6 em 6 – Setembro de 2015

Finalmente eu voltei com o projeto 6 em 6. Apesar da simplicidade que é postar seis fotos no blog todo dia 6 do mês, sem tema nem nada, eu estou há mais de um ano sem conseguir postar fotos no dia 6. Como estou tentando voltar com força total para o universo blogueiro, quero essa pauta fixa daqui por diante.

Então lá vai. Esse mês resolvi postar algumas fotos das minhas últimas viagens para dar um gostinho do que vem por aí: posts recheados de dicas e experiências de viagem.

Casa Rosada em Buenos Aires
Paranapiacaba, São Paulo
La Sebastiana, uma das casas museu de Pablo Neruda, em Valparaíso, Chile
Macchu Picchu no Peru
Farol de Klein Curaçao em Curaçao
Vista de cima do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro

Então, um destino, uma foto. Internacionais, nacionais, não importa, o que importa é viajar! Até mais, e não esqueça de deixar seu comentário. 😉

Jorge Luis Borges, feliz aniversário.

Jorge Luis Borges

Hoje é aniversário de Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo. Se vivo, completaria 112 anos. O autor portenho figura na minha lista de necessidades literárias. Sempre que ouço o nome dele me dá uma coceirinha incomoda que remete ao fato de eu nunca ter lido um conto sequer daquele que é considerado por muitos (e confiáveis) o maior escritor da América Latina.

E já adianto que não é por falta de vontade, nem mesmo de tempo – aquela velha desculpa que todos usamos pelo menos uma vez a cada mês para declinarmos uma ou outra leitura pendente. A vontade existe e é intensa, o tempo é escasso, mas existente, os livros estão pelas bibliotecas e estantes alheias (claro que se eu os comprasse ficaria extremamente feliz) e os temas por ele abordados me são bastante caros.

O que, então, me impediu até agora de desfrutar de seus textos? Acontece que tudo que ouço sobre ele me faz crer que não estou madura o suficiente para lê-lo. Esse é o verdadeiro motivo. Ainda não me considero uma pessoa capaz de ler Borges. Mas sigo na luta contra esse pensamento infantil e bobo. Me pergunto por onde começar. Talvez alguém que já leu e seja um apreciador de Borges possa me dar uma caminho a seguir. Sei que começarei por Ficções, por ser leitura de uma das disciplinas na faculdade esse semestre. Talvez depois dessa leitura eu me sinta mais segura e transite mais facilmente para outras.

Mesmo sem ter lido esse grande autor eu já sei que compartilho com ele uma série de preferências. Além disso, também descobri que comprar os livros do Borges na Argentina não é tão fácil como imaginava – eles não são vendidos em todas as livrarias e os preços não são muito amigáveis também, apesar de muito mais baratos que no Brasil.

Deixando minha insegurança boba, hoje é um dia bastante especial para os amantes de Literatura. Feliz aniversário Borges. E no Google tem uma homenagem para ele também.

Na Minha Caixa de Correio #4

Um meme criado pela Kristi, do The Story Siren, em que mostrarei tudo que recebi durante a semana.

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Edição Especial Buenos Aires!

Finalmente o Na Minha Caixa de Correio voltou. As férias foram longas e durante todo esse tempo eu adquiri muitos livros. E esse é o primeiro vídeo de uma série que fiz especial sobre todos os livros e DVDs que comprei em Buenos Aires. Ao todo são quatro vídeos que serão publicados a partir de hoje podendo haver semanas em que publicarei a edição normal da coluna (se houver nescessidade). Buenos aires não é assunto para um post só, então… enjoy.

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JulianoPergunte ao Cavalca

Buenos Aires: meu primeiro destino internacional

Em frente a Casa Rosada

De volta ao Brasil tenho que dizer que Buenos Aires é A cidade, é maravilhosa.

Por lá as coisas são grandiosas, grandes ruas e enormes construções. Por lá as coisas parecem funcionar. O trânsito flui muito bem, obrigada. Tem metrô (sujo e sucateado, mas funciona e é muito barato). Muitas lojas de todos os tipos, com preços mais em conta do que no Brasil (mas cuidado, nem tudo é mais barato e nem tudo que é tão mais barato que valha a compra). Além disso, tem muitas livrarias, sebos e cafés. Uma verdadeira perdição.

