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agosto 2012

Posts em agosto 2012.

Cozinhando com Jamie Oliver

Desde que eu vi o filme Julie & Julia eu fiquei morrendo de vontade de fazer algo parecido. Sei lá, uma tentativa de mudar as coisas na minha vida assim como a protagonista do blog/livro/filme. Eu sempre gostei de cozinhar, mas minha preguiça é tão grande que atrapalhou meus planos na época. E eu também não queria fazer nada igual ao que ela fez, queria algo mais leve, sem prazos fixos nem nada. E muito menos eu me aventuraria em uma expedição pela culinária francesa, por que tudo que ela sofreu pra conseguir realizar as receitas não estava no gibi (acabo de revelar minha idade avançada agora!).

Porém, tudo mudou quando eu conheci um chef inglês muito prestigiado, com muitos livros publicados, programas de televisão, uma campanha para melhorar as merendas das escolas americanas (já sabe quem é, né?) e um slogan: qualquer um pode aprender a cozinhar em 24 horas. Antes de Jamie Oliver eu gostava de cozinhar, mas não tinha muita criatividade no tocante a temperos e sempre usava os mesmos, fazia sempre as mesmas e velhas receitas, com exceção do tempo em que fui vegetariana, quando repeti incessantemente as mesmas receitas de um livrinho muito pequeno e tão diversificado quanto seu tamanho. Tirando os 10 quilos ganhos durante esse tempo, não ganhei nada em termos de aprendizagem culinária. Depois de ver alguns vídeos de Jamie, somados com minha curiosidade recém despertada para o mundo das receitas na internet, minha nova meta era cozinhar um livro de receitas inteirinho de Jamie.

Os livros já estão na prateleira da sala de jantar (que chique, mas, embora eu tenha os livros, me falta uma mesa de jantar nessa sala), e eu finalmente comecei meu projeto. Sem prazos, sem pressão. Apenas cozinhando com vontade, amor e carinho. Ainda não tenho uma cozinha perfeita, com tudo o que preciso (e o principal são panelas que custem um pouco mais de R$ 39,90 o conjunto), mas está quebrando o galho. E minha primeira experiência foi com um delicioso macarrão. Sim, macarrão é basicamente tudo o que eu tenho feito ultimamente, mas o que eu posso fazer, meu subconsciente escolheu que eu sou gringa (eu falo gringa para me referir aos descendentes de italiano da serra gaucha (que não é serra de verdade) e então eu me sinto um pouquinho italiana, apesar do sangue português que corre em minhas veias.

Voltando a vaca fira, ou melhor ao macarrão frio. A primeira receita eleita para deliciar a vida aqui em casa foi Massa com Camembert Assado. Por quê? Simplesmente porque era a que tinha os ingredientes mais fáceis de achar. Pelo menos foi isso que eu pensei quando li a formidável receita. O queijo camembert até que foi fácil, comprei no Bourbon mais ou menos perto aqui de casa. Mas o que eu não contava era ter de percorrer todos os mercadinhos, horti-fruti e boteco da região apenas para encontrar um ramo de alecrim! Sim, Canoas, a cidade do futuro, tem um “pequeno” problema: aqui no fim do mundo não tem mercado perto de casa e para comprar temperos, legumes e vegetais não tão comuns na mesa do brasileiro é uma desgraça. Ou compro na rede Zaffari e pago uma fortuna mais os dois olhos da cara ou não acho em nenhum outro lugar acessível. Claro que eu gosto de ir no Bourbon com seus largos corredores e ampla variedade de mercadorias, mas tinha de ser tão mal localizado? E tão caro? Lamentações a parte, a corrida por ingredientes será sempre um desafio morando ou não em Canoas, porque eu duvido que seja fichinha encontrar alguns dos ingredientes que li numa receita ou outra, até mesmo se eu morasse na metrópole cosmopolita mais provinciana do RS: Porto Alegre.

Acabei optando por usar alecrim comprado no saquinho mesmo, não obtive o mesmo resultado que eu teria se usasse o alecrim fresco, mas serviu ao seu propósito. Além disso, essa pequena alteração da receita nem se compara com o que estou acostumada a fazer (eu corto ingredientes sem dó nem piedade quando não os tenho por perto). Mas o pior não foi isso. Nem de longe. O pior foi minha total ignorância na hora de comprar ESPINAFRE! Gente, eu parei na frente da geladeira/vitrine (?) de verduras no sacolão no centro da cidade e fiquei horas olhando e esperando que alguma fada jogasse um pó brilhante que me apontasse o caminho até o espinafre. Aquelas folhas verdes eram tão parecidas. Fique numa dúvida cruel entre o agrião, o espinafre e outra folha que não lembro o nome (rúcula?). Acabei indo pela sorte. Peguei um maço qualquer e disse comigo mesmo: “se for o espeinafre vai custar o preço da etiqueta, se não for, eu troco por outro ramo”. Dei sorte e comprei meu primeiro espinafre na vida.

