Drawing: A drawing a day.

Eu sempre gostei de desenhar. Desde muito pequena rabiscava qualquer pedaço de papel que estivesse por perto (menos nos meus livros, porque desde cedo eu olhava para esses objetos como algo sagrado). Desenhava mais paisagens, porque eu achava mais fácil e um primo meu com pretensões de artista me ensinou alguns truques. Não que meus desenhos fossem bons. Pelo contrário. Eram desenhos bem feinhos. Cheguei a fazer um curso, na escola, de cartoon com o Jerry. Foi uma experiência maravilhosa, que me ensinou muito sobre traço, como usar o lápis e, claro, a desenhar os personagens que o professor ensinava.

Na adolescência eu desenhei bastante. Tinha agenda, como toda guria de 13/14 anos (e eu tive até os 17!), mas não deixava ninguém assinar (por favor, todos sabem o que isso significa, né?! ou então eu estou MUITO velha). O que eu fazia com minha agenda se eu nao anotava compromissos (agenda de adolescente não é para anotar compromissos) e ninguém deixava o seu recadinho especial para mim? Eu desenhava. Fazia colagens. Inventava moda com têmpera. Todos os dias eram preenchidos com isso.

Então eu dei um tempo no desenho. Não sei o motivo, simplesmente fui parando. Foi perdendo a graça. É que eu não sabia desenhar, e ficava só tentando. Então eu ganhei um Moleskine. Lindão. Enchi o caderninho mais devagar do que gostaria. Mas experimentei outras coisas, como o giz pastel. Eu nunca tinha usado giz pastel antes. Fiz até um vídeo mostrando minhas tentativas desenhísticas (muitas delas foram olhando desenhos de outras pessoas nos grupos do Flickr e tentando fazer parecido). E o Moleskine virou febre. Passava horas assistindo vídeos de artistas e centenas de pessoas comuns mostrando seus desenhos também. Aí terminou o caderninho de desenho mais estiloso do mundo. Parei de novo.

 Ganhei mais três Moleskines, não os bonitões com capa de couro. Uns mais simplesinhos, mas com a mesma qualidade de papel. E deles eu usei apenas a metade de um até hoje. Pois é. Não tenho desenhado muito. E o mais engraçado de tudo isso é que eu adoro desenhar. E gostaria de aprender, de verdade.

Nessa semana, revisitando algumas assinaturas antigas no Youtube, redescobri um canal muito bacana que ensina a desenhar! O Shoo Rayner Drawing School. Olhei uma porção de vídeos do Shoo Rayner e decidi que vou fazer um desenho por dia (começando com os primeiros vídeos postados / aulas mais antigas) e fazendo todas as aulas que couberem nesses 365 dias que tenho para desenhar um desenho por dia. Já fiz alguns desenhos e estou super empolgada com esse novo projeto.

A drawing a day é uma meta até o final do ano, um projeto que visa principalmente praticar. Porque desenho e isso, prática. E os vídeos são super bacanas e incentivam bastante, e um dos lemas do artista é: qualquer um pode desenhar. E se qualquer um pode, eu posso! Vamos ver como eu me saio. Assim que terminar esse Moleskine que estou usando agora (o segundo) eu faço outro vídeo, que vai mostrar os desenhos feitos antes e os feitos durante o projeto.

Empolgação é meu nome. Borá lá, fazer um desenho por dia?

Meet Willow and Salem – my cute kittens

Poucas coisas são mais fofas que um gatinho. Mas a fofura de um gato não pode ser o único motivo para adotar um gato. Adoção de animais é uma grande responsabilidade e deve ser levado a sério. Em 2011 eu adotei a Starbuck, uma tricolor linda que está cada dia mais linda e carinhosa. Em Abril de 2012 eu adotei o Gandalf, um Exotic Short Hair que foi vítima de maus tratos e estava em uma situação lamentável com sua antiga dona que usava o bichinho para reprodução e venda dos filhotes. Hoje ele está gordo, lindo e mesmo que ainda precise de alguns cuidados médicos (pois seu tratamento tem de ser feito por etapas) ele está feliz e saudável. Também em 2012 eu tentei adotar o Cenoura (que chamaria de Van Gogh), mas ele não se adaptou aos gatos que já vivam comigo e os meus gatos também não se adaptaram. Pelo bem estar a saúde dos três decidimos que o melhor a fazer era devolvê-lo para a madrinha dele, que se encarregou de encontrar outro lar para o ruivo lindo.

