Ficção de Polpa – Volume 1

Ficção de Polpa Volume 1

No primeiro volume do Ficção de Polpa da Não Editora vários escritores brasileiros foram convidados para formar a coletânea com a proposta de criar um conto de ficção científica, fantasia ou horror com completa liberdade temática. A ideia é super bacana, tanto que já rendeu quatro volumes da coleção. Mas até agora eu li apenas o primeiro, e posso falar que a ideia, além de bacana, deu super certo.

Fiquei muito surpresa com a qualidade dos contos. Todos muito bons. Claro que alguns se destacam, são incríveis e deixaram aguçada a vontade de ler mais coisas dos seus autores. E o mais bacana de tudo foi que todos os autores aproveitaram a liberdade para criar e conseguiram mesclar essa tradição atribuída aos norte americanos de criar terror e fantasia (o que eles fazem muito bem, sem sombra de dúvidas) com uma brasilidade que não parecia forçada.

Os contos fluíam muito bem, e não foi preciso inserir elementos fantásticos da cultura brasileira como o Saci Pererê ou a Mula Sem Cabeça para que eles fossem genuinamente brasileiros. A prosa se encarregou de tudo. Ficou claro que ficção feita no Brasil não precisa ser uma forma de apresentar o Brasil. Os autores souberam usar a prosa em favor do conto e não para mostrar que, bem, esse é um conto de ficção fantástico feito no Brasil. Read More

VII Fantaspoa

VII Fantaspoa

Faz sete anos que Julho é um mês super importante no calendário de Porto Alegre por conta do Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. O cresce a cada ano, seja em importância ou no interesse do público. Eu faço questão de participar do evento, pois além de gostar imensamente da proposta, sou fã dos gêneros apresentados no festival: ficção científica, fantasia e horror.

Hoje começa a sétima edição do festival e eu já estou escolhendo as sessões que vou assistir. O Fantaspoa está repleto de filmes que provavelmente não voltarão a ser exibidos nos cinemas daqui, e todos os títulos serão apresentados no máximo duas vezes durante o evento. Oportunidades quase únicas! Então é melhor garantir os ingressos chegando cedo (ou no caso dos filmes exibidos na Sala Santander, comprar antecipadamente).

Na página oficial do evento é possível conferir a programação completa, os convidados, as atividades paralelas e outras informações. Então acessa: Fastapoa.com

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Serviço:
VII Fantaspoa
De 01 à 17 de Julho de 2011
Exibição de filmes nas sala Cine Bancários, Cine Santander Cultural e Cinemateca Paulo Amorim.
Ingressos: preço único de R$ 5,00

E hoje tem a abertura do festival com o filme “A noite do chupa-cabras”, sendo exibido pela primeiríssima vez ao público!
Local: CineBancários, no Sindicato dos Bancários.
Horário: 21h15 – Exibição do filme. Às 20h45, coquetel para todos os presentes.
Valor: R$ 5,00 (cinco reais).

VI Fantaspoa

VI FANTASPOAJulho é mês de Fantaspoa! De 2 a 18 de julho, ocorrerá a sexta edição do festival, serão exibidos 64 curtas e 74 longas-metragens, totalizando 138 obras na programação. Os filmes exibidos são do gênero fantástico (fantasia, ficção-científica, horror e thriller) e o grande objetivo é agradar não somente fãs desses gêneros específicos, mas apreciadores de cinema em geral.

O site do festival já está no ar com a programação completa, as atividades paralelas e as sessões comentadas. O valor dos ingressos será de R$ 5,00 (cinco reais) para todas as sessões de longas-metragens e R$ 2,00 (dois reais) para as sessões de curtas-metragens.Super em conta.

A sessão de abertura do VI Fantaspoa será realizada às 19 horas no Cine Bancários, no dia 2 de julho, com exibição do filme “É Preciso Amar a Morte”, com a presença do diretor alemão Andreas Schaap.

