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Feira do Livro

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Sábado de Feira

Mais uma Feira do Livro. Pois é, todo ano tem e parece que o pessoal fica todo alvoroçado pelo “maior evento literário” do sul. Eu não. Tenho severas críticas ao evento, mas acho bacana a reunião de amantes de livros em uma só praça. E no sábado eu fui na praça da Alfândega para comprar alguns livros nos Balaios da Feira, os únicos que realmente saem em conta comprar em época de Feira. Ao contrário do ano passado, não encontrei nenhum livro que me agradasse e estiesse na faixa de preço que estava disposta a pagar. Um pouco porque não percorri banca por banca como no ano passado, pois 99% das bancas expõem os mesmíssimos títulos com o mesmíssimos preços.

Mas no meio da tarde tive uma boa surpresa. O pessoal do Blog Sobre Livros estava por lá organizando um encontro de leitores (o que é bem bacana, pois fico me perguntando se metade do público da Feira lê o que compra…). Acabei ficando para o evento e conheci pessoas muito bacanas, como o Luiz, editor da Revista Fantástica, que tenho acompanhado faz um tempinho já.

E fiquei torcendo para ganhar algum livro, acabei ganhando um kit com camiseta do livro O Tempo Entre Costuras (com uma pitadinha de Guerra Civil Espanhola no enredo, essa temática me procura!) que eu ainda não conhecia, muitos marcadores e livretos e um bottom de um livro sobre anjos (em breve um post sobre o assunto aqui no blog). Foi muito bacana ter conhecido todo o pessoal que apareceu por lá. Espero revê-los em breve e quem sabe até fazer parcerias, por que não?

Encontro de Leitores

presentes que ganhei no encontro

Olha a quantidade de marcadores que ganhei para a coleção. Muitos são repetidos, então quem quiser trocar entre em contato pelos comentários.

Compras na Feira do Livro de Porto Alegre

Esse fim de semana eu fui a Feira do Livro de Porto Alegre e fiz um pequeno rancho de livros. Então, vamos a lista.

1. Ô, Psit – O Cinema Popular Dos Trapalhões (Fatimarlei Lunardelli) – O primeiro livro que comprei, no estande da Artes e Ofícios. Adoro os filmes dos Trapalhões (não os novos só com o Didi, é claro) e fiquei com vontade de ler um pouco sobre a trajetória do grupo no cinema. E além disso custou míseros R$ 3,00!

2. Realidades e Chantillys Diversos (Frank Jorge) – Também na Artes e Ofícios comprei este livro porque gosto muito do Frank Jorge cantor/compositor e gostaria de ver como ele se sai na literatura. E saiu por apenas R$ 5,00.

3. Breve História da África (Paulo G. F. Visentini, Luis D. T. Ribeiro e Analúcia D. Pereira) – Um livro para aprender um pouco mais sobre a história do continente, tendo em vista que terei de trabalhar estes conteúdos quando for para a sala de aula como professora. O livro saiu por R$ 13,00.

4. As Sereias do Espaço (Jorge Luiz Calife) – Eu adoro ficção científica. Nao sou uma expert, mas adoro ler o gênero. E ainda não havia lido nenhum livro de autor brasileiro de ficção científica. Quando me deparei com esse no balaio e por R$ 10,00 não aguentei e comprei no ato.

5. Um Escravo Chamado Cervantes (Fernando Arrabal) – Esse eu comprei por ser de um autor que eu tenho muita curiosidade de ler, por toda a história de vida dele. Como eu encontrei por R$ 10,00 e achei a sinopse muito interessante eu comprei para testar.

6. Teatro dos Lírios (Lulu Wang) – Mais um do balaio. Eu não tive muito critério para comprar esse, foi mesmo pela sinopse e pelo preço (R$ 10,00). Achei bacana uma história sobre uma chinesa escrita por uma chinesa.

7. Travessia de Verão (Truman Capote) – R$ 10,00 por um livro do Capote? Comprei sem exitar.

8. As Benevolentes (Jonathan Littell) – Comprei por três motivos: por se tratatr de uma temática que eu particularmente gosto muito: a segunda guerra mundial, pela sinopse (horrores da Segunda Guerra Mundial sob a ótica do carrasco) e pelo preço R$ 10,00.

