Mr. Postman #22

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

O vídeo dessa semana está super curtinho, tempo de vacas magras. Espero que goste, mesmo assim.

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Livros citados:

  • Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou, Cristiane Lisbôa (resenha)
  • Olhai os lírios do campo, Erico Veríssimo (lendo)

Links Love #7

E em POA se usa Tu.

1. Eu sou dependente do Tu. E no blog da Cia das Letras a escritora Carol Bensimon deu um depoiemtno sobre o uso do Tu. Aqui no RS é assim, não falamos você, é tu mesmo.

2. Ainda no maravilhoso blog da Cia das Letras tem um texto ótimo sobre Vanessa Barbara comenta sobre grifar ou não os livros (e qual é a melhor forma de fazer isso).

3. Enquanto que no blog A Biblioteca de Raquel, no na página do Estadão, Raquel Cozer traz um vídeo sobre anotações nas margens de livros em plena era dos tablets.

4. No Banana Craft tem um texto muito bacana sobre Eco-Craft, vale a pena.

5. Ea Gabi do blog casa da Gabi postou um texto muito bacana sobre o #lingerieday.

Novidades de Doctor Who

Que eu amo Doctor Who já deve ter ficado claro por aqui. Então é óbvio que fico ligada em todas as novidades sobre essa série que é minha preferida atualmente. Pois então, no painel de Doctor Who na Comic Con de San Diego teve lançamento do trailer de Let’s Kill Hitler, o primeiro episódio da segunda metade da sexta temporada, que volta dia 27 de agosto na Inglaterra e nos Estados Unidos. In-crí-vel! E para as futuras aulas de história: quem foi o Centurião Romano que socou Hitler na cara? Confere aí:

[youtube1]76vzfxJRByA&[/youtube1] Link Direto

E Karen Gillan revelou que voltará para a sétima temporada de Doctor Who. Ela, durante as entrevistas no pós painel da Comic Con, disse:

“Eu vou voltar, sim. É a primeira vez que digo isso, é exclusivo, hein!”

A companheira do querido Doutor, Amy Pond, é maravilhosa e eu estava triste com a possibilidade de ela não voltar. Mas ainda não sei se ela volta como companheira ou como participação especial (como Rose na quarta temporada).

E saiu a nova foto do elenco de Doctor Who. Olha essa imagem, que coisa mais linda!

Doctor Who - 6ª temporada

Agora é esperar a volta por mais um mês. E o que fazer para segurar essa ansiedade?

Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky

Areia nos Dentes

Livro de faroeste com zumbis. Sim, para impressionar já de antemão. Como o Daniel Galera falou na primeira linha da orelha do livro: “Se tem zumbi no meio, só pode ser bom”. Acho essa frase muito verdadeira, com raríssimas exceções. E Areia nos Dentes definitivamente não é uma excessão. O livro está aí para confirmar que história com zumbi é boa de ver, de ler e de contar. Xerxenesky usa e abusa das referências cinematográficas para compor seu cenário inusitado: o oeste, aquele velho oeste de filme americano (seja ele filmado na Itália ou na Espanha, ou não). Confesso que o gênero de filmes nunca foi meu forte, que vi apenas o primeiro dos filmes da trilogia dos dólares e, que apesar da paixão pela trilha sonora, eu tive de revê-lo, pois da primeira vez eu dormi. Sim, eu gostei muito do filme, mas ainda não criei coragem para retomá-los (segundo o @cavalca isso é um pecado sem tamanho, ele sim, um fã de Clintão).

Mas nem só de referência cinematográfica vive o primeiro romance de Xerxenesky. No romance tem também uma pequena referência à obra Romeu e Julieta de Shakespeare. A eterna briga entre duas famílias e o moço de um lado se apaixona pela moça da outra família. Mas esse não é o principal argumento. A história, ou as histórias, giram em torno da família Ramírez. Uma no passado. Outra no presente (2007). No presente o velho Juan Ramírez, na Cidade do México, resolve contar a história dos seus antepassados sem saber muito bem o porque de tal resolução repentina. No passado, os antepassados de Juan, uma família Ramírez cravada no meio de Mavrak, um lugar que bem poderia ser uma cidade-fantasma, se não fosse pelo fato de ser habitada (conforme ficamos sabendo durante a narrativa). O narrador, Juan Ramírez do presente enfrenta seus próprios medos e anseios enquanto escreve sua história sobre a rivalidade entre os Ramírez e os Marlowes.