A hora da preparação teria sido beleza não fosse pelo camembert que não veio na mesma embalagem que a solicitada pela receita e pelo pedacinho que o Juliano roubou sem eu ver. Esses dois imprevistos fizeram com que o queijo derramasse um pouco enquanto estava assando, mas nada de muito desesperador. Massa pronta, molho preparado, queijo assado e a primeira receita do mais novo projeto da”desocupada” aqui foi um completo sucesso. Delicioso, mérito do Jamie (o muso). Fiquei muito contente com o resultado e estou pensando nas próximas receitas (a segunda já foi preparada, mas fica para um próximo texto). Vale dizer que a refeição foi em homenagem aos 4 anos de namoro com o Ju, em Julho e que se eu me comportar direitinho e cozinhar muitas receitas dos livros do Jamie, eu ganho o jogo de panelas do muso de Natal!

Casa Glass (The Morganville Vampires #1), de Rachel Caine

Depois de finalmente conseguir terminar Casa Glass, só posso dizer que achei o livro muito mais do mesmo, isto é, uma história lugar comum, sem nenhuma novidade. Muitos clichês românticos e personagens sem nenhuma profundidade. O velho drama adolescente que além de ser chato, é irreal (me recuso a acreditar que todas as adolescentes passam o tempo todo pensando em meninos, pois eu não fui esse tipo de adolescente).

A livro fala sobre uma adolescente precoce na universidade em Morganville: a protagonista Claire Danvers. A guria de 16 anos é um pequeno gênio e vai parar em uma universidade localizada numa cidade infestada de vampiros, apesar de obrigada pelos pais ela não gostou muito da ideia. Ok, ela tem pais preocupadíssimos que não a deixam viajar quilômetros de distância para estudar em um lugar decente, mas bem capaz que um gênio estudaria em uma universidade qualquer no fim do mundo. Não bastasse a protagonista ser inteligentíssima (o que ao longo do livro se mostra uma inverdade, pois ela é muito estúpida nas decisões que toma), ela é também uma excluída, ninguém gosta dela no lugar de onde ela veio e também no dormitório onde vive. Já não passou o tempo de excluir os CDFs? Algumas meninas no dormitório a querem morta, pelo motivo mais imbecil que eu já vi em toda a minha vida!

Na tentativa de fugir das doidas do dormitório, Claire acaba conhecendo o trio de moradores da Casa Glass, uma casa super antiga na cidade e para enganar suas perseguidoras, acaba indo morar com eles. Os amigos que ela faz não são menos caricatos: uma gótica, um garoto perfeitinho/lindo e outro lindo/com problemas para se abrir. E cada vez que Claire soltava um pensamento do tipo: “minha nossa como ele é lindo” eu quase vomitava em cima do livro. Ela descobre que a cidade não é apenas infestada, mas administrada por vampiros e apenas os que possuem proteção estão a salvo. Os outros (principalmente os alunos da universidade) podem servir de lanche aos caminhantes noturnos a qualquer momento. Claire e seus amigos, é claro, não possuem proteção. A história gira em torno da tentativa dos amigos de Claire tentando salvá-la dos vampiros e das meninas más do dormitório e para isso resolvem confeccionar ou encontrar um livro que é muito precioso para os vampiros para barganhar por suas vidas.

Nas últimas 50 páginas o livro começa a ficar interessante (não muito), pois são narradas mais cenas de ação e o ápice da história, mas não chega a ser grande coisa em nenhum momento. O final foi uma surpresa, um alívio até, depois de tantas páginas cheias de clichês, personagens mal estruturados e uma narrativa ruim. Simples assim. Além disso, a tradução tem muitos erros. Não sei se faltou revisão ou se foi mal feita mesmo, fato é que tem erros de digitação, pontuação, ortografia, concordância verbal e nominal. Mais uma vez a editora Underworld se esforça demais na apresentação (capa e projeto gráfico) e de menos na tradução/revisão.

Casa Glass (The Morganville Vampires #1)
Rachel Caine
Editora Underworld
288 páginas
Goodreads | Shelfari | Skoob | Submarino

Rating: ★☆☆☆☆ 

Recebi e resenhei esse livro para o Book Tour da Editora Underworld, do qual participo.

Book Tour da Editora Underworld

orgulho da semana: trecos&trapos no #voltamundoblogueiro

Essa semana eu recebi uma notícia que me deixou muito feliz. Esse blog, que me acompanha desde 2006, ganhou Indicação da Semana no blog #voltamundoblogueiro. A indicação foi da querida e super fofa Bruna Damiana do blog Outramentos e uma das colaboradoras do projeto/blog que gosta tanto da blogosfera old school. Adorei o depoimento da Bruna e o texto que a blogueira criadora do projeto, a Mulher Vitrola, escreveu sobre o trecos & trapos. Confere lá e me conta o que achou.

 

Saiu o trailer da 7ª temporada de Doctor Who!

Dinosaurs! On a spaceship!

Saiu hoje o trailer da aguardadíssima sétima temporada de Doctor Who. Primeiro foi essa imagem incrível que ilustra o post que apareceu na rede. Logo em seguida a BBC postou o vídeo com o trailer e incluiu em sua página a imagem promocional. E sabe o que eu tenho a dizer sobre esse trailer? FODÁSTICO!!!!! De tirar o fôlego. Gritinhos, pulinhos e palmas. E que a data do primeiro episódio chegue o mais rápido possível. Contando os dias e perdendo as unhas de tanta ansiedade!

Se não conseguir visualizar, assista direto no youtube 😉