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3 coisas que me fazem feliz

Felicidade é algo muito engraçado. Ninguém é completamente feliz o tempo todo. Da mesma forma, ninguém é completamente triste o tempo todo. Mas, do jeito que as coisas andam, a maior parte das pessoas, na maior parte do tempo parecem estar infelizes. Tem tanta coisa errada no mundo, tanta coisa ruim acontecendo com uma porção de gente boa que às vezes parece que a infelicidade está ganhando essa batalha mística. No entanto, no meio da turbulência algumas pequenas coisas nos fazem recuperar a doçura, olhar para o mundo com mais leveza e sorrir.

Então eu resolvi prestar mais atenção nessas pequenas coisas que trazem felicidade (mesmo que momentânea) e hoje eu vou contar três delas:

  • o som do mar;
  • o vento;
  • o pôr-do-Sol.

Ouvir o barulho das ondas do mar quebrando na praia me traz no mesmo instante uma sensação de paz e eu logo começo a sorrir. Tenho certeza que esse é um dos meus sons preferidos no mundo.

E uma das coisas mais gostosas de estar ao ar livre é sentir o vento soprando, de leve, no rosto. Tirando os cabelos pra dançar. Eu me sinto livre, preste a voar junto com ele.

E o que dizer do pôr-do-Sol, não é mesmo. Ele merece ou não merece aplauso? É tão lindo. E cada lugar do mundo tem um mais lindo que o outro. Dá até vontade de chorar com tanta beleza…

Pareço meio Amélie Poulain? Que bom. Se tem uma coisa que essa francesa incrível (embora ficcional) me ensinou, é que precisamos estar abertos para os pequenos detalhes do nosso dia a dia. E você, quais as pequenas coisas que te fazem feliz?

Este post faz parte do BEDA (blog everyday in April).

Desafio Livrada e uma conversa sobre priorizar livros da própria estante

Reading Book Study Student from Thoroughlyreviewed.com

Reading Book Study Student from Thoroughlyreviewed.com

No ano passado eu resolvi participar do Desafio Livrada e adorei, apesar de não ter conseguido cumpri-lo. Os temas que o Yuri do blog e canal Livrada seleciona são muito bons e é bem gostoso revirar as estantes atrás de livros não lidos para preencher as categorias. Em 2017 ele lançou o desafio de novo e os temas foram, mais uma vez, muito bacanas. Resolvi participar e fiz uma verdadeira caça aos livros nas estantes. E dessa vez eu finalmente consegui colocar apenas livros que eu já tenho nessa lista.

Sabe porque eu dou prioridade para livros que eu já tenho? Os motivos são vários, mas os principais são dinheiro e otimização do espaço. Deixa eu explicar. Eu não sou rica. 😮 Então eu não tenho como comprar livro sempre que quiser (embora eu tenha gasto muuuuuuito dinheiro em livro ao longo dessa vida, e muitos deles eu nem li ainda) e eu nem quero isso. Durante um bom tempo eu não controlei o quanto gastava com livros e acabei comprando muito e não conseguia dar conta de ler na mesma velocidade que comprava. Acho que esse problema é bem comum entre leitores. E não vamos esquecer dos presentes – ah, como eu ganhei livro de presente. São tantos livros que cheguei em um ponto no qual a proporção de livros não lidos na estante é imensamente maior do que aqueles que eu já li.

Por isso quero, pelo menos, inverter essa situação. E como atingirei esse equilíbrio? Lendo o que eu já tenho. Parece simples, não é mesmo? Mas não é. A vontade de comprar algo novo está sempre rondando e tenho que me cuidar toda vez que passo em frente a uma livraria ou vejo promoções de lojas on line. Então eu resolvi adotar um sistema de recompensas: a cada 10 livros lidos eu posso comprar um. Ainda não funcionou 100%, já que – contabilizando lidos e comprados desde então – eu comprei mais de um livro para cada dez. Mas ainda estou tentando.

Então eu leio o que tenho, economizo dinheiro e para resolver o problema do espaço – que é um problemão, na verdade – eu adotei uma regra pessoal na qual eu avalio todo livro lido e de acordo com a avaliação ele pode ou não continuar na estante. Se ele não atinge a “pontuação mínima”, digamos assim, ele cai fora. Ele vai parar em uma pilha enorme (que cresce vertiginosamente) cheia de livros que pretendo vender, trocar ou doar.

