita vontade de participar e resolvi que assim que entrasse de férias da faculdade daria um jeito de organizar uma lista com as tais 101 coisas que tenho de cumprir em 1001 dias. E aqui estou eu, cumprindo uma promessa.

A idéia: Michael Green. No site, você encontrará dezenas de listas para tomar como exemplo na hora de criar a sua.

Em português: Patricia Muller. No 101 Coisas em 1001 Dias, criado pela Patricia especialmente para o projeto, há instruções detalhadas e uma lista de participantes brasileiros.

A missão: completar 101 tarefas em 1001 dias.
Critérios: As tarefas precisam ser específicas, realistas e mensuráveis.
Início:
Quarta-feira, 14 de Julho de 2010
Término: Quarta-feira, 11 de Abril de 2013
Acompanhe também em: Day Zero perfil

Itens Concluído: 18/101
Itens em Andamento: 8
Legenda:
itens cancelados
– itens em andamento
– itens concluídos

A lista:

VIDA ACADÊMICA E PROFISSIONAL

1. Formar-me na faculdade
2. Começar outra graduação
3. Estudar para concursos uma hora por dia, por 30 dias
4. Passar em um concurso público
5. Começar uma pós-graduação

SAÚDE E CORPO

6. Seguir a dieta de reeducação alimentar certinho (sem escapadas) por 10 dias
7. Fazer um curso de auto-maquiagem
8. Começar aula de dança
9. Comprar/ganhar uma bicicleta e pedalar todo final de semana por no mínimo um mês [0/4]
10. Emagrecer 15 kilos
11. Ir num ortopedista pra consultar sobre minha postura e as dores que sinto
12. Fazer uma limpeza de pele
13. Fazer uma massagem
14. Lavar meu rosto com sabonete próprio 3 vezes por dia durante 1 mês
15. Usar maquiagem todos os dias por uma semana
16. Fazer clareamento nos dentes
17. Não comer fast food por um mês

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Livros rock’n’roll para comemorar o Dia Mundial do Rock

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Já falei de filmes rock’n’roll e de como entrei para esse mundo de fantasia e rebeldia. Agora é hora de indicar leituras que falam sobre rock. Separei três livros que li e versam sobre o rock para compartilhar com você.

Prezados Ouvintes (Mauro Borba)

Prezados Ouvintes

Prezados Ouvintes

Sinopse: Produzido numa linguagem coloquial, leve, sedutora, este conjunto de irresistíveis memórias e comentários do autor traz um passado recente que cheira a presente. Tudo é contemporâneo, tudo é ágil, tudo é inquietante e contagia. A voz que brota e embala desde os microfones e educa nosso ouvido e nossa alma é a mesma voz agora impressa nessas páginas. Temos memória (há inúmeras fotos a ilustrar esse convidativo registro, com gente que fez história no rádio, na cidade, no imaginário) e temos presença. A palavra virou música, contágio, e é de todos. (via Skoob)

A Divina Comédia dos Mutantes (Carlos Calado)

A Divina Comédia dos Mutantes

A Divina Comédia dos Mutantes

Sinopse: Uma história que é a síntese de uma época de muitas contradições, contrastes, e de uma efervescência que nossos tempos mauricinhos desconhecem. A descrição de uma saga que não se limita à trajetória atravessada pelo grupo, mas se estende igualmente ao levantamento das circunstâncias que a proporcionaram, o contexto em que ela se desenrolou. O autêntico rock n roll do mutante doido que foram aqueles anos 60/70, assistidos com uma perplexidade extasiante pelo Planeta Terra. Entre a brasa da Jovem Guarda acesa por Roberto Carlos no meio dos anos 60 e a fagulha da Blitz da geração dos anos 80, um cometa loucura riscu o céu da MPB com uma eletrostática de combustão própria. (via Skoob)

Roqueiros sem cara de bandidos, eles mandaram um abraço para a velharia e casaram anárquicas noivas grávidas com a vanguarda de bermudas, injetando substância na goma de mascar pop. Depois deles, o rock nacional saiu da idade da pedra lascada para a da pedra rolante. E nunca mais criou o musgo. – Tárik de Souza.

