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junho 2011

Posts em junho 2011.

Gota D’água – uma tragédia carioca

Gota D'água

Gota D’água é uma releitura da Tragédia Grega de Eurípedes escrita por Paulo Pontes e Chico Buarque durante a Ditadura Militar no Brasil. A tragédia de Chico e Paulo sai da Grécia e chega nos morros cariocas. É a história de Joana e Jasão. E da vizinhança da Vila do Meio-Dia. Jasão trocou Joana para casar-se com Alma, filha do rico Creonte. A história se desenrola aos moldes do original grego, mas ambientado no Rio de Janeiro e ganhando contornos modernos, personagens novos e novas motivações. Joana sente-se traída, grita, chora, faz o diabo.

Mas Joana não é Medéia, e no Rio ela é macumbeira. Promete desgraçar a vida de Jasão, de Alma e de Creonte, que não só é o pai de Alma como construiu o conjunto habitacional popular onde Joana e seus vizinhos moram e cobra preços absurdos pelas casas. Cada uma já pagou o preço inicial, mas os juros mais do que dobraram o valor do imóvel. Solidários com Joana e indignados com a situação de devedores em que se encontram, seguem para um boicote ao pagamento das prestações. Muito interessante como a relação de classes e os motivos pontuais narrados na peça são universais e representam a realidade social do país nos anos 70, e, porque não, nesse início de século XXI.

Ao contrário da tragédia grega, que sempre possui três atos, Gota D’água possui dois atos e os sets retratam um botequim – local de encontro dos homens -, o set das lavadeiras -onde as personagens femininas conversam. No set da oficina, está o velho Egeu, comunista, onde passam alguns amigos. Egeu é um personagem importante para o desenrolar da peça e leva o mesmo nome do personagem que auxilia Medéia na peça de Eurípedes. Ele tenta apaziguar Joana ao mesmo tempo em que incita os moradores a transformarem a revolta silenciosa contra os abusos de Creonte em manifestação de cunho social.

Outra característica importante que vi nesse texto foi a permanência de um coro, elemento fundamental da tragédia grega, que no texto de Chico e Paulo está colocado pelas amigas de Joana, que contracenam com ela também como personagens individuais, mas que assumem o coro quando necessário. As cenas e os diálogos são fortes e poéticos (aliás, a peça é escrita em verso, ao exemplo dos textos gregos) e me encantou o ritual de macumba que é realizado em determinado momento do espetáculo (e não pensem que uso macumba como uma expressão pejorativa, muito pelo contrário, essa é a expressão usada no texto para referenciar a religiosidade o o ritual de Joana).

Ao contrário do texto grego, que as cenas fortes e violentas ocorrem atrás da cortina, ou sejam, elas são apenas referenciadas e nunca são encenadas para o espectador, em Gota D’água o texto prevê a encenação da morte das crianças e do suicídio de Joana. E é um momento muito bonito, lírico e carregado de significação para entender o contexto político-social da época. O texto usa uma história que é mito grego, virou tragédia pelas mãos de Eurípides, teve muitas releituras ao longo dos anos para falar sobre submissão feminina, preconceito contra a mulher, a mobilização popular baseada na condução das massas, efeitos da ascensão social,  e a exploração dos trabalhadores nesse sistema de conjuntos habitacionais onde se paga cada vez mais e mais juros.

Embalado musicalmente por muito samba (Jasão ascendeu socialmente pelo relacionamento com Alma e pelo sucesso de seu samba nas rádios) eu fiquei com vontade de assistir uma montagem desse espetáculo, pois possui dois aspectos importantes: o tom sério e que nos leva a reflexão está conciliado com a alegria, a música e a proximidade com a realidade brasileira.

Gota D’água – uma tragédia carioca
Chico Buarque e Paulo Pontes
192 páginas
Skoob | Submarino

Rating: ★★★★☆ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Junho, cujo objetivo é ler uma Peça Teatral.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês. Ou descubra quais foram as minhas escolhas.

Participe, comente, leia.

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Aproveita e segue a equipe do Desafio Literário 2011 no twitter também:

@vivi, @danihaendchen, @queromorarlivr e eu, @clandestini.

