Dani viaja: comida, museu e até uma múmia!

Hoje tem vlog, tem sim senhor!

Meu segundo dia no paízito foi cheio de comida e de visitas a museu. E teve até uma múmia de verdade descoberta totalmente por acaso no Museu de História da Arte.

O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

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Ansiedade

Fonte: gemmacorrell.com

Oi. Cheguei no blog Dona Vader por conta do BEDA e devorei os posts sobre ansiedade. Eu desconfio de ter ansiedade desde a infância já faz uns dois anos, principalmente porque dos sintomas citados, eu tenho vários desde criança. Eu fico adiando a ida ao médico por medo de isso ser verdade. Mas os posts da Line tem me ajudado a pensar no quanto isso é ainda mais prejudicial. O máximo que vou ter é uma confirmação do que já desconfio. Ou, na melhor das hipóteses, vou sair da consulta sem diagnóstico de ansiedade, o que seria ótimo.

Dos sintomas que ela menciona nos posts eu tenho:
– Dores de cabeça constante;
– Dificuldade para dormir (minhas insônias são terríveis);
– Diarréia;
– Taquicardia (tem vezes que eu tenho quase tudo junto, aí a taquicardia tbm aparece);
– Dores no estômago;
– Dores musculares;
– Excesso de choro;
– Apatia/ às vezes, e às vezes oscilo de humor muito rápido;
– Já passei por uma fase longa de falta de libído;
– Hiperatividade;
– Fadiga (tenho isso muito);
– Dificuldade de concentração;
– Irritabilidade (chega a ser dificil me relacionar com pessoas próximas por conta disso).

E além disso tenho manias estranhas de cutucar o rosto, arrancar pedacinhos de pele em volta das unhas, apertar meu nariz com muita frequência… Outro problema sério que tenho é a maneira como me relaciono com a comida. Tem dias que eu chego a comer uma barra inteira de chocolate simplesmente porque sim. Em algumas semanas eu faço isso todos os dias. E certamente essa não e uma maneira saudável, nem normal, de se relacionar com a comida.

Sofro muito com isso desde pequena e as manias foram os primeiros sintomas de que me lembro. Agora, escrevendo esse comentário me dei conta de como eu preciso procurar um médico e deixar de ficar postergando algo tão importante. Parece que só agora eu me dei conta de verdade de como isso afeta minha vida. Mas junto com a ansiedade eu tenho essa coisa de não sair do lugar, de saber que tenho de fazer uma coisa e ficar ali, parada, esperando e deixando pra depois.

Na verdade, apesar de conviver com isso desde a infância, eu sempre deixei pra lá porque não me incomodava tanto. Aliás, incomodar não é a palavra correta, está mais para atrapalhar. Porém, hoje tudo isso tem me atrapalhado muito (em especial a insônia e a dificuldade de concentração!) e eu preciso fazer algo para mudar. O problema é saber o que fazer, já que dinheiro para ir ao médico agora eu não tenho, vai ficar pro ano que vem mesmo.

O jeito é tentar métodos alternativos para combater o sintoma até eu conseguir chegar na causa. Se isso é o correto? Provavelmente não, mas por enquanto é o que eu posso tentar fazer. Então, preciso de ajuda para saber o que fazer para levar essa situação por mais uns dois ou três meses…

Dani viaja: Uruguai – reconhecimento no centro histórico e 18 de Julho

YAY! Finalmente o canal deu um suspiro de vida. E dessa vez com uma nova série super bacana. Vou mostrar meu primeiro dia, na minha primeira vez no país vizinho. O Uruguai é um país pequenino que faz fronteira com o Rio Grande do Sul e já é destino carimbado para muito conterrâneos gaúchos e tem se tornado um destino bastante procurado pelos brasileiros. Eu ainda não conhecia e fiquei muito feliz de poder, finalmente, visitar os hermanos do paízito.

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VEDA 2016, eu venci!

Eu consegui! Saí viva desse mês. Que loucura hein?! Foram 30 dias, 30 vídeo e muito aprendizado. Muito obrigada para quem acompanhou, vocês tem um lugarzinho especial no meu coração. Quem não viu, não se preocupe, tem uma playlist bonitona esperando por você. Assim você pode assistir todos os vídeos, curtir, deixar um comentário esperto e se inscrever no canal. 😉

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Muito obrigada mais uma vez. Vocês são incríveis!

Vai ter VEDA sim!

Todo ano minha timeline do Youtube fica povoada com vídeos para o tal do VEDA (e suas variações, como o VEDS – a mais legal, criada pelo pessoal do Espanadores). E eu sempre fico pensando em fazer.

Mas Dani, o que é VEDA?

VEDA é a sigla para Video (Vlog) Every Day in April (em inglês mesmo, porque foi a galera da gringa que criou), ou seja, vídeo todos os dias em abril. Basta dar uma pesquisada no Youtube e ver a quantidade de vídeo bacana que o pessoal faz para o VEDA. É muito legal de assistir e acompanhar o empenho do pessoal. Mas, ao mesmo tempo, é um negócio mega trabalhoso, que consome muito tempo e exige um nível de criatividade muito grande para pensar em vídeos diferentes todos os dias. Afinal, precisa ter tempo para gravar, editar, renderizar e publicar. Coisas super trabalhosas e demoradas.

