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maio 2015

Posts em maio 2015.

Eu comprei um MacBook Pro Retina

Basicamente é isso mesmo. Consegui, finalmente, comprar o tão desejado laptop da maçã. Pode parecer bobagem, mas faz tempo que eu estava planejando isso, e quando finalmente conseguimos algo que queríamos há tanto tempo, ficamos felizes. E felicidade é para compartilhar.

Vamos as especificações.

MacBook Pro de 13 polegadas com tela Retina,13 polegadas – 2,7GHz:
Intel Core i5 dual core de 2,7GHz
Turbo Boost de até 3,1GHz
8GB de memória LPDDR3 de 1866MHz
256GB de armazenamento flash com PCIe1
Intel Iris Graphics 6100
Bateria incluída (10 horas)2
Trackpad Force Touch

Fiz um unboxing (ou tentei fazer) e já editei nele mesmo. Estou amando a rapidez, a beleza, as possibilidades desse laptop. Então, assistam o unboxing e deixem seus comentários com dicas e sugestões para obter o melhor com o MacBook. Aceito indicações de tutoriais também.

Viajar: uma necessidade.

Viajar é uma das coisas que eu mais gosto de fazer. Infelizmente durante muito tempo eu não consegui sequer sair da região metropolitana do meu estado, mas isso mudou. Não porque eu fiquei rica ou viajar de repente se tornou super barato. Não. Eu mudei minha atitude. deixei de ter pena de mim porque não tinha dinheiro, deixei de ter pena de mim porque não tinha tempo. Quer saber de uma coisa? Isso são apenas desculpas. Desculpas que eu e mais um montão de gente arranja todos os dias para adiar aquilo que tem vontade de fazer mas, ou tem medo, ou não quer de verdade, ou está tão preso aos velhos costumes que não consegue escapar do mundinho particular. Poderia acrescentar mais um monte de OUs ainda, mas vou parar por aqui.

É claro que algumas dessas desculpas podem ser bem reais e muitas vezes podem nos imobilizar. A mais comum delas é a falta de dinheiro. Muitas pessoas, muitas mesmo, ganham menos do que o suficiente para garantir uma vida razoável para si e para sua família (quando é o caso). A insegurança de colocar o pé na estrada é algo que preocupa muita gente (seja por não saber a língua do lugar, ou por não achar um lugar seguro para ir) e ainda mais as mulheres, porque além de enfrentar a violência (roubos, assaltos, arrastão, etc. sem contar os inúmeros casos de homofobia e racismo) que infelizmente tem se tornado a cada dia mais corriqueira, o machismo nosso de casa dia torna viajar algo ainda mais perigoso para as mulheres, principalmente aquelas que viajam sozinhas. Exatamente por isso eu não uso o meu exemplo para julgar alguém que não viaja ou viaja menos do que gostaria.

Comigo aconteceu assim: deixei de lado essas desculpas. Eu continuo sem dinheiro sobrando, continuo sem tempo e mesmo assim eu já realizei alguns sonhos de viagem. Comecei por perto. E aos poucos fui expandindo os meus horizontes, seja na escolha dos destinos, seja na forma como eu escolhi conhecer esses lugares. Comecei me agarrando em oportunidades que apareceram na faculdade (congressos de estudantes, saídas de campo, etc.) e mesmo assim me arrependo de não ter aproveitado mais oportunidades para bater perna por aí. Mas a segunda faculdade está aí, quem sabe não volto às raízes e embarco em um ônibus cheio de estudantes rumo a qualquer lugar…

Depois disso comecei a me aventurar por outros lugares por conta própria. Aprendendo fazendo, que é o melhor jeito de aprender. Fui no Tim Festival em Curitiba com excursão. Fui para Curitibanos em Santa Catarina (e foi incrível), fui para São Paulo (duas vezes e me apaixonei pela cidade!), fui para Buenos Aires, meu primeiro e inesquecível destino internacional. Fui para o Chile (mais tarde falo dessa viagem em um post só sobre ela, mas já adianto, quero voltar e explorar ainda mais esse país tão lindo). Fui para o Rio de Janeiro. MostardasSão Francisco de PaulaFloripa. E finalmente tive a oportunidade de passar 20 dias maravilhosos explorando o Peru (outra viagem que ganhará post especial, ou uma série deles…) e finalmente fui para o Caribe, na ilha de Curação, que antes fazia parte das Antilhas Holandesas (outra experiência maravilhosa).

Atualmente já estou pensando nos próximos destinos. O dinheiro? Continua pouco, o tempo tem que ser driblado, mas o que importa é fazer o que se ama. E se eu amo viajar e amo tudo o que uma viagem pode me ensinar, então eu tenho que fazer sacrifícios. Para falar bem a verdade, não são exatamente sacrifícios. São escolhas, que ficam cada vez mais fáceis de se fazer a medida que vou amadurecendo e aprendendo o que realmente importa na vida (pelo menos para a minha vida). Canso de ouvir pessoas dizendo que queriam ter tempo, dinheiro, disposição para viajarem tanto quanto eu. O que eu imediatamente rebato com: eu queria ter tempo, dinheiro, disposição para viajar mais e mais, porque eu nem viajo tanto assim.

Driblar as dificuldades para viajar faz parte da viagem. Tempo é relativo. Se tem pouco tempo, escolha um destino próximo. Um dia, um final de semana ou um feriadão podem render viagens incríveis. Férias estão aí para aproveitar para conhecer destinos mais distantes. Mas é preciso ter sempre em mente: não é o lugar que faz a viagem, é a atitude do viajante. Na hora de colocar o pé na estrada não adianta nada ficar contando moedas para economizar se isso mais atrapalhar do que ajudar. O mesmo vale para o oposto: de nada vale esbanjar tudo o que pode e o que não pode apenas para mostrar no facebook que viajou. Para mim, viagem que só percorre ponto turístico para fotografar não é viagem (mas vai do gosto de cada um).

Viagem pode ser para descansar ou para espairecer, com certeza, mas ela pode ser muito mais do que isso. Viagem tem que ser uma jornada física e também interior. Ela é o início de uma história que está repleta de possibilidades. Para isso é preciso estar aberto para novas experiências, para olhar e ver o novo e o diferente, experimentar, se permitir sair da rotina, sair do lugar comum, compartilhar, compreender e se dar o direito de viver como o outro, nem que seja por um breve período de tempo. Ela também pode ser um interlúdio na vida real, um momento para se colocar em outro tempo e espaço, em outro mundo. Sendo assim, viajar não é apenas chegar em um destino. Viajar é conhecer o outro, aprender com o outro e se conhecer, permitir se transformar.

Viagem boa é aquela que quando volto para casa já sou outra pessoa, com narrativas e enredos novos que estarão sempre presentes na minha memória, que farão parte da minha história. Por tudo isso, viajar e uma necessidade. E eu estou sempre pensando na próxima vez que colocarei o pé na estrada e em todas as possibilidades que virão na mala.