Feliz dia nacional das HQs (atrasada como sempre)

Na última Quarta-Feira, dia 30 de janeiro, foi celebrado em todo o país uma data muito especial: o dia Nacional da HQ. Apesar de conviver com gibis durante toda minha infância e adolescência, de ter aprendido a ler com a Turma da Mônica e com os gibis da Disney, me considero uma iniciante no assunto. Porém, mesmo que a paixão seja maior que o conhecimento também me dou o direito de comemorar!

A data não é oficial, mas é registrada em vários calendários e foi escolhida em homenagem à primeira publicação de quadrinhos no Brasil, em 1869: “As Aventuras de Nhô Quim ou Impressões de Uma Viagem à Corte”. A história gira em torno de um caipira rico que resolve ir até a corte. A partir daí são inúmeras confusões e trapalhadas.

Alguns podem estar se perguntando: “mas o marco da oficial da criação da primeira HQ não é dos americanos, com o Yellow Kid (o Menino Amarelo) de Richard Outcault, em 1895?” Pois é, mesmo que o pessoal lá da terra do “american way of life” se considere criador dessa maravilha, as histórias em quadrinhos já existiam em diversas partes do mundo. E o Brasil não estava de fora, graças ao ítalo-brasileiro Ângelo Agostini, o criador do personagem Nhô Quim e suas aventuras. Recentemente foi lançado um álbum com os principais trabalhos dele, As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros 1869-1883, organizado pelo jornalista e pesquisador Athos Eichler Cardoso.

Gostaria de fazer um panorama da situação das HQs no Brasil. Quem consome, quem cria, os independentes, os pops. E chegar à questão: há o que comemorar? No entanto não tenho um suporte/aporte estruturado para cometer tal ousadia. Deixo a árdua tarefa para quem entende do assunto mais do que a leitora amadora aqui.

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Cat lady, bookworm, roller derby, vegan, professora de história, amante de histórias. apaixonada por cinema, séries e tem uma baita queda por histórias de zumbis.

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  1. Eu nem sabia que existia uma data assim.

    Enfim, sou um amador no mundo de HQs (embora sempre gaste um bom dinheiro com HQs todo mês… e ai do meu bolso, mas enfim…)

    A maioria das HQs vendidas aqui no Brasil, pelo menos o que vejo nas bancas:
    – Americanas (Super Heróis)
    – Americanas (Disney)
    – Nacionais (Turma da Mônica, Sítio do Pica-pau amarelo)

    Enfim, infelizmente, a produção nacional não é valorizada, inclusive há muitos brasileiros bons trabalhando em editoras norte-americanas…

    Bom, mas isso é o que eu sei amadormente, convivendo um pouco nesse universo desde os meus 7 anos de idade!

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