E nesse ano, como eu me propus a voltar com força total para o blog e para o canal (lembra que é ano de comemorar uma década de existência?), eu resolvi encarar o desafio de frente e fazer o VEDA. Vamos ver no que vai dar, se eu consigo aguentar até o final e se o meu pouco tempo muito trabalho e estudo não me consomem na metade do caminho. Torce para que eu consiga, porque eu bolei ideias muito bacanas para os vídeos. Fiz até um calendário organizando os vídeos de cada dia do mês, dia de gravação e de edição. Estou me puxando. Acho que sai esse VEDA sim…

Então fiquem com o pequeno vídeo/anúncio que eu publiquei lá no canal e deixem seus comentários com dicas para aguentar essa maratona e sugestões de vídeos e posts que eu vou adorar. 🙂 Beijos.

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As Caça-Fantasmas, o tão esperado filme!

Finalmente, FINALMENTE, FI-NAL-MEN-TE saiu o trailer do filme As Caça-Fantasmas. A Sony liberou o trailer e eu surtei de alegria, de empolgação de amor.

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Eu adoro a franquia e os filmes fizeram parte da minha infância. Sempre curti filmes que brincam com coisas bizarras e sobrenaturais. Não é por nada que eu amo uma boa história de zumbis ou de vampiros, mas também gosto de uma zoação com todo esse universo do terror. E eu também acompanhava o desenho animado dOs Caça-Fantasmas que passava no SBT (se não me engano), quem aí lembra disso?

É claro que me tornar adulta me fizeram muito mais crítica do que no tempo de criança e hoje eu vejo que os filmes possuem muitos problemas, piadas de mal gosto e uma série de estereótipos bastante preconceituosos. Mas mesmo assim eu ainda adoro os filmes. E estava muito ansiosa para ver o trailer dessa virada que a franquia ganhou, afinal de contas mulheres protagonistas em um blockbuster como esse é bastante incomum. E quatro mulheres ainda por cima. Não lembro agora de nenhum filme. E três mulheres cientistas é muito amor, muita representação em um filme só. Como não amar?

Se fiquei com o pé atrás com alguma coisa? Claro. Me pareceu que a única personagem negra possui uma tendência bastante forte para cair no estereótipo da mulher negra exagerada e burrona que está ali como elo entre todas, tem o conhecimento das ruas e tal. Mas estou torcendo muito, mas muito mesmo para que não seja isso. Não que eu ache que o conhecimento das ruas não seja importante, é muito e para o filme é essencial. E é claro que ela está ali para suprir uma falha das cientistas que aparentemente não tem as manhas das ruas. Mas eu concordo com o texto da Rebeca Puig, no blog Collant Sem Decote: se ela fosse uma cientista seria uma inovação e tanto em termos de representatividade da mulher negra.

Enfim, apesar do pé atrás, estou ansiosíssima para a chegada da data de estreia, que será apenas no dia 15 de julho na gringa (será que teremos estreia simultânea/mundial?). E estou pouco ligando para as male-tears! Esse filme é muito amor, é muito girl power e se reclamar vai ter mais, muito mais!

Ainda não assistiu o trailer? Assista agora!

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2015: Retrospectiva sem firulas

WILD

Ainda em clima de virada de ano (já que o ano só começa mesmo depois do carnaval), resolvi escrever um pouco sobre o meu ano de 2015. Uma espécie de retrospectiva sem muita firula. É quase consenso que 2015 foi um ano bosta. E em muitos sentidos ele foi mesmo. Mas para mim ele teve um quê de especial. Foi uma ano cheio de primeiras vezes, um ano em que experimentei a vida adulta plenamente e até que me saí bem, foi também o ano em que o feminismo mudou como eu me enxergo e me coloco no mundo. Vem, pega minha mão e entenda um pouco mais das sandices que estou falando.

As primeiras vezes:

Tomei banho de cachoeira pela primeira vez. E foi muito especial. Foi num passeio da escola, na companhia de colegas de trabalho e alunos que eu amo e mesmo assim pude me libertar e cair na água gelada de roupa e tudo depois de uma trilha curtinha, mas que deu trabalho, afinal de contas preparo físico passa longe desse corpinho.

E por falar em trilha, em 2015 eu trilhei pela primeira vez na vida! Sim, fiz a trilha do Morro da Urca, no Rio de Janeiro. Foi o maior barato. E para uma primeira trilha me saí super bem subindo os 900 metros até chegar no bondinho e continuar o trajeto para o Pão de Açúcar. Nessa trilha eu também tive um contato bastante próximo com macaquinhos fofinhos que roubaram minha barrinha de cereal em uma parada estratégica para recuperar energias (mais uma vez, preparo físico mandou lembranças).