Estou me encontrando no meio de todas essas pequenas regras e estou gostando muito de ter uma biblioteca que tem cada vez mais a minha cara, com livros que eu realmente gosto e o principal, cada vez menos livros não lidos. Então o Desafio Livrada é mais uma oportunidade de revirar as estantes e redescobrir o que tenho, ler aquilo que está encalhado há tanto tempo e dar andamento na fila de leituras por fazer.

Como eu disse lá no início desse texto, eu resolvi participar mais uma vez, tentar cumprir todas as categorias e sentir esse prazer imenso de procurar livros na minha estante. E eu gravei um vídeo contando minhas escolhas, assiste e me conta o que achou, se já conhecia o desafio ou se vai participar. Ah, eu aceito recomendações também. 😉

Não consegue assistir? Vê direto no Youtube e aproveita para conhecer o canal, tem vários vídeos bacanas por lá.

Uma história sobre menstruação e coletor menstrual

Menstruação, uma palavra que assusta muita gente. Existem alguns homens e mulheres que a consideram um tabu. Eu lembro quando era pré-adolescente e menstruei pela primeira vez. Eu já tinha doze anos e estava na frente de casa brincando com uma vizinha, quando senti uma sensação estranha de algo quente descendo de dentro de mim. Paralisei por uma fração de segundo e me dei conta de que poderia ser… peraí, será? Fui correndo pra casa e ao chegar no banheiro e me deparar com aquela mancha de sangue na calcinha gritei a plenos pulmões: MÃAAAAAANHEEEEEEE!

A mulher largou correndo tudo o que estava fazendo e veio me acudir. Decerto pensando que algo grave tinha se passado com a filha pra tal escândalo. Minha mãe chegou no banheiro esbaforida perguntando o que foi enquanto abria a porta e eu, bem tranquila, falei: “acho que fiquei menstruada”. No auge da minha inocência eu sabia tudo sobre isso porque tinha prestado muita atenção nas palestras da escola e fiquei bem calma. Não foi o fim do mundo, só queria compartilhar com a minha mãe. Por sorte ela tinha absorvente  e me emprestou.

Entretanto, toda a tranquilidade acabou quando eu tive que comprar o meu primeiro pacote de absorvente. A vergonha era tanta e o medo de mostrar que eu tinha ficado menstruada, de como as pessoas iriam lidar sabendo que eu estava menstruada. Todos os meses quando eu comprasse um pacote (ou dois, ou três, porque o negócio não era pouco não) todo mundo iria saber que eu estava menstruada. Um drama gigantesco que eu carreguei por anos. Aliás, mesmo na idade adulta eu ainda tive uns ataques de vergonha ao comprar absorventes, principalmente quando comecei a utilizar absorventes internos.

Claro que isso passou, ainda bem. Mas a menstruação como tabu ainda é uma realidade.Ter vergonha do corpo, da naturalidade que é menstruar, amamentar, etc., é mais comum do que eu imaginava. Muitas pessoas, mulheres adultas ou meninas que menstruaram pela primeira, sentem vergonha disso. Apesar de ser uma coisa natural e que quase toda mulher menstrue, ela ainda é símbolo de sujeira. Aliás, nosso corpo e tudo que sai dele – da menstruação ao leite materno, passando pelo xixi e pelo cocô – são consideradas por muitas mentes por aí como coisas impuras e que devem ser escondidas.

A menstruação nada mais é do que a preparação que o nosso corpo faz para um potencial feto se desenvolver. Como nenhum óvulo é fecundado naquele ciclo, aquela caminha preparada com sangue no nosso útero é descartada. É só isso, e nosso sangue é super limpo e SEM CHEIRO – ele só fica com aquele cheiro estranho quando fica em contato com o ar. Eu não tenho nojo (acredite, muitas mulheres tem nojo da própria menstruação) e já não tenho vergonha da minha menstruação, mas meu corpo ainda é um tabu pra mim.

Holy Cup & InCiclo

Maaaaas, no final de 2015 e o início de 2016 eu passei por muitas mudanças e descobertas na minha vida. Muitas mesmo. E dentre elas um tal de copinho apareceu para revolucionar a forma como eu encaro meu próprio corpo. “O que é isso?” Perguntam as pessoas mais próximas toda vez que toco no assunto. Eu descobri o tal copinho por conta do vídeo da queridona da Jout Jout há dois anos e desde então pesquisei muito sobre ele.

