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Doctor Who 6×08: Let’s Kill Hitler

Let's Kill Hitler

Um longo tempo de espera pelo retorno de Doctor Who. E para a segunda metade da sexta temporada um episódio que inicia com “What the hell? Let’s Kill Hitler!” E o próprio nome do episódio sugere a caçada do maior vilão da História da humanidade. É claro que eu me perguntei se esse não seria um ponto fixo no tempo e que não poderia ser mudado, mas deixei o episódio fluir e ver no que ia dar. Acontece que o episódio passou longe de ser um arco isolado e a participação do infame Hitler durou alguns poucos minutos. E que minutos: Rory socou ele bem no queixo e o trancou no armário. Ah meu centurião romano, sempre mostrando seu valor!

Tudo começou com uma história meio maluca de Departamento de Justiça que viaja no tempo atrás de grandes vilões da história por todo o espaço para dar um fim neles. Acontece que esse departamento tem uma nave que assume a forma de corpo humano (no caso do episódio, pois estavam na Terra) e a tripulação é minúscula, controlando tudo lá de dentro. A cabeça é o centro de controle, e a nave pode assumir a forma de qualquer um, miniaturizando a forma original e sugando para dentro de si. E lá dentro tem mini robôs que funcionam como anticorpos dando um fim a todos que não possuem uma pulseira de autorização para permanecerem dentro da nave/corpo. A tal nave estava na Alemanha em 1938 para dar um fim em Hitler. Continue lendo →

Let’s Kill Hitler Tomorrow!

Calma, essa não é uma chamada para uma ação em praça pública (mas seria um nome bacana para uma). É que amanhã retorna Doctor Who com Let’s Kill Hitler. O episódio escrito pelo gênio por trás da quinta e sexta temporada da série britânica, Steven Moffat, encerra o hiato de dois meses sem os queridos Doctor, Amy Pond, Rory e River Song e dá continuidade para a sexta temporada.

Estou muito, mas muito ansiosa mesmo para a nova leva de histórias do Time Lord, que tem um trailer de tirar o fôlego:


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E para recapitular os episódios que já foram ao ar neste ano, um recap de quatro minutos que vale muito o clique:


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Já para conter a ansiedade (estou precisando!), na página oficial da série é possível muitos vídeos, imagens, jogos e outras coisas divertidas. Não deixe de conferir. E se ainda não assiste Doctor Who, COR-RE!!!

Doctor Who – 6×07 – A Good Man Goes to War

Amy e Melody Pond

Quase uma semana depois da midseason de Doctor Who ainda não consegui me recuperar. Durante o episódio eu chorei, sorri, fiquei tensa e surpresa muitas vezes. Logo nos primeiros minutos, antes mesmo da abertura, Amy Pond me fez chorar com um discurso lindo. O episódio começa como um conto de fadas, com Amy conversando com sua filha sobre um homem que nunca vai parar de olhar por ela, um homem que têm centenas de anos e que esse homem é seu pai, ele não é conhecido por seu verdadeiro nome, mas como O Último Centurião.

Rory, the Roman

Estilisticamente o episódio traz a sensação de épico da season finale da quinta temporada, The Pandorica Opens e The Big Bang. Mas, desta vez o centro da história é a batalha pela posse de Amy e sua querida filha Melody, que, como o Doutor descobre nesse episódio, foi concebida – ao que parece – na TARDIS e, assim, de alguma forma adquiriu um traço genético dos Senhores do Tempo. Por isso Amy foi sequestrada, para que sua filha fosse usada como arma contra o Doutor.

A história começa com o doutor já ciente do perigo da batalha que enfrentará. Seus inimigos sabem que ele está chegando, que estão lidando com alguém que tem a reputação de um ser quase mítico. Eles só podem se preparar para o pior. O Doutor, por sua vez, está cobrando alguns favores que certos amigos e até mesmo inimigos devem para ele ao longo de seus pouco mais de 900 anos de vida. O que significa centenas de dívidas. Durante todo o tempo em que vemos seus aliados serem recrutados o Doutor é mantido nas sombras, por 20 minutos nós apenas sentimos a sua presença e o efeito que ele tem sobre o universo.

Essa sequência do recrutamento é muito boa e mostra um universo de aventuras que acontecem mesmo quando o Doutor não está por perto. Essa sequência também nos dá a oportunidade de conhecer mais sobre os carcereiros de Amy. Como um grupo de clérigos é apenas um grande grupo de soldados, mas sabemos que eles também são indivíduos recrutados quase sem saber porque e de forma enganosa. Aprendemos que estas não são apenas os maus ou vilões, são pessoas.

