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novembro 2006

Posts em novembro 2006.

O papel do Museu e da Galeria no espaço da Arte

O segundo semestre de 2006 iniciou e inesperadamente a pergunta não veio do lugar comum. Numa disciplina acadêmica, quem geralmente questiona seus alunos são os professores. Porém não em Introdução à  Arte.

Surpreendentemente, eu, aluna do Departamento de História, me vi elaborando uma questão para colaborar nas discussções do semestre:

“Qual a importância do Museu e da Galeria enquanto espaços de arte?”

O objetivo seria responder a pergunta inicial, entretanto na tentativa de encontrar as respostas encontrei novos questionamentos.

A metodologia proposta era, então, responder a famosa pergunta através das diversas visitas, leituras e conversas durante os meses de aula. Fui em busca dos subsí­dios para a árdua tarefa de responder a questão feita por mim mesma.

Ao sugerir escolher um texto dos Cadernos da Bienal do Mercosul decidi-me por ler um texto de Brian O’Doherty. A partir disso acabei lendo o livro dele: No Interior do Cubo Branco: a ideologia do espaço da arte“. Após a leitura pude concluir que o autor, por ser um artista, sintetiza criticamente as principais premissas do espaço institucionalizado da arte modernista, o que ele nomeia de Cubo Branco.

É, portanto, uma ótima referência para se pensar o papel do museu e da galeria de arte na atualidade. Além deste livro utilizei como bibliografia o pequeno, no tamanho e não na importância, “O que é Arte?” de Jorge Coli, onde durante o texto confere ao espaço questões como discurso e público.

lém de perceber obras como a de Antoni Muntadas, que se encontra em uma galeria, não de arte, mas uma galeria comercial. A pergunta então tomou outra forma:

“Até que ponto é mesmo necessário o espaço especializado em salvaguardar obras artí­sticas?”

ai ai. fazer prova dá um cansaço!

Hoje tive uma prova de Arqueologia que matou a véia. Não, a prova não estava difícil,  mas era extensa pra caramba, porém muito divertida! Sim, eu adorei fazer a prova, mesmo saindo da aula um trapo ::cansada::. Demorei pouco mais de duas horas para responder uma única questão (de três poderia escolher uma para responder). O legal era a questão ser simulativa, descrever os métodos utilizados para chegar aos resultados do enunciado. Só eu mesmo!!! 😉

Oaxaca é uma inspiração

Alguém que lê este blog por algum acaso já ouviu falar do que está acontecendo no México? A rebeldia Revolucionária que não aparece nos jornais burgueses?

*Pois é, a estas horas a maldita trama moribunda do capitalismo que consiste em furtar, assassinar, humilhar e devastar seres humanos, natureza e cosmos, topou com uma imensa gama de rebeldias carregada com pensamentos e sentimentos corajosos, bem dispostos a frear essa imundice burguesa. Existe nesta rebeldia um conteúdo, uma substância, uma potencia ancestral renovada, não frágil e sim profunda: a luta de classes. Nada menos.

A rebeldia revolucionária de Oaxaca não é “birra”, não é “surto”, não é grosseria ou pose. