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janeiro 2017

Posts em janeiro 2017.

Retrospectiva Literária 2016 e Metas para 2017

Em 2016 eu consegui cumprir algumas metas e quase finalizei um desafio. Li mais que nos últimos anos, o que vem ocorrendo sucessivamente. Foi bom, mas poderia ter sido muito melhor. Ainda não consigo ler tanto quanto eu lia antes de começar a trabalhar, mas estou chegando lá. Por isso, fiz uma análise do que eu li, como eu li, como pretendo melhorar ainda mais em 2017 e gravei um vídeo contando tudinho.

Não consegue ver o vídeo, que tal assistir direto no Youtube?

E as metas para 2017?

Já tentei muitas vezes fazer desafios, estabelecer metas específicas de livros para ler, mas já percebi que esse não é o melhor jeito de estabelecer metas. Prefiro então fazer metas mais genéricas, para ter mais liberdade na hora de escolher:

  • Concluir 40 leituras (contando HQs)
  • Fazer leituras de três continentes diferentes
  • Fazer leituras de oito países diferentes
  • Concluir o Desafio Livrada 2017
  • Ler ao menos um livro no original em inglês e um em espanhol
  • Só posso comprar um livro depois de ler 10

Que o ano de 2017 me traga leituras ainda melhores que no ano passado e eu consiga cumprir todas as metas. Então, me conta quais são as tuas metas literárias para esse ano? Estabelece algum tipo de meta? Conseguiu cumprir as do ano passado?

Uma história sobre menstruação e coletor menstrual

Menstruação, uma palavra que assusta muita gente. Existem alguns homens e mulheres que a consideram um tabu. Eu lembro quando era pré-adolescente e menstruei pela primeira vez. Eu já tinha doze anos e estava na frente de casa brincando com uma vizinha, quando senti uma sensação estranha de algo quente descendo de dentro de mim. Paralisei por uma fração de segundo e me dei conta de que poderia ser… peraí, será? Fui correndo pra casa e ao chegar no banheiro e me deparar com aquela mancha de sangue na calcinha gritei a plenos pulmões: MÃAAAAAANHEEEEEEE!

A mulher largou correndo tudo o que estava fazendo e veio me acudir. Decerto pensando que algo grave tinha se passado com a filha pra tal escândalo. Minha mãe chegou no banheiro esbaforida perguntando o que foi enquanto abria a porta e eu, bem tranquila, falei: “acho que fiquei menstruada”. No auge da minha inocência eu sabia tudo sobre isso porque tinha prestado muita atenção nas palestras da escola e fiquei bem calma. Não foi o fim do mundo, só queria compartilhar com a minha mãe. Por sorte ela tinha absorvente  e me emprestou.

Entretanto, toda a tranquilidade acabou quando eu tive que comprar o meu primeiro pacote de absorvente. A vergonha era tanta e o medo de mostrar que eu tinha ficado menstruada, de como as pessoas iriam lidar sabendo que eu estava menstruada. Todos os meses quando eu comprasse um pacote (ou dois, ou três, porque o negócio não era pouco não) todo mundo iria saber que eu estava menstruada. Um drama gigantesco que eu carreguei por anos. Aliás, mesmo na idade adulta eu ainda tive uns ataques de vergonha ao comprar absorventes, principalmente quando comecei a utilizar absorventes internos.

Claro que isso passou, ainda bem. Mas a menstruação como tabu ainda é uma realidade.Ter vergonha do corpo, da naturalidade que é menstruar, amamentar, etc., é mais comum do que eu imaginava. Muitas pessoas, mulheres adultas ou meninas que menstruaram pela primeira, sentem vergonha disso. Apesar de ser uma coisa natural e que quase toda mulher menstrue, ela ainda é símbolo de sujeira. Aliás, nosso corpo e tudo que sai dele – da menstruação ao leite materno, passando pelo xixi e pelo cocô – são consideradas por muitas mentes por aí como coisas impuras e que devem ser escondidas.

A menstruação nada mais é do que a preparação que o nosso corpo faz para um potencial feto se desenvolver. Como nenhum óvulo é fecundado naquele ciclo, aquela caminha preparada com sangue no nosso útero é descartada. É só isso, e nosso sangue é super limpo e SEM CHEIRO – ele só fica com aquele cheiro estranho quando fica em contato com o ar. Eu não tenho nojo (acredite, muitas mulheres tem nojo da própria menstruação) e já não tenho vergonha da minha menstruação, mas meu corpo ainda é um tabu pra mim.

Holy Cup & InCiclo

Maaaaas, no final de 2015 e o início de 2016 eu passei por muitas mudanças e descobertas na minha vida. Muitas mesmo. E dentre elas um tal de copinho apareceu para revolucionar a forma como eu encaro meu próprio corpo. “O que é isso?” Perguntam as pessoas mais próximas toda vez que toco no assunto. Eu descobri o tal copinho por conta do vídeo da queridona da Jout Jout há dois anos e desde então pesquisei muito sobre ele.

O copinho

O copinho, ou coletor menstrual – para falarmos o nome correto -, é justamente o que o nome implica: um coletor da nossa menstruação, uma alternativa para o absorvente externo ou interno. Ele funciona da seguinte maneira: um copinho feito de material antialérgico (material utilizado em instrumentos médicos) que precisa ser introduzido na vagina e lá ele fica, paradinho, recebendo a menstruação. De tempos em tempos (de oito à doze horas) retiramos, descartamos o conteúdo, limpamos e reintroduzimos. Parece simples, mas minha primeira vez foi uma complicação só. Vou contar, senta que lá vem história.

