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Time Lord

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Doctor Who 06×12: Closing Time

Doctor Who - Closing Time

Dirigido por: Steve Hughes
Escrito por:Gareth Roberts

Só mais esse episódio para saber o que realmente aconteceu com o Doutor no início da temporada. Mas é nesse que descobrimos como ele chegou até lá.

O episódio começa de forma muito parecida com o primeiro episódio em 2005. E se passa basicamente em uma loja de departamentos. É aqui também que temos a volta do Cybermen. Parecia bem despretensioso, parecia até ser um alívio cômico para o mar de lágrimas que era esperado para a finale. Apesar de realmente ser um alívio cômico em diversos momentos, o episódio foi bem mais do que isso.

Depois de deixar o casal Pond em casa em The God Complex, ele resolve visitar alguns amigos e 200 anos se passam até ele chegar na casa do velho amigo Craig Owens, aquele do episódio The Lodger, na 5ª temporada, um dia antes de sua morte. Craig vive uma vida bem diferente da época em que foi visitado pelo Time Lord, e diga-se de passagem o Doutor ajudou bastante. Ele está casado com Sophie e com um bebê lindo que ficou encarregado de cuidar enquanto sua esposa está viajando. O bebê chama Alfie, ou como ele prefere, Stormageddon. Mais uma vez vemos o Doutor falando com bebês. Continue lendo →

Doctor Who 06×11: The God Complex

Doctor Who - The God Complex

Dirigido por: Nick Hurran
Escrito por: Toby Whithouse

Eu certamente me surpreendi com os rumos que esse episódio tomou. Eu estava esperando um episódio estilo monstro da semana – que eu adoro – que não tivesse uma ligação maior com a mitologia da série. Doce engano. Que ingenuidade da minha parte, depois de ter visto tudo o que Moffat é capaz eu ainda acho que ele pode dar ponto sem nó. Claro que não foi ele que escreveu o episódio, mas ele é o showrunner pô, e ele sabe como conduzir uma série. The God Complex foi mais do que um episódio autônomo. Foi muito mais profundo e impactante.

Se The Girl Who Waited foi sobre o relacionamento entre Amy e rory e entre Rory e o Doutor, The God Complex foi sobre o relacionamento do Doutor com Amy, com seus companheiros em geral e com ele mesmo. Esse episódio não foi sobre uma aventura do Time Lord, foi sobre a mad man in a box. Uma reflexão profunda sobre quem é esse homem com dois corações, um estudo de personagem tão marcante e bem feito quanto o estudo realizado em The Girl Who Waited.

O episódio começa como quase todos os outros: a TARDIS chegando em algum lugar e seus tripulantes desembarcando. O lugar desa vez é um hotel da Terra dos anos 1980. Na verdade, uma réplica muito bem feita de um hotel terráqueo de 1980. Claro que esse não era o destino previsto. E antes dos créditos aparece uma jovem policial perambulando pelos corredores desse hotel de mentirinha. Mas em cada quarto tem algo assustador e ela finalmente chega em um quarto que contém a coisa que ela mais tem medo (ou tinha quando era criança). Nesse momento ela começa a cantar “Louvai-o,” e uma criatura grande de chifres aparece para buscá-la. O espectador não consegue ver muito bem a criatura, mas vê bem a reação da garota. Continue lendo →

Doctor Who Especial de Natal: contagem regressiva

A ansiedade anda rondando esta que voz escreve. Por quê? Porque no próximo domingo vai ao ar o episódio especial de Natal de Doctor Who: The Doctor, the Widow, and the Wardrobe. O nome é uma referência as Crônicas de Nárnia, é claro. E como A-MO Doctor Who eu não aguento até domingo Então para matar um pouco a saudade  segue o trailer e o prequel do episódio.


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E para comemorar a volta do Doutor eu prometo que até sexta-feira sai as resenhas que faltam da sexta temporada. O semestre consumiu meu tempo e não pude escrever as resenhas, mas agora sai. E essa é também uma desculpa perfeita para rever os episódios.

Então aproveitem os vídeos e se ainda não assite as aventuras do Time Lord, comece já!

Let’s Kill Hitler Tomorrow!

Calma, essa não é uma chamada para uma ação em praça pública (mas seria um nome bacana para uma). É que amanhã retorna Doctor Who com Let’s Kill Hitler. O episódio escrito pelo gênio por trás da quinta e sexta temporada da série britânica, Steven Moffat, encerra o hiato de dois meses sem os queridos Doctor, Amy Pond, Rory e River Song e dá continuidade para a sexta temporada.

