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Ford Prefect

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Praticamente Inofensiva, de Douglas Adams

Praticamente Inofensiva

O último livro da trilogia de quatro que na verdade são cinco livros, Praticamente Inofensiva é considerado por alguns um livro que não faz parte da coleção de livros O Guia do Mochileiro das Galáxias, apenas conta uma história com os mesmos personagens. Até entendo um pouco o porque disso, pois o livro aparentemente não tem conexão entre seu início e o final do quarto livro. Mas eu o considero sim parte da trilogia esquizofrênica. Por quê? Ora, pois, é um livro totalmente louco que explora nada mais nada menos do que universos paralelos.

Alguns personagens são deixados de lado, como Zaphod Beeblebrox e Marvin (que morreu no final do quarto livro), mas em compensação temos duas Trillians, Ford, um Arthur Dent que virou fazedor de sanduíche, uma filha e um novo guia. Uma das dimensões é a da Trillian que não foi com Zaphod viajar pelo espaço e ficou na Terra se lamentando por tudo o que poderia conhecer se tivesse aceito ido com ele. No outro universo temos uma Trillian repórter que viaja pelo tempo espaço para trazer notícias novas para todos, Arthur que viaja de planeta em planeta em busca do lugar perfeito para habitar e em busca de Fenchurch (que desapareceu misteriosamente durante um salto hiperespacial), visto que sua amada Terra não existe mais, Ford que está prestes a descobrir uma grande conspiração no Guia do Mochileiro.

Esse volume é definitivamente o fim da série, pois o final do livro é realmente impressionante e o necessário para fechar todos os acontecimentos bizarros e deliciosos que fomos testemunhas durante a leitura. E o final foi também um susto! Foi fechar o livro e ler mais uma vez para acreditar. É claro que Marvin fez falta, assim como Zaphod, mas eu adoro Arthur e achei que nesse livro ele viveu e foi responsável por momentos ótimos.

Esse é também o volume mais melancólico, nostálgico de tempos mais simples. O melhor dessa série é o sarcasmo, ironia, crítica social e a acidez característica de Douglas Adams, isso não faltou, teve de sobra. Portanto, eu não faço parte dos fãs que dizem que esse livro é ruim. Acho sim que em vista dos três primeiros volumes os dois últimos livros são menos bons, mas ainda assim ótimos!

Praticamente Inofensiva
Douglas Adams
208 páginas
Skoob | Submarino

Rating: ★★★★☆ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Abril – MEGA atrasada!!! -, cujo objetivo é ler um livro de Ficção Científica.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês. Ou descubra quais foram as minhas escolhas.

Participe, comente, leia.

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@vivi, @danihaendchen, @queromorarlivr e eu, @clandestini.

Confira as outras leituras feitas para o Desafio Literário 2011:

Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams
Até mais, e obrigado pelos peixes!, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

Junho
Calabar – o elogio da traição, de Chico Buarque Ruy Guerra

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!, de Douglas Adams

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes! é o quarto livro da trilogia de cinco volumes de Douglas Adams, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Nesse quarto volume vemos o retorno de Arthur Dent ao seu planeta natal, a Terra, depois de oito anos vagando pelos mais inabordáveis cantos da Galáxia.

Como assim? A Terra não foi destruída lá no primeiro livro? Foi. E nem Arthur entendeu o que poderia ter acontecido para ter retornado como se nada tivesse acontecido e tudo se encontrasse dentro da normalidade (até onde pode ser possível afirmar que existe algo normal nesse planeta).

Lá no primeiro livro, Adams diz:

E, então, uma quinta-feira, quase dois mil anos depois que um homem foi pregado num pedaço de madeira por ter dito que seria ótimo se as pessoas fossem legais umas com as outras para variar, uma garota, sozinha numa pequena lanchonete em Rickmansworth, de repente compreendeu o que tinha dado errado todo esse tempo e finalmente descobriu como o mundo poderia se tornar um lugar bom e feliz.

Desta vez estava tudo certo, ia funcionar, e ninguém teria que ser pregado em coisa nenhuma. Infelizmente, porém, antes que ela pudesse telefonar para alguém e contar sua descoberta, aconteceu uma catástrofe terrível e idiota, e a idéia perdeu-se para todo o sempre.