A experiência

Meu InCiclo

Comprei meu coletor menstrual em São Paulo, na Feira do Livro Anarquista que ocorreu no Tendal da Lapa em novembro de 2015. Um InCiclo que custou R$ 79,00. Voltei para Porto Alegre ansiosa para usá-lo. Quando o dia de menstruar chegou fui bem faceira ferver o copinho por cinco minutos antes de usar, como o recomendado. Tudo certo até então. Chegou a hora de colocá-lo. Agora é que começa… Por 45 minutos eu coloquei, retirei e recoloquei diversas vezes. Para inseri-lo é preciso fazer uma dobra na extremidade aberta para que o coletor entre. Acontece que lá dentro do nosso canal essa dobra precisa abrir e criar uma vedação para que a menstruação não vaze. No entanto, nada de o coletor abrir lá dentro. Que sufoco!

Testei diversas dobras e posições possíveis para conseguir fazer ele abrir e ficar mais confortável. Nada. Vídeos e mais vídeos para aprender novas dobras até chegar na dobra que me senti mais confortável e que aparentemente tinha aberto por completo e criado a vedação. O nome é um tanto esquisito: meio diamante. Para garantir, usei um protetor diário no caso de vazar. Como eu iria dormir, a preocupação com isso era um pouco menor. No outro dia pensei que iria reviver todo o terror da noite. Mas ao contrário do que imaginei, nada vazou, a dobra funcionou e consegui tirar, limpar e recolocar sem problemas. Usei novamente a mesma dobra. Durante o dia repeti a precaução de utilizar um protetor diário. Nada de vazamentos. E assim durante todos os dias de duração do ciclo. Claro que a preocupação era constante e fui muitas vezes ao banheiro para verificar. Nada. Alívio.

Depois de terminado o ciclo, fervi o coletor mais uma vez, também como o recomendado, e guardei. Simples assim. No próximo mês começou tudo de novo. Mas no segundo mês eu já tinha esquecido como era a dobra que tinha salvo a minha vida e fui lá começar do zero. Mais um sufoco. E dessa vez eu tive um pequeno problema com vazamento. Ainda bem que foi uma única vez, em casa e logo eu identifiquei o problema e como solucioná-lo.

Meu Holy Cup

Alguns meses depois eu cheguei a conclusão de que eu precisava cortar a haste do meu inCiclo, mas me senti insegura pra isso. Afinal, se eu cortasse demais eu teria muita dificuldade na hora de retirá-lo. O que eu fiz foi pesquisar novos fabricantes e cheguei ao Holy Cup. Mais uma vez eu me arrisquei, porque não tem prova de coletor menstrual, você compra e testa pra ver se serve pro seu corpo. Então eu investi alguns reais no novo coletor e quando ele chegou eu fiquei ansiosa para testar. O dia do teste chegou e eu confesso que fiquei nervosa de ter gasto mais pra nada. Experimentei e foi só sucesso. Nada de me machucar e para colocar era ainda mais fácil que o InCiclo porque era mais firme. Que alegria.

Já faz um ano que estou usando o Holy Cup e não troco por nada.Eu não sinto nada, nem parece que estou menstruada. Não sinto o copinho e nem sinto a menstruação, já que ela nem sai de dentro de mim até eu remover o coletor. É muito prático, higiênico, econômico e ecologicamente correto. Você pode  ficar até 12 horas – ao contrário do absorvente que deve ser trocado a cada 3 ou 4 horas. É só descartar o sangue menstrual (no vaso ou na terra, pois é um ótimo fertilizante) lavar com água antes de colocar novamente. Em todo ciclo, antes de usar a primeira vez e depois de encerrado o ciclo, é preciso esterilizar fervendo por cinco minutos. Só isso mesmo.

Alguns modelos duram até dez anos o que significa  que no lugar de comprar absorvente todo mês, você ferve o seu coletor e usa de novo. É muito menos lixo que descarto na natureza e muito menos coisa acumulando e cheirando no meu banheiro. Aqui no Brasil ainda não é comum encontrar coletores menstruais em farmácias ou lojas física, mas pela internet dá pra conhecer várias marcas, modelos, cores e tamanhos. Só escolher.

 O aprendizado

Durante esse processo descobri muitas coisas. Descobri um pouco mais sobre meu próprio corpo, meu formato e tamanho. Descobri que o material, o tamanho, a maleabilidade e o formato do coletor dependem do seu corpo, que nem todo coletor vai se adaptar a você. Que, por mais insegurança que eu tivesse, usar o coletor é mil vezes mais confortável e higiênico que o absorvente. Descobri que passar pelo período menstrual sem ter vazamentos e sem usar absorventes pode ser libertador.

6 em 6 – Janeiro 2017

Nesse ano eu quero seguir esse projeto bem certinho. e vou começar com algumas fotos da cidade e do meu meio de transporte preferido para me locomover nela. Todas tiradas com o telefone mesmo, porque é claro que eu já comecei me atrasando para fotografar. Todas as fotos foram tiradas ao longo de 2016, em um clima de retrospectiva…

Borges de Medeiros de cima do viaduto.

Parquinho da Redenção.

Rua Siqueira Campos, Centro Histórico.

Prédios na Marechal Floriano.

Perdido no centrão.

Minha Monark Brisa reformada, amor eterno <3

Projeto 6 on 6 é uma brincadeira simples. Você precisa postar seis fotos no seu blog, todo dia 6 do mês!

– Não precisa ter máquina fotográfica, foto de celular serve;
– Não tem um tema específico para as fotos, pode ser do que você quiser;
– Só precisa que você poste no dia 6, 6 fotos e mande o link para o grupo no Facebook!