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101 coisas em 1001 dias

Posts em 101 coisas em 1001 dias.

o trecos & trapos está de cara nova!

Depois de ficar tanto tempo sem computador, me coçando para mudar o blog, deixá-lo mais personalizado, eu finalmente consegui me organizar e passei dois dias estudando o tema base disponível no blog Difluir, da  para finalmente colocar a mão na massa. Como eu já estava há tempos sem trabalhar com nada que diga respeito a PHP, CSS, edição de imagens, eu demorei um pouco e quebrei um pouco a cabeça. Mas no final deu tudo certo e finalmente saiu do forno o mais novo layout do trecos & trapos. Escolhi o amarelo para alegrar  e catei plugins e tutoriais tanto no Difluir quanto no True-Luv da Tamara. E claro, a boa e velha pesquisa do painel de controle do WordPress ajudou com mais alguns plugins necessários.

Claro que ainda não está 100%, mas conforme for encontrando erros e coisas que precisem de modificação eu vou arrumando. E claro, com o tempo, depois de me habituar novamente com essas linguagens, eu posso mudar com mais frequência algumas coisas por aqui, como o esquema de cores e a imagem do Header. Mas isso é com o tempo e quando eu tiver tempo!

E então, gostou do resultado? Encontrou algum erro? Tem alguma sugestão? Não esquece de deixar um comentário avisando sobre qualquer coisa, dando palpite, vale até elogio, por que não? E é claro, se encontrar alguma coisa que não está devidamente creditada me avisa que eu credito na hora. Infelizmente sempre passa alguma coisa despercebida quando se está trabalhando na mesma coisa por horas a fio sem descansar.

Novidades antigas

Chegando de mansinho para compartilhar algumas novidades que deixei passar em branco aqui pelo blog.

Para quem ainda não viu meus comentários nas redes sociais, eu não sou mais frequentadora do curso de Letras da UFRGS, o que me deixa muito triste, mas com mais tempo e disposição (afinal acordar 5 horas da madrugada todos os dias não é lá muito agradável).

No entanto, apesar de ter trancado um curso que eu sempre quis muito fazer, eu iniciei uma nova etapa na vida. Em março começaram as aulas da pós-graduação no curso “O Ensino da Geografia e da História: Saberes e Fazeres na Contemporaneidade” que já está na sua quarta edição e é oferecido pela Faculdade de Educação da UFRGS. Estou gostando bastante das aulas e com muitas expectativas. As aulas vão até dezembro e depois vem mais uma monografia.

EGH

Pois essas não foram as únicas notícias que “esqueci” de compartilhar por aqui. Finalmente estou de CEP novo, a reforma no apartamento que eu e o @cavalca compramos ficou pronta e desde o dia 03 de Maio nós somos os mais novos moradores de Canoas/RS.

Felicidade é pouco para descrever esse momento da minha vida. 🙂

Um findi em São Chico – é para repetir a dose

Sou do tipo que tem coceira no pé, não posso ficar muito tempo em um lugar só que a coceira começa. Viajar é indispensável. Na maior parte das vezes viajar é difícil devido ao grande empecilho financeiro, mas sempre que posso eu ponho o pé na estrada.

E, às vezes, a viajem rende mais de um lugar. Foi assim com o retorno de São Paulo. Nem bem eu e o Ju chegamos em casa já estávamos arrumando as malas para embarcar rumo a São Chico (apelido carinhoso para São Francisco de Paula), uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Foi apenas um fim de semana, mas muito bom.

São Chico não pareceu ter muito a oferecer quando se fala da cidade em si, ou nós que não tivemos tempo pra conhecê-la melhor (uma possibilidade bem grande, visto que dois dias é sempre muito pouco). A parte urbanizada é bem pequena, mas ainda assim guarda pequenos tesouros, como a Livraria Miragem e os restaurantes – dos quais almoçamos em apenas um, uma casa de massas com jeitinho de casa antiga e com comida excelente. Típica cidade pequena, o cento é uma avenida e a cidade cresce em torno.

O mais bacana de São Chico é o interior, a natureza. Realmente muito lindo, cheio de campos e araucárias. Não tivemos oportunidade de explorar tudo que a cidade tem para oferecer, mas tivemos uma experiência encantadora com a natureza local. Ficamos afastados da área urbana e pudemos contemplar as belezas rurais, aproveitar o frio e ler lagarteando debaixo de uma árvore. Deixando o tempo passar sem preocupação. Coisas que só a vida no campo pode oferecer. Me senti dentro de O Continente, com o vento batendo no rosto e admirando a paisagem campestre como as personagens de Veríssimo.

Almoço especial – 3 anos de namoro

Dia 25 de Julho é um dia bem especial, é o aniversário de namoro meu e do Ju. Três ano juntos. E para comemorar esse dia especial (que além de tudo é feriado em São Leopoldo, onde ele mora e trabalha), preparei um almoço bem bacana para nós. Fiz um risoto de camarão que, modéstia à parte, ficou uma delícia.

Eu até procurei uma receita na internet para usar como base, mas não encontrei nenhuma que estivesse de acordo com os ingredientes disponíveis por aqui. Então eu fui fazendo instintivametne. Quer saber o que usei? Lá vai:

* 400 gramas de camarão limpo e cozido
* 1 cebola picada
* 3 dentes de alho picados
* 1 pimenta dedo de moça picada
* 1 colher de cominho em pó
* sal a gosto
* 3 xícaras de arroz
* 4 colheres de sopa de molho de tomate
* 1 tomate mádio picado
* água

Primeiro refoguei a cebola, o alho e a pimenta. Coloquei o camarão, o sal e o cominho. Deixei refogando e acresecentei o molho de tomate. Depois o arroz e o tomate. Refoguei mais um pouco e coloquei a água até cobrir tudo. Deixei cozinhando até ficar quase seco. Desliguei e tampei por uns cinco minutos para secar o restante da água.