O copinho

O copinho, ou coletor menstrual – para falarmos o nome correto -, é justamente o que o nome implica: um coletor da nossa menstruação, uma alternativa para o absorvente externo ou interno. Ele funciona da seguinte maneira: um copinho feito de material antialérgico (material utilizado em instrumentos médicos) que precisa ser introduzido na vagina e lá ele fica, paradinho, recebendo a menstruação. De tempos em tempos (de oito à doze horas) retiramos, descartamos o conteúdo, limpamos e reintroduzimos. Parece simples, mas minha primeira vez foi uma complicação só. Vou contar, senta que lá vem história.

A experiência

Meu InCiclo

Comprei meu coletor menstrual em São Paulo, na Feira do Livro Anarquista que ocorreu no Tendal da Lapa em novembro de 2015. Um InCiclo que custou R$ 79,00. Voltei para Porto Alegre ansiosa para usá-lo. Quando o dia de menstruar chegou fui bem faceira ferver o copinho por cinco minutos antes de usar, como o recomendado. Tudo certo até então. Chegou a hora de colocá-lo. Agora é que começa… Por 45 minutos eu coloquei, retirei e recoloquei diversas vezes. Para inseri-lo é preciso fazer uma dobra na extremidade aberta para que o coletor entre. Acontece que lá dentro do nosso canal essa dobra precisa abrir e criar uma vedação para que a menstruação não vaze. No entanto, nada de o coletor abrir lá dentro. Que sufoco!

Testei diversas dobras e posições possíveis para conseguir fazer ele abrir e ficar mais confortável. Nada. Vídeos e mais vídeos para aprender novas dobras até chegar na dobra que me senti mais confortável e que aparentemente tinha aberto por completo e criado a vedação. O nome é um tanto esquisito: meio diamante. Para garantir, usei um protetor diário no caso de vazar. Como eu iria dormir, a preocupação com isso era um pouco menor. No outro dia pensei que iria reviver todo o terror da noite. Mas ao contrário do que imaginei, nada vazou, a dobra funcionou e consegui tirar, limpar e recolocar sem problemas. Usei novamente a mesma dobra. Durante o dia repeti a precaução de utilizar um protetor diário. Nada de vazamentos. E assim durante todos os dias de duração do ciclo. Claro que a preocupação era constante e fui muitas vezes ao banheiro para verificar. Nada. Alívio.

Depois de terminado o ciclo, fervi o coletor mais uma vez, também como o recomendado, e guardei. Simples assim. No próximo mês começou tudo de novo. Mas no segundo mês eu já tinha esquecido como era a dobra que tinha salvo a minha vida e fui lá começar do zero. Mais um sufoco. E dessa vez eu tive um pequeno problema com vazamento. Ainda bem que foi uma única vez, em casa e logo eu identifiquei o problema e como solucioná-lo.

Meu Holy Cup

Alguns meses depois eu cheguei a conclusão de que eu precisava cortar a haste do meu inCiclo, mas me senti insegura pra isso. Afinal, se eu cortasse demais eu teria muita dificuldade na hora de retirá-lo. O que eu fiz foi pesquisar novos fabricantes e cheguei ao Holy Cup. Mais uma vez eu me arrisquei, porque não tem prova de coletor menstrual, você compra e testa pra ver se serve pro seu corpo. Então eu investi alguns reais no novo coletor e quando ele chegou eu fiquei ansiosa para testar. O dia do teste chegou e eu confesso que fiquei nervosa de ter gasto mais pra nada. Experimentei e foi só sucesso. Nada de me machucar e para colocar era ainda mais fácil que o InCiclo porque era mais firme. Que alegria.

Já faz um ano que estou usando o Holy Cup e não troco por nada.Eu não sinto nada, nem parece que estou menstruada. Não sinto o copinho e nem sinto a menstruação, já que ela nem sai de dentro de mim até eu remover o coletor. É muito prático, higiênico, econômico e ecologicamente correto. Você pode  ficar até 12 horas – ao contrário do absorvente que deve ser trocado a cada 3 ou 4 horas. É só descartar o sangue menstrual (no vaso ou na terra, pois é um ótimo fertilizante) lavar com água antes de colocar novamente. Em todo ciclo, antes de usar a primeira vez e depois de encerrado o ciclo, é preciso esterilizar fervendo por cinco minutos. Só isso mesmo.

