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setembro 2010

Posts em setembro 2010.

De como não li As Benevolentes

As Benevolentes

As Benevolentes

O Desafio Literário de Setembro era um dos que eu estava mais ansiosa para chegar (romance histórico). Infelizmente as coisas não saíram como eu esperava em vários âmbitos da minha vida (TCC atrasado, dois empregos e trabalho demais e para completar horas inúteis perdidas dentro de transportes públicos caríssimos e de péssima qualidade). Portanto, nesse mês eu não consegui completar o desafio.

Minha proposta era ler As Benevolentes de Jonathan Littell (Les Bienveillantes, tradução de André Telles, Objetiva / Alfaguara, 912 páginas), entretanto, avancei muito pouco na leitura e tive de abandoná-la em favor do meu trabalho de conclusão de curso. Para não deixar de falar nada sobre a obra resolvi colocar aqui a sinopse e algumas impressões sobre o que apreendi sobre o livro. Além disso, deixo algumas indicações de textos sobre o autor e sua produção, em especial a obra que deveria ter lido. Por que eu farei isso? Porque achei a temática e a relevância da obra bastante significativas e merecedoras de uma indicação – mesmo que eu não tenha lido.

Então lá vai, sinopse: Este livro trata dos horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do carrasco. São as memórias de Maximilien Aue, jovem alemão de origem francesa que, como oficial nazista, participa de momentos sombrios da recente história mundial – a execução dos judeus, as batalhas no front de Stalingrado, a organização dos campos de concentração, até a derrocada final da Alemanha, em 1944. Mas Aue não tem somente lembranças de guerra. Vivendo anonimamente na França, onde administra uma tecelagem, ele se recorda, também, de sua deturpada relação com a família, compondo um livro impressionante, assombrado tanto por sua fria meticulosidade quanto por seu delírio insano. (via Skoob)

A proposta do livro é realmente muito bacana. Ler algo que a princípio é dito por um ex-militar do nazismo alemão, escrito por um estadunidense em francês. Considerado uma obra referência da moderna literatura, eu pude ler apenas as primeiras 50 páginas das mais de 900 que o autor teve fôlego e capacidade para escrever.

Sobre o autor: nasceu em Nova York, em 1967, em uma família judia, e foi educado na França. Filho do também escritor Robert Littell, estudou em na Universidade de Yale e trabalhou no grupo de Ação contra a Fome. Em 2001, passou a se dedicar exclusivamente à pesquisa de As benevolentes, publicado na França em 2006. O livro venceu os Prêmio da Academia Francesa e o Goncourt, tornando-se sucesso de vendas. Littell chegou a ser comparado a Tolstói pelo jornal Le Monde. (via Rascunho)

Essa é uma leitura que, na verdade, não foi abandonada, foi deixada para mais tarde. Uma pena, pois a vontade de ler era – e é – grande, mas nem sempre teremos possibilidade de ler tudo o que queremos na hora em que desejamos. Acontece.

Textos interessantes sobre a obra:

Este texto faz parte do projeto Desafio Literário 2010 proposto pelo blog Romance Gracinha e corresponde ao mês de Setembro, cujo objetivo é ler um Romance Histórico.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês.

E confira também os livros que li até agora para o desafio:

JaneiroQuincas Borba (Machado de Assis)

FevereiroAs Crônicas de Nárnia – Volúme Único (C. S. Lewis)

MarçoOrgulho e preconceito (Jane Austen)

AbrilConfesso Que Vivi (Pablo Neruda)

MaioMelancia (Marian Keyes)

JunhoDivã (Martha Medeiros)

JulhoPor Quem os Sinos Dobram (Ernest Hemingway)

Agosto: A Pedra da Lua (Wilkie Collins)

Mergulhando em Ernest Hemingway

Turbulento. Assim eu caracterizo esse segundo semestre de 2010. Finalmente escrevo a monografia de conclusão de curso, popularmente conhecido como TCC. Muita gente já sabe, mas não custa nada comentar, a fonte de pesquisa que utilizo são dois textos literários, um de Ernest Hemingway – Por Quem Os Sinos Dobram e outro de André Malraux – A Esperança.

No momento estou mergulhada em textos de e sobre Ernest Hemingaway, tentando redigir um dos capítulos da monografia. E estou gostando.

Ernest Hemingway

Fonte da Imagem: wikipédia