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Um Brinde ao Professor Tolkien no seu 119º Aniversário

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Há 119 anos, no dia 3 de Janeiro de 1892, nascia Tolkien em Bloemfontein, na Africa do Sul.

Para celebrar esse evento, neste dia os fãs de Tolkien ao redor do mundo são convidados a levantar seus copos e brindar ao aniversário deste nosso tão amado autor.

O brinde é “Ao Professor”.

Para os não familiarizados com o cerimonial britânico para brindes:

Para fazer o brinde de aniversário, levante-se, erga um copo com sua escolha de bebida (não necessariamente alcoólica), e diga as palavras “Ao Professor” antes de dar um gole (ou virar, se isso é mais apropriado com sua bebida). Sente-se e aproveite o resto da bebida.

Aqueles que aderirem à celebração podem deixar registradas suas participações no site da Tolkien Society.

Então, hoje às nove da noite brindarei ao mestre. Quem quiser, pode me acompanhar.

Feliz Aniversário The Professor!

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Neste dia 3 de janeiro, comemoro o aniversário do professor Tolkien,  e mais uma vez a Tolkien Society promove o Brinde de Aniversário de Tolkien. Seria às 21h de hoje, todos os fãs deTolkien levantaram suas taças e brindram dizendo juntos “The Professor”.

Eu perdi a hora, mas não perco a oportunidade de brindar e celebrar mais um aniversário do mestre!

Parabéns professor, e obrigada por tudo.

A primeira a gente nunca esquece.

Semana passada eu recebi minha primeira meme (Não sabe o que é? Joga no Google) da Carla. Ela me passou via comentário e eu aceitei o desafio. Mas compartilho com ela: Só cinco? Ela me passou a responsabilidade de listar os meus 5 melhores livros de todos os tempos e é lógico que ficarão muitas coisas de fora. Optei apenas por literatura. Optei, não pelos melhores, mas pelos que fizeram parte de bons momentos. Então vamos lá:

01. Fim: Notas sobre os Últimos dias do Império Americano (G. A. Matiasz) Estou a tempos pra escrever uma resenha deste livro e por motivos diversos acabo deixando para depois. É um livro que mistura ficção científica e thriller polí­tico sem medo e acaba dando super certo. Aliás, muitos acreditam (e acho que possa ser verdade) que a ficção cientí­fica à a única literatura de “idéias”. Um romance de ficção científica muito realista e com uma análise profunda do futuro do anarquismo.

02. O Senhor dos Anéis [a trilogia] (J. R. R. Tolkien) Além de tudo o que se sabe sobre o livro e sobre o Sr. Tolkien, esse é um daqueles livros que eu quero ler e reler sempre que der e puder. Mágico, cheio de figuras míticas, fantásticas e canções belas. Sem contar o trabalho do cacete que deu pra criar um mundo novo, lí­nguas novas e tudo mais.

03. Admirável Mundo Novo (A. Huxley) Li na minha adolescência e foi um dos livros que mudaram minha vida (clichê, brega, mas verdade). Mudou minha visão de mundo, auxiliou nas minhas reflexões polí­ticas e sociais. Fez-me ver o humano diferente, sem máscaras. Um clá¡ssico que vale muito a pena ler (optei por esse em detrimento de 1984 do Orwell por motivos indecifráveis, pois ambos tiveram papéis semelhantes na minha adolescência).

04. O lobo, o bosque e o homem novo (Senel Paz) Indicado por uma pessoa muito especial, ess foi um livro que devorei! Cenário: Cuba; personagens: homossexuais cristãos; argumento: tensão entre eles e o regime. Virou filme e tudo ( o filme é uma obra de arte). Pouco mais de cem páginas que me deixaram com o coração na mão, um nó na garganta e um grito encurralado.

05. Heliogabalo ou o Anarquista Coroado (Antonin Artaud) Um livro que me chegou muito despretensiosamente às mãos, no entanto se tornou uma espécie de í­cone anarquista para mim. Artaud põe sua alma, seu sangue, sua carne, sua crueldade, seu humano em tudo que escreve, seja teatro, literatura ou teoria e isso me atrai muito.

