6 em 6 – outubro 2017

Setembro passou e muita coisa aconteceu. Resolvi caminhar na volta pra casa, à noite, me arriscando muito, mas feliz por economizar a grana do transporte e por fazer 20 minutinhos de caminhada quase todos os dias da semana. Teve decoração com canetas novas no Bullet Journal, recrutamento de novas freshies no time de Roller Derby que faço parte, mochila nova  com espaço para carregar marmita e gatos, muitos gatos fofinhos.

Rua deserta na volta pra casa.
Canetas maravilhosas para decorar o bullet journal <3
Wheels of Fire recrutando meninas para fazer parte do time.
E quem compareceu no recrutamento adorou <3
Mochila nova, super espaçosa e com compartimento que mantém a temperatura para a marmita. Modelo totalmente vegano da [Pacco] <3
E para não perder a oportunidade, olha uma foto de gatinhos <3 Van Gogh e Merida dormindo juntinhos.

Projeto 6 on 6 é uma brincadeira simples. Você precisa postar seis fotos no seu blog, todo dia 6 do mês!

– Não precisa ter máquina fotográfica, foto de celular serve;
– Não tem um tema específico para as fotos, pode ser do que você quiser;
– Só precisa que você poste no dia 6, 6 fotos e mande o link para o grupo no Facebook!

Update felino parte 3: meet Merida

Oi, eu sou a Merida.

A vida não está fácil pra ninguém. O ano de 2016 não está sendo fácil. Nesse cenário de desesperança eu estava um pouco desesperada e perdida. Tranquila com a vida pessoal e profissional, mas desesperada e perdida com todo o resto. Aí uma única bomba no trabalho no dia 15 de dezembro me fez precisar ainda mais de um quentinho no coração.

E antes que alguém me critique, já aviso que sim, eu sei que o que eu fiz foi um pouco irresponsável e que não pode ser usado para compensar uma coisa ruim da vida da gente. Mas eu estava realmente precisando e resolvi fazer mesmo assim, porque eu sabia que teria condições de bancar uma decisão que, apesar de impulsiva, feita de coração.

Então, chega de mistério? Que eu fiz que parece assim tão absurdo? Lembra que eu tenho cinco gatos? Não? Então assiste o vídeo no qual que apresento cada um deles e me conta o que achou do meus filhotes… Então, agora não são cinco, são seis. Eu saí da escola em que leciono à tarde e no intervalo entre uma escola e outra eu fui encontrar uma colega no shopping que fica no caminho entre elas pra colocar minha mente num lugar de alienação mesmo e esquecer que as pessoas podem ser muito escrotas. E nesse ínterim eu passei em frente a vitrine da pet que tem por lá. E eis que cinco filhotinhos felinos lindos estavam aguardando adoção. Fiquei encantada com eles, mas passei reto pra não cair em tentação.

É claro que na segunda vez que passei por ali eu tive que entrar – mencionei que a tal pet fica bem na entrada do shopping? Ou seja, passei na hora de entrar e na de sair. E depois de entrar eu tive de pegar a coisinha pequenininha, magricela e pançudinha de vermes no colo. Aí não teve jeito, do colo pra uma caixinha a caminho de casa foi um piscar de olhos. E agora essa coisinha está na minha casa, já tem nome – Merida – e está aprontando todas, recebendo muito amor e alguns fuuusss do mano Salém que não ficou muito contente com a novidade.

Seis, isso mesmo, seis gatos em um apartamento (devidamente telado, claro). Parece muito, e é. Mas amor, comida, água, areia limpa, arranhador e bons tratos não faltam. Eu estou apaixonada, e esse era o quentinho no coração que eu estava precisando. E ela também estava precisando de um quentinho (um tanto mais literal) e encontrou um lar cheio de amor.9

Update felino parte 2: meet Vincent van Gogh

Na primeira parte dessa história eu falei sobre como a família aqui de casa aumentou e depois de como perdemos um membro muito amado. E eu só escrevi esse post depois de tanto tempo porque algo maravilhoso aconteceu. Pois é, esse algo maravilhoso é a chegada de mais um bebê felino, o Vincent van Gogh.

No dia 24 de março eu me deparei com uma bolinha de pelos laranja no meu caminho e me apaixonei de cara por aqueles olhinhos azuis que me olhavam curiosamente. Liguei para o Ju e perguntei se eu poderia levar ele para casa (afinal, já são quatro boquinhas felinas para alimentar e não dá para levar todo gato que encontro para o apartamento). Com a condição de que para compensar os gastos com o bichano (vacina, consulta, vermífugo e todas as coisas necessárias para garantir uma infância saudável) eu não ganharia presente de aniversário, eu pude levá-lo para casa.

Cheguei em casa com aquele pacotinho e de cara já o apresentei aos seus novos manos. Gandalf e Willow foram os primeiros a chegarem perto e cheirar, ops, se certificar da novidade. Smeagol ficou um tanto cabreiro, mas se rendeu ao charme do ruivinho. Salem foi o último (dois dias depois) a chegar perto, mas hoje (apenas duas semanas depois) já é o irmão mais chegado. Eles se deram tão bem que o van Gogh adotou o Salem como uma espécie de ma?, tentando mamar nele a toda hora. É tão lindo ver como eles se deram bem. Apenas alguns fuuus ocasionais por chegadas surpresas muito drásticas.

