Feliz Dia da Toalha

Hoje é dia de comemorar o item mais essencial de todo bom mochileiro das galáxias, e de todo nerd também. O Dia da Toalha, é celebrado como uma homenagem dos fãs ao autor da série O Guia do Mochileiro das Galáxias, o genial Douglas Adams. E eu como boa fã da saga e do autor estou aqui para prestar minha homenagem!

E para completar a celebração, uma lista com a resenha de todos os livros que eu li da série (só não tem o último, que foi lançado recentemente e é de outro autor!) e dos episódios da série de TV lançada nos anos oitenta na televisão britânica (IM-PER-DÍ-VEL!):

Os livros

A série de TV

Então Feliz Dia da Toalha pra você e aproveite para ler os livros, ver a série, o filme e até mesmo as resenhas aqui do blog.

Doctor Who 07×00: The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Doctor Who - The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Dirigido por: Farren Blackburn
Escrito por: Steven Moffat

 Depois de uma adaptação do conto de Charles Dickens, “A Christmas Carol“, no especial de Natal no ano passado, Moffat nos brinda com “The Doctor, the Widow and the Wardrobe“, inspirado na obra de C. S. Lewis, “The Lion, the Witch and the Wardrobe”, conhecido aqui na terra brasilis como “O Leão, a Feiticieira e o Guarda-roupa“. E as semelhanças não estão apenas no título. Mas apesar delas, a obra de Lewis está bem distante do que é proposto no episódio.

O especial inicia com uma sequência memorável, continuação do prequel citado aqui na semana passada. O que mostra o quanto o Doutor aprontou depois de forjar sua morte. Ele explode uma nave que estava para atacar a Terra (pelo menos foi o que pareceu) e o filho mais ilustres de Gallifrey acaba vestindo um traje de astronauta enquanto percorre o espaço aberto depois de ser expulso da nave com a explosão que causou (olha o traje de astronauta de novo aí, gente!). Ele cai na Terra em 1938, véspera de Natal, e Madge Arwell (Claire Skinner) o encontra com o capacete preso e virado, pois ele “teve que se vestir com pressa”. Impossível ver o rosto do Doutor. Ela o ajuda a encotnrar uma cabine de polícia (a TARDIS, é claro) sem saber de nada. Ela vê nele um anjo do espaço, e ele promete retribuir a bondade, basta que ela faça um desejo – “geralmente funciona”.

Doctor Who - The Doctor, the Widow and the Wardrobe

Eles seguem caminhos separados até que em 1941, na véspera de Natal mais uma vez, Madge recebe  a notícia de que seu marido estava desaparecido. Ele estava lutando na Guerra como piloto e ela não consegue contar para as crianças o que aconteceu. Ela acaba levando os filhos para a casa de um tio no interior para fugir dos bombardeios de Londres (como ocorre na obra de Lewis). Chegando lá a família encontra um zelador muito esquisito, o Time Lord veio atender o desejo de Madge – proporcionar às crianças um bom Natal. Ele fez alguma melhorias na casa (“I know!”), deixando tudo perfeito para as crianças se divertirem. Até deixou um presente debaixo da melhor árvore de Natal de todas. Read More

Doctor Who 06×13: The Wedding of River Song

Doctor Who - The Wedding of River Song
Dirigido por: Jeremy Webb
Escrito por: Steven Moffat

Finalmente o mistério sobre a morte do Doutor é revelado. E nada melhor do que fazer isso embalado por um casamento. O nome do episódio até certo ponto parecia incompatível com tudo o que está acontecendo, mas quando ele acontece tudo faz sentido. O episódio foi muito bom, como sempre, afinal de contas quem escreveu foi o próprio gênio por trás da temporada, Moffat.

Mas fiquei com uma pulguinha atrás da orelha. Mesmo maravilhoso eu esperava muito mais. Por quê? Simplesmente porque era um episódio escrito pelo Moffat. Ele repetiu o truque de The Pandorica Opens de trazer de volta caras conhecidas para o final da história. Assim matamos a saudade de Foi assim que chegamos Churchill e do cara gordo e azul, da tripulação do Teselecta e do Silence. É claro que teve também River Song , Madame Kovarian, Rory e Amy.