Confira as outras leituras feitas para o Desafio Literário 2011:

Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams
Até mais, e obrigado pelos peixes!, de Douglas Adams
Praticamente Inofensiva, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

Junho
Calabar – o elogio da traição, de Chico Buarque Ruy Guerra

Praticamente Inofensiva, de Douglas Adams

Praticamente Inofensiva

O último livro da trilogia de quatro que na verdade são cinco livros, Praticamente Inofensiva é considerado por alguns um livro que não faz parte da coleção de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, apenas conta uma história com os mesmos personagens. Até entendo um pouco o porque disso, pois o livro aparentemente não tem conexão entre seu início e o final do quarto livro. Mas eu o considero sim parte da trilogia esquizofrênica. Por quê? Ora, pois, é um livro totalmente louco que explora nada mais nada menos do que universos paralelos.

Alguns personagens são deixados de lado, como Zaphod Beeblebrox e Marvin (que morreu no final do quarto livro), mas em compensação temos duas Trillians, Ford, um Arthur Dent que virou fazedor de sanduíche, uma filha e um novo guia. Uma das dimensões é a da Trillian que não foi com Zaphod viajar pelo espaço e ficou na Terra se lamentando por tudo o que poderia conhecer se tivesse aceito ido com ele. No outro universo temos uma Trillian repórter que viaja pelo tempo espaço para trazer notícias novas para todos, Arthur que viaja de planeta em planeta em busca do lugar perfeito para habitar e em busca de Fenchurch (que desapareceu misteriosamente durante um salto hiperespacial), visto que sua amada Terra não existe mais, Ford que está prestes a descobrir uma grande conspiração no Guia do Mochileiro.

Esse volume é definitivamente o fim da série, pois o final do livro é realmente impressionante e o necessário para fechar todos os acontecimentos bizarros e deliciosos que fomos testemunhas durante a leitura. E o final foi também um susto! Foi fechar o livro e ler mais uma vez para acreditar. É claro que Marvin fez falta, assim como Zaphod, mas eu adoro Arthur e achei que nesse livro ele viveu e foi responsável por momentos ótimos.

Esse é também o volume mais melancólico, nostálgico de tempos mais simples. O melhor dessa série é o sarcasmo, ironia, crítica social e a acidez característica de Douglas Adams, isso não faltou, teve de sobra. Portanto, eu não faço parte dos fãs que dizem que esse livro é ruim. Acho sim que em vista dos três primeiros volumes os dois últimos livros são menos bons, mas ainda assim ótimos!

Praticamente Inofensiva
Douglas Adams
208 páginas
Skoob | Submarino

Rating: ★★★★☆ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Abril – MEGA atrasada!!! -, cujo objetivo é ler um livro de Ficção Científica.

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Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams
Até mais, e obrigado pelos peixes!, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

Junho
Calabar – o elogio da traição, de Chico Buarque Ruy Guerra

Calabar – o elogio da traição

Calabar

Calabar – o elogio da traição foi escrita no início dos anos 70 e foi liberada para ser encenada apenas muitos anos depois. Em 1973 Chico Buarque e Ruy Guerra procuram Fernando Peixoto para encenar a peça que eles acabaram de escrever. Muitas tentativas e ensaios depois, a peça só foi liberada (ou anistiado, como diz o próprio Fernando no texto de abertura da peça) pela censura em 1980. Um texto que foi escrito durante um ano, passou por muitas revisões, recomeços e pesquisas. Por se tratar de um tema histórico – a guerra entre Holandeses e Portugueses no Nordeste brasileiro no século XVII – os autores careciam de muito trabalho de investigação histórica. E um diferencial importante foi o trabalho de parceria, Chico e Ruy escreveram e pesquisaram juntos.

No entanto, mesmo se tratando de um texto que toca em um tema histórico, ele não se pretende uma reconstituição minuciosa de um acontecimento histórico. A História é utilizada como matéria para um reflexão em torno de uma tema que dá o argumento do texto: a traição de Calabar (que troca de lado no meio da guerra e passa a apoiar os Holandeses) e as outras tantas traições que ocorrem no texto. Os personagens e fatos históricos são usados para refletir sobre o problema e o significado de traição. Nesse sentido, a própria traição de Calabar (fato histórico) é questionada e a figura dele remete também ao homem que foi transformado em herói pelos holandeses. O que se apresenta ao espectador/leitor é a opção de Calabar em apoiar os holandeses, pois ele acreditava que eles poderiam trazer ao Brasil um governo mais livre, humano, menos opressor e escravista que os portugueses. Ele acreditou e seguiu sua crença até o fim, quando foi assassinado, esquartejado em praça pública para servir de exemplo ao restante das tropas portugueses.

