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literatura fantástica

Posts em literatura fantástica.

Links Love #2

Stanley Kubrick

1. O jornal britânico The Independent, na coluna Arts & Entertainment, traz uma lista com as piores mães da ficção. É de refletir se as nossas são assim tão ruins quanto imaginamos.

2. No Suplemento Pernambuco Antônio Xerxenesky traz um belíssimo texto que é quase libelo: Pelo Luxo de uma Literatura do tipo “menor”.

3. Quem se lembra de Confissões de Adolescente? Quem leu o livro? Viu a série? Eu posso responder sim para as três perguntas (não vi a peça, uma pena) e por isso achei muito bacana o texto do Yellow para o Suplemento Pernambuco: Maria Mariana seria popular no Facebook? Uma ótima análise do fenômeno de 20 anos atrás.

4. No Braimstorm 9, o Saulo escreve sobre a importância do banheiro nos filmes de Stanley Kubrick. Para quem, como eu, gosta do cineasta é um prato cheio.

5. E a Izze comentou lá no blog do Meia Palavra sobre o trajeto que ela faz de trem de São Leopoldo até Porto Alegre. Quantas vezes faço e continuarei fazendo esse trajeto!

Ficção de gênero em debate

Coleção Ficção de Polpa

Coleção Ficção de Polpa

Cheguei a pouco em casa, estava na Palavraria conferindo o debate O Público e a Crítica da Ficção de Gênero com Carlos André Moreira, Samir Machado de Machado e Antônio Xerxenesky. O evento ocorreu por ocasião do relançamento do primeiro volume da série literária Ficção de Polpa (Volume 1, Volume 2, Volume 3) da Não Editora – o primeiro volume já está na terceira edição!

Eu achei muito bacana, a discussão foi interessante e como intrometida que sou não poderia deixar passar a oportunidade de dar um pitaco sobre o assunto. Que fique bem claro, eu sou leitora de ficção científica, de horror, fantástica e policial se medo e nem vergonha de falar, mas pra ser entendedora do assunto ainda me falta muito. Então falei sob o ponto de vista histórico das obras que conheço (terreno mais sólido pra mim). Perguntei se os debatedores concordavam com a leitura que faço das obras, priorizando uma visão de crítica social e política do presente dos autores ao escreverem suas obras – mesmo que projetadas para futuros distantes, realidades paralelas etc, etc, etc. Só posso dizer que os três são muito bons falando e demonstram um nível invejável de conhecimento sobre o assunto.

Além de todo o conhecimento adquirido, de ter conhecido uma livraria hiper charmosa e acolhedora (com vários gatos utilizados na decoração, o que me cativou ainda mais) eu paguei um miquinho básico: banquei a tiete e fui falar com o Milton Ribeiro alegando ser tri fã do blog dele. Vê se eu posso com isso, fiquei morrendo de vergonha, mas o impulso foi maior que a prudência.

E é claro que eu adquiri os três volumes da coleção, pensei até em pegar autografo de alguns dos autores que estavam presentes, mas como moro longe, mas longe mesmo do centro de Porto Alegre, tive de me retirar. Mas os livros estão aqui, comigo, prontos para serem degustados, devorados.

Minha saga com Harry Potter

Harry Potter via everythingharrypotter

Harry Potter

Até mais ou menos três anos atrás eu dizia que nunca leria os livros do Harry Potter, que era literatura de massa, ou subliteratura (um termo que eu usaria na época se me ocorresse). Daí comecei a ler em alguns blogs que era bem bacana. Então passe a afirmar que não leria porque era muito hype e só podia ser ruim. Aí conheci o Juliano, que tinha lido e me falou que era mesmo muito bom (e no gosto dele eu sempre confiei). Daí comecei a prestar mais atenção nos comentários positivos.

E no ano passado ganhei dele, no meu aniversário, a coleção quase completa (ficou faltando apenas o Cálice de Fogo). Que presentão hein. Comecei a ler e eis que já no primeiro livro fiquei encantada. Então comprei o livro que faltava para completar a coleção.

Devorei os sete livros. A cada página uma ansiedade ainda maior. Uma leitura rápida, leve, descompromissada e de qualidade, sim! O universo criado por J. K. Rowling é encantador, cheio de criaturas míticas (inspiradas em criaturas já exploradas por outros autores, o que não diminui o mérito da autora).

