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julho 2011

Posts em julho 2011.

Mr. Postman #22

Bem vind@ ao Mr. Postman!

Esse é um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, no qual mostrarei tudo o que recebi, comprei ou ganhei durante a semana.

O vídeo dessa semana está super curtinho, tempo de vacas magras. Espero que goste, mesmo assim.


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Livros citados:

  • Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou, Cristiane Lisbôa (resenha)
  • Olhai os lírios do campo, Erico Veríssimo (lendo)

Links Love #7

E em POA se usa Tu.

1. Eu sou dependente do Tu. E no blog da Cia das Letras a escritora Carol Bensimon deu um depoiemtno sobre o uso do Tu. Aqui no RS é assim, não falamos você, é tu mesmo.

2. Ainda no maravilhoso blog da Cia das Letras tem um texto ótimo sobre Vanessa Barbara comenta sobre grifar ou não os livros (e qual é a melhor forma de fazer isso).

3. Enquanto que no blog A Biblioteca de Raquel, no na página do Estadão, Raquel Cozer traz um vídeo sobre anotações nas margens de livros em plena era dos tablets.

4. No Banana Craft tem um texto muito bacana sobre Eco-Craft, vale a pena.

5. Ea Gabi do blog casa da Gabi postou um texto muito bacana sobre o #lingerieday.

Novidades de Doctor Who

Que eu amo Doctor Who já deve ter ficado claro por aqui. Então é óbvio que fico ligada em todas as novidades sobre essa série que é minha preferida atualmente. Pois então, no painel de Doctor Who na Comic Con de San Diego teve lançamento do trailer de Let’s Kill Hitler, o primeiro episódio da segunda metade da sexta temporada, que volta dia 27 de agosto na Inglaterra e nos Estados Unidos. In-crí-vel! E para as futuras aulas de história: quem foi o Centurião Romano que socou Hitler na cara? Confere aí:


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E Karen Gillan revelou que voltará para a sétima temporada de Doctor Who. Ela, durante as entrevistas no pós painel da Comic Con, disse:

“Eu vou voltar, sim. É a primeira vez que digo isso, é exclusivo, hein!”

A companheira do querido Doutor, Amy Pond, é maravilhosa e eu estava triste com a possibilidade de ela não voltar. Mas ainda não sei se ela volta como companheira ou como participação especial (como Rose na quarta temporada).

E saiu a nova foto do elenco de Doctor Who. Olha essa imagem, que coisa mais linda!

Doctor Who - 6ª temporada

Agora é esperar a volta por mais um mês. E o que fazer para segurar essa ansiedade?

Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky

Areia nos Dentes

Livro de faroeste com zumbis. Sim, para impressionar já de antemão. Como o Daniel Galera falou na primeira linha da orelha do livro: “Se tem zumbi no meio, só pode ser bom”. Acho essa frase muito verdadeira, com raríssimas exceções. E Areia nos Dentes definitivamente não é uma excessão. O livro está aí para confirmar que história com zumbi é boa de ver, de ler e de contar. Xerxenesky usa e abusa das referências cinematográficas para compor seu cenário inusitado: o oeste, aquele velho oeste de filme americano (seja ele filmado na Itália ou na Espanha, ou não). Confesso que o gênero de filmes nunca foi meu forte, que vi apenas o primeiro dos filmes da trilogia dos dólares e, que apesar da paixão pela trilha sonora, eu tive de revê-lo, pois da primeira vez eu dormi. Sim, eu gostei muito do filme, mas ainda não criei coragem para retomá-los (segundo o @cavalca isso é um pecado sem tamanho, ele sim, um fã de Clintão).

Mas nem só de referência cinematográfica vive o primeiro romance de Xerxenesky. No romance tem também uma pequena referência à obra Romeu e Julieta de Shakespeare. A eterna briga entre duas famílias e o moço de um lado se apaixona pela moça da outra família. Mas esse não é o principal argumento. A história, ou as histórias, giram em torno da família Ramírez. Uma no passado. Outra no presente (2007). No presente o velho Juan Ramírez, na Cidade do México, resolve contar a história dos seus antepassados sem saber muito bem o porque de tal resolução repentina. No passado, os antepassados de Juan, uma família Ramírez cravada no meio de Mavrak, um lugar que bem poderia ser uma cidade-fantasma, se não fosse pelo fato de ser habitada (conforme ficamos sabendo durante a narrativa). O narrador, Juan Ramírez do presente enfrenta seus próprios medos e anseios enquanto escreve sua história sobre a rivalidade entre os Ramírez e os Marlowes.

