Cozinhando com Jamie Oliver

Desde que eu vi o filme Julie & Julia eu fiquei morrendo de vontade de fazer algo parecido. Sei lá, uma tentativa de mudar as coisas na minha vida assim como a protagonista do blog/livro/filme. Eu sempre gostei de cozinhar, mas minha preguiça é tão grande que atrapalhou meus planos na época. E eu também não queria fazer nada igual ao que ela fez, queria algo mais leve, sem prazos fixos nem nada. E muito menos eu me aventuraria em uma expedição pela culinária francesa, por que tudo que ela sofreu pra conseguir realizar as receitas não estava no gibi (acabo de revelar minha idade avançada agora!).

Porém, tudo mudou quando eu conheci um chef inglês muito prestigiado, com muitos livros publicados, programas de televisão, uma campanha para melhorar as merendas das escolas americanas (já sabe quem é, né?) e um slogan: qualquer um pode aprender a cozinhar em 24 horas. Antes de Jamie Oliver eu gostava de cozinhar, mas não tinha muita criatividade no tocante a temperos e sempre usava os mesmos, fazia sempre as mesmas e velhas receitas, com exceção do tempo em que fui vegetariana, quando repeti incessantemente as mesmas receitas de um livrinho muito pequeno e tão diversificado quanto seu tamanho. Tirando os 10 quilos ganhos durante esse tempo, não ganhei nada em termos de aprendizagem culinária. Depois de ver alguns vídeos de Jamie, somados com minha curiosidade recém despertada para o mundo das receitas na internet, minha nova meta era cozinhar um livro de receitas inteirinho de Jamie.

Os livros já estão na prateleira da sala de jantar (que chique, mas, embora eu tenha os livros, me falta uma mesa de jantar nessa sala), e eu finalmente comecei meu projeto. Sem prazos, sem pressão. Apenas cozinhando com vontade, amor e carinho. Ainda não tenho uma cozinha perfeita, com tudo o que preciso (e o principal são panelas que custem um pouco mais de R$ 39,90 o conjunto), mas está quebrando o galho. E minha primeira experiência foi com um delicioso macarrão. Sim, macarrão é basicamente tudo o que eu tenho feito ultimamente, mas o que eu posso fazer, meu subconsciente escolheu que eu sou gringa (eu falo gringa para me referir aos descendentes de italiano da serra gaucha (que não é serra de verdade) e então eu me sinto um pouquinho italiana, apesar do sangue português que corre em minhas veias.

Voltando a vaca fira, ou melhor ao macarrão frio. A primeira receita eleita para deliciar a vida aqui em casa foi Massa com Camembert Assado. Por quê? Simplesmente porque era a que tinha os ingredientes mais fáceis de achar. Pelo menos foi isso que eu pensei quando li a formidável receita. O queijo camembert até que foi fácil, comprei no Bourbon mais ou menos perto aqui de casa. Mas o que eu não contava era ter de percorrer todos os mercadinhos, horti-fruti e boteco da região apenas para encontrar um ramo de alecrim! Sim, Canoas, a cidade do futuro, tem um “pequeno” problema: aqui no fim do mundo não tem mercado perto de casa e para comprar temperos, legumes e vegetais não tão comuns na mesa do brasileiro é uma desgraça. Ou compro na rede Zaffari e pago uma fortuna mais os dois olhos da cara ou não acho em nenhum outro lugar acessível. Claro que eu gosto de ir no Bourbon com seus largos corredores e ampla variedade de mercadorias, mas tinha de ser tão mal localizado? E tão caro? Lamentações a parte, a corrida por ingredientes será sempre um desafio morando ou não em Canoas, porque eu duvido que seja fichinha encontrar alguns dos ingredientes que li numa receita ou outra, até mesmo se eu morasse na metrópole cosmopolita mais provinciana do RS: Porto Alegre.

Acabei optando por usar alecrim comprado no saquinho mesmo, não obtive o mesmo resultado que eu teria se usasse o alecrim fresco, mas serviu ao seu propósito. Além disso, essa pequena alteração da receita nem se compara com o que estou acostumada a fazer (eu corto ingredientes sem dó nem piedade quando não os tenho por perto). Mas o pior não foi isso. Nem de longe. O pior foi minha total ignorância na hora de comprar ESPINAFRE! Gente, eu parei na frente da geladeira/vitrine (?) de verduras no sacolão no centro da cidade e fiquei horas olhando e esperando que alguma fada jogasse um pó brilhante que me apontasse o caminho até o espinafre. Aquelas folhas verdes eram tão parecidas. Fique numa dúvida cruel entre o agrião, o espinafre e outra folha que não lembro o nome (rúcula?). Acabei indo pela sorte. Peguei um maço qualquer e disse comigo mesmo: “se for o espeinafre vai custar o preço da etiqueta, se não for, eu troco por outro ramo”. Dei sorte e comprei meu primeiro espinafre na vida.

