Melhores Leituras de 2016

Em 2016 eu consegui alcançar algumas metas literárias (ou quase). E foi tão bom rever as leituras, fazer um balanço e relembrar as melhores delas. Escolhi cinco livros incríveis que li no ano passado e um quadrinho tão incrível quanto pra compartilhar com vocês. Afinal, essas foram as melhores leituras de 2016 🙂

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A primeira a gente nunca esquece.

Semana passada eu recebi minha primeira meme (Não sabe o que é? Joga no Google) da Carla. Ela me passou via comentário e eu aceitei o desafio. Mas compartilho com ela: Só cinco? Ela me passou a responsabilidade de listar os meus 5 melhores livros de todos os tempos e é lógico que ficarão muitas coisas de fora. Optei apenas por literatura. Optei, não pelos melhores, mas pelos que fizeram parte de bons momentos. Então vamos lá:

01. Fim: Notas sobre os Últimos dias do Império Americano (G. A. Matiasz) Estou a tempos pra escrever uma resenha deste livro e por motivos diversos acabo deixando para depois. É um livro que mistura ficção científica e thriller polí­tico sem medo e acaba dando super certo. Aliás, muitos acreditam (e acho que possa ser verdade) que a ficção cientí­fica à a única literatura de “idéias”. Um romance de ficção científica muito realista e com uma análise profunda do futuro do anarquismo.

02. O Senhor dos Anéis [a trilogia] (J. R. R. Tolkien) Além de tudo o que se sabe sobre o livro e sobre o Sr. Tolkien, esse é um daqueles livros que eu quero ler e reler sempre que der e puder. Mágico, cheio de figuras míticas, fantásticas e canções belas. Sem contar o trabalho do cacete que deu pra criar um mundo novo, lí­nguas novas e tudo mais.

03. Admirável Mundo Novo (A. Huxley) Li na minha adolescência e foi um dos livros que mudaram minha vida (clichê, brega, mas verdade). Mudou minha visão de mundo, auxiliou nas minhas reflexões polí­ticas e sociais. Fez-me ver o humano diferente, sem máscaras. Um clá¡ssico que vale muito a pena ler (optei por esse em detrimento de 1984 do Orwell por motivos indecifráveis, pois ambos tiveram papéis semelhantes na minha adolescência).

04. O lobo, o bosque e o homem novo (Senel Paz) Indicado por uma pessoa muito especial, ess foi um livro que devorei! Cenário: Cuba; personagens: homossexuais cristãos; argumento: tensão entre eles e o regime. Virou filme e tudo ( o filme é uma obra de arte). Pouco mais de cem páginas que me deixaram com o coração na mão, um nó na garganta e um grito encurralado.

05. Heliogabalo ou o Anarquista Coroado (Antonin Artaud) Um livro que me chegou muito despretensiosamente às mãos, no entanto se tornou uma espécie de í­cone anarquista para mim. Artaud põe sua alma, seu sangue, sua carne, sua crueldade, seu humano em tudo que escreve, seja teatro, literatura ou teoria e isso me atrai muito.

Depois de cumprida a árdua tarefa, cabe agora repassar esta meme (ainda não sabe o que é? Ok, leia aqui) e toda a responsabilidade que ela carrega para mais cinco pessoas. Os escolhidos então: Bi (para atualizar o blog), Juliane (para ver se ela cria vergonha na cara e atualiza), Vertov (para conhecer um pouco mais seu gosto literário), Cí­ntia (porque alguém que escreve tão bem deve ler bem) e João (porque ele já me indicou muitos livros bons).

Top 5 – Show do U2 em São Paulo

Coisas Boas:

1 – COEXIST, escrito com a lua crescente do Islã, a estrela de Davi e a Cruz. Emocionante;

2 – A sequência-protesto: Sunday Bloody Sunday, Bullet the Blue Sky, Miss Sarajevo, Pride (In the Name of Love);

3 – Ver que as músicas novas não devem nada aos clássicos;

4 – Ver a emoção da platéia e a adrenalina do Bono;

5 – Poder ver de GRAÇA e de camarote pela TV.

Coisas Ruins:

1 – Não estar lá;

2 – Não ter visto o show do Franz Ferdinand;

3 – Ver o Lula e o Ronaldinho no telão;

4 – A única parte do discurso em que Bono diz gostar do carnaval porque une ricos e pobres, o que, quem mora no Brasil sabe, é uma grande mentira;

5 – O Zeca Camargo.