Trajetória universitária

– Eu passei no vestibular da UFRGS para Letras Bacharelado!

– Como assim? Tu não estava te formando em História Licenciatura pela UFRGS?

– Sim. Minha formatura é dia 17 de fevereiro.

– Então?

Acontece que eu adoro ler, adoro estudar, me preparei para o vestibular de novo e consegui entrar para um curso que eu sempre tive vontade de fazer e até já tinha tentado entrar alguns anos atrás.

Exercerei a profissão de professora de História, é isso que quero. O Bacharelado em Letras é um complemento de estudos, uma vontade de aprender mais e uma possibilidade de ganhos extras com a tradução (todos sabemos que a profissão de professora não é a mais gratificante financeiramente).

Depois de sete anos de estudo, entre UNISINOS e UFRGS, eu finalmente me formarei. Isso é inigualável. Maravilhoso. Gratificante. Mas passar no vestibular depois de tantos anos longe dessa correria que é a preparação e terminando Trabalho de Conclusão foi muito gratificante também. Principalmente porque fiquei em décimo lugar. Não esperava ir tão bem.

Então é isso. Sou professora de História (desempregada, alguém tem uma vaga de emprego?) e a partir de março serei estudante de Letras. Não precisa dizer que estou muito feliz.

E quem achou o meu nome no listão?

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Professora Daniela? – O que aprendi e o que espero da (e na) sala de aula.

Foram alguns anos esperando até que chegasse finalmente a hora derradeira. Pode parecer exagero, mas desde o momento em que decidi o curso que faria na universidade eu sabia que a hora de dar aula seria esperada com ansiedade. Agora, mais perto do que nunca de pisar em uma sala de aula experimentando o outro lado, uma série de perguntas afloram incessantemente. O que fazer? Como fazer? Será que eu consigo? Será que eu tenho competência para ser professora? Para ser professora de História? O ensino de história na escola serve para que, afinal? São tantas perguntas e poucas respostas.

Ensinar História é uma tarefa de grande responsabilidade. A história na escola não pode ser definida da mesma maneira como na academia. Ela tem propósitos e metodologias próprias. A dinâmica da sala de aula de um professor do ensino básico é muito diferente da dinâmica de um professor em uma sala de aula universitária. E aqui não existe nenhuma tentativa de qualificar mais um ou outro, são apenas distintos. A história na escola tem um propósito diferente. Read More

As Aventuras de Biblos – contar histórias para entender e preservar patrimônio

Nos últimos anos vem se discutindo o espaço museal como um espaço de educação não formal e a Educação Patrimonial vem ganhando lugar nas discussões acadêmicas a ponto de fazerem parte dos currículos de cursos superiores. Dentro dessa nova perspectiva o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM) propõe atividades educativas para receber grupos de escolares. Uma dessas propostas nos interessa abordar no momento, pois participaram do processo de criação alunos de estágio curricular da disciplina Estágio de Docência em História III – Educação Patrimonial da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em conjunto com um grupo de quatro alunos provenientes desta disciplina eu e Fabiana Nunes da Silva, também estagiária do MUHM, elaboramos um texto de caráter ficcional e infanto-juvenil para compor um livro cujo nome foi escolhido pelo grupo: As Aventuras de Biblos: Aprendendo a preservar. Contamos, para tal, com o auxílio técnico-teórico da Técnica em Biblioteconomia do Museu, Erika Alíbio. O livro aborda de forma lúdica a preservação de livros. Entendendo aqui o livro como um patrimônio histórico, a oficina, que é uma contação de história, visa aproximar as crianças da noção de preservação de patrimônios a partir daquilo que lhe é mais próximo, o livro didático.

IMPORTANTE: este texto foi originalmente escrito para a XV Jornada de Ensino de História e Educação.

Agosto

Agosto, o mês do desgosto. Ou ainda o mês do cachorro louco. Frases da cultura popular para designar esse mês frio e cinza (pelo menos essa é a minha percepção do oitavo mês de nosso calendário). E segunda-feira, quatro de Agosto, teve início as aulas de mais um semestre na Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em mais 95% das instituições de ensino superior espalhados por esse país afora (número completamente aleatório, porque eu realmente não sei quando começam as aulas no Acre ou em Roraima). E como sou uma aluna bem aplicada vou a todas as aulas da primeira semana ouvir o que os professores das disciplinas em que estou matriculada tem a dizer sobre o que podemos esperar do semestre.

E antes mesmo da metade da semana já descobri que esse semestre não será nada fácil. Estou matriculada em seis disciplinas, já tive aula em três delas e duas são extremamente teóricas e com uma carga de leitura pesadíssima. Será a sina do mês de Agosto? Como boa menina que sou, não vou me desesperar. Se o referido mês carrega tão pesado fardo, o próximo é tão leve que se soprar ele sai voando. Setembro traz a primavera consigo, céu azul e ruas coloridas. E um semestre mais ameno. Assim espero.