O contexto como conteúdo

Acabei de ler um livro muito bom que usei para um trabalho da faculdade. O nome do livro é “No interior do Cubo Branco: ideologia no espaço da arte” de Brian O’Doherty[bb]. Eu recomendo pra todos que se interessam por arte, principalmente arte contemporânea, porque o livro trata extamente do espaço da arte, da galeria, de toda a ideologia que ela carrega em diferentes épocas do modernismo[bb] e do pós-modernismo[bb].

“A clássica hostilidade da vanguarda expressa-se por meio do desconforto fí­sico (teatro radical), barulho excessivo (música) ou pela remoção das constantes de percepção (o recinto da galeria). São comuns a todas elas as transgressões da lógica, a dissociação dos sentidos e o tédio. A ordem (o público) experimenta nessas arenas quanto de desordem ela suporta. Esses lugares são, então, metáforas de consciência e revolução. O espectador é convidado a um recinto onde o ato de aproximação volta-se contra si mesmo. Talvez uma atitude rematada da vanguarda fosse atrair o público e aniquilá-lo.” (O’DOHERTY, Brian. p.85)

Top 5 – Show do U2 em São Paulo

Coisas Boas:

1 – COEXIST, escrito com a lua crescente do Islã, a estrela de Davi e a Cruz. Emocionante;

2 – A sequência-protesto: Sunday Bloody Sunday, Bullet the Blue Sky, Miss Sarajevo, Pride (In the Name of Love);

3 – Ver que as músicas novas não devem nada aos clássicos;

4 – Ver a emoção da platéia e a adrenalina do Bono;

5 – Poder ver de GRAÇA e de camarote pela TV.

Coisas Ruins:

1 – Não estar lá;

2 – Não ter visto o show do Franz Ferdinand;

3 – Ver o Lula e o Ronaldinho no telão;

4 – A única parte do discurso em que Bono diz gostar do carnaval porque une ricos e pobres, o que, quem mora no Brasil sabe, é uma grande mentira;

5 – O Zeca Camargo.

O Hobbit – J. R. R. Tolkien

Ontem à noite terminei de ler, ou melhor dizendo, devorarar O Hobbit. O livro é fantástico, surpreendente e as aventuras são incríveis. Quando comecei a ler não pensei que iria terminar tão cedo: férias, outro ritmo de leitura. Pelo contrário, quase comi as páginas de tão excitantes e instigantes que são. Pode parecer babação de ovo, e é, mas eu simplesmente amei. As aventuras de Bilbo Bolseiro são tão boas quanto as de Frodo Bolseiro, e se Peter tivesse gravado O Hobbit também, teria feito um ótimo trabalho e só viria a acrescentar na Saga do Anel.