Alguns modelos duram até dez anos o que significa  que no lugar de comprar absorvente todo mês, você ferve o seu coletor e usa de novo. É muito menos lixo que descarto na natureza e muito menos coisa acumulando e cheirando no meu banheiro. Aqui no Brasil ainda não é comum encontrar coletores menstruais em farmácias ou lojas física, mas pela internet dá pra conhecer várias marcas, modelos, cores e tamanhos. Só escolher.

 O aprendizado

Durante esse processo descobri muitas coisas. Descobri um pouco mais sobre meu próprio corpo, meu formato e tamanho. Descobri que o material, o tamanho, a maleabilidade e o formato do coletor dependem do seu corpo, que nem todo coletor vai se adaptar a você. Que, por mais insegurança que eu tivesse, usar o coletor é mil vezes mais confortável e higiênico que o absorvente. Descobri que passar pelo período menstrual sem ter vazamentos e sem usar absorventes pode ser libertador.

Adeus 2016: uma retrospectiva

Em todas as minhas redes sociais o que eu via/lia eram posts sobre como 2016 foi um ano horripilante. E não é para menos, teve crise em cima de crise (uma econômica que foi forjada em nome de interesses bem nefastos e uma política que também teve a mesma origem), crimes de ódio, Trump, Temer, Sartori (quem é do Sul, sabe do que estou falando, mas quem vive em outros estados deve ter um Sartori pra chamar de seu), desastre nas urnas em boa parte dos municípios, desastres ambientais – nos quais os responsáveis estão impunes até hoje – violência, bossais ganhando cada vez mais espaço na política, repressão, ataque à direitos já existentes, barreiras políticas e religiosas que impediram a conquista de novos direitos fundamentais, e uma miríade de problemas que se eu for colocar aqui não paro de escrever até 2018.

Felizmente, na vida pessoal eu tive um pouco mais de sorte. Meu único problema foi ser pobre mesmo. Esse ano foi cheio de coisas muito bacanas, que eu estou super feliz em relembrar.

Curti muito a cidade com os eventos locais, passeios pelas ruas, museus e centros culturais, muito rolezinho de bicicleta – aliás, eu ganhei uma bicleta maravilhosa! Fui à shows de punk rock com bandas massas, voltei a desenhar quase diariamente (comecei um curso de desenho e abandonei 🙁 , e também mais uma pausa nos mesmos desenhos), fui a muitas feiras de antiguidade, uma coisa que adoro. E o namoro? Engatou e ficou sério.

Minha Monark Brisa reformada

Fiz uma tentativa frustrada de completar a leitura de Os Miseráveis (parei nas primeiras 150 páginas). Li 32 livros ao longo do ano, o que me deixou feliz, porque aumentei minha média anual (mas ainda não bati os mais de 60 de uns anos atrás). Meu apartamento recebeu muitos amigos (e eu gostaria que isso se repetisse muito mais em 2017). Tentei ser mais organizada e falhei, não consegui me adaptar ao filofax, nem usando as senhas do bullet journal combinadas com o planner. E por falar em organização, acredito que no trabalho eu consegui obter um resultado mais satisfatório em termos de organização. Mais um ponto pra mim. Em sala de aula, não preciso nem dizer, eu  aprendi muito com os alunos e me diverti bastante também, apesar de uns dias de stress com aqueles pimpolhos. Nesse ano eu também consegui elaborar e colocar em prática um projeto com fanzines que estava ha tempos querendo fazer e foi um sucesso!

Foi um ano bem colorido. Cortei, descolori e pintei o cabelo. Fiz duas tatuagens em janeiro, uma em junho, duas em setembro e uma no finalzinho do ano. Ufa. E claro que eu tenho plano para mais umas oito ou nove…

Tatuagens são viciantes…

Em 2016 eu viajei pouco. Fui à praia duas vezes, ambas com amigos. Uma no início do ano (janeiro) e outra já em dezembro. Mas teve viagem internacional também, capaz que não. Fui pela primeira vez ao paízito (Uruguai): conheci Montevidéu, Punta Ballena e Punta del Este em uma semana maravilhosa com o namorado e com amigos. Fui no sítio da Família Lima em dois irmãos com o pessoal da escola e fiz uma trilha que foi dura, mas fui até o fim. Fiz tirolesa!!! Isso mesmo, eu-fiz-tirolesa. Não sem antes pagar um miquinho básico, é claro.