Ainda no clima esporte, nesse ano eu desci dunas em um sandboard e voei por elas em um bugue irado, e o melhor de tudo, tudo isso aconteceu em Nasca, no Peru.

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Adotei mais um gato, o Vincent Van Gogh. Sapeca, arteiro e o bebezão da casa. E radicalizei geral no visual: pintei o cabelo de novo de rosa e depois de azul, além de colocar um piercing no septo.

Nesse ano eu também reuni muitas forças e criei coragem para finalmente terminar um relacionamento que já não estava muito bom e encarei uma aventura completamente nova: enfrentei uma mudança e a vida morando sozinha. Gastei muita grana, meu projeto de economizar foi por água abaixo com tanta mudança na vida (mudanças necessárias). Aluguei um apartamento sozinha e desde o dia 15 de outubro estou morando em Porto Alegre, realizando um sonho de morar no Centro Histórico.

Em 2015 eu viajei três vezes:

  1. Rio de Janeiro (uma semana nas férias de Julho): onde encontrei um casal de amigos que moram por perto, mas que infelizmente vejo pouco, uma amiga do <3 que mora por lá e finalmente conheci uma amiga virtual do tempo que eu era mais ou menos ativa no fórum Valinor...
  2. São Paulo (um bate e volta): 14 e 15 de novembro, com um amigo, para conhecer a Feira do Livro Anarquista de São Paulo. Conheci também o Beco do Batman (muito amor por esse lugar) e passei horas infernais, porém divertidas, na 25 de março.
  3. Peru (sim,fui de novo sem escrever nenhum post sobre a primeira viagem): oito dias na companhia de uma amiga querida que nuca tinha ido. Refiz muitos passeios, vivi aventuras incríveis, pratiquei esportes radicais em Nasca (sandboarding e bugui nas dunas que falei algumas linhas antes), perdi ônibus de uma cidade para outra, pegamos ônibus de viagem que não são destinados para turistas, cheio de locais e de histórias, passei malzona com o soroche em Puno, visitei ilhas flutuantes, vomitei em banheiro de restaurante, passei frio e passei calor, fiquei sem dinheiro (zerada mesmo!) e contei moedas para comer no último dia da viagem, recusei ficar no hostel que tinha reservado porque era horrível de sujo, conheci peruanos e bebi cerveja com eles, fui enganada por agente de viagem em Arequipa, fiquei sem ir a Macchu Picchu e aproveitei muito cada segundo da viagem, mesmo com todos os perrengues.

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Eu também fiz upgrade no equipamento fotográfico e de vídeo: comprei uma Canon T5i, uma GoPro 3+ Black Edition, uma Instax Mini e uma câmera lomo, a Diana F+. Além disso, fiz um upgrade no computador, adquiri um MacBook Pro Retina 13′. Descobri dezenas de aplicativos maneiros. Uns me deixaram mais pobres e outros mais rica. Outros ainda me trouxeram horas de gargalhadas e pessoas que passaram voando e outras que ficaram…

Em 2015 eu descobri que ainda tenho fôlego pra ir numa festa mara, dançar a noite toda, ir para casa, tomar banho e mesmo virada entregar boletins no sábado de manhã. Eu também voltei a pedalar, com o aplicativo BikePoa e amei (já estou até pensando em comprar uma bicicleta para mim). E algo maravilhoso: conheci pessoalmente amigos de longa data das internê… Virei um jogo de videogame depois de muito tempo sem jogar. Passei 24 horas lendo em uma maratona literária. E ainda assim li pouco ao longo do ano. Comprei muito livro, vi pouco filme, fui bastante ao cinema (proporcionalmente), gravei alguns vídeos (alguns ainda esperam edição, desculpaê), saí mais com os amigos, desenhei pouco, investi em aquarela, pisei na bola, tentei consertar, reclamei menos, fiz mais.

E talvez o mais importante de tudo, 2015 foi o ano em que o feminismo mudou minha vida. Eu me considero uma feminista desde muito jovem, mas foi somente nesse ano que eu me aprofundei mais no feminismo como teoria e como prática. Aprendi que representação importa, que gordofobia é um problema que eu enfrento desde cedo na vida (e é um termo tão novo que nem o corretor aceita a palavra sem sublinhar de vermelho), que um relacionamento abusivo não depende necessariamente de uma relação com violência doméstica, que eu não preciso ter vergonha de ser diferente, parei de ter vergonha e estou explorando e conhecendo meu próprio corpo, usei o tal copinho pela primeira vez e me apaixonei, resgatei debates internos sobre minha sexualidade. Em 2015 li muito sobre o assunto e mudei muitas práticas na minha vida. Ainda não mudei muitas outras, mas tudo é uma construção diária e começar foi extremamente importante.

Acho que o saldo de 2015 não foi apenas de coisas negativas. Infelizmente nosso cenário político e econômico foi realmente complicado, mas minha vida pessoal meio que compensou isso. Acho que aprendi que viver é experimentar e tirar ensinamentos bons até das piores coisas, e isso tudo eu aprendi (ou reaprendi) esse ano. Então, por todas as coisas boas e ruins, obrigada 2015.