De quando terminei Gilmore Girls

Eu comecei a ver Gilmore Girls ainda esse ano. Graças ao Juliano (sempre) eu tive a oportunidade de ver uma das melhores séries já feitas. Quando passava no SBT eu me recusava a ver. Preconceito besta, sabe? Achava que era coisa de mulherzinha, e eu sempre achando que era melhor do que isso – que ser mulherzinha era ser fraca, fresca e fútil.

Ledo engano. Acabei por descobrir que essa de ser mulherzinha não tem nada a ver com a série, e de quebra entender como ser mulher é bacana. Entendi que sou mulher, com todas as letras, com todas as fraquezas, com toda a força e toda a complexidade.

Gilmore Girls é uma série inteligente, bem feita, cheia de referências e muito bonita. As mulheres, garotas Gilmore, são fortes, indepedentes, bonitas, elegantes, inteligentes, espertas. Elas sofrem e choram, mas também dão risada e sabem aproveitar cada momento de suas vidas. Se elas brigam ou ficam de bico, elas também sabem reconhecer seus erros (algumas vezes, né Lorelai?), voltar atrás e entender a outra. E eu me refiro às três garotas Gilmore.

Eu me idenfiquei de cara com Rory, estudiosa, leitora compulsiva e muito inteligente. Com um sonho muito próximo do meu na infância e adolescência, guardada as devidas proporções – ela queria Harvard, eu queria UFRGS.Realizamos nosso sonho.

Lorelai é independente, inteligente e mãezona. Sofre, e muito, por amor. Seus relacionamentos são sempre perturbados. E é amiga, muito amiga. Faz de tudo por Rory, e por Sookie, Lane e qualquer um da charmosa Stars Hollow. Chorei e sorri com ela muitas vezes. Às vezes ela me irritou, sempre que achava estar certa nas muitas brigas com a mãe.

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Dia internacional da mulher é comemorado com exposição no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.

Continuando assunto da semana passada (museus) venho especialmente par dar uma dica. Na próxima sexta-feira, dia 07 de março, ocorrerá a inauguração da nova exposição do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM). Uma homenagem às mulheres que dedicaram as suas vidas às praticas de saúde a próxima exibição trará um perfil de diversas médicas formadas, parteiras e benzedeiras através de um resgate da história oral de cada uma elas. Contemplando também as médicas pioneiras: a primeira médica formada no Brasil, a gaúcha Rita Lobato, e suas sucessoras Ermelinda Lopes Vasconcelos e Antonieta César Dias, além de Alice Maeffer, a primeira formada em solo gaúcho a exposição terá como nome Mulheres e Práticas de Saúde: Medicina e Fé no Universo Feminino.

A data de abertura ao público coincide intencionalmente com o Dia Internacional da Mulher, oito de março. O objetivo é trazer elementos de discussão sobre a mulher e em específico àquelas que se dedicaram às áreas da saúde, sobre a trajetória de médicas que venceram barreiras sociais e políticas para estudar, se formar e prestar atendimento médico quando a atividade era predominantemente masculina.. É interessante perceber que estão incluídas nesse tema a crença, a fé, a benzedura, que são elementos muitas vezes deixados de lado quando a discussão é medicina, no entanto é preciso considerar que diversas pessoas e famílias durante muito tempo preferiam ou tinham acesso apenas a essas mulheres que “curavam pela fé’.

O MUHM vem preencher um espaço que faltava no Rio Grande do Sul para a preservação e divulgação do patrimônio histórico-cultural médico. Na moderna concepção de museu, tão imprescindível quanto conservar, deve ser informar, fomentar e promover o conhecimento.

Lais de Maria de França

Primeiro eu vou tentar explicar o que é um “lai”. Esses textos denominados  “lai” têm a sua origem na palavra celta “laid” que significa “canto”. Portanto, essas composições na sua origem provavelmente foram cantadas, acompanhadas do alaúde e das flautas, e foram compostas por uma mulher da qual, pouco se conhece da sua biografia (a hipótese mais provável é que foi mais-irmã do rei Henrique II da Inglaterra).

Esses lais carregam em suas linhas elementos importantes para o estudo da cultura e da sociedade celta. E o texto a seguir é um resumo feito por mim a partir da aula expositiva de Estudos Medievais que tive no ano passado. O texto já estava pronto, eu só corrigi alguns erros mais visí­veis.

O Lai em questão fala sobre a história de Lanval: Lanval está triste por não ter ganho riquezas e terras de seu suserano, Rei Artur, como havia feito com todos os outros vassalos da Távola Redonda. Vagando pela floresta ele encontra uma dama muito bela e rica, que lhe dá muitas riquezas e também o seu amor. A dama pede segredo sobre os dois e avisa que se ele contar para alguém o amor morreria.

Um dia na corte do rei, a rainha arma para que Lanval e ela fiquem sozinhos. Ela pede o amor de Lanval e ele nega. Ela furiosa quer saber porque e ele não conta. A rainha ofende lanval duvidando inclusive que ele seja homem de verdade. Ele ofendido lhe revela o amor e diz que sua dama é muito mais bela que a rainha. Ela fica ainda mais furiosa e sai a procura do rei, conta-lhe tudo trocado fazendo com que o rei fique indignado com o pobre do Lanval que a essa altura está triste por ter perdido seu amor.

O rei pede aos barões de sua corte para julgar lanval e ele conta toda a verdade. Eles sem saber em quem acreditar pedem para que Lanval traga sua dama para confirmar sua história. Ele não atende ao pedido e é condenado. Um dia chega a corte a dama acompanhada de suas donzelas e confirma a história de Lanval, ele então é solto e quando a dama estava indo embora ele pula em cima do cavalo que puxava a carruagem de sua dama e leva-a para Avalon. Não se ouve mais falar dos dois.

Essa história é muito bonita, me apaixonei por esse tipo de literatura.  Os LAIS fazem parte da literatura cortês, característica da Idade Média. Até logo, porque tenho muito que ler sobre o assunto. E sobre outras coisas também, porque essa semana começaram as minhas aulas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (sonho que realizei… feliz mode on!).