O Fantaspoa é uma oportunidade única para ver filmes que simplesmente nunca entrariam no roteiro dos cinemas da cidade além de poder ter contato com convidados estrangeiros que realizarão debates com o público. Eu já estou escolhendo algumas sessões para garantir meu lugar.

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O terror de Sam Raimi

Sam Raimi está na boca do povo com seu novo longa de terror Arraste-me Para o Inferno (Drag Me to Hell; EUA; 2009) Que estreou em terras tupiniquins apenas na última sexta-feira – lá pelas bandas do Tio Sam a estréia foi em Maio. Eu ainda não pude ver o tão comentado filme, mas óbviamente já vi o trailer e fiquei bastante interessada.

E em um dos trailers uma frase me chamou a atenção: “do mesmo diretor de Homem Aranha“. Tudo bem que Homem Aranha (pelo menos os dois primeiros) são bem bacanas e tal, mas porque diabos este anúncio? Homem Aranha não é o tipo de filme que creditaria alguém para fazer um bom filme de terror. Por que não anunciar assim: “do mesmo diretor de Uma Noite Alucinante“? Seria mais apropriado.

E como a primeira trilogia eu vi (não, não foi Homem Aranha), vou falar sobre os filmes que credenciam Sam Raimi para fazer filmes de terror.

A Morte do Demônio / Uma Noite Alucinante – Parte 1 – Onde Tudo Começou

(The Evil Dead; Dir: Sam Raimi; EUA; 1981) ****/*****

Uma Noite Alucinante é o primeiro filme da trilogia dirigida por Sam Raimi e é um dos maiores representantes de um dos sub-gêneros do cinema de horror, os filmes de “violência explícita”, ou seja, filmes cujos roteiros procuram mostrar o horror de forma mais crua e direta ao invés de usar da sugestão para assustar o espectador. O objetivo não é apenas assustar, é também enojar o público. Cheio de clichês (jovens que vão para um lugar isolado na floresta, instalando-se em uma casa aparentemente abandonada que acidentalmente invocam o demônio) e muito sangue falso, tripas e partes do corpo decepadas, este é o mais assustador dos três filmes.

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Matadouro 5 (Kurt Vonnegut)

Matadouro 5 por Kurt Vonnegut
Matadouro 5 por Kurt Vonnegut

Matadouro 5 (1969) é considerado a obra-prima de Kurt Vonnegut, escritor estadunidense de ascendência germânica nascido em Indianapolis, 11 de novembro de 1922 e faleceu em Nova Iorque no dia 11 de Abril de 2007.

O livro é ao mesmo tempo ficção científica e romance pacifista e possui altas dosagens de humor negro. Escrito em trechos curtos que não obedecem a uma ordem cronológica, a obra trata da vida de Billy Pilgrim (provável alter ego do autor), um homem comum, que nasceu e morreu nos Estados Unidos e que durante sua vida esteve na Segunda Guerra Mundial (assim como Vonnegut) e em Tralfamador, um planeta distante onde os seres vêem as coisas em 4 dimensões: quando os tralfamadorianos olham para os seres e objetos, eles vêem centopéias, o que me lembrou o filme Donnie Darko. Vonnegut deixa a sensação de que precisamos conhecer os tralfamodiranos de verdade. Ele levanta em apenas algumas frases a respeito desse planeta e seus habitantes pelo menos duas questões essenciais da existência humana, o livre arbítrio e o tempo.

Kurt Vonnegut e Billy Pilgrim têm em comum o fato de ambos terem sido prisioneiros de guerra e presenciado um dos maiores bombardeios da Segunda Guerra, em Dresden. O próprio Vonnegut é personagem em seu livro. Ele coloca duas ou três vezes alguma fala sua na narrativa e faz questão de dizer: aquele era eu, aquele era eu! E a descrição das passagens em que Billy está na Alemanha durante a guerra são tão reais que chegam a causar certo desconforto, o que é um mérito do livro. Read More