No entanto, meu espírito de cat lady é incontrolável e no dia 07 de outubro de 2012, enquanto prestava serviço como presidente de sessão nas eleições municipais, eu me deparei com uma bolinha de pelo minúscula entrando na sala de votação e se enroscando nos meus pés. Peguei no colo e fiquei fazendo carinho naquela fofura. Fui informada de o filhote estava na rua, abandonado e algumas crianças tentaram alimentá-lo com salgadinho. A intenção pode até ter sido boa em dar alimento para o gatinho, mas os resultados poderiam ter sido catastróficos. Resolvi ligar para o Juliano e pedir para que ele viesse buscar o bichano alegando que depois decidiríamos o que fazer. Ele veio.

Fato é que nem eu, nem ele, resistimos aos encantos da mocinha e ficamos três dias com ela até que finalmente decidimos: vamos ficar com ela definitivamente! E a partir desse momento ela ganhou um lar, pais que a amam e um nome lindo: Willow (em homenagem a personagem homônima no seriado Buffy – A caça vampiros de Joss Whedon). Ela está conosco até hoje e de acordo com as recomendações do veterinário, tomará vacina essa semana e daqui algumas semanas poderá ser castrada. Ela chegou aqui com a idade aproximada de um mês e hoje tem quatro meses e está enorme.

Se não conseguir visualizar, assista direto no youtube.

Não bastasse o amor incondicional que nutro por esses três, uma outra novidade pintou no ar. Por ocasião da virada do ano minha sogra foi viajar com a família e perguntou se eu e o Juliano poderíamos ficar com a Alice, uma pretinha que ela retirou da rua dias antes, logo após presenciar uma cena horrível (uma senhora jogando água no filhotinho assustado acoado em um canto, com seu cão de guarda latindo enfurecido para ela do lado de dentro do pátio). Nós concordamos em acolher a fofura e a trouxemos para casa. Acontece que, ao chegar aqui, constatei que não se tratava de uma fêmea, e sim de um machinho lindo.

Ele ficou sem nome até quarta-feira (08/01), quando minha sogra ligou, já de volta da praia, perguntando se por acaso nós não ficaríamos com o pretinho em definitivo, pois ela já tem dois cachorros – Pinscher – que brincavam muito com o gatinho, mas as brincadeiras machucavam a ambos. Eu não creio que as brincadeiras seriam um problema, afinal com o tempo eles aprendem a controlar a força das mordidas e a intensidade da brincadeira, mas entendo a preocupação dela. É claro que aceitei. E de pronto já rebatizei o pretinho, agora ele é Salem (homenagem ao gato preto da bruxinha Sabrina na série Sabrina – aprendiz de feiticeira, que eu adorava quando era pré-adolescente).

Sei que quatro gatos pode parecer demais para algumas pessoas e que só amar os bichanos não adianta, mas também acredito que quem ama de verdade é responsável. Starbuck e Gandalf já estão castrados e assim que os novos bebes da casa chegarem na idade também serão. Eu garanto, assumindo um compromisso público que os quatro sempre receberão vacina, ração, água, remédio quando for necessário, carinho, mimos, caixinha de areia sempre limpa, espaço para brincadeiras e muio amor.

Doctor Who em eBook – Eoin Colfer fala sobre sua participação no projeto

Hoje é dia 11/01, dia de Eoin Colfer apresentar o primeiro ebook especial para 50º aniversário Doctor Who, A Big Hand for the Doctor, que sai 23 de janeiro de 2013.

Ouvir do próprio Eoin o que ele preparou em sua história sobre o primeiro Doutor é super emocionante! E ele já adiantou que o nosso querido Doutor estará de volta a Londres Vitoriana!!! Se não aguentar de ansiedade para ler o que ele nos reservou de surpresas, pode ler um trecho do livro no site do jornal The Guardian, ou baixar uma amostra grátis na Amazon. Há, quem quiser comprar na pré-venda agora pode fazer pela iBookstore também.

