Primeira vez sobre rodas: Roller Derby

Ilustração linda de Derby Girls, e eu sou claramente a menina do meio :p (Achei no Pinterest, mas não tinha referência. Se alguém souber de quem é, por favor me avisa)

Você tem um minuto para ouvir a palavra do Roller Derby? 

Eu conheci o Roller Derby no filme Garota Fantástica e fiquei fascinada. Adivinha, fiquei obcecada e por um tempo essa foi a coisa que mais procurei pela rede.

Mas o que é Roller Derby? Uma definição rápida:

Um esporte jogado por duas equipes de cinco membros que patinam, na mesma direção, à volta de uma pista. A partida consiste numa série de pequenos jogos (jams), nas quais ambas as equipas nomeiam uma jammer, que marca pontos ao ultrapassar membros da outra equipe. As outras integrantes têm que jogar na ofensiva e na defensiva simultaneamente, uma vez que têm que impedir a jammer da outra equipe de marcar pontos, enquanto a sua própria jammer”marca os pontos. Ganha o time que tiver mais pontos no jogo. Fonte: wikipédia

Comecei a pesquisar feito louca vídeos, imagens e textos sobre o esporte. Mas não podia praticar porque não tinha uma liga/time perto de casa. Isso até eu descobrir a existência das Wheels of Fire Roller Derb Club, a primeira equipe de Roller Derby de Porto Alegre. As meninas treinavam no centro da capital gaúcha e na época eu morava em outra cidade. Aí o que eu fiz? Coloquei um monte de empecilho: moro longe, os horários dos treinos ficam ruim pra mim, nunca patinei, então na vai dar, não tenho grana pra investir em patins, e por aí vai.

Tudo desculpa esfarrapada, eu sei. E desde a primeira vez que eu ouvi falar desse esporte – que é quase que exclusivamente feminino, que abraça diferentes tipos de corpos e é super riot grrrl – eu fiquei colocando todas essas barreiras pra que eu não começasse de fato a praticá-lo. Aliás, nem treino eu assisti com o tanto de barreira que criei. MAS… Essa semana teve chamada para mais um recrutamento das Wheels of Fire e dessa vez eu não tinha desculpa. Afinal de contas os treinos acontecem a 200 metros de casa, as meninas ensinam a patinar do zero e os horários dos treinos combinaram super com meus horários livres.

Domingo, 02 de abril de 2017, meu primeiro contato real com o Roller Derby.

Foram quase quatro horas de muito aprendizado com outras meninas que tem histórias muito diversas e se aproximaram do esporte de maneiras tão diversas quanto. Aprendizado teórico, um pouquinho de demonstração com as jogadoras super feras do time, um pouco de treino da movimentação básica sem patins e, claro, colocar os patins no pé.

Eu fiquei morrendo de medo, afinal de contas eu NUNCA andei de patins na vida. Coloquei todo o equipamento de segurança: capacete, cotoveleira e joelheira (protetor bucal não, né gente, porque é pessoal e intransferível). E finalmente coloquei os patins. Confesso que foi muuuuuito difícil, mas em quinze minutos eu consegui sair do completamente travada para andar uns centímetros direitinho, embora quase agarrada nos braços da minha instrutora. Caí? Caí sim. De bunda. Mas não doeu nadinha. E se tivesse caído de frente estaria completamente protegida pelo equipamento.

O Roller Derby é um esporte super democrático, que abraça todos os corpos, inclusive os corpos gordos (como o meu) e muito empoderador. Muitas meninas que não encontram lugar nos esportes mais tradicionais podem praticar e serem muito felizes com o Roller Derby. Me senti muito acolhida pelas meninas e fiquei realmente empolgada. Muito mais empolgada do que já estava. E o medo de patinar será facilmente superado. Disso eu tenho certeza.

Mas tem um pequeno probleminha. O investimento inicial é bastante alto. O equipamento de segurança corporal mais o protetor bucal e capacete deve sair em torno de uns R$ 300,00. E não para por aí, já que o investimento mais alto é o patins. Existem marcas importadas e nacionais – que, claro, são mais baratas. Usado sai ainda mais em conta. Ainda assim não é uma coisa que qualquer um decide comprar da noite para o dia. Saí do recrutamento determinada a realmente começar a treinar, então estou procurando um patins com um bom custo benefício (provavelmente um usado e nacional) para iniciar e, mais adiante, investir em um melhor.

