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Filmes de Terror

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[REC]

Três semanas atrás tive uma experiência aterrorizante. Finalmente vi [REC], uma produção espanhola de terror dos diretores Jaume Balagueró e Paco Plaza. Ainda não me recuperei. Desde então não consigo mais dormir com a luz apagada quando estou sozinha no quarto, porque o medo do escuro ficou ainda mais forte (não mais do que já fora, isso é verdade).

Este texto contém spoilers, recomendo a leitura após ter visto o filme.

Uma produção simples, barata bem dirigida. A prova real de que saber contar uma história é suficiente para se fazer um bom filme. Por mais que seja tão batida, como é o caso das histórias de zumbis. O filme não assusta pela quantidade de sangue ou por efeitos especiais miraculosos. O filme assusta pela maneira como a história é contada.

A idéia do filme é fazer cinema-verdade, de mentirinha, como em A Bruxa de Blair. A câmera do filme é “a mesma” do cinegrafista do programa “Enquanto você dorme”, Pablo, que junto com a apresentadora do programa, Angela Vidal, vão para o corpo de bombeiros para mostrar a rotina desses trabalhadores durante a noite. O cinegrafista não aparece em nenhum momento do filme, apenas sua voz.

Para a narrativa parecer ainda mais crível diante dos olhos dos espectadores, o filme não tem trilha sonora, inicia sem mostrar créditos, direto com Angela fazendo a chamada do programa. E ela erra muitas vezes, para que o público acredite mesmo na veracidade da ‘fita’.

E a surpresa com o tédio é decepcionante, que a apresentadora chega a torcer por uma tragédia. Finalmente o alarme, pelo menos o programa não seria um fracasso. Um prédio comum. Os bombeiros chegam junto com a diminuta equipe de TV para atender o chamado dos moradores que ouviram gritos do apartamento de uma senhora (a velha dos gatos!).

É interessante perceber a presença de elementos clássicos de filmes de zumbis, a película é dividida em três atos: a apresentação, a infecção e a sobrevivência (tentativa). Chegando ao prédio os moradores estão quase todos no térreo ansiosos. Uma viatura com dois policiais já estava lá.

Elementos surpresas aparecem a todo o momento. Tanto para nós, que estamos assistindo, quanto para os atores. Eles não receberam o roteiro inteiro para ler, a filmagem foi realizada em ordem cronológica dos acontecimentos, assim como nos é apresentada. Os atores recebiam apenas uma sinopse da cena que iriam filmar, e não sabiam o que aconteceria depois. E na cena em que um corpo cai lá do alto eles ficaram tão surpresos quanto o público, eles não sabiam que aquilo iria ocorrer.

Existe uma tensão criada pela atmosfera claustrofóbica – ninguém entra e ninguém sai do prédio, estão cercados por todos os lados pela polícia, em uma espécie de quarentena – e pela ignorância em relação ao que exatamente está acontecendo – assim como os personagens, nós não temos idéia do que levou a infecção.

Tudo o que vemos no filme é captado pela câmera do cinegrafista de “Enquanto você dorme”. E é muito interessante ver a câmera chacoalhando, ficando sem som, batendo nas coisas. Iluminando locais escuros. O filme nos dá muitos sustos e cumpre seu propósito como filme de terror. E o final é surpreendente e assustador. Eu fique bastante impressionada. E quem avisa amigo é: cuidado com a Menina Medeiros!

No You Tube tem o trailer do filme, a reação do público nos cinemas e uma brincadeirinha que fizeram sobre o desaparecimento de Angela Vidal e Pablo.

“Pablo, graba lo todo. Por tu puta madre.”

Gostosuras ou travessuras?

O Halloween é a data comemorativa do ano que eu mais lamento não existir no Brasil. Mesmo que tenha se popularizado por terras tupiniquins, não existe aquela tradição bacana de decorar as casas com temas aterrorizantes, esculpir abóboras para fazer as famosas Jack-o’-lantern. O que existe são aquelas festas horrorosas onde as pessoas vão com as fantasias mais horrendas (no sentido de bregas, mal feitas e sem criatividade mesmo) com música ruim. Claro que sempre existe alguma excessão por aí.

Por isso que para mim o Halloween é umo belo pretexto para fazer uma sessão de terror. Pode ser filme, livro, seriado. Então fica a dica: um filme e um livro para curtir nesse Dia das Bruxas.

FILME:

A noite dos mortos vivos
(Night of the living dead; 1968; EUA)
Direção: George A. Romero

Esse é o primeiro filme de uma quintologia de filmes de zumbis do diretor, sendo as continuações, na seqüência, Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 78), Dia dos Mortos (Day of the Dead, 85), Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005) e Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2007). A produção é um marco para adoradores de cinema fantástico e em 1990, foi feita uma nova versão do filme, dirigida por Tom Savini que também é  muito boa.

LIVRO:

O Médico e o Monstro
Título original em inglês: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Do escocês Robert Louis Stevenson publicado em 1886, O Médico e o Monstro é uma publicação clássica do genero fantástico. Leitura obrigatória. E essa dica vale para mim também. Eu ainda não li este livro e não tenho desculpa para isso. A história se passa na tumultuada Londres do século XIX e os personagens são: Mr. Utterson, Edward Hyde, Dr. Jekyll. Cada um deles tem sua característica moral e psicológica salientada por sua aparência física.

Sabe que dia é hoje?

É dia de filmes de terror[bb], superstição, gatos pretos, bruxas e maldições. Hoje é sexta-feira 13! E não há nada mais lembrado em sextas-feiras que tenham o número 13 no calendário do que os filmes assustadores. E esse gênero cinematográfico me agrada bastante. Além disso o número em si e a data carregam consigo uma série de lendas urbanas. Uma Sexta-feira no dia 13 de qualquer mês é considerada popularmente como um dia de azar.

E de onde vem essa espécie de tradição mundial? Uma das origens prováveis está no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários[bb] foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os membros da ordem teriam sido presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Existem outras versões para a origem desse dia tão odiado e tão amado em todo mundo, uma história cristã, outra judaica e outra nórdica. Na wikipédia tem um resumo de todas, basta escolher com a qual se identifica mais.

Bom, se é um dia de azar eu não sei. Eu pessoalmente não tenho problema nenhum com isto, quero é ver gatos pretos, partir espelhos e passar por baixo de escadas. Mas o clima desse dia é extremamente atrativo para pessoas que como eu não dispensam uma noite de terror. Hoje à noite não poderei ir em nenhuma maratona de terror, pois desconheço qualquer atividade do gênero em Porto Alegre (aliás, se alguém souber me avisa), mas farei a minha própria maratona, em casa mesmo. São muitos títulos, filmes e Arquivo X[bb], ainda não decidi. Sintam-se convidados!

Help Me!

O medo tem seus encantos e suas formas de enfeitiçar quem o procura e quem não quer nem saber dele também, e ele é importante para podermos estabelecer limites próprios dentro da sociedade. Medo de altura faz com que não nos arricamos pular de um prédio de 10 andares sem equipamentos próprios para isso.

Os filmes de horror são considerados, por muitos, coisas terrí­veis que propagam um medo desnecessário e uma violência absurda, mas acredito serem eles uma espécie de válvula de escape. Com eles podemos transpor para uma tela desejos escondidos ao invés de materializarmos. Será que se o Sr. Presidente dos Estados Unidos não precisa de uma sessão bem reforçada de filmes de terror?