Unfortunately, I can never read all the books I want.

Imagem por 28foxes | Tumblr

“I can never read all the books I want; I can never be all the people I want and live all the lives I want. I can never train myself in all the skills I want. And why do I want? I want to live and feel all the shades, tones and variations of mental and physical experience possible in life. And I am horribly limited.”
>> Sylvia Plath

Citando uma Obra de Ficção

Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia do Anel, e posso afirmar que a minha paixão pela Terra Média agora virou ví­cio. Depois de ter me deliciado com as aventuras de Bilbo, Bolseiro em O Hobbit, me deparei com aquele mundo cheio de fantasias e uma mitologia magnífica bem nas minhas mãos. Essa primeira parte do livro pode ser descrita como uma narrativa de viagem, por apresentar ao leitor o novo mundo da Terra Média. Estive presa página após página por uma semana maravilhosa.

Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo novo. É impossí­vel transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Ele colocou em polos opostos a vida dos pequenos hobbits, os divertidos habitantes do shire (condado), que escavavam suas casinhas nos relevos do terreno, tendo a grama como telhado, confrontando-a com o mundo subterrâneo de Mordor, poluí­do, enfumaçado, opressivo.

É nesse mundo que vive Frodo Bolseiro, um jovem hobbit sobrinho do aventureiro Bilbo Bolseiro que, depois de peregrinar pela Terra Média e acumular uma considerável fortuna, dá um presente de despedida a Frodo o que pode ser sua perdição, um legítimo presente de grego: um anel mágico que ele roubou de uma criatura chamada Gollum (ou Smeagol).

Gandalf, mago poderoso e amigo de Bilbo, percebe o perigo que representa o anel e revela que aquele é o anel mais poderoso da Terra, o Um Anel, desejado pelo senhor do mal Sauron para conquistar toda a Terra Média. Frodo parte, então, em uma jornada para destruir o Um Anel. No caminho, elfos, humanos e anões se juntam a eles, no que ficaria conhecida como a Sociedade do Anel. Essa é apenas a primeira parte do épico de Tolkien, que ele mesmo definiu (em escritas élficas) como “O Senhor dos Anéis traduzido do livro vermelho do Marco Ocidental por John Reuel Tolkien.

Se você já viu o filme, uma superprodução de Hollywood, não deixe de ler o livro e descobrir o que ficou de fora da adaptação. Se ainda não viu, leia antes a surpreendente e mágica aventura.

Aproveito então para ensinar como fazer citação de uma obra de ficção: o importante é deixar sempre bem claro o que foi dito por um autor enquanto pessoa fí­sica e cidadão, e o que foi dito por ele enquanto ficcionista, ou seja, frases e afirmações que saí­ram da boca de personagens com os quais ele não necessariamente concorda.

Realmente vi” disse Sam. “E acho que existem elfos e elfos. Todos são bastante élficos, mas não são todos iguais. Agora estas pessoas não são andarilhos sem lar, e parecem um pouco mais conosco: parecem pertencer a este lugar, mais ainda que os hobbits pertencem ao Condado. Se fizeram a terra ou a terra os fez, é difí­cil dizer, se entende o que quero dizer. Aqui tudo é maravilhosamente silencioso. Parece que nada está acontecendo, e parece que ninguém quer que nada aconteça. Se existe alguma mágica, está muito bem escondida, num lugar que não posso alcançar com as mãos, por assim dizer.” (Sam Gamgi, personagem de J. R. R. Tolkien, no livro O Senhor dos Anéis: primeira parte: A Sociedade do Anel, p. 500).