6 em 6 – Setembro de 2015

Finalmente eu voltei com o projeto 6 em 6. Apesar da simplicidade que é postar seis fotos no blog todo dia 6 do mês, sem tema nem nada, eu estou há mais de um ano sem conseguir postar fotos no dia 6. Como estou tentando voltar com força total para o universo blogueiro, quero essa pauta fixa daqui por diante.

Então lá vai. Esse mês resolvi postar algumas fotos das minhas últimas viagens para dar um gostinho do que vem por aí: posts recheados de dicas e experiências de viagem.

Casa Rosada em Buenos Aires
Paranapiacaba, São Paulo
La Sebastiana, uma das casas museu de Pablo Neruda, em Valparaíso, Chile
Macchu Picchu no Peru
Farol de Klein Curaçao em Curaçao
Vista de cima do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro

Então, um destino, uma foto. Internacionais, nacionais, não importa, o que importa é viajar! Até mais, e não esqueça de deixar seu comentário. 😉

Neurose de blogueira e viajante

Andei viajando. Vagando pela América Latina.

Quanta pretensão!

Vagando por dois países da América Latina.

Acontece que Chile e Peru foram duas viagens maravilhosas. De verdade. Não há dúvidas que tenho muita vontade de compartilhar com os parcos leitores desse blog e, quem sabe, inspirar e ajudar alguns outros viajantes por terras latinas a conhecer estes países.

No entanto minha neurose é tamanha que não sei se consigo escrever sobre o Peru (viagem mais recente) antes de falar sobre o Chile (viagem que fiz há mias tempo e não escrevi uma linha sequer sobre isso no blog – foi em tempos de total abandono da blogosfera). Daí que preciso de ajuda. Para superar a neurose e para decidir: escrevo em ordem, primeiro sobre o Chile, e depois sobre o Peru? Chuto o pau da barraca e escrevo sobre a viagem mais recente primeiro ou ainda escrevo concomitantemente sobre as duas viagens?

Comentários disponíveis para possíveis soluções ao meu dilema e para sugestões de terapias para superar essa e outras mil neuroses que convivo todos os dias.

Confissões de um poeta

Confesso que Vivi - Pablo Neruda
Confesso que Vivi - Pablo Neruda

Comecei a ler Pablo Neruda logo por um livro de memórias, eu que nunca li sequer um de seus poemas. O poeta comunista conta em Confesso que Vivi sua trajetória de vida desde sua infância no sul do Chile até o 11 de setembro mais marcante da história recente da América Latina: o golpe que derrubou e matou Salvador Allende na década de 1970 no Chile.

E como esse poeta passou por coisas nessa vida. Trabalhou nos muitos consulados chilenos pelo oriente, na Espanha (onde presenciou um dos maiores e mais emblemáticos conflitos do século XX, a Guerra Civil Espanhola), passeou por outros países da Europa e da América Latina. Foi Senador do Chile e candidato à presidência do mesmo país. E muitas outras coisas mais.

O livro é dividido em partes temáticas, ou seja, a cada parte ele trata de um tema diferente de uma fase de sua vida.

O Jovem Provinciano: parte em que o autor narra sua infância, a presença constante da chuva e suas primeiras experiências poéticas no sul chileno. E sua narrativa é bastante poética, de uma sensibilidade ímpar, suas descrições mostram as primeiras e grandes impressões do mundo e das pessoas que o rodeavam.

Perdido na Cidade: quando Neruda vai para a cidade grande,  em Santiago do Chile e incorre em novas descobertas abandonando os bucólicos campos sulinos e publica seu primeiro livro.

Os Caminhos do Mundo e A Solidão Luminosa: a nomeação como Cônsul do Chile em Rangoon, no Oriente transforma a vida do poeta que conhece um novo mundo nos lugares remotos que vive e passa a ter uma percepção mais ampla do homem. E essas duas partes foram as que mais gostei no livro. Para quem será professor de História, as suas passagens e descrições são magníficas para se trabalhar em sala de aula quando o assunto for Imperialismo ou oriente no início do século XX. São capítulos bastante curtos descrevendo fatos, pessoas, realidades sociais dos diversos países pelos quais ele passou como Cônsul. Todos ou quase todos colônias britânicas.

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O outro 11 de Setembro

Antes de dois aviões baterem nas Torres Gêmeas no EUA, um outro 11 de setembro marcou a história da America Latina. Ambas datas são traumáticas, e ambas têm a participação dos Estados Unidos.

Em 1973 um golpe militar executado pelo general August Pinochet, preparado e financiado pelo imperialismo norte americano derruba o governo legitimo, constitucional e democraticamente eleito do Presidente Salvador Allende, provocando vários milhares de assassinatos e de prisões, o exílio de duzentos mil chilenos e uma feroz ditadura que durou 17 anos.

E a foto mostra o assalto e ataque dos golpistas ao Palácio de La Moneda.