Depois de lidos os livros eu parti para os filmes, que na minha opinião também são bem interessantes. Li também uma publicação chamada Animais Fantásticos & Onde Habitam (de J.K. Rowling escrito sob o pseudônimo de Newt Scamander). Uma sacada muito interessante, pois trata-se de um dos livros adotados pelos professores da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Ou seja, o que os personagens lêem para as aulas nós também podemos ler. E esse não é o único, é possível encontrar Quadribol Através dos Séculos e Os Contos de Beedle o Bardo.

E os sete livros da série estão na minha estante, esperando uma oportunidade para serem lidos novamente. E ela virá em breve.

Então que eu aprendi que preconceito literário também é ruim. Se eu não tivesse lido, desconheceria uma história fantástica e mágica e não teria me reencontrado com a literatura fantástica. Para mim o gênero significava apenas Tolkien. Ledo engano, muita coisa além dele existe e é boa (existir eu sabia que existia, só achava que não era boa o suficiente).

E não me considero mais ou menos superficial ou sei lá que tipo de rótulos muitos utilizam para designar os leitores de Harry Potter. Eu me considero leitora. Sem preconceitos, sem amarras, com liberdade total para escolher os títulos que quero ler. Por gosto ou por obrigação, leitura é um prazer. Ler só aquilo que os outros gostam ou não ler uma obra só porque muita gente que se acha o supra-sumo da intelectualidade critica é perder oportunidades.

Compre a coleção completa de Harry Potter

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Para quem gosta de literatura fantástica

Quem me conhece sabe que eu tenho um carinho todo especial pela literatura fantástica. Sempre que posso leio um exemplar dos clássicos ou uma novidade quentinha.

E como eu sempre acho importante saber as origens de determinado gênero, seja na literatura, no cinema ou até mesmo na TV eu procuro ler textos de introdução e sínteses sobre o assunto.  E como literatura fantástica tem um clã de seguidores fiéis, não é difícil achar publicações a respeito. A Rosana Rios escreveu Uma Introdução à Literatura Fantástica que é ótima para iniciantes e para revisões dos conhecerdores. Se tu se encaixa em uma das categorias anteriores, ou simplesmente ficou curioso sobre o assunto, não deixe de ler.

E para quem gosta de poesia Tolkeniana, que tabém é fantástica, pode procurar pelas “As Aventuras de Tom Bombadil” do mestre Tolkien. O livro foi publicado pela primeira vez no Brasil recentemente pela Martins Fontes em uma edição bilíngue. Eu estou babando por um exemplar.

As Aventuras de Tom Bombadil

Gostosuras ou travessuras?

O Halloween é a data comemorativa do ano que eu mais lamento não existir no Brasil. Mesmo que tenha se popularizado por terras tupiniquins, não existe aquela tradição bacana de decorar as casas com temas aterrorizantes, esculpir abóboras para fazer as famosas Jack-o’-lantern. O que existe são aquelas festas horrorosas onde as pessoas vão com as fantasias mais horrendas (no sentido de bregas, mal feitas e sem criatividade mesmo) com música ruim. Claro que sempre existe alguma excessão por aí.

Por isso que para mim o Halloween é umo belo pretexto para fazer uma sessão de terror. Pode ser filme, livro, seriado. Então fica a dica: um filme e um livro para curtir nesse Dia das Bruxas.

FILME:

A noite dos mortos vivos
(Night of the living dead; 1968; EUA)
Direção: George A. Romero

Esse é o primeiro filme de uma quintologia de filmes de zumbis do diretor, sendo as continuações, na seqüência, Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, 78), Dia dos Mortos (Day of the Dead, 85), Terra dos Mortos (Land of the Dead, 2005) e Diário dos Mortos (Diary of the Dead, 2007). A produção é um marco para adoradores de cinema fantástico e em 1990, foi feita uma nova versão do filme, dirigida por Tom Savini que também é  muito boa.

LIVRO:

O Médico e o Monstro
Título original em inglês: The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde

Do escocês Robert Louis Stevenson publicado em 1886, O Médico e o Monstro é uma publicação clássica do genero fantástico. Leitura obrigatória. E essa dica vale para mim também. Eu ainda não li este livro e não tenho desculpa para isso. A história se passa na tumultuada Londres do século XIX e os personagens são: Mr. Utterson, Edward Hyde, Dr. Jekyll. Cada um deles tem sua característica moral e psicológica salientada por sua aparência física.