Adorei o vídeo, pena que e curtinho. Eu já vi dezenas de vezes e mal posso esperar para conhecer a história completa. Dá uma olhada no vídeo também:

Doctor Who em eBook!!! <3

No ano que marca os 50 anos da mais maravilhosa das séries, Doctor Who, nós fãs somos presenteados com mais uma novidade incrível do universo Who: a contratação de 11 autores britânicos para escrever 11 histórias de Doctor Who e serem publicadas em ebook. Não é o máximo?

Vai funcionar assim: cada autor escreverá uma história contemplando um dos doutores. As histórias serão liberadas aos poucos, uma por mês, sempre no dia 23 (pois o dia do aniversário de doctor Who é 23 de Novembro), sendo que a primeira será sobre o primeiro Doutor e sai em Janeiro, a segunda será sobre o segundo Doutor e sai em Fevereiro e assim sucessivamente até a 11ª história sobre o 11º Doutor em Novembro.. Os livros digitais serão publicações da editora britânica Puffin e o primeiro deles já está em pré-venda na Amazon para Kindle pela bagatela de US $ 2,68. Uma maravilha. Quem não tem Kindle também pode comprar e ler nos aplicativos disponibilizados gratuitamente na própria Amazon, ou converter para epub no Calibre, é claro.

E como se apenas essa novidade não gerasse expectativa o suficiente, a identidade dos autores será mantida em sigilo até a data de lançamento de cada livro. E sabemos também que os autores serão grandes nomes da literatura infanto-juvenil britânica. Quem chuta que um deles será nosso querido, amado, salve salve Neil Gaiman?

Como eu já citei anteriormente, o primeiro livro com a história sobre o primeiro Doutor já está em pré-venda, portanto já é de conhecimento público o nome do autor: Eoin Colfer, autor dos livros Artemis Fowl e o escolhido para dar continuidade aos livros de Douglas Adams, O Guia do Mochileiro da Galáxia. Não é incrível? Nunca li o autor, mas sempre ouço e leio muitos elogios sobre sua obra, então acredito que será um grande livro.

E para continuar com números cabalísticos e referenciais de Doctor Who, sempre no dia 11 (sacou? 11 doutores, dia 11…) o canal do Youtube  da BBC especial sobre Doctor Who publicará um vídeo promocional apresentando o autor da história seguinte. O vídeo sobre Eoin Colfer sairá nessa sexta (popularmente conhecido como amanhã) dia 11/01.

O título desse primeiro ebook é A Big Hand For The Doctor, e eu mal posso esperar para ler! Gente, US $ 2,68 é muita pechincha. Eu já baixei minha amostra grátis do livro e estou me coçando para comprar logo… Para falar a verdade eu não sei o que estou esperando! Felicidade define!

Olha a capa, que coisa mais linda:

Fonte: BBC América / Anglophenia

Desafio Literário 2013: participação não-oficial

Desafio Literário 2013

Minha lista foi feita hoje, 04 de Janeiro de 2012. Atrasada, eu sei, como sempre. Mas eu não vou fazer uma participação oficial, não quero me prender muito esse ano, pois falhei miseravelmente em 2012. Pelo menos a vida pessoal foi muito bem obrigada, com uma porção de novas atividades (emprego novo, pós, casa nova, gatos novos etc.etc.etc.). Mas de qualquer forma eu quis fazer leituras baseadas nos temas do Desafio Literário de 2013. Primeiro porque eu participo desde a primeira edição. Depois porque eu participei (escassamente, diga-se de passagem) da organização em duas edições anteriores. e ainda porque considero um desafio muito bacana e que merece ser prestigiado. Além disso, os temas esse ano estão muito bons.

Como eu organizei a lista de livros?

Eu olhei os temas e fui percorrendo minha estante e vendo o que eu tenho e ainda não li que se encaixa no tema X. Eu também priorizei livros que já tinham sido eleitos nas edições anteriores e que por um motivo ou outro eu não consegui ler (nem durante o desafio, nem depois). Eu escolhi apenas um título por tema, pois minha experiência de escolher mais de um livro por mês mostrou que eu não consegui vencer a empreitada. É claro que alguns dos temas eu não consegui encontrar na estante e eu tive de roubar um pouco na regra que eu mesma criei.