A briga entre as duas famílias é antiga e começou nem se sabe como, de tanto tempo que faz. Miguel Ramírez, o patriarca, incumbe seu filho Martin de invadir a mansão dos Marlowe e descobrir o que eles estão armando no porão. Acontece que na manhã seguinte em que ele esteve lá (e não cumpriu sua missão), é encontrado morto em sua própria casa. o mistério está instalado no povoado. Quem matou Martín? Para Miguel isso é óbvio, foram os malditos Marlowes. Mas o que ninguém esperava era a chegada de um Xerife na cidade para resolver o mistério. O outro filho de Miguel, Juan (de onde vem o nome de nosso narrador) não é bem o tipo vingativo, cowboy ou herói, sequer sabe manejar uma pistola. Mas o foco narrativo paira sobre ele. Ele é o Romeu de uma Julieta Marlowe, ele quer ser aceito pelo pai, quer merecer o lugar do falecido irmão, quer honrar a morte de seu irmão, e aceita as ordens do pai de procurar um xamã no meio do deserto para pôr em prática uma vingança terrível contra a família rival.  Continue lendo →

Harry Potter, the end.

Harry Potter collection

Eu já contei por aqui que sou apaixonada por Harry Potter e como isso aconteceu: tardiamente e depois de um longo período de preconceito literário com os livros de J. K. Rowling. Contei que li os sete livros em dois meses, que devorei cada página e saboreei cada aventura e prova de amizade do trio Harry, Hermione e Rony, que me diverti com Snape, que chorei com eles, com cada morte. Nessa aventura de sete anos e sete livros dos bruxos e dos trouxas eu embarquei muito recentemente. E mesmo assim me apaixonei de tal forma que posso me considerar uma fan. Quando comecei a ver os filmes, logo depois de ter lido os livros, achava cada um melhor que o outro. Que eles conseguiam transpor para a tela todos os sentimentos que tinha com as páginas dos livros.

Ler o sétimo e último livro deixou uma saudade imenso de todos os personagens, da narrativa gostosa e dos cenários fantásticos, de Hogwarts e de tudo o mais. E depois, com os filmes, podia suprir a falta que cada uma dessas coisas me fazia. Nesse meio tempo ganhei camiseta de Hogwarts, comprei os livros dos animais fantástico e o manual de quadribol. E então veio o sexto filme, o primeiro deles que vi no cinema, e a certeza de que o fim estava próximo deixava o sentimento nostálgico ainda maior. Com a primeira parte do sétimo filme fiquei arrepiada, emocionada e ainda mais nostálgica. Yates fez um belo trabalho e deixou a promessa de um final arrasador para a saga de Harry Potter.

E eis que dia 15 de julho de 2011 alternava entre “está demorando demais para chegar” e “não quero que chegue, assim não acaba”. E o dia chegou. Na terça-feira anterior a estréia eu fui na bilheteria do cinema em São Leopoldo para comprar ingressos para a estréia. Não tinha mais como, não tinha lugar. (só lá na primeira fileira ou um que outro com péssima localização). Eu e o Ju resolvemos comprar para o sábado. Mais um dia esperando não mataria ninguém. O sábado veio. E a ansiedade era enorme. Fomos para o cinema, que mesmo com lugar marcado no ingresso, fez fila para organizar a entrada de tanta gente na sala de exibição.

Começou o filme e fiquei realmente muito emocionada. Na primeira metade do filme já estava chorando, copiosamente, como disse a menina na fileira de trás. As mortes de Remo, Tonks e Fred me deixaram muito, muito triste. Mas nada superou a morte de Snape, meu personagem favorito da série (seguido de perto por um empate entre Rony e Hermione) desde o primeiro livro (antes de saber de seu passado). E Harry na Penseira vendo as motivações de Snape, tudo o que ele fez, e o porque do que fez, me deixaram em frangalhos. E o filme terminou e continuei chorando. Fiquei na sala do cinema até a última letrinha, até o símbolo da Warner aparecer. Foi uma despedida e tanto. Nem queria ver minha cara no espelho depois de tudo aquilo. Devo ter ficado inchada, vermelha, os olhos cheio de lágrimas.

A saga no cinema terminou com chave de ouro.  Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte II é muito, mas muito bom mesmo. E quem tem uma ligação sentimental com toda a série, como eu, gostou ainda mais. O certo é que podemos dizer que terminou, é o fim, não serão feitos mais filmes, não serão escritos mais livros (quem sabe…). Mas eles ainda estão aí. É sempre possível voltar e ler de novo, rever todos os filmes, fazer maratona. E tem o Pottermore, para amainar a nostalgia. Muito obrigada Harry, Rony, Hermione, Snape, Dumbledore e J. k. Rowling, por tudo, por esse mundo fantástico que conheci e passei a amar.