Esta não é a história dessa garota.

Até mais, e obrigado pelos peixes!

Pois então, nesse quarto volume finalmente saberemos a história dessa garota. E, diferentemente dos livros anteriores, agora teremos uma história sem tantos personagens, sem uma narrativa tão frenética e ácida. Esses elementos ainda são presentes, mas em menor grau. O foco do livro é o encontro de Arthur com essa garota, que se chama Fenny. Muito menos ficção científica que nas histórias anteriores, Adams narra uma história romântica e muito bonitinha.

O recurso narrativo que Adams utilizou (como sempre) foi muito bacana. Ele inicia o livro exatamente da mesma maneira que o primeiro com a excessão da frase “Esta não é a história dessa garota” que passa a ser “Esta é a história dessa garota”. E então temos a narrativa de Arthur, da garota. O casal se conhece, se encontra algumas vezes, conversa e resolve descobrir o que aconteceu com os golfinhos, que desapareceram pouco antes da destruição da Terra. Um mote bem interessante e que rende ótimos momentos narrativos e descritivos. Paralelamente, temos a história de Ford Prefect, que também retorna à Terra. Ford descobre que as informações que ele mandou sobre a Terra muito tempo atrás, que foram reduzidas apenas a Inofensiva e posteriormente a Praticamente Inofensiva, foram atualizadas no Guia.

Os outros personagens fazem falta no livro. E o autor é tão perspicaz que ele conversa com o leitor avisando que se estiver achando desinteressante o que estava acontecendo entre Arthur e Fenny em um dos momentos mais interessantes e diferentes do livro poderíamos partir direto para o último capítulo, que é onde Marvin aparece. E essa pequena ponta do paranóide andróide na história é uma das mais tristes que já li.

Douglas Adams acertou com esse livro, mesmo deixando um pouco de lado a ficção científica e as descrições dos verbetes do Guia (deixar um pouco de lado não que dizer abandonar totalmente!). A história de amor é muito bonita e te deixa curioso para saber os segredos desse estranho casal em todos os capítulos. E o reencontro dos grandes amigos Ford e Arthur é impagável.

Mais uma vez recomendo a obra de Adams para todas as pessoas que querem dar boas risadas e ler um texto engraçado, sarcástico, inteligente e romântico ao mesmo tempo.

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!
Douglas Adams
208 páginas
Skoob | Submarino

Rating: ★★★★★ 

Desafio Literário 2011

Esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Abril – bastante atrasada!!! -, cujo objetivo é ler um livro de Ficção Científica.

Confira no blog do desafio as resenhas dos outros participantes para este mês. Ou descubra quais foram as minhas escolhas.

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Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams
A Vida, o Universo e Tudo Mais, de Douglas Adams

Maio
A Última Trincheira, de Fábio Pannunzio
Esqueleto na lagoa verde, de Antonio Callado

A Vida, O Universo E Tudo Mais

A Vida, O Universo e Tudo Mais

No terceiro volume da trilogia de quatro volumes que na verdade são cinco, Douglas Adams vai a fundo na sua crítica e usa os temíveis robôs xenófobos do planeta Krikkit como paródia das guerras e das teorias racistas daqui mesmo, do planeta Terra, que infelizmente andam tão em voga em certos grupos pelo mundo. Os habitantes do paneta Krikkit pretendem destruir o Universo simplesmente porque eles não aceitam nada que seja diferente deles.

Enquanto isso, Arthur Dent, que ficou cinco anos abandonado na Terra Pré-Histórica, e Ford Prefect, também na mesma situação, são resgatados por um sofá perdido no tempo e retornam para o dia anterior a destruição da terra no meio de um campo de críquete, durante uma partida. Daí para frente diversas viagens no tempo, vinganças e separações do grupo ocorrem na tentativa de salvar o planeta, tarefa liderada por Slartibartfast que veio resgatar um objeto muito importante para impedir a destruição do Universo e acaba resgatando a dupla que acabou de viajar alguns milhões de anos no tempo.