E então, vamos a lista per se?

Janeiro – Tema Livre

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós! O tema mais difícil? Quase. Acabei optando por um livro que está há muito tempo na lista de necessidades literárias e catei na estante do Ju (olha a Daniela roubando já no primeiro mês) A Invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares.

Fevereiro – Livros que nos façam rir

Optei por um livro que está na estante desde a Feira do Livro de Porto Alegre de 2010: Coisa de Louco, de John O’Farrel. Tiro no escuro, a compra e a escolha.

Março – Animais protagonistas

A escolha óbvia seria A Revolução dos Bichos, de George Orwell. Mas eu já li duas vezes, então não vale. E não é que olhando mais atentamente para a estante eu vi A Vez do Bola de Neve, do John Reed, uma espécie de continuação de A Revolução dos Bichos, que uma amiga muito querida me presenteou. Escolha feita.

Abril – Uma ou mais das quatro estações no título

Eu – e muitas outras pessoas – escolhi O Rei do Inverno (As Crônicas de Artur #1). Ganhei de presente do Ju ano passado (2012) e já tem data marcada para leitura. E é o único da estante com estação do ano no título, eu acho.

Maio – Livros citados em filmes

Mais uma compra da Feira do Livro de Porto Alegre (dessa vez a de 2011). Única leitura em inglês do desafio, o que será um verdadeiro desafio: The Adventures of Tom Sawyer, de Mark Twain, citado em Dogville.

Junho – Romance Psicológico

Esse tema foi difícil. Todos os romances psicológicos que eu tenho eu já li. Acabei escolhendo um que não tenho e terei de comprar (o único!): Solar, de Ian McEwan.

Julho – Cor ou cores no título

Eu tinha dois vermelhos na estante. escolhi A Virgem Vermelha, do Fernando Arrabal. Arrabal faz parte da estática do absurdo, então tenho que me preparar para viajar com esse livro.

Agosto – Vingança

Olha o desfile de obviedades começando. O único com a temática que tem na minha estante (juro!!!) é V de Vingança, de Alan Moore e David Lloyd. E já passou da hora de ler.

Setembro – Autores Portugueses Contemporâneos

Ai ai ai. A dúvida mortal. De autores contemporâneos eu fico devendo leitura. Que vergonha. Não tenho nada na estante e vou apelar para os ebooks. O Problema é que não encontro nenhum arquivo de Livro, do José Luis Peixoto. Nem de Cemitério de Pianos (do mesmo autor) que são os livros que eu gostaria de ler para esse mês. Então, se alguém tiver ou souber de um arquivo .mobi dando sopa (ou um e-pub mesmo, porque o Calibre tem a força e eu posso converter) eu agradeço. 🙂

Outubro – Histórias de superação

Mais um probleminha. Estante não tem nada com o tema, Aliás, tenho Julie & Julia, mas eu já li. Então eu escolhi um que eu não tenho: Um Otimista Incorrigível, do Michael J. Fox. Um livro que eu fiquei bem a fim de ler na época que todos comentaram e que não deu por uma série de motivos. Então eu resolvi ler no Kindle. O problema: também não acho o ebook. Alguém tem ou sabe onde conseguir?

Novembro – Livros que foram banidos

Apesar de não achar que Ponte para Terabítia (Katherine Paterson) mereça realmente estar nessa categoria, foi minha escolha por ser o único não lido na minha estante que atendia aos requisitos mínimos.

Dezembro – Natal

A escolha óbvia: Um Conto de Natal, de Charles Dickens. Para ler no Kindle.

E então, animação total com as leituras em 2013 que, eu espero, sejam muito mais do que em 2012 (ano magro em leituras e gordo em tantas outras coisas). Alguém mais vai participar do DL 2013? Vale participação oficial e não oficial como a minha. Deixa nos comentários a opinião sobre o desafio, sobre a minha lista e sobre a vida, o universo e tudo mais que eu adoro ler.