A última esperança sobre a Terra

Acabo de ler A última esperança sobre a terra, de Richard Matheson (1954). Livro de ficção fantástica que é realmente fantástico! Perdoem a fraqueza no trocadilho, mas estou de castigo, trabalhando em pleno feriado! A obra que foi adaptada para o cinema três vezes sob os títulos Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) e A Última Esperança Sobre a Terra (The Omega Man, 1971). A filmagem mais recente foi Eu Sou a Lenda (I Am Legend, 2007).

Três filmes diferentes, representam o cinema de suas épocas. O ponto central é a obra literária, mas suas histórias se desenrolam a partir do mundo em que foram concebidas os três filmes. Ainda não vi as duas primeiras versões, portanto posso apenas basear meu julgamento na adaptação de 2007.

E posso dizer que apesar de ter gostado um pouco do filme o livro é, sem sombra de dúvidas, muito melhor! Cabe ressaltar, no entanto, que são duas experiências distintas e bastante interessantes.

Citando uma Obra de Ficção

Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia do Anel, e posso afirmar que a minha paixão pela Terra Média agora virou ví­cio. Depois de ter me deliciado com as aventuras de Bilbo, Bolseiro em O Hobbit, me deparei com aquele mundo cheio de fantasias e uma mitologia magnífica bem nas minhas mãos. Essa primeira parte do livro pode ser descrita como uma narrativa de viagem, por apresentar ao leitor o novo mundo da Terra Média. Estive presa página após página por uma semana maravilhosa.

Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo novo. É impossí­vel transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Ele colocou em polos opostos a vida dos pequenos hobbits, os divertidos habitantes do shire (condado), que escavavam suas casinhas nos relevos do terreno, tendo a grama como telhado, confrontando-a com o mundo subterrâneo de Mordor, poluí­do, enfumaçado, opressivo.

É nesse mundo que vive Frodo Bolseiro, um jovem hobbit sobrinho do aventureiro Bilbo Bolseiro que, depois de peregrinar pela Terra Média e acumular uma considerável fortuna, dá um presente de despedida a Frodo o que pode ser sua perdição, um legítimo presente de grego: um anel mágico que ele roubou de uma criatura chamada Gollum (ou Smeagol).

Gandalf, mago poderoso e amigo de Bilbo, percebe o perigo que representa o anel e revela que aquele é o anel mais poderoso da Terra, o Um Anel, desejado pelo senhor do mal Sauron para conquistar toda a Terra Média. Frodo parte, então, em uma jornada para destruir o Um Anel. No caminho, elfos, humanos e anões se juntam a eles, no que ficaria conhecida como a Sociedade do Anel. Essa é apenas a primeira parte do épico de Tolkien, que ele mesmo definiu (em escritas élficas) como “O Senhor dos Anéis traduzido do livro vermelho do Marco Ocidental por John Reuel Tolkien.

Se você já viu o filme, uma superprodução de Hollywood, não deixe de ler o livro e descobrir o que ficou de fora da adaptação. Se ainda não viu, leia antes a surpreendente e mágica aventura.

Aproveito então para ensinar como fazer citação de uma obra de ficção: o importante é deixar sempre bem claro o que foi dito por um autor enquanto pessoa fí­sica e cidadão, e o que foi dito por ele enquanto ficcionista, ou seja, frases e afirmações que saí­ram da boca de personagens com os quais ele não necessariamente concorda.

Realmente vi” disse Sam. “E acho que existem elfos e elfos. Todos são bastante élficos, mas não são todos iguais. Agora estas pessoas não são andarilhos sem lar, e parecem um pouco mais conosco: parecem pertencer a este lugar, mais ainda que os hobbits pertencem ao Condado. Se fizeram a terra ou a terra os fez, é difí­cil dizer, se entende o que quero dizer. Aqui tudo é maravilhosamente silencioso. Parece que nada está acontecendo, e parece que ninguém quer que nada aconteça. Se existe alguma mágica, está muito bem escondida, num lugar que não posso alcançar com as mãos, por assim dizer.” (Sam Gamgi, personagem de J. R. R. Tolkien, no livro O Senhor dos Anéis: primeira parte: A Sociedade do Anel, p. 500).