Cheguei em casa transbordando de felicidade por finalmente ter criado coragem de participar de um recrutamento e por ter conhecido tantas meninas bacanas. Foi realmente uma experiência incrível e me deixou mais determinada do que nunca em ser uma Derby Girl. Estou ansiosa pelos primeiros treinos e não vejo a hora de comprar meus patins!

E você, já conhecia o esporte? Pratica ou já teve vontade de praticar?

TAG 8 coisas

Eu quase não respondo TAGs pelo blog, geralmente faço isso no meu canal do Youtube. Mas essa TAG é muito longa e bem abrangente, aí resolvi escrever por aqui já que é mês de BEDA e preciso de muita pauta *cof cof*. 🙂

Então, a tag de 8 coisas:

8 coisas para fazer antes de morrer:

– fazer um mochilão pela Ásia;
– fazer a trilha Inca, no Peru;
– me amar do jeito que sou, sem neuras por causa do meu corpo;
– viver em uma ecovila;
– acampar (acredite, eu nunca acampei!);
– conhecer a Floresta Amazônica;
– adotar a bicicleta como meu meio de transporte principal;
– mergulho.

8 coisas que você ama:

– meus gatos;
– ler;
– viajar/conhecer lugares;
– comer (e cozinhar) comidas diferentes;
– arte;
– cheiro de terra molhada;
– olhar o mar sentindo a areia nos pés;
– andar de bicicleta.

8 coisas que você odeia:

– gente preconceituosa (homofóbicos, machistas, lesbofóbicos, racistas…);
– pessoas que apontam as coisas com objetos (guarda chuva, por exemplo);
– desperdício;
– injustiça;
– gente falsa;
– cheiro de cigarro;
– lavar louça;
– atraso.

8 coisas que você fala:

– tchê!;
– ôchi;
– meu c* num palito (é, eu falo muito palavrão);
– não é mesmo?;
– aaaai, que dor de cabeça (quase todo dia 🙁 );
– ah tá;
– perereca (chamo tudo quanto é bichinho bonitinho de pererequinha);
– bah, nem fala.

8 makes/roupas que você não vive sem:

– camiseta;
– coturno;
– vestido soltinho;
– roupa preta/cinza;
– batom escuro;
– sombra marrom;
– moletom;
– saia.

8 objetos que você não vive sem:

– livros, livros, livros;
– meu macbook;
– minha mochila;
– meu material de desenho;
– meu robô aspirador :o;
– minha bicicleta;
– minha câmera;
– meu processador de alimentos.

8 filmes/livros/jogos/séries que você ama:

– Filme: Questão de tempo (2013);
– Filme: Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças (2004);
– Livro: 1984 (George Orwell);
– Livro: Senhor dos Aneis (Tolkien);
– Jogo: Zelda- A Link To The Past;
– Jogo: Harvest Moon;
– Série: Doctor Who;
– Série: Buffy, the vampire slayer.

8 lugares para visitar:

– Islândia;
– Vietnã;
– O condado (Nova Zelândia);
– México;
– Tailândia;
– Suécia;
– Ilha de Páscoa;
– Escócia.

Esse post foi inspirado na postagem da Bruna Morgan, também para o BEDA. Li o post dela, adorei a ideia e resolvi responder a TAG também.

3 coisas que me fazem feliz

Felicidade é algo muito engraçado. Ninguém é completamente feliz o tempo todo. Da mesma forma, ninguém é completamente triste o tempo todo. Mas, do jeito que as coisas andam, a maior parte das pessoas, na maior parte do tempo parecem estar infelizes. Tem tanta coisa errada no mundo, tanta coisa ruim acontecendo com uma porção de gente boa que às vezes parece que a infelicidade está ganhando essa batalha mística. No entanto, no meio da turbulência algumas pequenas coisas nos fazem recuperar a doçura, olhar para o mundo com mais leveza e sorrir.

Então eu resolvi prestar mais atenção nessas pequenas coisas que trazem felicidade (mesmo que momentânea) e hoje eu vou contar três delas:

  • o som do mar;
  • o vento;
  • o pôr-do-Sol.

Ouvir o barulho das ondas do mar quebrando na praia me traz no mesmo instante uma sensação de paz e eu logo começo a sorrir. Tenho certeza que esse é um dos meus sons preferidos no mundo.