A briga entre as duas famílias é antiga e começou nem se sabe como, de tanto tempo que faz. Miguel Ramírez, o patriarca, incumbe seu filho Martin de invadir a mansão dos Marlowe e descobrir o que eles estão armando no porão. Acontece que na manhã seguinte em que ele esteve lá (e não cumpriu sua missão), é encontrado morto em sua própria casa. o mistério está instalado no povoado. Quem matou Martín? Para Miguel isso é óbvio, foram os malditos Marlowes. Mas o que ninguém esperava era a chegada de um Xerife na cidade para resolver o mistério. O outro filho de Miguel, Juan (de onde vem o nome de nosso narrador) não é bem o tipo vingativo, cowboy ou herói, sequer sabe manejar uma pistola. Mas o foco narrativo paira sobre ele. Ele é o Romeu de uma Julieta Marlowe, ele quer ser aceito pelo pai, quer merecer o lugar do falecido irmão, quer honrar a morte de seu irmão, e aceita as ordens do pai de procurar um xamã no meio do deserto para pôr em prática uma vingança terrível contra a família rival.  Read More

Harry Potter, the end.

Harry Potter collection

Eu já contei por aqui que sou apaixonada por Harry Potter e como isso aconteceu: tardiamente e depois de um longo período de preconceito literário com os livros de J. K. Rowling. Contei que li os sete livros em dois meses, que devorei cada página e saboreei cada aventura e prova de amizade do trio Harry, Hermione e Rony, que me diverti com Snape, que chorei com eles, com cada morte. Nessa aventura de sete anos e sete livros dos bruxos e dos trouxas eu embarquei muito recentemente. E mesmo assim me apaixonei de tal forma que posso me considerar uma fan. Quando comecei a ver os filmes, logo depois de ter lido os livros, achava cada um melhor que o outro. Que eles conseguiam transpor para a tela todos os sentimentos que tinha com as páginas dos livros.

Ler o sétimo e último livro deixou uma saudade imenso de todos os personagens, da narrativa gostosa e dos cenários fantásticos, de Hogwarts e de tudo o mais. E depois, com os filmes, podia suprir a falta que cada uma dessas coisas me fazia. Nesse meio tempo ganhei camiseta de Hogwarts, comprei os livros dos animais fantástico e o manual de quadribol. E então veio o sexto filme, o primeiro deles que vi no cinema, e a certeza de que o fim estava próximo deixava o sentimento nostálgico ainda maior. Com a primeira parte do sétimo filme fiquei arrepiada, emocionada e ainda mais nostálgica. Yates fez um belo trabalho e deixou a promessa de um final arrasador para a saga de Harry Potter.

E eis que dia 15 de julho de 2011 alternava entre “está demorando demais para chegar” e “não quero que chegue, assim não acaba”. E o dia chegou. Na terça-feira anterior a estréia eu fui na bilheteria do cinema em São Leopoldo para comprar ingressos para a estréia. Não tinha mais como, não tinha lugar. (só lá na primeira fileira ou um que outro com péssima localização). Eu e o Ju resolvemos comprar para o sábado. Mais um dia esperando não mataria ninguém. O sábado veio. E a ansiedade era enorme. Fomos para o cinema, que mesmo com lugar marcado no ingresso, fez fila para organizar a entrada de tanta gente na sala de exibição.

Começou o filme e fiquei realmente muito emocionada. Na primeira metade do filme já estava chorando, copiosamente, como disse a menina na fileira de trás. As mortes de Remo, Tonks e Fred me deixaram muito, muito triste. Mas nada superou a morte de Snape, meu personagem favorito da série (seguido de perto por um empate entre Rony e Hermione) desde o primeiro livro (antes de saber de seu passado). E Harry na Penseira vendo as motivações de Snape, tudo o que ele fez, e o porque do que fez, me deixaram em frangalhos. E o filme terminou e continuei chorando. Fiquei na sala do cinema até a última letrinha, até o símbolo da Warner aparecer. Foi uma despedida e tanto. Nem queria ver minha cara no espelho depois de tudo aquilo. Devo ter ficado inchada, vermelha, os olhos cheio de lágrimas.

A saga no cinema terminou com chave de ouro.  Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte II é muito, mas muito bom mesmo. E quem tem uma ligação sentimental com toda a série, como eu, gostou ainda mais. O certo é que podemos dizer que terminou, é o fim, não serão feitos mais filmes, não serão escritos mais livros (quem sabe…). Mas eles ainda estão aí. É sempre possível voltar e ler de novo, rever todos os filmes, fazer maratona. E tem o Pottermore, para amainar a nostalgia. Muito obrigada Harry, Rony, Hermione, Snape, Dumbledore e J. k. Rowling, por tudo, por esse mundo fantástico que conheci e passei a amar.