Dia Mundial do Rock 2009

Eu tinha 14 anos quando ouvi pela primeira vez uma tal banda chamada Legião Urbana. A música era Eduardo e Mônica. Foi totalmente por acaso. Minha família não possuia rádio (um pequeno problema de morar com minha avó evangélica). O que chegava a meus ouvidos eram sempre as músicas de bandas que se apresentavam nos ótimos e maravilhosos programas de domingo da televisão brasileira.

Desde então andei por diversas trilhas sonoras do início dos anos 2000 comum a diversas adolescentes da época. O que mais me cativou foi, sem dúvida, o Rock’n’Roll. E o vício continua até hoje. Já fui do punk às novas tendências do século XXI, curto The Beatles e Patti Smith, Dead Kennedys e Bob Dylan, Elvis e

Comprei Discos, CDs e até as tais fitas K7s. Hoje ouço músicas no computador, o Last.fm é meu maior aliado para manter o vício. E o Dia Mundial do Rock é apenas mais um dia para ouvir muito, mas muito rock’n’roll. Ou quem sabe ver um filme sobre Rock?

E esse não é apenas um tipo de música, é um fabuloso mundo de sonhos e rebeldia.

Indignada

“Vamos celebrar a estupidez humana.
Celebrar a juventude sem escolas, as crianças mortas.
Vamos comemorar como idiotas a cada fevereiro e feriado, todos os mortos nas estradas.
Vamos celebrar epidemias, é a festa da torcida campeã.
Vamos celebrar a fome.
Vamos celebrar nossa bandeira.
Vamos cantar juntos o hino nacional (a lágrima é verdadeira).
Vamos festejar a violência.
Vamos celebrar o horror de tudo isso com festa, velório e caixão.”
(Legião Urbana – Perfeição)

Estou cansada dessa onda de hipocrisia, de pessoas que batem no peito e gritam “viva o Brasil” vestindo o verde e o amarelo, gastando horrores, pixando ruas e calçadas, enquanto falta um prato de comida às muitas crianças esquecidas pelas ruas do paí­s…

“Ser brasileiro está na moda?”

Vamos expressar nossa indignação e nosso repúdio a essa modinha babaca de verde e amarelo, pois ser patriota nãoo é pintar a cara e pendurar bandeirinhas nas janelas.

Enquanto isso os marajás do futebol continuam enchendo os bolsos e o povo largado ao léu. Os empresários não estão nem aí­, e os jogadores ganham dinheiro pra usar os pés. E a cabeça fica atrofiada!