Nesse volume o tema é bastante profundo e portanto a leitura é um pouco mais densa que nos dois primeiros. O sarcasmo presente nos anteriores ainda é marca do autor neste livro, mas dessa vez mais sutil e difícil de perceber. É preciso uma leitura mais concentrada. Eu confesso que demorei um pouco mais para terminá-lo, mas não achei ele um livro confuso como já li em algumas resenhas. Pelo contrário acho que ele aborda o tema da intolerância de uma maneira bem didática, no entanto ele é realmente mais complicado que seus antecessores.

A leitura não é tão fluida como nos livros anteriores, porém esse motivo não pode ser considerado com impedimento para a leitura desse e dos próximos volumes. É importante prestar atenção nos detalhes. Além disso, as inúmeras viagens no tempo e espaço são o grande destaque da obra. Eu que sou fã dessas viagens fiquei muito feliz em ver que Douglas Adams usou e abusou do recurso.

A Vida, O Universo E Tudo Mais
Douglas Adams
224 páginas
Editora Sextante
Skoob | Submarino

Rating: ★★★★☆ 

Desafio Literário 2011

Apesar do atraso, esse texto faz parte do projeto de blogagem coletiva Desafio Literário 2011, proposto pelo blog Romance Gracinha. A resenha corresponde ao mês de Abril, cujo objetivo é ler um livro de Ficção Científica.

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Janeiro:
Coraline, Neil Gaiman
Memórias da Emília e Peter Pan, de Monteiro Lobato

Fevereiro
Che Guevara – a vida em vermelho, de Jorge G. Castañeda
O que é isso, companheiro?, de Fernando Gabeira

Março
As Brumas De Avalon Livro 1 – A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley
As Brumas De Avalon Livro 2 – A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Abril
O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams
O Restaurante no Fim do Universo, de Douglas Adams

O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams

O Guia do Mochileiro das Galáxias

O Guia do Mochileiro das Galáxias é uma  trilogia de quatro livros que na verdade são cinco, escrita por Douglas Adams. Seu primeiro Volume, homônimo, trata do encontro inusitado de quatro indíviduos que já se viram anteriormente e da partida desses mesmos quatro para uma aventura pelo espaço. Arthur Dent, Ford Prefect, Trillian e Zaphod Beeblebrox são um quarteto pouco usual.

Arthur é um terráqueo sem nenhuma qualidade que o destaque. Ford é um alienígena na Terra, amigo de Arthur, e passou os últimos quinze anos em um exílio forçado quando resolveu dar uma chegada na Terra para ver no que poderia contribuir para aumentar o verbete sobre ela no Guia do Mochileiro das Galáxias (falo sobre esse interessantíssimo item mais tarde), afinal esse é seu trabalho. Trillian também é uma terraquea, mas isso só é contado depois que todos já tiveram seu improvável encontro graças ao Gerador de Improbabilidade Infinita – “uma nova e maravilhosa invenção que possibilita atravessar imensas distâncias interestelares num simples zerésimo de segundo, sem toda aquela complicação e chatice de ter que passar pelo hiperespaço” (p. 90). Zaphod Beeblebrox é o responsável pela moça se encontrar tão longe de casa, pois ao entrar de penetra em uma festa, conquistou-a e a levou para um passeio intergalático, além disso ele é presidente da Galáxia e rouba a nave Coração de Ouro.

Esse encontro improvável ocorre quando a nave e seu gerador salvam Arthur e Ford da morte. Eles foram jogados de uma câmera de descompressão direto para o vácuo espacial depois de pegarem carona em uma nave Vogon. E porque eles pegaram carona em uma nave Vogon, logo desses seres burocráticos que detestam dar carona? Para se salvarem da destruição da Terra, colocada em ação pelos próprios Vogons, para a contrução de uma via expressa hiperespacial.

A partir daí, algumas coisas muito interessantes acontecem ao grupo, que é acompanhado por Marvin, um robô maníaco depressivo que rouba a cena com suas tiradas mau-humoradas e totalmente desestimulantes. Eles acabam descobrindo uma porçaõ de coisas até a resposta para a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais. O problema é que a resposta dada pelo computador Pensador Profundo – 42 – não satisfez quem a solicitou e um novo computador foi criado para saber afinal qual é a pergunta! Para saber o que o quarteto improvável e o robô tem com isso é preciso ler o livro.

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