E uma das coisas mais gostosas de estar ao ar livre é sentir o vento soprando, de leve, no rosto. Tirando os cabelos pra dançar. Eu me sinto livre, preste a voar junto com ele.

E o que dizer do pôr-do-Sol, não é mesmo. Ele merece ou não merece aplauso? É tão lindo. E cada lugar do mundo tem um mais lindo que o outro. Dá até vontade de chorar com tanta beleza…

Pareço meio Amélie Poulain? Que bom. Se tem uma coisa que essa francesa incrível (embora ficcional) me ensinou, é que precisamos estar abertos para os pequenos detalhes do nosso dia a dia. E você, quais as pequenas coisas que te fazem feliz?

Este post faz parte do BEDA (blog everyday in April).

Desafio Livrada e uma conversa sobre priorizar livros da própria estante

Reading Book Study Student from Thoroughlyreviewed.com
Reading Book Study Student from Thoroughlyreviewed.com

No ano passado eu resolvi participar do Desafio Livrada e adorei, apesar de não ter conseguido cumpri-lo. Os temas que o Yuri do blog e canal Livrada seleciona são muito bons e é bem gostoso revirar as estantes atrás de livros não lidos para preencher as categorias. Em 2017 ele lançou o desafio de novo e os temas foram, mais uma vez, muito bacanas. Resolvi participar e fiz uma verdadeira caça aos livros nas estantes. E dessa vez eu finalmente consegui colocar apenas livros que eu já tenho nessa lista.

Sabe porque eu dou prioridade para livros que eu já tenho? Os motivos são vários, mas os principais são dinheiro e otimização do espaço. Deixa eu explicar. Eu não sou rica. 😮 Então eu não tenho como comprar livro sempre que quiser (embora eu tenha gasto muuuuuuito dinheiro em livro ao longo dessa vida, e muitos deles eu nem li ainda) e eu nem quero isso. Durante um bom tempo eu não controlei o quanto gastava com livros e acabei comprando muito e não conseguia dar conta de ler na mesma velocidade que comprava. Acho que esse problema é bem comum entre leitores. E não vamos esquecer dos presentes – ah, como eu ganhei livro de presente. São tantos livros que cheguei em um ponto no qual a proporção de livros não lidos na estante é imensamente maior do que aqueles que eu já li.

Por isso quero, pelo menos, inverter essa situação. E como atingirei esse equilíbrio? Lendo o que eu já tenho. Parece simples, não é mesmo? Mas não é. A vontade de comprar algo novo está sempre rondando e tenho que me cuidar toda vez que passo em frente a uma livraria ou vejo promoções de lojas on line. Então eu resolvi adotar um sistema de recompensas: a cada 10 livros lidos eu posso comprar um. Ainda não funcionou 100%, já que – contabilizando lidos e comprados desde então – eu comprei mais de um livro para cada dez. Mas ainda estou tentando.

Então eu leio o que tenho, economizo dinheiro e para resolver o problema do espaço – que é um problemão, na verdade – eu adotei uma regra pessoal na qual eu avalio todo livro lido e de acordo com a avaliação ele pode ou não continuar na estante. Se ele não atinge a “pontuação mínima”, digamos assim, ele cai fora. Ele vai parar em uma pilha enorme (que cresce vertiginosamente) cheia de livros que pretendo vender, trocar ou doar.

Estou me encontrando no meio de todas essas pequenas regras e estou gostando muito de ter uma biblioteca que tem cada vez mais a minha cara, com livros que eu realmente gosto e o principal, cada vez menos livros não lidos. Então o Desafio Livrada é mais uma oportunidade de revirar as estantes e redescobrir o que tenho, ler aquilo que está encalhado há tanto tempo e dar andamento na fila de leituras por fazer.

Como eu disse lá no início desse texto, eu resolvi participar mais uma vez, tentar cumprir todas as categorias e sentir esse prazer imenso de procurar livros na minha estante. E eu gravei um vídeo contando minhas escolhas, assiste e me conta o que achou, se já conhecia o desafio ou se vai participar. Ah, eu aceito recomendações também. 😉

Não consegue assistir? Vê direto no Youtube e aproveita para conhecer o canal, tem vários vídeos bacanas por lá.