Eu passei sete dias maravilhosos com o Juliano do Pergunte ao Cavalca em uma cidade onde se respira cultura e se come muito bem. Apesar do calor e do solescaldante, passeamos muito, caminhamos muito (às vezes até demais) e tiramos muitas fotos. Visitamos lugares inesquecíveis, conhecemos e aprendemos tanto que não dá para descrever.

Comer em Buenos Aires é um investimento e tanto. Comi pratos deliciosos por preços módicos em peso, o que em real dá menos da metade. E a comida é muito, muito boa mesmo. Mas nem só de restaurantes vive Buenos Aires. Os porteños tem uma baita queda por fast foods. Um McDonalds em cada esquina e um Burger King a cada duas. Mas o fast food que eu mais comi e gostei muito, foi o pancho. E infelizmente não existem tantos lugares que vendem a iguaria. E é muito barato, um pancho é 5 pesos e un pancho con papas fritas y gaseosa sai por $18,00. Muito mais barato que um Big Mac (e mais gostoso também). E tomamos muitos sorvetes na Freddo, o melhor sorvete que já provei na minha vida. Mas a salvadora da pátria foi a Pizza Ugi’s. Uma maravilha de um único sabor por módicos $14,00!

Os passeios foram todos muito bacanas. Fomos na Plaza de Mayo, fizemos a ronda ao lado das Madres, Vimos a Casa Rosada de perto (não entramos para fazer a visita guiada, mas da próxima vez faremos com certeza), passeamos por todo o centro, tomamos café no London City (e quase tomamos um bom café no Tortoni), fomos ao Congresso, a Plaza San Martí e outros tantos pontos turísitoc do centro. Mas o café que mais tomamos foi o Frappuccino do Starbucks (aproveitando que essa maravilha não chegou aqui na província ainda).

Eu e a Mafalda!

Fizemos o passeio com o ônibus turístico – a passagem de 48 horas – no qual podíamos descer nas paradas e conhecer de perto todos os pontos turísticos, gastronômicos e culturais. Vsitamos o MALBA, um museu de arte fantástico e a exposição que estava por lá era inspiradora e de uma artista plástica que eu não conhecia e passei a adorar: Marta Minujín. Fomos passar uma tarde no Puerto Madero, um domingo na Feira de San Telmo comprando e vendo os shows dos artistas de rua, conhecer a Mafalda “pessoalmente”. Fui ao Museo Casa Carlos Gardel conhecer um pouco mais desse que é o mais famoso dos cantores de Tango. Visitamos várias livrarias, mas nenhuma chegou aos pés d’El Ateneo Grand Splendid – a mais linda livraria de Buenos Aires.

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Estratégia & Análise # 3

Nota publicada no Estratégia & Análise semana passada:

A nova abordagem para o Tango Argentino vem da França

Gotan Project surge quatro décadas depois de Astor Piazzola inserir elementos do jazz e da música erudita no ritmo argentino. O grupo cujo nome inverte as sílabas da palavra tango reinventa a música eternizada por Carlos Gardel. Um dj francês, Phillip Solal, um músico suíço, Cristoph Müller, e um guitarrista argentino, Eduardo Makaroff compõem este coletivo que nasce em Paris, França, mas cujas raízes remontam primariamente à América do Sul, mais precisamente à Argentina, uma das pátrias do Tango.

O grupo faz uma síntese inédita com a música eletrônica. E o elemento que permite essa união é o dub jamaicano. Produziram e lançaram em 2000 dois EPs sem grandes expectativas, “El Capitalismo Foraneo” e “Tríptico”. No entanto, ganham relativa notoriedade na cena musical européia. Com o primeiro álbum, La Revancha del Tango, de 2001, lançam o que se pode chamar de um manifesto inicial: trazer melodias e os climas do tango, para um ajuste eletrônico. Depois foi a vez do segundo CD, um disco ao vivo, com toda a empolgação acompanhando as músicas do primeiro álbum.

Com Lunático, de 2006, o trio deixa em segundo plano os elementos eletrônicos, e opta pelo embalomais musical, pelas sonoridades e levadas do tango. O clima de melancolia aparece muito mais, reforçado ainda pela voz de Cristina Vilallonga.

Gotan Project claramente não tem intenção de apelar para os famosos truques de gravadoras para tornar a sua abordagem moderna do tango um fenômeno das massas. Com sua história de rejeição,drama e aura muito elegante, o tango do grupo está bem mais à gosto. No ponto para degustar.