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Construa sua própria TARDIS

Acho que vou embarcar em um projeto assim. Quem sabe. Um dia. Talvez. Depois de aprender os princípios básicos da carpintaria. Como serrar. Plainar (???). Ou colar madeira (na verdade essa é uma solução muito conveniente). Pregar eu já sei. Perfeccionismo eu tenho de sobra. Mau humor também. Mas quem se importa. Falta mesmo é o material adequado. Só isso. Hã hã. Sei. Acredito. Acho que falta também alguma habilidade. Qualquer uma. Ah, eu também sei lixar. Tá bom, só pregando e lixando eu não vou construir uma TARDIS. Mas eu posso aprender. Tem até página na internet com dicas, moldes e outras coisas necessárias para começar. Muitas. Eu sei, demora. Mas eu quero. Tudo bem. Sério? Sério. Eba!. Eu vou construir minha própria TARDIS. Um dia, Quem sabe. Talvez. Mas eu quero. E muito.


Assista o vídeo no Youtube

* Não sabe o que é TARDIS? Em que planeta tu vive? Em outa dimensão, só pode, porque o Doutor e conhecido em todo o Universo! Ok, eu te dou uma chance: leia e saiba o que é a TARDIS, ou Time and Relative Dimension(s) in Space.

Doctor Who 06×11: The God Complex

Doctor Who - The God Complex

Dirigido por: Nick Hurran
Escrito por: Toby Whithouse

Eu certamente me surpreendi com os rumos que esse episódio tomou. Eu estava esperando um episódio estilo monstro da semana – que eu adoro – que não tivesse uma ligação maior com a mitologia da série. Doce engano. Que ingenuidade da minha parte, depois de ter visto tudo o que Moffat é capaz eu ainda acho que ele pode dar ponto sem nó. Claro que não foi ele que escreveu o episódio, mas ele é o showrunner pô, e ele sabe como conduzir uma série. The God Complex foi mais do que um episódio autônomo. Foi muito mais profundo e impactante.

Se The Girl Who Waited foi sobre o relacionamento entre Amy e rory e entre Rory e o Doutor, The God Complex foi sobre o relacionamento do Doutor com Amy, com seus companheiros em geral e com ele mesmo. Esse episódio não foi sobre uma aventura do Time Lord, foi sobre a mad man in a box. Uma reflexão profunda sobre quem é esse homem com dois corações, um estudo de personagem tão marcante e bem feito quanto o estudo realizado em The Girl Who Waited.

O episódio começa como quase todos os outros: a TARDIS chegando em algum lugar e seus tripulantes desembarcando. O lugar desa vez é um hotel da Terra dos anos 1980. Na verdade, uma réplica muito bem feita de um hotel terráqueo de 1980. Claro que esse não era o destino previsto. E antes dos créditos aparece uma jovem policial perambulando pelos corredores desse hotel de mentirinha. Mas em cada quarto tem algo assustador e ela finalmente chega em um quarto que contém a coisa que ela mais tem medo (ou tinha quando era criança). Nesse momento ela começa a cantar “Louvai-o,” e uma criatura grande de chifres aparece para buscá-la. O espectador não consegue ver muito bem a criatura, mas vê bem a reação da garota. Continue lendo →

Doctor Who – 6×04 – The Doctor’s Wife

The Doctor's Wife

Doctor Who + Neil Gaiman = minha cabeça explodindo!

Muitos estavam ansiosos pelo episódio escrito por Neil Gaiman e eu também nutria muitas expectativas. E como fiquei feliz e impressionada quando vi. Neil mexeu com nossas cabeças de todas as maneiras. Ele transformou a TARDIS em uma mulher – a essência da TARDIS foi parar na cabeça de uma mulher, Idris -, fez um asteroide que é praticamente um ouriço do mar (feio e duro por fora e melequento por dentro) possuir a TARDIS nave, sem sua essência, deu um dos momentos mais bacanas para Amy e Rory (e olha que esse casal sempre tem momentos brilhantes!). O episódio contou uma história simples e genial. Cheio de momentos surreais e diálogos sensacionais.

