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Cotidiano Diário (ou quase)

Sobre sentimentos

Amor
Amor, por AnaSofia

Bom, depois de um final de semana fantástico, sinto-me compelida a me expor um pouco mais nesse blog. Pode ser que eu me arrependa…

Então… Eu não gosto de sexo casual. Eu faço, claro, mas não gosto. Eu preciso ter algum tipo de conexão com a pessoa. Essa é a verdade. Eu gosto de transar, não me entenda mal, já usei Tinder só pra isso. Mas no final das contas eu sempre me sinto vazia. Aí eu vou lá e tento mais um pouco. Quando começo a me apegar, me afasto. Isso porque a outra pessoa não tem obrigação de suprir as expectativas que começo a criar nesse processo.

Ok, até aí tudo bem. O problema é nos raros momentos em que eu deixo rolar, que continuo investindo, estou sempre cuidando pro apego não virar nada mais. Certo? Certo. Depois de muitos anos, veja bem, MUITOS ANOS, eu me soltei mais e me apaixonei. Apaixonei mesmo. E eu não lembrava como isso era complicado. Eu to aqui, escrevendo tudo isso, sabendo que a pessoa vai ler, mas sem coragem de falar pessoalmente.

Eu tinha tanto medo de me apaixonar pra não sofrer, porque na minha cabeça oca eu não merecia ser amada por ninguém. Aí eu ficava me privando desse sentimento maravilhoso. Ao mesmo tempo que fico o tempo todo na expectativa de que vai dar tudo errado. Super analisando cada gesto e cada palavra e esperando a hora que eu vou ser dispensada. Minha mente ansiosa não me deixa descansar e curtir de verdade. Não consigo simplesmente relaxar e deixar rolar. Minha insegurança está a milhão, criando dezenas de histórias de como eu não sou boa o suficiente para a pessoa.

Me sinto tão feliz quando estou junto. E tão pequena. Porque a pessoa é tão inteligente, tão bonita, tão incrível. E eu? Só uma garota que não sabe muito de nada, não é bonita ou gostosa, não sabe falar nem sobre as coisas que defende ou acredita, não tem muito o que dizer e nem sabe como dizer o que tem pra dizer. Tudo isso junto com a alegria extrema de estar do lado da pessoa. Aí tento me convencer que eu devo ter alguma coisa que a pessoa goste, porque do contrário não teria motivos pra estar comigo. A insegurança que parecia domada veio me mostrar que domar os monstros internos nunca foi, nem nunca será fácil.

E olha que loucura, o mesmo relacionamento que despertou esse monstro que estava adormecido dentro de mim também foi responsável pelo surgimento de uma série de transformações, uma urgência em questionar minhas verdades. Será mesmo que eu não consigo ter uma crença? Será mesmo que eu não mereço um amor? Será mesmo que eu não tenho condições para ser mãe? Será mesmo que eu quero passar o resto da minha vida me fantasiando de durona que não quer se apaixonar porque tem medo de sofrer? Será mesmo?

A verdade é que não sei nenhuma dessas respostas. Também não sei onde todas essas questões vão me levar. Talvez eu só precise elaborar melhor tudo isso dentro de mim, levar pra terapia e trabalhar pra crescer depois de tudo.

Eu não sei como terminar esse texto, porque ele não era para existir. Foi um acaso que me trouxe até aqui. Um turbilhão de pensamentos numa manhã em que eu não conseguia mais ficar com isso entalado dentro da minha cabeça, apertando meu peito e me deixando tonta. Precisava tirar, cuspir tudo nessa espécie de confissão. As palavras estão confusas porque aqui dentro é só confusão. Só tenho uma quase certeza. Mesmo com toda confusão, não me arrependi de ter me apaixonado e quero viver cada minuto disso. Mesmo que amanhã acabe.

Acho que posso acabar com os versos da canção “Malemolência“:

Veio até mim
quem deixou me olhar assim
não pediu minha permissão
não pude evitar
tirou meu ar
fiquei sem chão

Malemolência, de Alec Haiat e Céu

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