Rory, the Roman e os Cybermen

Enquanto isso, Rory, o Romano, foi atrás dos Cybermen para descobrir onde sua esposa estava. E como eu já mencionei aqui, eu sempre espero um ato heróico do Último Centurião Rory. E mais uma vez ele nos brinda com sua bravura e parte para a batalha. E usando a roupa de Centurião. Em um diálogo com River Song ele menciona o motivo da roupa e vemos ali o menino frágil e apaixonado de sempre, impelido pelo Doutor a usar o traje, mas no fundo ele é mesmo aquele Centurião, que esperou por 2000 anos sua amada.

River Song e Rory

E temos um poema, divulgado antes mesmo do episódio ir ao ar, que traz um novo elemento para o universo de Doctor Who:

Demons run when a good man goes to war
Night will fall and drown the sun
When a good man goes to war

Friendship dies and true love lies
Night will fall and the dark will rise
When a good man goes to war

Demons run, but count the cost
The battle’s won, but the child is lost

E é também um bom resumo para o que está por vir no episódio. Assim, vemos o Doutor bem irritado pela primeira vez. Pelo menos na primeira vez em muito tempo. Eu não tenho muita certeza se ele já não esteve com raiva antes, mas o próprio Doutor diz que esse sentimento é novo para ele. Esta é uma maneira apropriada para um episódio que tem muito a ver com o quão longe os personagens chegaram. O Doutor tornou-se uma figura tão temida que ele está mudando a definição da palavra do médico curandeiro para guerreiro. E o momento em que River diz isso pra ele é tão intenso que me fez pensar em todos arcos da série até aqui e traçar na minha mente essa caminho que o Doutor tomou.

[insira aqui a voz e entonação de River Song] SPOILERS!

A maneira como o Doutor e seu pequeno grupo de amigos invade o quartel general e o esvazia é incrível. E o primeiro encontro entre Rory e Melody é tão lindo, quando ele diz pra ela que queria ser cool é tão fofo (mas ainda mais fofo é quando Amy diz para Rory que um homem vestido de Centurião, que a esperou por 2000 anos e agora voltou para resgatá-la é muito cool). Outro encontro encantador é o Doutor com o bebê: “I speak baby”! Ótimo. O Doutor deu seu berço para Melody, só não entendi muito bem porque exitar em falar sobre a quem o tal berço pertencia ou sobre filhos. Ele já falou sobre isso com Rose, por exemplo.  Continue lendo →

LINKS LOVE #4

River Song

1. No Ligado em Série um post bem bacana que tenta desvendar quem é River Song, a enigmática personagem de Doctor Who.

2. O blog ideias modestas, que descobri recentemente, fez um texto ótimo sobre aquele comercial hipócrita do MEC incentivando os jovens a serem professores.

3. Um texto ótimo da Gisele Teixeira sobre o cubierto porteño que muito incomoda turistas e autóctones.

4. Órgão de saúde do governo dos EUA promove campanha antizumbi, lá no Ministry of Zombie Walks.

5. O Avelar publicou uma Carta aberta a Tarso Genro: Sobre a língua viva não se legisla. Vete a lei, Governador, versando sobre a ridícula proposição de Raul Carrion que é uma versão gaudéria da também ridícula proposição do companheiro de partido Aldo Rebelo tempos atrás.

Doctor Who – 6×02 – Day of the Moon

Doctor Who

Na segunda parte da premiere, exibida uma semana depois, minha cabeça explodiu. Nas três vezes que assisti ao episódio. O Silêncio revela sua identidade para o Doutor. Sabemos que eles estão influenciando a história humana desde o início e que eles são de poucos amigos. Nenhum na verdade.

Logo na primeira cena temos Amy correndo, fugindo de Canton. Assim também River e Rory. O Doutor está preso na área 51 – e que lugar mais adequado para um alienígena, não?! Mas tudo não passava de uma armação do quarteto. Canton construiu uma prisão perfeita com tecnologia extra-terrestre para prender o Doutor e para que nada possa entrar ou sair de lá, nem mesmo o som. Entretanto a armação contava com uma TARDIS invisível lá dentro.

Rory - Doctor Who

Com a fuga premeditada junto com seu raptor o Doutor bola mais um de seus brilhantes planos para descobrir quem são aqueles aliens altões. Canton e Amy vão para orfanatos descobrir de onde veio a menina no traje espacial e descobrem coisas inimagináveis. O Doutor, como quem não quer nada, invade a Apolo 11 para fuçar naquele monte de fios e tecnologia meia boca que mal levou o homem até a Lua (e só saberemos o motivo dessa “pequena” invasão lá no final do episódio).