O Doutor recebeu uma correspondência que o deixou cheio de esperanças. Um pedido de socorro de outro Time Lord, um dos bacanas. Ele fica tão excitado com a ideia de ainda existir outros Senhores do tempo por aí e resolve ir atrás deles fora do Universo. Ele chega em um asteroide, o Lar, e conhece uma dupla esquisitona, um Ood e uma mulher louca. Quando ele conserta o transmissor do Ood ele capta muitos pedidos de socorro de muitos Time Lords e pensa que eles estão ali, vivos. Num dos poucos momentos com o 11º Doutor em que o passado dele é mencionado, Amy pergunta se ele quer ser perdoado. “Sim, e quem não quer”. Essa é a resposta do Doutor. Um momento realmente emocionante. O Doutor em busca de perdão por tudo o que fez para os da sua espécie.

O episódio todo foi muito bonito. O Doutor podendo conversar com a TARDIS pela primeira vez e ouvindo que ele a roubou, mas que ela também roubou ele. Ela queria viajar pelo tempo espaço (afinal ela já era peça de museu, literalmente) e roubou o único Time Lord louco o bastante para que ela possa conseguir sua aventura. Essa contribuição de Gaiman para a mitologia da série é uma das melhores. Uma relação tão intensa, que já dura anos foi finalmente transformada em palavras e foi possível perceber a ternura e o amor que ligam essa dupla inseparável. Pois é, The Doctor’s Wife é um belo título e resume lindamente a relação desses dois. Idris/TARDIS/Sexy é quase um personagem de Tim Burton.

Suranne Jones, que interpreta Idris/TARDIS/Sexy, e Matt Smith fizeram do excelente roteiro de Gaiman ainda melhor. Eles transformam cada diálogo escrito por Gaiman em momentos absolutamente incríveis. Amy disse que sempre foi o Doutor e sua TARDIS, o maluco e sua caixa. E a maneira como isso foi retratado foi simplesmente lindo. Mas o mais importante é que traz algo novo para o personagem e muda a relação entre os dois para sempre.

Amy e Rory ficam presos na Tardis possuída e o Lar começa a brincar com a cabeça deles. E Rory é um dos destaques do episódio. Ele me assustou numa das cenas depois de envelhecido por 2000 anos mais uma vez esperando esperando por Amy e começa a gritar com ela, que não entende nada, pois o tempo para Amy passou apenas em alguns segundos. OH MY GOD THEY KILLED RORY AGAIN!!! Momento deixem o pobre do Rory vivo por um episódio inteiro ou eu ficarei desidratada para sempre.

The Doctor's Wife - Amy chorando por Rory

Com o casal correndo pela TARDIS foi possível ter a dimensão de como ela é mesmo maior por dentro! Ela tem milhares de cômodos e corredores, mas eu fiquei com vontade de ver cômodos e não apenas corredores. Mas os corredores contribuíram para a ideia de labirinto que foi bem útil na brincadeira maligna do vilão que sequer mostrou o rosto. E foi tão bacana ver uma das antigas salas de controle, se não me engano é do 10º Doutor…

O asteroide que é também um ferro velho de TARDISes – e a solução insana e perfeita do Doutor para desvendar esse mistério -, a superação de ambos os casais e os momentos finais fizeram desse episódio mais um brilhante feito de Neil Gaiman. Para os fãs da série (EU!) é perfeito, para os fãs de Gaiman (EU também!) também.

