Mergulhando em Ernest Hemingway

Turbulento. Assim eu caracterizo esse segundo semestre de 2010. Finalmente escrevo a monografia de conclusão de curso, popularmente conhecido como TCC. Muita gente já sabe, mas não custa nada comentar, a fonte de pesquisa que utilizo são dois textos literários, um de Ernest Hemingway – Por Quem Os Sinos Dobram e outro de André Malraux – A Esperança.

No momento estou mergulhada em textos de e sobre Ernest Hemingaway, tentando redigir um dos capítulos da monografia. E estou gostando.

Ernest Hemingway

Fonte da Imagem: wikipédia

Feliz dia do Historiador.

Peter Burke
Peter Burke - historiador

A função do Historiador é lembrar a sociedade daquilo que ela quer esquecer. (Peter Burke – Historiador francês)

A profissão de Historiador ainda não existe, mas já temos um dia dedicado aos profissionais da História. A Lei que criou o Dia do Historiador é de autoria do Senador Cristovão Buarque (LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009). O dia 19 de Agosto foi escolhido em homenagem ao nascimento de Joaquim Nabuco era Historiador além de político, diplomata, jurista e abolicionista.

No Legislativo já tramita o Projeto que garante o reconhecimento da profissão. Na página da ANPUH é possível acompanhar as informações sobre o assunto, além de poder acessar o próprio Projeto de Lei.

Como no final do ano entrego meu Trabalho de Conclusão de Curso e em seguida vem a formatura e serie licenciada em História, eu já me considero agraciada por este dia.

E a própria História enquanto disciplina passa por um momento bastante positivo. O número de publicações de divulgação científica – revistas de História publicadas regularmente e encontradas em todas as bancas do Brasil – aumentam a cada dia, muitos programas e canais com a programação inteira dedicada aos temas da História também crescem e muitos livros de história atingem números de venda invejáveis.

Só o mercado que anda meio desvalorizado e superlotado…

O outro 11 de Setembro

Antes de dois aviões baterem nas Torres Gêmeas no EUA, um outro 11 de setembro marcou a história da America Latina. Ambas datas são traumáticas, e ambas têm a participação dos Estados Unidos.

Em 1973 um golpe militar executado pelo general August Pinochet, preparado e financiado pelo imperialismo norte americano derruba o governo legitimo, constitucional e democraticamente eleito do Presidente Salvador Allende, provocando vários milhares de assassinatos e de prisões, o exílio de duzentos mil chilenos e uma feroz ditadura que durou 17 anos.

E a foto mostra o assalto e ataque dos golpistas ao Palácio de La Moneda.

Professora Daniela? – O que aprendi e o que espero da (e na) sala de aula.

Foram alguns anos esperando até que chegasse finalmente a hora derradeira. Pode parecer exagero, mas desde o momento em que decidi o curso que faria na universidade eu sabia que a hora de dar aula seria esperada com ansiedade. Agora, mais perto do que nunca de pisar em uma sala de aula experimentando o outro lado, uma série de perguntas afloram incessantemente. O que fazer? Como fazer? Será que eu consigo? Será que eu tenho competência para ser professora? Para ser professora de História? O ensino de história na escola serve para que, afinal? São tantas perguntas e poucas respostas.

Ensinar História é uma tarefa de grande responsabilidade. A história na escola não pode ser definida da mesma maneira como na academia. Ela tem propósitos e metodologias próprias. A dinâmica da sala de aula de um professor do ensino básico é muito diferente da dinâmica de um professor em uma sala de aula universitária. E aqui não existe nenhuma tentativa de qualificar mais um ou outro, são apenas distintos. A história na escola tem um propósito diferente. Read More

As Aventuras de Biblos: Aprendendo a Preservar

Finalmente desencantou. Agora “As aventuras de Biblos” é realidade. Depois de muitas negociações finalmente saiu a publicação de um pequeno livro de Literatura Infanto-Juvenil,de autoria coletiva – e como sempre alguns contribuem mais do que outros, mas todos contribuíram para a escrita dessa história. Foram sete autores, um ilustrador, algumas reuniões e uma revisão. Depois disso foi para a bibliotecária catalogar, orçamento e projeto gráfico.

Começou pequeno, como um projeto de oficina para complementar as visitas que as turmas de escolares fazem ao Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). O livro narra a trajetória do livro-personagem Biblos até sua chegada ao MUHM. Aparentemente ficou tão bom que uma publicação foi sugerida. Alguns meses depois o filho nasceu. E o melhor de tudo, a distribuição é gratuita.

Agora estou em Caxias do sul para apresentar o processo na XV Jornada de Ensino de História e Educação. Uma tarefa interessante que vai gerar outras duas publicações: os famosos resumos do caderno de resumos das comunicações e o texto completo nos anais do evento.

É tão bom ver um trabalho dar resultados.