É importante notar a estrutura do texto teatral, dividido em dois atos, que foge da dramaturgia bem comportada apresentada até então por diversos dramaturgos e companhias teatrais, pois o relato é descontínuo e as cenas ocorrem livremente, independente umas das outras. Porém o texto completo apresenta uma unidade lógica e objetiva. Entretanto, o que considero mais importante e o maior mérito da peça enquanto texto, mas principalmente enquanto espetáculo, é a maneira como os conflitos são resolvidos cenicamente. Ele é popular e desmistificador da História e de seu tema central, e usa a comédia e a música para falar com seu espectador (no caso da leitura isso é um pouco menos forte, é preciso imaginar o espetáculo no palco, arena, sala, rua, para ter uma noção dessas resoluções cênicas). Mesmo com o tom de comédia e musical, existem momentos de intimismo e de exposição da alma dos personagens.

Todas as falas, sejam de comédia, música, diálogo ou monólogo, são fortes e ásperas, revelam um realismo e um distanciamento crítico que permite observar e refletir tanto o fato histórico colocado em cena quanto a sociedade em que o o texto nasceu e, até mesmo, o mundo em que vivemos hoje. A leitura, por ser diferenciada no sentido de ser uma apresentação diferente e não usual para a maioria dos leitores, pode não fluir muito bem, o que não foi meu caso Estou acostumada a ler texto teatral, pois já me aventurei no teatro e até encenei alguns espetáculos. A leitura, para mim, foi muito rápida e fluida. Achei o texto muito bem escrito e seu argumento muito importante. É um texto que recomendo para quem se interessa na reflexão e crítica de nossa sociedade – e penso que todos deveriam se interessar. Mesmo assim achei que o texto não surgiu todas as minhas expectativas em relação ao enredo e aos personagens.

Calabar – o elogio da traição
Chico Buarque e Ruy Guerra
Editora civilização brasileira
149 páginas
Skoob | Submarino

Rating: ★★★☆☆ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Junho, cujo objetivo é ler uma Peça Teatral.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês. Ou descubra quais foram as minhas escolhas.

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Aproveita e segue a equipe do Desafio Literário 2011 no twitter também:

@vivi, @danihaendchen, @queromorarlivr e eu, @clandestini.

Confira as outras leituras feitas para o Desafio Literário 2011:

Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams
Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

Mr. Postman #18

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

Mais uma vez peço desculpas pela correria no vídeo. Mesmo assim, espero que gostem. Deixe seu comentário, será sempre bem vindo.


Link Direto

Mr. Postman #17

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

Mais um Mr. Postman, depois de um certo tempo sem fazer vídeo. Tudo anda tão corrido. E já peço desculpas pela correria no vídeo, tudo ficou muito rápido, mas o tempo anda escasso com a nova graduação, estágio e otras cositas más… Espero que gostem do vídeo. Deixe seu comentário, é sempre bem vindo.


Link Direto

Meet Starbuck.

Meet Starbuck.
Originally uploaded by clandestini.

Depois de muitos anos sem a Fubá, minha linda siamesa que faleceu e deixou um buraquinho no meu coração, finalmente adotei uma gatinha linda!

Hoje de manhã convenci o @cavalca a ir na ferinha de adoções de São Leopoldo e me apaixonei de cara por essa felina, fêmea, três pelos. Preenchi a papelada – que é pouca coisa – comprei ração, areia, caixinha, e tenho muito amor pra dar. Batizamos essa bolinha de pelos de Starbuck, uma das minhas personagens favoritas de Battlestar Galactica.

Agora é cuidar com amor e responsabilidade e babar muito, porque ela é linda!

Doctor Who – 6×07 – A Good Man Goes to War

Amy e Melody Pond

Quase uma semana depois da midseason de Doctor Who ainda não consegui me recuperar. Durante o episódio eu chorei, sorri, fiquei tensa e surpresa muitas vezes. Logo nos primeiros minutos, antes mesmo da abertura, Amy Pond me fez chorar com um discurso lindo. O episódio começa como um conto de fadas, com Amy conversando com sua filha sobre um homem que nunca vai parar de olhar por ela, um homem que têm centenas de anos e que esse homem é seu pai, ele não é conhecido por seu verdadeiro nome, mas como O Último Centurião.