Doctor Who

A mais longa série de ficção científica, segundo o Guiness, produzida e exibida pela BBC, tornou-se um ícone da cultura britânica. Doctor Who conta a história de um viajante no tempo, um Time Lord, que nasceu no planeta Gallifrey e viaja pelo tempo e espaço com sua TARDIS, Time and Relative Dimensions in Space – uma nave/máquina do tempo que ao invés de ser construída é cultivada em seu planeta na forma de cabine policial dos anos 50 (a aparência externa é um dispositivo de disfarce) -, e uma companheira, uma garota da Terra que ele leva para conhecer novos mundos e descobrir o futuro e o passado.

O primeiro Doutor

A série original começou com um velhinho e sua neta perambulando com a TARDIS, chamado apenas Doutor. Ele era o último Lorde do Tempo e vivia em um ferro velho. Ele foi o primeiro Doutor, pois um Time Lord tem a capacidade de regeneração – conceito cunhado do terceiro para o quarto Doutor -, uma grande saída para a troca de atores no papel principal quando ele já não quer mais fazê-lo ou outro motivo que impeça a continuidade no papel. Sempre quando se encontra à beira da morte, o Doutor se regenera. Essa característica do Doutor vai além da mudança de aparência a cada regeneração, ele muda também sua maneira de falar, sua personalidade, seus trejeitos e a maneira como gosta de vestir-se. No entanto ele permanece o mesmo Doutor por dentro, inclusive os dois corações. Exibida de 23 de Novembro de 1963 à 6 de Dezembro de 1989 (com 25 minutos de duração), o Doutor regenerou seis vezes nesse período, ou seja, foram sete doutores diferentes. Sendo que o primeiro foi “atualizado” e o segundo mudou de aparência por uma punição.

Os 11 Doutores

A série foi suspensa até 1996, quando foi exibido um telefilme co-produzido pela FOX e pela BBC com a intenção de retornar com a série. Nesse telefilme o sétimo Doutor se regenera e uma nova aventura é apresentada. Um filme fraco, um Doutor e uma companheira pouco carismáticos, não foram o suficientes para o esperado retorno. O oitavo Doutor durou apenas 89 minutos. E foi o único Doutor que não teve sua regeneração exibida.

Doctor Who era significado de nostalgia para os muitos fãs que assistiam a série na infância. Uma série voltada para o público infantil, exibida aos sábados no final da tarde e reunia a família. Até que em 2005 Russel T. Davies inicia uma nova temporada da série, com o nono Doutor interpretado por Christopher Eccleston. Agora as crianças do passado assistem a retomada de Doctor Who com suas crianças, pois a série mantém a característica de ser familiar, mas sem censurar temas importantes e polêmicos como a morte ou a guerra.

Essa retomada de Doctor Who já tem cinco temporadas e amanhã, dia 23 de Abril, estréia a sexta temporada. Já tivemos três novos Doutores, ou seja, o Doutor atual é o 11º, interpretado por Matt Smith. Desta vez produzida no País de Gales pela BBC, Doctor Who ganhou seus spin-offs (Torchwood e The Sarah Jane Adventures), HQs, livros, etc… O sucesso da retomada da cultuada série é inegável e novos fãs surgem a cada episódio. Eu sou uma dessas pessoas que conheceu Doctor Who através da retomada e me apaixonei intensamente pelos Doutores, pelas companheiras, pelos vilões. Cada episódio é uma nova aventura e uma vontade de embarcar na TARDIS ao lado do Doutor.

Eu comecei a assistir pela quinta temporada, que é quase reboot, pois muda o showrunner – Steven Moffat, o responsável pelos melhores episódios das temporadas anteriores -, o Doutor, todo o elenco, a equipe de produção e até um logotipo diferente. Apaixonei-me perdidamente pelo Matt Smith (que é o meu primeiro Doutor), por Amy Pond, Rory, enfim, pela temporada completa. Chorei tantas vezes em tantos episódios, senti medo dos Weeping Angels. A partir daí resolvi assistir as outras quatro temporadas da série e rever a quinta na ordem. Uma preparação para a sexta temporada. E assistir a série original é um desafio que pretendo enfrentar assim que possível.