Av. 18 de Julho, Montevidéu

Aliás, esse ano eu aproveitei bastante meus amigos de longa data e cultivei novos que estavam ali, do ladinho, trabalhando comigo. Que coisa boa ter amigos no local de trabalho. Eu sempre fiz amizade com meus colegas de trabalho, mas nesse ano eu me dediquei muito mais aos amigos do trabalho e valeu muito! Isso rendeu muitas risadas, cervejas, passeios, jogatinas de Uno (que, aliás, eu aprendi esse ano!) e até uma prainha no final do ano.

O ano foi embora tão rápido que quase não postei no blog, ou no youtube. Falta de organização e disciplina são as grandes vilãs dessa história. Mas, para compensar a falta ao longo do ano, eu fiz o #VEDA (Video Every Day April) e foi incrível!

E nos quarenta e cinco do segundo tempo eu adotei mais uma gata. A Merida.

Oi, eu sou a Merida.

No final das contas, o ano teve altos e baixos e em alguns aspectos foi pior que 2015 (oi cenário político?). Ao mesmo tempo, não foi de todo ruim. Muita coisa boa aconteceu na minha vida. Mas esse ano eu quero terminar com uma reflexão: embora as coisas tenham saído melhor do que o esperado pra mim, não posso deixar de lado o sofrimento de tanta gente e fazer um saldo positivo desse ano. Por isso, tchau 2016, já vai tarde!

Update felino parte 3: meet Merida

Oi, eu sou a Merida.

A vida não está fácil pra ninguém. O ano de 2016 não está sendo fácil. Nesse cenário de desesperança eu estava um pouco desesperada e perdida. Tranquila com a vida pessoal e profissional, mas desesperada e perdida com todo o resto. Aí uma única bomba no trabalho no dia 15 de dezembro me fez precisar ainda mais de um quentinho no coração.

E antes que alguém me critique, já aviso que sim, eu sei que o que eu fiz foi um pouco irresponsável e que não pode ser usado para compensar uma coisa ruim da vida da gente. Mas eu estava realmente precisando e resolvi fazer mesmo assim, porque eu sabia que teria condições de bancar uma decisão que, apesar de impulsiva, feita de coração.

Então, chega de mistério? Que eu fiz que parece assim tão absurdo? Lembra que eu tenho cinco gatos? Não? Então assiste o vídeo no qual que apresento cada um deles e me conta o que achou do meus filhotes… Então, agora não são cinco, são seis. Eu saí da escola em que leciono à tarde e no intervalo entre uma escola e outra eu fui encontrar uma colega no shopping que fica no caminho entre elas pra colocar minha mente num lugar de alienação mesmo e esquecer que as pessoas podem ser muito escrotas. E nesse ínterim eu passei em frente a vitrine da pet que tem por lá. E eis que cinco filhotinhos felinos lindos estavam aguardando adoção. Fiquei encantada com eles, mas passei reto pra não cair em tentação.

É claro que na segunda vez que passei por ali eu tive que entrar – mencionei que a tal pet fica bem na entrada do shopping? Ou seja, passei na hora de entrar e na de sair. E depois de entrar eu tive de pegar a coisinha pequenininha, magricela e pançudinha de vermes no colo. Aí não teve jeito, do colo pra uma caixinha a caminho de casa foi um piscar de olhos. E agora essa coisinha está na minha casa, já tem nome – Merida – e está aprontando todas, recebendo muito amor e alguns fuuusss do mano Salém que não ficou muito contente com a novidade.

Seis, isso mesmo, seis gatos em um apartamento (devidamente telado, claro). Parece muito, e é. Mas amor, comida, água, areia limpa, arranhador e bons tratos não faltam. Eu estou apaixonada, e esse era o quentinho no coração que eu estava precisando. E ela também estava precisando de um quentinho (um tanto mais literal) e encontrou um lar cheio de amor.9