Rory, the Roman

Estilisticamente o episódio traz a sensação de épico da season finale da quinta temporada, The Pandorica Opens e The Big Bang. Mas, desta vez o centro da história é a batalha pela posse de Amy e sua querida filha Melody, que, como o Doutor descobre nesse episódio, foi concebida – ao que parece – na TARDIS e, assim, de alguma forma adquiriu um traço genético dos Senhores do Tempo. Por isso Amy foi sequestrada, para que sua filha fosse usada como arma contra o Doutor.

A história começa com o doutor já ciente do perigo da batalha que enfrentará. Seus inimigos sabem que ele está chegando, que estão lidando com alguém que tem a reputação de um ser quase mítico. Eles só podem se preparar para o pior. O Doutor, por sua vez, está cobrando alguns favores que certos amigos e até mesmo inimigos devem para ele ao longo de seus pouco mais de 900 anos de vida. O que significa centenas de dívidas. Durante todo o tempo em que vemos seus aliados serem recrutados o Doutor é mantido nas sombras, por 20 minutos nós apenas sentimos a sua presença e o efeito que ele tem sobre o universo.

Essa sequência do recrutamento é muito boa e mostra um universo de aventuras que acontecem mesmo quando o Doutor não está por perto. Essa sequência também nos dá a oportunidade de conhecer mais sobre os carcereiros de Amy. Como um grupo de clérigos é apenas um grande grupo de soldados, mas sabemos que eles também são indivíduos recrutados quase sem saber porque e de forma enganosa. Aprendemos que estas não são apenas os maus ou vilões, são pessoas.

Rory, the Roman e os Cybermen

Enquanto isso, Rory, o Romano, foi atrás dos Cybermen para descobrir onde sua esposa estava. E como eu já mencionei aqui, eu sempre espero um ato heróico do Último Centurião Rory. E mais uma vez ele nos brinda com sua bravura e parte para a batalha. E usando a roupa de Centurião. Em um diálogo com River Song ele menciona o motivo da roupa e vemos ali o menino frágil e apaixonado de sempre, impelido pelo Doutor a usar o traje, mas no fundo ele é mesmo aquele Centurião, que esperou por 2000 anos sua amada.

River Song e Rory

E temos um poema, divulgado antes mesmo do episódio ir ao ar, que traz um novo elemento para o universo de Doctor Who:

Demons run when a good man goes to war
Night will fall and drown the sun
When a good man goes to war

Friendship dies and true love lies
Night will fall and the dark will rise
When a good man goes to war

Demons run, but count the cost
The battle’s won, but the child is lost

E é também um bom resumo para o que está por vir no episódio. Assim, vemos o Doutor bem irritado pela primeira vez. Pelo menos na primeira vez em muito tempo. Eu não tenho muita certeza se ele já não esteve com raiva antes, mas o próprio Doutor diz que esse sentimento é novo para ele. Esta é uma maneira apropriada para um episódio que tem muito a ver com o quão longe os personagens chegaram. O Doutor tornou-se uma figura tão temida que ele está mudando a definição da palavra do médico curandeiro para guerreiro. E o momento em que River diz isso pra ele é tão intenso que me fez pensar em todos arcos da série até aqui e traçar na minha mente essa caminho que o Doutor tomou.

[insira aqui a voz e entonação de River Song] SPOILERS!

A maneira como o Doutor e seu pequeno grupo de amigos invade o quartel general e o esvazia é incrível. E o primeiro encontro entre Rory e Melody é tão lindo, quando ele diz pra ela que queria ser cool é tão fofo (mas ainda mais fofo é quando Amy diz para Rory que um homem vestido de Centurião, que a esperou por 2000 anos e agora voltou para resgatá-la é muito cool). Outro encontro encantador é o Doutor com o bebê: “I speak baby”! Ótimo. O Doutor deu seu berço para Melody, só não entendi muito bem porque exitar em falar sobre a quem o tal berço pertencia ou sobre filhos. Ele já falou sobre isso com Rose, por exemplo.  Continue lendo →