Na segunda-feira, dia 06 de abril, eu o levei ao veterinário para pesar e desverminar, além de agendar as vacinas. Por enquanto são 600 gramas de gato, nenhuma doença, tudo certinho. Agora é só vacinar na próxima semana, castrar quando estiver com uns 4 meses e dar muito amor. Então vou deixar aqui algumas fotos desse ruivinho lindo que já conquistou o coração de todo mundo por aqui. Se apaixonem.

Update felino

Demorei muito tempo para escrever esse texto porque eu precisava de um estímulo. Dói muito escrever sobre o o assunto por conta de acontecimentos recentes, mas nessa semana algo maravilhoso aconteceu e eu simplesmente encontrei o estímulo que precisava. Então segue um pequeno update sobre como andam meus filhos aqui em casa.

Have you met Smeagol?

No dia 26 de março de 2013 encontrei um gatinho na rua, no caminho entre uma escola e outra em que lecionava aqui na minha cidade. Cheguei perto e fiquei assustada com o que vi. Os olhos dele estavam muito inchados e com muita secreção. Peguei ele e levei para a escola, liguei para o veterinário que cuida dos meus gatos e pedi para que viesse buscá-lo. Depois de sair do trabalho fui buscá-lo e descobri que ele tinha uma doença viral e que ele não poderia conviver com os outros gatos. Resolvi cuidar dele isolado na minha área de serviço. Mas não poderia ficar com mais um gatinho, infelizmente. Quatro no apartamento já era complicado (por mim eu ficaria, mas não faria bem para nenhum dos cinco). Pensei em colocá-lo para adoção depois que ele ficasse bem.

Antes e depois do tratamento veterinário e do carinho e cuidado que dedicamos ao Smeagol

O detalhe é que a probabilidade de ele perder a visão e inclusive as córneas era bem grande. Comecei o tratamento com dois colírios combinados e antibióticos (todos receitados pelo veterinário). Um mês depois acabei o levando a outro veterinário, especialista em oftalmologia felina que o liberou para conviver com meus outros gatos e trocou a medicação, porque foi identificado um glaucoma que precisará de cuidados para toda a vida. Depois disso ele teve duas emergências, nas quais precisei sair as pressas com ele para uma unidade de atendimento veterinário 24 horas porque uma membrana de um dos olhos dele rompeu e precisava conter o sangramento, fazer curativos e aplicar medicação adequada. Infelizmente, na terceira vez que isso aconteceu a córnea não aguentou e foi preciso removê-la. E depois de mais alguns meses de tratamento ele ficou melhor.

É claro que nesses primeiros meses de convivência todos aqui em casa se apegaram ao filhote e ele não poderia mais ter outro destino a não ser como o filho mais novo da família. Ganhou um nome: Smeagol, uma forma leve e engraçada de lembrar que mesmo chegando aqui em casa do jeito que ele chegou, ele lutou e conseguiu se recuperar e se tornar uma das coisas mais importantes da minha vida. Ele possui apenas um dos olhos, que também foi bastante prejudicado (ele é cego ou quase cego desse olho), mas apesar disso está muito saudável, lindo e sapeca.

Goodbye, My Dearest Love

Tudo estava perfeito com meu filhos até ano passado, quando em junho a Starbuck apareceu com um machucado na orelha (provavelmente originado por uma brincadeira que se tornou um pouco mais violenta entre ela e o Smeagol que sempre a provocava). Esse machucado só aumentou devido as muitas coçadas que ela dava. Levei-a ao veterinário e houve a suspeita de um carcinoma que depois foi descartada. Acontece que durante o tratamento ela ficou ainda mais doente, dessa vez um problema no fígado que demoramos para diagnosticar e ela parou de comer. Durante um mês inteiro ela não ingeria nada e quando eu conseguia fazer ela comer alguma papinha, a pobrezinha vomitava tudo.

Depois de pesquisar milhões de possibilidades para como cuidar dela, descobri que ela poderia ser alimentada por sonda e sugeri isso ao veterinário. Ele não sugeriu isso antes por não possuir o equipamento em sua clínica, mas acabou indicando uma outra clínica que possuía. Mas foi tarde demais. No dia em que a levei para internar nessa clínica, ela não aguentou e acabou falecendo. Sinto como se tivesse perdido um pedaço de mim. Já faz muita falta meu amor. Minha Starbuck querida faleceu 17:50 do dia 30 de outubro de 2014. Deixou um vazio muito grande, pais e manos muito tristes. Não sei se fiz tudo o possível, mas fiz tudo o que estava dentro das minhas possibilidades e conhecimento. Estou chorando desde antes de isso acontecer, porque os tratamentos não adiantaram e ela já estava muito mal mesmo. Mas nada se compara com esse choro doído da perda. Antes o choro tinha uma pontinha de esperança, agora é só tristeza. Te amo Starbuck, me perdoa e espero que o teu tempo de vida, embora tenha sido curto, tenha sido feliz. Pois tenho certeza que nunca faltou amor, carinho e um tratamento especial de mãe. Saudade pra sempre. Nunca vou te esquecer. Te amo. Te amo. Te amo.

Ainda é bastante dolorido falar sobre isso. Volta e meia me pego pensando nela e aquele nó na garganta aperta e o choro vem. A saudade é grande. Sinto a falta dela todos os dias.

Em breve a segunda parte desse update felino, dessa vez apenas com boas notícias.