Depois de cumprida a árdua tarefa, cabe agora repassar esta meme (ainda não sabe o que é? Ok, leia aqui) e toda a responsabilidade que ela carrega para mais cinco pessoas. Os escolhidos então: Bi (para atualizar o blog), Juliane (para ver se ela cria vergonha na cara e atualiza), Vertov (para conhecer um pouco mais seu gosto literário), Cí­ntia (porque alguém que escreve tão bem deve ler bem) e João (porque ele já me indicou muitos livros bons).

isso faz a gente se perder, às vezes, no que é real e no que é fantasia

Tenho uma pilha de livros na escrivaninha. Uma pilha de livros para ler: livros para resenhar, livros para a monografia, livros para indicar, livros para passar o tempo. Entre tantos tí­tulos (de Tolkien à Erico Veríssimo, de André Prous à Foucault, de LeGoff a Noam Chomsky), no meio de uma pilha qualitativa, escolhi comprar mais alguns para deleite meu e indignação de outros.

Sim, eu passo na Feira do Livro quase todos os dias. O que posso fazer, eu trabalho ali do ladinho… Além disso, encontrei o número 1 da tão falada revista piauí­! Se comprei? Sem pensar duas vezes. A número dois já estava na banca, mas resolvi comprar a primeira, sabe como é: mania de colecionar tudo, começar sempre do primeiro (I’m crazy, yes!).

Fim de semana trancada em casa pra dar conta dos estudos mais que atrasados, afinal de contas não posso me dar ao luxo de ler só por diversção, apesar de que a obrigação universitária me diverte por demais! 🙂 Sem mais, até logo e atenção: percepção requer envolvimento.

Citando uma Obra de Ficção

Acabei de ler o primeiro livro da Trilogia do Anel, e posso afirmar que a minha paixão pela Terra Média agora virou ví­cio. Depois de ter me deliciado com as aventuras de Bilbo, Bolseiro em O Hobbit, me deparei com aquele mundo cheio de fantasias e uma mitologia magnífica bem nas minhas mãos. Essa primeira parte do livro pode ser descrita como uma narrativa de viagem, por apresentar ao leitor o novo mundo da Terra Média. Estive presa página após página por uma semana maravilhosa.

Tolkien criou em O Senhor dos Anéis uma nova mitologia, num mundo novo. É impossí­vel transmitir ao novo leitor todas as qualidades e o alcance do livro. Ele colocou em polos opostos a vida dos pequenos hobbits, os divertidos habitantes do shire (condado), que escavavam suas casinhas nos relevos do terreno, tendo a grama como telhado, confrontando-a com o mundo subterrâneo de Mordor, poluí­do, enfumaçado, opressivo.

É nesse mundo que vive Frodo Bolseiro, um jovem hobbit sobrinho do aventureiro Bilbo Bolseiro que, depois de peregrinar pela Terra Média e acumular uma considerável fortuna, dá um presente de despedida a Frodo o que pode ser sua perdição, um legítimo presente de grego: um anel mágico que ele roubou de uma criatura chamada Gollum (ou Smeagol).

Gandalf, mago poderoso e amigo de Bilbo, percebe o perigo que representa o anel e revela que aquele é o anel mais poderoso da Terra, o Um Anel, desejado pelo senhor do mal Sauron para conquistar toda a Terra Média. Frodo parte, então, em uma jornada para destruir o Um Anel. No caminho, elfos, humanos e anões se juntam a eles, no que ficaria conhecida como a Sociedade do Anel. Essa é apenas a primeira parte do épico de Tolkien, que ele mesmo definiu (em escritas élficas) como “O Senhor dos Anéis traduzido do livro vermelho do Marco Ocidental por John Reuel Tolkien.

Se você já viu o filme, uma superprodução de Hollywood, não deixe de ler o livro e descobrir o que ficou de fora da adaptação. Se ainda não viu, leia antes a surpreendente e mágica aventura.

Aproveito então para ensinar como fazer citação de uma obra de ficção: o importante é deixar sempre bem claro o que foi dito por um autor enquanto pessoa fí­sica e cidadão, e o que foi dito por ele enquanto ficcionista, ou seja, frases e afirmações que saí­ram da boca de personagens com os quais ele não necessariamente concorda.

Realmente vi” disse Sam. “E acho que existem elfos e elfos. Todos são bastante élficos, mas não são todos iguais. Agora estas pessoas não são andarilhos sem lar, e parecem um pouco mais conosco: parecem pertencer a este lugar, mais ainda que os hobbits pertencem ao Condado. Se fizeram a terra ou a terra os fez, é difí­cil dizer, se entende o que quero dizer. Aqui tudo é maravilhosamente silencioso. Parece que nada está acontecendo, e parece que ninguém quer que nada aconteça. Se existe alguma mágica, está muito bem escondida, num lugar que não posso alcançar com as mãos, por assim dizer.” (Sam Gamgi, personagem de J. R. R. Tolkien, no livro O Senhor dos Anéis: primeira parte: A Sociedade do Anel, p. 500).