Para acompanhar preparei uma batata assada (receita que testei no sábado e coloco aqui no blog outro dia) e um vinho tinto seco delicioso. E ralei queijo parmesão por cima do arroz já no prato. Uma bela e deliciosa maneira de comemorar três anos de namoro. Está servido?

Risoto de Camarão e Batata Assada

Meet Starbuck.

Meet Starbuck.
Originally uploaded by clandestini.

Depois de muitos anos sem a Fubá, minha linda siamesa que faleceu e deixou um buraquinho no meu coração, finalmente adotei uma gatinha linda!

Hoje de manhã convenci o @cavalca a ir na ferinha de adoções de São Leopoldo e me apaixonei de cara por essa felina, fêmea, três pelos. Preenchi a papelada – que é pouca coisa – comprei ração, areia, caixinha, e tenho muito amor pra dar. Batizamos essa bolinha de pelos de Starbuck, uma das minhas personagens favoritas de Battlestar Galactica.

Agora é cuidar com amor e responsabilidade e babar muito, porque ela é linda!

2001: Uma odisséia no espaço

Depois de terminar de assistir 2001: A Space Odyssey (1968) fiquei perplexa. A beleza, a complexidade, os diálogos, as imagens, a fotografia, efeitos especiais, história, a música, o silêncio, a lentidão, tudo convergiu para que no final eu sentisse essa perplexidade, uma mistura de incerteza e estranheza. Não é para menos, estou falando de um dos filmes mais complexos da História do cinema. E falar sobre ele não é fácil. Primeiro é preciso digerir o filme que Stanley Kubrick deixou de presente para a humanidade. E nem assim me sinto apta a falar dele.

Uma obra em que cada quadro é pensado e estudado antes de ser feito. E mais de quarenta anos depois de seu lançamento (1968) ainda é objeto de longas discussões a respeito das diversas ideias e proposições apresentadas e muitas interpretações são elaboradas. Sua história é de difícil entendimento, e por diversas vezes parece até sem sentido. No entanto, não é o sentido da história, da narração, que importa para o filme, e sim os temas por ele suscitados. Temas ainda atuais.

Um filme a frente de seu tempo – o homem pisou na Lua apenas um ano depois de seu lançamento. Kubrick e Arthur C. Clarke (o filme é dirigido pelo gênio Stanley Kubrick e o roteiro é uma parceria entre Kubrick e Arthur C. Clarke (autor de ficção científica) e foi sendo construído e modificado ao longo das filmagens) foram extremamente cuidadosos ao criar seus cenários espaciais, preocupado com a maior verossimilhança possível ele buscou modelos na NASA para criar as suas naves (diferentemente dos seus predecessores que faziam os OVNIS de cartolina ou latão, o que nem por isso desmerecem esses filmes dos quais sou fã).

Para os filmes de ficção científica há o antes e o depois de “2001” – anteriormente composto por filmes “Bs”, com poucos recursos financeiros, que serviam para o entretenimento da juventude. Depois da direção de Kubrick a ficção científica no cinema nunca mais foi a mesma.

Mas o filme não é apenas um marco na história do cinema, ele é também uma obra-prima, embalada por um repertório musical que parece ter sido feito especialmente para suas cenas, no entanto foram utilizadas composições já existentes como “O Danúbio Azul” de Johann Strauss. Um filme de poucos e significativos diálogos, brinca com períodos de silêncios (o som não se propaga no vácuo, e nesse sentido essa foi uma das brilhantes utilização da realidade e da ciência em seu filme), do som da respiração potencializado nos uniformes espaciais, e uma brilhante utilização da imagem. O filme é uma obra visual, que tenta, através da imagem, suscitar os temas relacionados à evolução humana, vida extraterrestre, nascimento e renascimento.

Há dois momentos no filme que são meus preferidos. O primeiro deles é logo no início, no capítulo intitulado A Aurora do Homem (ou A Aurora da Humanidade), quando nosso ascendente primata mira um montículo de ossos e acaba descobrindo neles uma ferramenta, a primeira delas: uma arma. Essa é, para mim, a cena mais linda já feita no cinema. A expressão do primata frente ao objeto que contempla é algo aterrador 9mesmo com o uso da máscara o ator foi genial) e quando ele começa aos poucos a manusear o osso e o volume da música aumentando no ritmo em que a intensidade do manuseio também aumenta me deixou boquiaberta. Todo esse primeiro capítulo me fascina.

O segundo deles, quase uma unanimidade entre os fãs do filme, é o momento em que o astronauta desliga o computador HAL. De uma beleza emocionante, é possível até criar empatia com a inteligência artificial, que até então evoluiu negativamente, assassinando a maioria da tripulação da nave. HAL é, inclusive, o tripulante que mais expressa seus sentimentos, principalmente o medo ao perceber seu destino.

Feito de pequenos detalhes e pensado por uma figura também bastante enigmática, é considerado a melhor obra da pequena filmografia de Kubrick. Uma combinação perfeita entre imagem, som, história, atuação e personagens, um turbilhão de informações. Um filme para se ver várias e várias vezes, para manter acesa a necessidade de discutir seus temas e apreciar uma obra visual belíssima.