Garota papo-firme

Então que ontem foi o lançamento do livro Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou, de Cristiane Lisbôa (referência a um canção de Roberto Carlos). E foi super bacana. A moça esbanjou simpatia, ganhei um exemplar do livro, marca-página exclusivo para o lançamento, autógrafo e ainda assisti o pocket show da Gisele de Santi, que terminou com surpresa: ela transformou em canção um dos micro contos de Cristiane, Mas naquele tempo eu não sabia (p. 21) , que ficou muito lindo. Gisele foi um espetáculo à parte. Com uma voz absolutamente linda, me encantou desde a primeira até a última canção. Mas a noite foi de Cris Lisbôa, merecidamente.

NUnca fui a garota papo-firme que o Roberto falou

Hoje de tarde me sentei na cama, aninhada com a Starbuck, com o livro na mão e muita expectativa. O livro é bem pequenino, tem pouco mais de 60 páginas, formato pocket, e uma capa cor de rosa simples e elegante. A diagramação é muito bacana, também simples e elegante. Nada de texto justificado. Títulos em caixa alta, que parecem feitos assim para chamar a atenção, um grito mesmo, de confissão. Porque conforme eu lia as palavras de Cristiane Lisbôa eu sentia uma coisa boa despertar dentro do peito. Uma leitura fluí­da, leve, e ao mesmo tempo densa como são as histórias de amor. Não aquelas histórias cheia de clichês de romance adolescente. Mas daquele amor doído, profundo, mais para um filme do Almodóvar.

São 56 micro contos. Um páragrafo apenas para cada um. E não precisou mais do que isso para deixar claro o porque do livro. Mas estes micro contos estão mais para poemas em prosa do que para contos. São confissões. Pelo menos assim eu senti. Confissões de amor, de desejo, confissões de uma menina mulher que é sim papo-firme. Eu não tive oportunidade de conversar muito com a autora durante o lançamento. No entanto, as palavras escritas, marcadas no livro, deixam claro que ela é papo-firme, que tem uma escrita boa, sabe para que serve a caneta e o papel e faz bom uso deles.

As palavras de Cris Lisbôa deixam marcas. E deixam esperança. Esperança sim, de que ainda existem bons escritores nascendo a cada dia no Brasil. Em meio a tantas leituras decepcionantes dos chamados novos autores brasileiros nos últimos meses, é bom encontrar uma flor assim, tão bela e tão talentosa.

E tem PROMOÇÃO no blog, o trecos & trapos tem dois exemplares de Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou  para sorteio. Confere as regras e inscreva-se. Boa sorte!

Nunca fui a garota papo-firme que o Roberto falou
Cristiane Lisbôa
64 páginas
Editora Memória Visual
Skoob

Rating: ★★★★☆ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Julho, cujo objetivo é ler novos autores.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês. Ou descubra quais foram as minhas escolhas.

Participe, comente, leia.

Gostou da ideia? Siga o @DL_2011 no twitter.

Aproveita e segue a equipe do Desafio Literário 2011 no twitter também:

@vivi, @danihaendchen, @queromorarlivr e eu, @clandestini.

Confira as outras leituras feitas para o Desafio Literário 2011:

Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams
Até mais, e obrigado pelos peixes!, de Douglas Adams
Praticamente Inofensiva, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

Junho
Calabar – o elogio da traição, de Chico Buarque Ruy Guerra
Gota D’água, Chico Buarque e Paulo Pontes
As Relações Naturias: três comédias, Qorpo Santo

Almoço especial – 3 anos de namoro

Dia 25 de Julho é um dia bem especial, é o aniversário de namoro meu e do Ju. Três ano juntos. E para comemorar esse dia especial (que além de tudo é feriado em São Leopoldo, onde ele mora e trabalha), preparei um almoço bem bacana para nós. Fiz um risoto de camarão que, modéstia à parte, ficou uma delícia.

Eu até procurei uma receita na internet para usar como base, mas não encontrei nenhuma que estivesse de acordo com os ingredientes disponíveis por aqui. Então eu fui fazendo instintivametne. Quer saber o que usei? Lá vai:

* 400 gramas de camarão limpo e cozido
* 1 cebola picada
* 3 dentes de alho picados
* 1 pimenta dedo de moça picada
* 1 colher de cominho em pó
* sal a gosto
* 3 xícaras de arroz
* 4 colheres de sopa de molho de tomate
* 1 tomate mádio picado
* água

Primeiro refoguei a cebola, o alho e a pimenta. Coloquei o camarão, o sal e o cominho. Deixei refogando e acresecentei o molho de tomate. Depois o arroz e o tomate. Refoguei mais um pouco e coloquei a água até cobrir tudo. Deixei cozinhando até ficar quase seco. Desliguei e tampei por uns cinco minutos para secar o restante da água.

Para acompanhar preparei uma batata assada (receita que testei no sábado e coloco aqui no blog outro dia) e um vinho tinto seco delicioso. E ralei queijo parmesão por cima do arroz já no prato. Uma bela e deliciosa maneira de comemorar três anos de namoro. Está servido?

Risoto de Camarão e Batata Assada