Mate-me Por Favor: Uma História sem Censura do Punk (Gillian McGain, Legs McNeil)

Mate-me por favor

Mate-me por favor

Sinopse: É a história do pré-punk de Nova York, entre os anos 70 e 80. Conta a trajetória de grupos como Ramones e Talking Heads. A narrativa permite entender o movimento punk e o comportamente de seus integrantes.

Dificilmente outro livro vai ter tantos “personagens” importantes. É uma reunião de gênios, junkies, malucos em geral, que compõem todas as páginas do livro. Até Andy Warhol (o mestre da pop art) se encontra nesse livro. Basicamente é um livro simples, feito só com depoimentos, mas sua importância é inegável. Só de se tratar de um assunto revolucionário para música já se dá a importância, isso sem contar as curiosidades que envolve todos os “personagens” do livro. (via Skoob)

Esses são apenas algumas dicas de livros que falam sobre o rock. Muitos outros foram escritos e ainda existem muitos autores rock’n’roll fantásticos. Deixe nos comentários sua dica, o livro mais rock que você já leu e ajude a aumentar essa lista!

A Single Man (2009)

A Single Man

A Single Man

A Single Man, ou Direito de Amar aqui no Brasil, é um filme simples, porém muito inspirador. É bonito, muito bem feito, com um roteiro sem muitas complicações. Um excelente trabalho do estreante Tom Ford. Quem diria que o estilista ícone americano entraria no mundo do cinema e com uma estreia tão bacana.

A história do filme é baseada no influente romance de Christopher Isherwood, cujo material já foi fonte para o premiado musical “Cabaret” e retrata a maneira como o inglês George Falconer, professor universitário na ensolarada Califórnia (onde criou raízes) lidou com um acontecimento traumático em sua vida. Em 1962, dilacerado pela morte recente de seu amante de longa data em um trágico acidente de carro, ele luta para suportar a dor da perda de seu companheiro e manter as aparências na conservadora sociedade americana.

Se Tom Ford fez um bom trabalho na direção, Colin Firth o faz ainda melhor interpretando o protagonista. Dando toda a sensibilidade necessária para o professor homossexual que está embriagado pela dor da perda e perdido em relação ao presente e ao futuro. Outro destaque do filme são as belas imagens que o diretor nos presenteia e as figuras masculinas que cruzam a vida do professor durante os 99 minutos de projeção. Fotografia, casting, direção, trilha sonora, tudo é embalado com uma plasticidade linda.

A Single Man

Por Quem os Sinos Dobram (Ernest Hemingway)

Por Quem os Sinos Dobram - Ernest Hemingway

Por Quem os Sinos Dobram - Ernest Hemingway

Trata-se de um romance, escrito a partir das experiências pessoais de Hemingway durante sua participação no conflito ocorrido de 1936 a 1939 na Espanha, conhecido como Guerra Civil Espanhola.

O romance conta a trajetória de Robert Jordan, um americano que luta na Espanha como miliciano, coisa bastante comum (o próprio autor participou assim da guerra). O período de tempo que compreende a narrativa é de apenas quatro dias. Jordan parte em uma missão para o território dominado pelos fascistas a fim de explodir uma ponte. O objetivo era atrasar as tropas inimigas quando da ofensiva dos republicanos. Nesse ínterim, ele encontra um bando de guerrilheiros republicanos que vivem em uma caverna em pleno território inimigo e que a bastante tempo não pratica nenhum ato de guerrilha e estão acomodados com a situação.

O bando é liderado por Pablo, que não gosta nem um pouco da idéia de explodir a tal ponte, pois isso significaria a necessária saída de todos daquele lugar. A paz momentânea seria quebrada e ele teria de voltar a lutar. Esse empecilho não impediu Jordan de tentar a todo custo convencer a todos da importância de sua missão para a República. Durante esse tempo ele se apaixona por Maria, uma moça que havia sido encontrada em estado de loucura depois do último ataque que o bando de Pablo havia desferido contra as tropas fascistas (também com a ajuda de um estrangeiro).

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