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Querela moral acerca do tempo de natal

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 Como muitos já sabem, eu não sou cristã, não creio em deus. Conseqüentemente não acredito em natal. Mas isso não vem ao caso nessa discussão. O que coloco na roda são as luzes piscantes que vem aos milhares nessa época do ano. Fico pensando o que passa na cabeça das pessoas ao enfeitarem suas casas com aquelas lâmpadas bregas tapando a casa inteira, fazendo competições da casa mais iluminda ou da maior árvore de natal (toda coberta com as tais luzes).

Em tempos de aquecimento global (sem contar o apagão de um passado recente), onde o papo do ano foi economizar energia e poupar o meio ambiente, imaginei por alguns segundos que esse ano o natal seria diferente. Menos iluminado e mais consciente. Ledo engano. Recordes em números: árvores ainda mais altas, mais iluminadas e mais admiradas. Quanto maior e mais brilhante melhor. E dá-lhe dinheiro público em toda essa baboseira.

Fico pensando em alternativas pra essa cultura que já está tão incutida na sociedade. Em Belo Horizonte a prefeitura está usando lâmpadas econômicas. Trabalho de formiga, mas já é alguma coisa em meio a tanto desperdício (de dinheiro e energia). Mesmo assim minha indignação não diminui.

É claro que encanta, é bonito de se ver e as crianças (principalmente) adoram. Porém a querela moral permanece. Quem arca com este gasto é o povo. Quem perde com tudo isso é o meio ambiente. Quem ganha com isso? Um punhado de gente que quer uma atração para suas noites fúteis? Não sei, alguém me responde?

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3 Comments

  1. Fael

    Poluição visual com essas luzinhas, sonora com carros de som tocando jingle bells, todo mundo iludido e feliz, e eu mal humorado e puto da vida… Ainda bem que vou trabalhar na noite do dia 24 pro 25, pra nao ter q rezar em volta da mesa, comer o alimento que jesus nos dá (a gente não trabalha e compra comida, jesus nos dá o direito de trabalhar e nos dá a comida), e trocar presentinhos..

    Belo blog Daniela..
    Inté!

  2. […] com a querela moral das árvores natalinas batucando na minha cabeça eu tive de “me abrir” (gauchês) pra árvore mais geek do […]

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