A hora da preparação teria sido beleza não fosse pelo camembert que não veio na mesma embalagem que a solicitada pela receita e pelo pedacinho que o Juliano roubou sem eu ver. Esses dois imprevistos fizeram com que o queijo derramasse um pouco enquanto estava assando, mas nada de muito desesperador. Massa pronta, molho preparado, queijo assado e a primeira receita do mais novo projeto da”desocupada” aqui foi um completo sucesso. Delicioso, mérito do Jamie (o muso). Fiquei muito contente com o resultado e estou pensando nas próximas receitas (a segunda já foi preparada, mas fica para um próximo texto). Vale dizer que a refeição foi em homenagem aos 4 anos de namoro com o Ju, em Julho e que se eu me comportar direitinho e cozinhar muitas receitas dos livros do Jamie, eu ganho o jogo de panelas do muso de Natal!

Sobremesa super fácil para dias de preguiça

Esses dias eu resolvi que queria comer um doce depois do almoço. Olhei no armário, na geladeira, na cesta de frutas. Tinha o suficiente para fazer uma “receitinha” da minha mãe. Nada muito elaborado, nem complicado. Na verdade ela faz uma gelatina com cara de mousse e eu ainda coloquei um ingrediente a mais. Um coisinha simples e saborosa para aqueles dias de preguiça e vontade de doce.

É muito fácil:

  1. Dissolva o pó da gelatina de morango conforme as instruções do fabricante;
  2. Deixe esfriar e enquanto lave meia bandeja de morangos;
  3. Depois de limpos, corte os morangos em pedacinhos;
  4. Bata no liquidificador a gelatina com 1 lata (ou caixa) de leite condensado;
  5. Despeje numa vasilha grande ou separe em várias taças ou recipientes menores, misturando com os morangos já cortados;
  6. Coloque na geladeira por seis horas;
  7. Sirva gelada;

Bom apetite!

Viu como é fácil, e fica uma delícia.

O sabor nas telas

Eu adoro tudo o que diz respeito a culinária. De comer a preparar receitas diferentes. E gosto muito de ler livros de receitas ou histórias relacionadas a comida. E esse gosto é válido também para o cinema. Fiz uma pequena lista de filmes que se passam na cozinha, e que dão vontade de sair cozinhando ou, melhor ainda, comendo.

Os que pretendo ver em breve:

A Festa de Babette (1987)
Babettes gæstebud; Dir: Gabriel Axel

Duas irmãs dinamarquesas dão abrigo a uma refugiada francesa que, depois de descobrir que ganhou na loteria, prepara um banquete com os pratos e as bebidas mais tradicionais da culinária francesa.

O Tempero da Vida (2003)
Politiki kouzina; Dir: Tassos Boulmetis

Um menino em uma família dividida entre a Turquia e a Grécia resolve virar cozinheiro para homenagear seu avô, um filósofo da culinária.

Os que já vi:

Chocolate (2000)
Chocolat; Dir: Lasse Hallström

Um mulher chega a uma pequena cidade francesa e abre uma loja de chocolates. As iguarias causam imenso impacto na conservadora comunidade.

Como Água Para Chocolate (1992)
Como agua para chocolate; Dir: Alfonso Arau

Baseado no livro homônimo da autora Laura Esquivel, narra a história de um camponês que, em plena Revolução Mexicana, se apaixona por Titi. Ele quer voltar para a guerra, mas ela o enfeitiça com seus dotes culinários e seu amor.

Os meus preferidos:

Ratatouille (2007)
Dir: Brad BirdJan Pinkava

Remy é um rato que sonha se tornar um grande chef. Só que sua família é contra a idéia, além do fato de sempre ser expulso das cozinhas que visita. Um dia, enquanto estava nos esgotos, ele fica bem embaixo do famoso restaurante de seu herói culinário, Auguste Gusteau. Ele decide visitar a cozinha do lugar e lá conhece Linguini, um atrapalhado ajudante que não sabe cozinhar e precisa manter o emprego a qualquer custo. Remy e Linguini realizam uma parceria um tanto inesperada.

Ratatouille

Julie & Julia (2009)
Dir: Nora Ephron

Baseado nos livros de Julie Powell (homônimo ao filme, que por sua vez se originou do blog da autora) e Julia Child (My Life in France, autobiográfico). Julie resolve testar as 524 receitas de culinária francesa do livro Mastering the Art of French Cooking da famosa cozinheira Julia Child. O filme brinca com as histórias de vida dessas duas mulheres apaixonadas pela cozinha.

Julie & Julia

E então, gostou da lista? Tem mais alguma dica de filme que te ceixa com água na boca? Compartilhe através dos comentários. Eu vou ali preparar alguma coisa bem gostosa para comer…

Suporte para Cupcakes

Que os Cupcakes viraram febre isso já não é nenhuma novidade. E eu também sou fã dos bolinhos que cabem na palma da mão e de apelo estético belíssimo. Já tentei fazer – uma tentativa um tanto quanto frustrada, devo dizer – mas apenas uma vez. Ainda farei mais vezes. Vivo pipocando pela rede a procura de receitas. E de fotos deles assim, prontinho, porque eles são deliciosos de comer e de ver.

E numa dessas aventuras para os olhos me deparei com o trabalho de Whitney Smith. Um trabalho muito bacana, suportes para os bolinhos fofos tinha de ser também fofo. E é mesmo. De cores e formas vintage o trabalho me conquistou. Um ótimo presente e serve para qualquer ocasião. Os Cupcakes por si só já fazem uma diferença até na decoração, mas esses suportes não são lindos?