Doctor Who – 6×02 – Day of the Moon

Doctor Who

Na segunda parte da premiere, exibida uma semana depois, minha cabeça explodiu. Nas três vezes que assisti ao episódio. O Silêncio revela sua identidade para o Doutor. Sabemos que eles estão influenciando a história humana desde o início e que eles são de poucos amigos. Nenhum na verdade.

Logo na primeira cena temos Amy correndo, fugindo de Canton. Assim também River e Rory. O Doutor está preso na área 51 – e que lugar mais adequado para um alienígena, não?! Mas tudo não passava de uma armação do quarteto. Canton construiu uma prisão perfeita com tecnologia extra-terrestre para prender o Doutor e para que nada possa entrar ou sair de lá, nem mesmo o som. Entretanto a armação contava com uma TARDIS invisível lá dentro.

Rory - Doctor Who

Com a fuga premeditada junto com seu raptor o Doutor bola mais um de seus brilhantes planos para descobrir quem são aqueles aliens altões. Canton e Amy vão para orfanatos descobrir de onde veio a menina no traje espacial e descobrem coisas inimagináveis. O Doutor, como quem não quer nada, invade a Apolo 11 para fuçar naquele monte de fios e tecnologia meia boca que mal levou o homem até a Lua (e só saberemos o motivo dessa “pequena” invasão lá no final do episódio).

River e Rory acompanham o Presidente Nixon quase como escoltas de proteção. E que presidente hein. Um dos mais filhos da puta da História Americana – e olha que esse título é disputadíssimo – conseguiu ser representado com aquela simpatia falsa de todo político que até parecia de verdade. Palmas para o ator que conseguiu uma ótima atuação.

Amy - Doctor Who

E o desfecho foi ainda mais surpreendente. Ops, SPOILERS – insira aqui a entonação deliciosa de River Song – ! Quem trará o Silêncio? Ah, tão bacana ver a lembrança de vários momentos em que o Doutor ouviu falar sobre o Silêncio que irá cair para depois vermos que Amy terá um puta desafio pela frente. E por falar na ruivinha mais querida desse planeta (e de outros também), ela some por um tempo no episódio e nos deixa preocupados. Durante seu sumiço, que foi um sequestro, ela faz uma declaração de amor através de um dos dispositivos implantados em todos os tripulantes da Tardis que deixa Rory com a pulga atrás da orelha. Preciso falar para quem era a declaração. É tão fofo esse casal.

Amy and Rory - Doctor Who

Saindo do momento fofo do episódio e voltando ao desfecho, o Doutor mais uma vez salva a humanidade com sua esperteza e genialidade. Mundo salvo, Silêncios condenados à morte, um super beijo de tirar o fôlego, um pé, muitas teorias sobre a gravidez de Amy, quem é a menina, e a pulga que pulou para a orelha do Doutor. Ah, Moffat seu lindo, se continuar assim assistirei cada episódio milhares de vezes, porque vale a pena!

Doctor Who – 6×01 – The Impossible Astronaut

Doctor Who - The Impossible Astronaut

Depois de assistir quatro vezes o episódio venho aqui para escrever sobre a melhor série no ar atualmente. E como falar isso com apenas um episódio? Bom, parece bem óbvio que Doctor Who tem um super background e um showrunner fora de série. Ademais, o início da sexta temporada foi empolgante, divertida, tensa… Foi realmente um grande choque. Moffat consegue surpreender de uma forma tão intensa que às vezes pode ser difícil de acreditar no que está acontecendo.

Para começar, o Doutor morre! Não, isso não é um spoiler, isso acontece logo no início do episódio. E não é qualquer roteirista que tem culhões para matar em ‘definitivo’ um personagem tão importante  para a cultura pop britânica (e, em menor escala, mundial) há mais de 47 anos. E como Moffat fez isso? Bem, a versão futura do Doutor recrutou Amy, Rory, River Song e Canton Delaware e um quarto convidado que não aparece logo no início para presenciar sua morte e fazer seu funeral. Acontece que esse Doutor que morre é 200 anos mais velho e convida sua versão de 909 anos também. Ele não sabe de nada e quando Amy, Rory e River o encontram depois de presenciar o tocante momento de sua morte ficam confusos. Depois disso eles vão para 1969 e encontram o assassino. Acontece que eles não podem sequer revelar que encontraram com a versão futura do Doutor. Espero ansiosa a resolução de problemão, pois se o 11º Doutor morre, como continuar a série?

O episódio é inteiro uma tentativa de aproximar a série do público americano, utiliza elementos icônicos da cultura dos Estados Unidos e as cenas em espaço aberto são inclusive filmadas em terras gringas. Cawboy, deserto, homem na Lua, Salão Oval, astronautas, carro. E a exibição na Inglaterra e nos Estados Unidos são simultâneas e foi uma grande audiência.

Uma coisa inédita é o escudo de invisibilidade da Tardis. A Tardis é sempre escondida, mas nunca ficou invisível. E foi muito bacana a cena, River sabendo todos as funções e o Doutor fazendo tudo errado. E depois ele descendo da Tardis e dando de cara com o Presidente Nixon e Canton Delaware ouvindo a gravação da ligação da menina assustada pedindo socorro. Todo o episódio é a busca por ela e pelo astronauta.