É claro que era um final complicada para o arco que Moffat criou. Como explicar uma morte definitiva do Doutor? O que seria da série depois disso? Matt Smith é um Doutor memorável, mas não seria o último, com certeza. O arco pedia um final muito bem fechado, mas esse final não poderia ser óbvio, como um Doutor fake feito da tal carne (lembra que o fake ficou pra trás naquele episódio?). Eu me recusava a acreditar que Moffat faria isso. e não fez. Um grande suspiro de alívio. Mas ele fez quase isso. Certamente não foi tão óbvio, mas a explicação para como o Doutor se salvou da morte sem violar um ponto fixo no espaço-tempo já tinha sido cantada previamente, mas ainda assim foi bem executada. Read More

Doctor Who 06×12: Closing Time

Doctor Who - Closing Time

Dirigido por: Steve Hughes
Escrito por:Gareth Roberts

Só mais esse episódio para saber o que realmente aconteceu com o Doutor no início da temporada. Mas é nesse que descobrimos como ele chegou até lá.

O episódio começa de forma muito parecida com o primeiro episódio em 2005. E se passa basicamente em uma loja de departamentos. É aqui também que temos a volta do Cybermen. Parecia bem despretensioso, parecia até ser um alívio cômico para o mar de lágrimas que era esperado para a finale. Apesar de realmente ser um alívio cômico em diversos momentos, o episódio foi bem mais do que isso.

Depois de deixar o casal Pond em casa em The God Complex, ele resolve visitar alguns amigos e 200 anos se passam até ele chegar na casa do velho amigo Craig Owens, aquele do episódio The Lodger, na 5ª temporada, um dia antes de sua morte. Craig vive uma vida bem diferente da época em que foi visitado pelo Time Lord, e diga-se de passagem o Doutor ajudou bastante. Ele está casado com Sophie e com um bebê lindo que ficou encarregado de cuidar enquanto sua esposa está viajando. O bebê chama Alfie, ou como ele prefere, Stormageddon. Mais uma vez vemos o Doutor falando com bebês. Read More

Doctor Who 06×11: The God Complex

Doctor Who - The God Complex

Dirigido por: Nick Hurran
Escrito por: Toby Whithouse

Eu certamente me surpreendi com os rumos que esse episódio tomou. Eu estava esperando um episódio estilo monstro da semana – que eu adoro – que não tivesse uma ligação maior com a mitologia da série. Doce engano. Que ingenuidade da minha parte, depois de ter visto tudo o que Moffat é capaz eu ainda acho que ele pode dar ponto sem nó. Claro que não foi ele que escreveu o episódio, mas ele é o showrunner pô, e ele sabe como conduzir uma série. The God Complex foi mais do que um episódio autônomo. Foi muito mais profundo e impactante.

Se The Girl Who Waited foi sobre o relacionamento entre Amy e rory e entre Rory e o Doutor, The God Complex foi sobre o relacionamento do Doutor com Amy, com seus companheiros em geral e com ele mesmo. Esse episódio não foi sobre uma aventura do Time Lord, foi sobre a mad man in a box. Uma reflexão profunda sobre quem é esse homem com dois corações, um estudo de personagem tão marcante e bem feito quanto o estudo realizado em The Girl Who Waited.

O episódio começa como quase todos os outros: a TARDIS chegando em algum lugar e seus tripulantes desembarcando. O lugar desa vez é um hotel da Terra dos anos 1980. Na verdade, uma réplica muito bem feita de um hotel terráqueo de 1980. Claro que esse não era o destino previsto. E antes dos créditos aparece uma jovem policial perambulando pelos corredores desse hotel de mentirinha. Mas em cada quarto tem algo assustador e ela finalmente chega em um quarto que contém a coisa que ela mais tem medo (ou tinha quando era criança). Nesse momento ela começa a cantar “Louvai-o,” e uma criatura grande de chifres aparece para buscá-la. O espectador não consegue ver muito bem a criatura, mas vê bem a reação da garota. Read More