6 em 6 – setembro 2017

No mês de agosto teve oficina de manutenção e limpeza de patins e eu adorei aprender a cuidar melhor dos meus bebes. E teve minha primeira zine! Sim, eu sou apaixonada por zines e tenho uma pequena coleção, mas nunca tinha tido coragem de fazer uma. Finalmente fiz e levei para vender junto com alguns livros que estou me desfazendo em uma feira super bacana na cidade de São Leopoldo, pertinho de Porto Alegre.  Read More

6 em 6 – agosto 2017

Seguindo firme e forte no propósito de postar todos os messes nessa tag amorzinho, mais um 6 em 6 está chegando. Dessa vez, mais fotos de celular. Sim, ando com muita dificuldade (leia-se preguiça) de pegar a câmera e sair para fotografar. Então aqui vai mais um apanhado do mês de julho com as fotos menos horrorosas que tirei com o celular. São fotos da viagem que fiz para as Batalhas de Inverno em Blumenau. Read More

6 em 6 – julho 2017

No 6 em 6 de julho eu resolvi compartilhar aquelas fotos de celular, perdidas, de eventos bacanas que eu fui, ou simplesmente de coisas bacanas que aconteceram. Então não tem muita conexão entre uma foto ou outra, são simplesmente uma pequena seleção de momentos. Fotos de celular mesmo, sem planejamento ou qualquer coisa do tipo. 🙂 Read More

A matemática das horas perdidas

De acordo com o Dicionário Aurélio da minha estante – aquele que de tão velho e usado as páginas já deixaram de ser amareladas há muito tempo e passaram para um tom próximo do marrom – cotidiano é um adjetivo utilizado para caracterizar o de todos os dias. Cotidiano é, então, aquilo que engole dia após dia “preciosos momentos”. Ele é guloso e seletivo, pois escolhe os momentos que poderia utilizar fazendo algo bem melhor do que apenas ser consumida pela gula de um conceito de dicionário. Mas o que significa isso? Geralmente quer dizer estar trancada dentro de um ônibus por três horas por dia.

Não sou muito boa com números, mas calculo que eu passe dentro de carcaças de muitas rodas, um motorista com cara de poucos amigos e um cobrador preocupado com o troco das meninas bonitas, pelo menos vinte horas por semana. Parece pouco, mas eu uso transporte coletivo apenas três ou quatro vezes por semana unicamente para frequentar as aulas na faculdade. E sob a minha perspectiva, que afinal é o que conta mais aqui, são muitas horas. Pois é, não fosse a possibilidade de ocupar tantas horas lendo, e de vez em quando dormindo – porque ninguém é de ferro -, eu diria que são muitas horas perdidas por semana, todas as semanas que passaram e as que estão por vir, e aumentando. Afinal, a medida que agredo tarefas ao dia, mais preciso me deslocar e, veja só, pegar ônibus.

E ainda existe o ritual: conta moedas, deixa cair, junta, conta de novo porque perco a conta (não sou boa com números, lembra?), separa a passagem, arruma a bolsa, guarda tudo, sobre no ônibus. Preciso subir aqueles degraus feitos sob medida para a grande maioria da população que possui dois metros de altura e mais de um de perna, claro. O desastre começa aí. Esqueço onde coloquei as moedas, procuro, reviro a bolsa, desarrumo tudo, encontro, pago, passo a roleta, danço Ballet graciosamente no ritmo do balanço gostoso do ônibus. Na verdade não é bem Ballet, é mais uma dança contemporânea, uma sequência de movimentos estranhos, cheio de esbarrões até conseguir me espremer em um lugarzinho entre o sovaco de um e o cotovelo de outro.

Ando pensando seriamente em bater um papo com o Seu Aurélio e solicitar um favor de amigo:

– Seu Aurélio, muda o significado de cotidiano, vai? Ao invés de diário, que tal dia sim dia não?

Acho que isso facilitaria um pouco a minha vida e diminuiria a soma nessa maremática de horas perdidas.

Este texto foi escrito para a disciplina Leitura e Produção Textual do curso de Letras – Bacharelado na UFRGS em 2011/1 e foi postado hoje por que amanhã começa tudo de novo, e mais horas entram nessa soma.