E o novo monstro. Caramba, muito assustadores, o Silêncio é o novo monstro criado por Moffat (que já havia criado os Whipping Angels) e eles são muito misteriosos. Eles são horrorosos e nós só sabemos de sua existência enquanto olhamos para ele, no momento em que viramos o rosto já o esquecemos. Muito parecidos com os anjos lamentadores, pois também precisamos olhar para eles para que não nos ataquem. E a tensão que essa característica gera nas relações do monstro com o personagem é muito grande. No momento em que eles são vistos há essa grande tensão e logo em seguida é como se nada tivesse acontecido. E o Astronauta e a menina perdida, são pontos de ligação com esses monstros, mas só descobriremos sobre eles no segundo episódio.

Claro que muitas questões ficaram sem respostas, mas isso faz parte de uma premiere, temos uma temporada inteira para esperar tais respostas.

Doctor Who

A mais longa série de ficção científica, segundo o Guiness, produzida e exibida pela BBC, tornou-se um ícone da cultura britânica. Doctor Who conta a história de um viajante no tempo, um Time Lord, que nasceu no planeta Gallifrey e viaja pelo tempo e espaço com sua TARDIS, Time and Relative Dimensions in Space – uma nave/máquina do tempo que ao invés de ser construída é cultivada em seu planeta na forma de cabine policial dos anos 50 (a aparência externa é um dispositivo de disfarce) -, e uma companheira, uma garota da Terra que ele leva para conhecer novos mundos e descobrir o futuro e o passado.

O primeiro Doutor

A série original começou com um velhinho e sua neta perambulando com a TARDIS, chamado apenas Doutor. Ele era o último Lorde do Tempo e vivia em um ferro velho. Ele foi o primeiro Doutor, pois um Time Lord tem a capacidade de regeneração – conceito cunhado do terceiro para o quarto Doutor -, uma grande saída para a troca de atores no papel principal quando ele já não quer mais fazê-lo ou outro motivo que impeça a continuidade no papel. Sempre quando se encontra à beira da morte, o Doutor se regenera. Essa característica do Doutor vai além da mudança de aparência a cada regeneração, ele muda também sua maneira de falar, sua personalidade, seus trejeitos e a maneira como gosta de vestir-se. No entanto ele permanece o mesmo Doutor por dentro, inclusive os dois corações. Exibida de 23 de Novembro de 1963 à 6 de Dezembro de 1989 (com 25 minutos de duração), o Doutor regenerou seis vezes nesse período, ou seja, foram sete doutores diferentes. Sendo que o primeiro foi “atualizado” e o segundo mudou de aparência por uma punição.

Os 11 Doutores

A série foi suspensa até 1996, quando foi exibido um telefilme co-produzido pela FOX e pela BBC com a intenção de retornar com a série. Nesse telefilme o sétimo Doutor se regenera e uma nova aventura é apresentada. Um filme fraco, um Doutor e uma companheira pouco carismáticos, não foram o suficientes para o esperado retorno. O oitavo Doutor durou apenas 89 minutos. E foi o único Doutor que não teve sua regeneração exibida.

Doctor Who era significado de nostalgia para os muitos fãs que assistiam a série na infância. Uma série voltada para o público infantil, exibida aos sábados no final da tarde e reunia a família. Até que em 2005 Russel T. Davies inicia uma nova temporada da série, com o nono Doutor interpretado por Christopher Eccleston. Agora as crianças do passado assistem a retomada de Doctor Who com suas crianças, pois a série mantém a característica de ser familiar, mas sem censurar temas importantes e polêmicos como a morte ou a guerra.

Essa retomada de Doctor Who já tem cinco temporadas e amanhã, dia 23 de Abril, estréia a sexta temporada. Já tivemos três novos Doutores, ou seja, o Doutor atual é o 11º, interpretado por Matt Smith. Desta vez produzida no País de Gales pela BBC, Doctor Who ganhou seus spin-offs (Torchwood e The Sarah Jane Adventures), HQs, livros, etc… O sucesso da retomada da cultuada série é inegável e novos fãs surgem a cada episódio. Eu sou uma dessas pessoas que conheceu Doctor Who através da retomada e me apaixonei intensamente pelos Doutores, pelas companheiras, pelos vilões. Cada episódio é uma nova aventura e uma vontade de embarcar na TARDIS ao lado do Doutor.

Eu comecei a assistir pela quinta temporada, que é quase reboot, pois muda o showrunner – Steven Moffat, o responsável pelos melhores episódios das temporadas anteriores -, o Doutor, todo o elenco, a equipe de produção e até um logotipo diferente. Apaixonei-me perdidamente pelo Matt Smith (que é o meu primeiro Doutor), por Amy Pond, Rory, enfim, pela temporada completa. Chorei tantas vezes em tantos episódios, senti medo dos Weeping Angels. A partir daí resolvi assistir as outras quatro temporadas da série e rever a quinta na ordem. Uma preparação para a sexta temporada. E assistir a série original é um desafio que pretendo enfrentar assim que possível.