Estou muito, mas muito ansiosa mesmo para a nova leva de histórias do Time Lord, que tem um trailer de tirar o fôlego:


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E para recapitular os episódios que já foram ao ar neste ano, um recap de quatro minutos que vale muito o clique:


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Já para conter a ansiedade (estou precisando!), na página oficial da série é possível muitos vídeos, imagens, jogos e outras coisas divertidas. Não deixe de conferir. E se ainda não assiste Doctor Who, COR-RE!!!

Doctor Who

A mais longa série de ficção científica, segundo o Guiness, produzida e exibida pela BBC, tornou-se um ícone da cultura britânica. Doctor Who conta a história de um viajante no tempo, um Time Lord, que nasceu no planeta Gallifrey e viaja pelo tempo e espaço com sua TARDIS, Time and Relative Dimensions in Space – uma nave/máquina do tempo que ao invés de ser construída é cultivada em seu planeta na forma de cabine policial dos anos 50 (a aparência externa é um dispositivo de disfarce) -, e uma companheira, uma garota da Terra que ele leva para conhecer novos mundos e descobrir o futuro e o passado.

O primeiro Doutor

A série original começou com um velhinho e sua neta perambulando com a TARDIS, chamado apenas Doutor. Ele era o último Lorde do Tempo e vivia em um ferro velho. Ele foi o primeiro Doutor, pois um Time Lord tem a capacidade de regeneração – conceito cunhado do terceiro para o quarto Doutor -, uma grande saída para a troca de atores no papel principal quando ele já não quer mais fazê-lo ou outro motivo que impeça a continuidade no papel. Sempre quando se encontra à beira da morte, o Doutor se regenera. Essa característica do Doutor vai além da mudança de aparência a cada regeneração, ele muda também sua maneira de falar, sua personalidade, seus trejeitos e a maneira como gosta de vestir-se. No entanto ele permanece o mesmo Doutor por dentro, inclusive os dois corações. Exibida de 23 de Novembro de 1963 à 6 de Dezembro de 1989 (com 25 minutos de duração), o Doutor regenerou seis vezes nesse período, ou seja, foram sete doutores diferentes. Sendo que o primeiro foi “atualizado” e o segundo mudou de aparência por uma punição.

Os 11 Doutores

A série foi suspensa até 1996, quando foi exibido um telefilme co-produzido pela FOX e pela BBC com a intenção de retornar com a série. Nesse telefilme o sétimo Doutor se regenera e uma nova aventura é apresentada. Um filme fraco, um Doutor e uma companheira pouco carismáticos, não foram o suficientes para o esperado retorno. O oitavo Doutor durou apenas 89 minutos. E foi o único Doutor que não teve sua regeneração exibida.

Doctor Who era significado de nostalgia para os muitos fãs que assistiam a série na infância. Uma série voltada para o público infantil, exibida aos sábados no final da tarde e reunia a família. Até que em 2005 Russel T. Davies inicia uma nova temporada da série, com o nono Doutor interpretado por Christopher Eccleston. Agora as crianças do passado assistem a retomada de Doctor Who com suas crianças, pois a série mantém a característica de ser familiar, mas sem censurar temas importantes e polêmicos como a morte ou a guerra.

Essa retomada de Doctor Who já tem cinco temporadas e amanhã, dia 23 de Abril, estréia a sexta temporada. Já tivemos três novos Doutores, ou seja, o Doutor atual é o 11º, interpretado por Matt Smith. Desta vez produzida no País de Gales pela BBC, Doctor Who ganhou seus spin-offs (Torchwood e The Sarah Jane Adventures), HQs, livros, etc… O sucesso da retomada da cultuada série é inegável e novos fãs surgem a cada episódio. Eu sou uma dessas pessoas que conheceu Doctor Who através da retomada e me apaixonei intensamente pelos Doutores, pelas companheiras, pelos vilões. Cada episódio é uma nova aventura e uma vontade de embarcar na TARDIS ao lado do Doutor.

Eu comecei a assistir pela quinta temporada, que é quase reboot, pois muda o showrunner – Steven Moffat, o responsável pelos melhores episódios das temporadas anteriores -, o Doutor, todo o elenco, a equipe de produção e até um logotipo diferente. Apaixonei-me perdidamente pelo Matt Smith (que é o meu primeiro Doutor), por Amy Pond, Rory, enfim, pela temporada completa. Chorei tantas vezes em tantos episódios, senti medo dos Weeping Angels. A partir daí resolvi assistir as outras quatro temporadas da série e rever a quinta na ordem. Uma preparação para a sexta temporada. E assistir a série original é um desafio que pretendo enfrentar assim que possível.