Orgulho e preconceito, de Jane Austen

Orgulho e preconceito - Jane Austen
Orgulho e preconceito - Jane Austen

Orgulho e Preconceito é considerada a obra que inaugura o romance moderno na Inglaterra. E coube a uma mulher, em uma sociedade conservadora onde o poder de escolha e direitos que hoje são considerados inalienáveis ao gênero eram limitadíssimos, escrever tal romance.

Por se tratar de um clássico, pressupõe-se que a grande maioria das pessoas conheça. Creio que não se possa fazer tal generalização, pois quando falamos em Brasil o número de leitores é muito pequeno e menor ainda é o número de leitores que se interessam pelo gênero. Eu mesma, que sempre gostei muito de literatura e estou sempre em busca de novos títulos para devorar fui conhecer a obra pouco tempo atrás. Graças ao cinema. E não tenho vergonha de afirmar isso, pois um dos papéis que as adaptações cumprem é o de divulgação de obras literárias (mesmo os clássicos).

Vamos ao que interessa: a narrativa de Jane Austen se passa no mundo em que ela mesma vive, a Inglaterra do século XVIII, e trata da trajetória de uma família comum e bastante peculiar ao mesmo tempo. A família Bennet é composta por cinco filhas criadas com o único propósito de se casar, fato comum para a época. Entretanto, essas cinco moças tinham outros atributos além da beleza: podemos falar na inteligência para ver e compreender o caráter por trás das palavras e do rígido código de cordialidade imposta pela política dos bons costumes.

Com a chegada de moços ricos e socialmente bem colocados à região de Longburn (onde os Bennet residem) cria-se certo clima de expectativa. As irmãs, ávidas por casamento (algumas mais do que outras), comparecem a recepção preparada. Em apneas um baile uma série de relações são criadas, Mr. Bingley cai nas graças de Miss Jane enquanto que Mr. Darcy se mostra orgulhoso demais para cair no agrado das famílias que vivem na região, o que gera um clima de intriga entre as famílias locais (em especial os Bennet) e o “forasteiro”.

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As Crônicas de Nárnia Volume Único (C. S. Lewis)

As Crônicas de Nárnia Volume Único - C. S. Lewis
As Crônicas de Nárnia Volume Único - C. S. Lewis

São sete as crônicas de Nárnia, foram escritas e lançadas em anos diferentes por C. S. Lewis e posteriormente reunidas em um único volume (The Complete Chronicles of Narnia). No Brasil o volúme único da obra foi lançado pela Editora Martins Fontes como As Crônicas de Nárnia Volume Único.

Publicadas individualmente pela ordem que o autor escrevia, elas foram reunidas na ordem cronológica dos acontecimentos (diferente da ordem de lançamento. As crônicas são as seguintes:

O Sobrinho do Mago – publicado originalmente em 1955. a obra narra a criação do mundo de Nárnia e como começaram as idas e vindas entre o mundo de Nárnia e o nosso. Nela também se conhece o caráter multiverso de Nárnia com o Bosque entre Mundos, que possibilita acesso a diferentes mundos através de lagos com dois anéis mágicos.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa – publicado em 1950, mas escrito em meados de 1940 esse é o primeiro livro escrito da série e é também o mais famoso (e um filme já foi feito a partir dele). Neste livro são narradas as aventuras de quatro irmãos: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, que fugindo dos bombardeios a Londres durante a II Guerra Mundial, vão até a casa de um professor que morava no campo. Lá encontram dentro de um guarda-roupa (cuja origem é revelada em O Sobrinho do Mago) uma passagem que liga nosso mundo ao mundo de Nárnia.

O Cavalo e seu Menino – publicado em 1954, é o quinto livro da série a ser publicado, mas é o terceiro livro da série na ordem sugerida de leitura. Este livro narra a trajetória de Shasta e Bri. O primeiro um menino pobre que vivia na Calormânia outro país do mundo de Nárnia e o segundo um cavalo falante que se perdeu fora dos limites de Nárnia e virou escravo de um humano (essa terminologia é usada para caracterizar todas as relações entre os animais comuns de carga, transporte etc e os humanos). Na época de ouro de Nárnia, o reinado dos quatro irmãos, Shasta e Bri se vêem numa fuga em direção a Nárnia em busca de uma nova vida.

Príncipe Caspian – escrito em 1951, é o segundo livro da série a ser publicado, mas o quarto na ordem sugerida de leitura. O livro conta a história de Caspian, um príncipe que é herdeiro legítimo do trono de Nárnia e para reavê-lo das mãos de seu tio recebe a ajuda dos quatro irmão que foram embora daquele mundo mais de mil anos antes.

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Lais de Maria de França

Primeiro eu vou tentar explicar o que é um “lai”. Esses textos denominados  “lai” têm a sua origem na palavra celta “laid” que significa “canto”. Portanto, essas composições na sua origem provavelmente foram cantadas, acompanhadas do alaúde e das flautas, e foram compostas por uma mulher da qual, pouco se conhece da sua biografia (a hipótese mais provável é que foi mais-irmã do rei Henrique II da Inglaterra).

Esses lais carregam em suas linhas elementos importantes para o estudo da cultura e da sociedade celta. E o texto a seguir é um resumo feito por mim a partir da aula expositiva de Estudos Medievais que tive no ano passado. O texto já estava pronto, eu só corrigi alguns erros mais visí­veis.

O Lai em questão fala sobre a história de Lanval: Lanval está triste por não ter ganho riquezas e terras de seu suserano, Rei Artur, como havia feito com todos os outros vassalos da Távola Redonda. Vagando pela floresta ele encontra uma dama muito bela e rica, que lhe dá muitas riquezas e também o seu amor. A dama pede segredo sobre os dois e avisa que se ele contar para alguém o amor morreria.

Um dia na corte do rei, a rainha arma para que Lanval e ela fiquem sozinhos. Ela pede o amor de Lanval e ele nega. Ela furiosa quer saber porque e ele não conta. A rainha ofende lanval duvidando inclusive que ele seja homem de verdade. Ele ofendido lhe revela o amor e diz que sua dama é muito mais bela que a rainha. Ela fica ainda mais furiosa e sai a procura do rei, conta-lhe tudo trocado fazendo com que o rei fique indignado com o pobre do Lanval que a essa altura está triste por ter perdido seu amor.

O rei pede aos barões de sua corte para julgar lanval e ele conta toda a verdade. Eles sem saber em quem acreditar pedem para que Lanval traga sua dama para confirmar sua história. Ele não atende ao pedido e é condenado. Um dia chega a corte a dama acompanhada de suas donzelas e confirma a história de Lanval, ele então é solto e quando a dama estava indo embora ele pula em cima do cavalo que puxava a carruagem de sua dama e leva-a para Avalon. Não se ouve mais falar dos dois.

Essa história é muito bonita, me apaixonei por esse tipo de literatura.  Os LAIS fazem parte da literatura cortês, característica da Idade Média. Até logo, porque tenho muito que ler sobre o assunto. E sobre outras coisas também, porque essa semana começaram as minhas aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (sonho que realizei… feliz mode on!).