9. Um Retrato do Artista Quando Jovem (James Joyce) – Aí vão cinco motivos para ter comprado o livro:

  • É James Joyce;
  • É James Joyce;
  • É James Joyce;
  • Custou míseros R$ 10,00;
  • Preciso repetir? É James Joyce!

Mas atenção, esses preços são exclusivos dos balaios da feira. Em qualquer outro lugar (e até mesmo em estandes de diferentes livrarias na própria feira) eles custam muito mais do que isso!

Autografando Biblos

Já falei por aqui como foi criar e escrever a história de um livro-personagem que virou livro de verdade (As Aventuras de Biblos: aprendendo a preservar – livro infantil que eu e alguns amigos desenvolvemos). Ontem, 1º de novembro, foi um dia muito especial para a história de um projeto muito bacana que nasceu ano passado e só vem crescendo, ontem foi a tarde de autógrafos do Biblos – nome do livro-personagem – na 55ª Feira do Livro de Porto Alegre.

Não foi um sucesso de público, mas mesmo assim fiquei muito feliz de ir lá e junto com os outros colaboradores do projeto autografar alguns exemplares que são distribuídos gratuitamente no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul  (MUHM) para as turmas de crianças que visitam o Museu e durante a Feira do Livro para todos que se interessarem pelo trabalho.

Tenho tanto carinho por este livro, personagem, projeto.

O livro narra a trajetória do livro-personagem Biblos até sua chegada ao MUHM. Um texto de caráter ficcional e infanto-juvenil que aborda de forma lúdica a preservação de livros. Como diz o ditado, é de pequeno que se torce o pepino. Portanto é de pequeno que se aprende como cuidar bem dos livros (os nossos,os dos outros e os da biblioteca).

E olha eu ali autografando um exemplar.

Autografando Biblos

E a sessão na grade de programação da feira:

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Feira do Livro de Porto Alegre

Sábado passado dei a tradicional volta pela feira. Olhei, olhei, olhei. Comprei também, comprei nos balaios, onde o preço é justo. Se não é justo, é barato. Uma bela tarde de primavera com a maravilhosa companhia do Juliano. Por mais que eu tenha certas críticas à feira, eu gosto muito de andar pela praça apreciando a multidão em busca de títulos e barganhas, de ler alguns prágrafos soltos de livros que não comprarei.

Além da feira, congelei na P.F. Gastal para ver o ótimo filme O Hospedeiro.

Pena não termos registros fotográficos.

Feira do Livro? A polêmica!

Na sexta-feira, 26 de outubro de 2007, teve início a 53ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre. Uma grande feira de livros à venda com os mesmo descontos dados em qualquer promoção de qualquer livraria! Acho o evento cultural válido como patrimônio Cultural da cidade. No entanto a verdadeira função social está apagada (se é que algum dia ela esteve ali).

É de praxe ir até a Praça da Alfândega nos meses de Outubro e Novembro visitar as centenas de banquinhas e participar das muitas atividades oferecidas para o público. Mas a cultura do livro em Porto Alegre, ao contrário do que possa parecer, não existe (ou ainda é bastante fraca). Na contramão da feira as pessoas passam pela praça em mais um evento, sem se dar conta do que aquilo realmente representa. Vender livros é o maior objetivo da feira e é exatamente nisso que eu discordo do evento. Cultivar a cultura do livro é muito mais importante do que vender milhares de exemplares que ficam entulhados em estantes empoeiradas.

No ano passado houve uma iniciativa muito boa, a de criar uma espécie de lounge onde as pessoas poderiam sentar, conversar sobre livros e trocar idéias sobre diversos assuntos, ou simplesmente ler. Nesse ano o lounge não vai acontecer novamente. Por quê? Porque, segundo uma das organizadoras em entrevista ao jornal ZERO HORA,  a senhora Sônia Zancheta (ex-patroa, que eu detesto) esse espaço era desnecessário e lotava demais. Ora senhora Sônia, um espaço de convivência não seria um espaço para que as pessoas pudessem freqüentar?

Em suma, a Feira do Livro é um evento baseado na hipocrisia: vender é mais importante que ler! Bizarro.