River e Rory acompanham o Presidente Nixon quase como escoltas de proteção. E que presidente hein. Um dos mais filhos da puta da História Americana – e olha que esse título é disputadíssimo – conseguiu ser representado com aquela simpatia falsa de todo político que até parecia de verdade. Palmas para o ator que conseguiu uma ótima atuação.

Amy - Doctor Who

E o desfecho foi ainda mais surpreendente. Ops, SPOILERS – insira aqui a entonação deliciosa de River Song – ! Quem trará o Silêncio? Ah, tão bacana ver a lembrança de vários momentos em que o Doutor ouviu falar sobre o Silêncio que irá cair para depois vermos que Amy terá um puta desafio pela frente. E por falar na ruivinha mais querida desse planeta (e de outros também), ela some por um tempo no episódio e nos deixa preocupados. Durante seu sumiço, que foi um sequestro, ela faz uma declaração de amor através de um dos dispositivos implantados em todos os tripulantes da Tardis que deixa Rory com a pulga atrás da orelha. Preciso falar para quem era a declaração. É tão fofo esse casal.

Amy and Rory - Doctor Who

Saindo do momento fofo do episódio e voltando ao desfecho, o Doutor mais uma vez salva a humanidade com sua esperteza e genialidade. Mundo salvo, Silêncios condenados à morte, um super beijo de tirar o fôlego, um pé, muitas teorias sobre a gravidez de Amy, quem é a menina, e a pulga que pulou para a orelha do Doutor. Ah, Moffat seu lindo, se continuar assim assistirei cada episódio milhares de vezes, porque vale a pena!

Doctor Who – 6×01 – The Impossible Astronaut

Doctor Who - The Impossible Astronaut

Depois de assistir quatro vezes o episódio venho aqui para escrever sobre a melhor série no ar atualmente. E como falar isso com apenas um episódio? Bom, parece bem óbvio que Doctor Who tem um super background e um showrunner fora de série. Ademais, o início da sexta temporada foi empolgante, divertida, tensa… Foi realmente um grande choque. Moffat consegue surpreender de uma forma tão intensa que às vezes pode ser difícil de acreditar no que está acontecendo.

Para começar, o Doutor morre! Não, isso não é um spoiler, isso acontece logo no início do episódio. E não é qualquer roteirista que tem culhões para matar em ‘definitivo’ um personagem tão importante  para a cultura pop britânica (e, em menor escala, mundial) há mais de 47 anos. E como Moffat fez isso? Bem, a versão futura do Doutor recrutou Amy, Rory, River Song e Canton Delaware e um quarto convidado que não aparece logo no início para presenciar sua morte e fazer seu funeral. Acontece que esse Doutor que morre é 200 anos mais velho e convida sua versão de 909 anos também. Ele não sabe de nada e quando Amy, Rory e River o encontram depois de presenciar o tocante momento de sua morte ficam confusos. Depois disso eles vão para 1969 e encontram o assassino. Acontece que eles não podem sequer revelar que encontraram com a versão futura do Doutor. Espero ansiosa a resolução de problemão, pois se o 11º Doutor morre, como continuar a série?

O episódio é inteiro uma tentativa de aproximar a série do público americano, utiliza elementos icônicos da cultura dos Estados Unidos e as cenas em espaço aberto são inclusive filmadas em terras gringas. Cawboy, deserto, homem na Lua, Salão Oval, astronautas, carro. E a exibição na Inglaterra e nos Estados Unidos são simultâneas e foi uma grande audiência.

Uma coisa inédita é o escudo de invisibilidade da Tardis. A Tardis é sempre escondida, mas nunca ficou invisível. E foi muito bacana a cena, River sabendo todos as funções e o Doutor fazendo tudo errado. E depois ele descendo da Tardis e dando de cara com o Presidente Nixon e Canton Delaware ouvindo a gravação da ligação da menina assustada pedindo socorro. Todo o episódio é a busca por ela e pelo astronauta.

E o novo monstro. Caramba, muito assustadores, o Silêncio é o novo monstro criado por Moffat (que já havia criado os Whipping Angels) e eles são muito misteriosos. Eles são horrorosos e nós só sabemos de sua existência enquanto olhamos para ele, no momento em que viramos o rosto já o esquecemos. Muito parecidos com os anjos lamentadores, pois também precisamos olhar para eles para que não nos ataquem. E a tensão que essa característica gera nas relações do monstro com o personagem é muito grande. No momento em que eles são vistos há essa grande tensão e logo em seguida é como se nada tivesse acontecido. E o Astronauta e a menina perdida, são pontos de ligação com esses monstros, mas só descobriremos sobre eles no segundo episódio.

Claro que muitas questões ficaram sem respostas, mas isso faz parte de uma premiere, temos uma temporada inteira para esperar tais respostas.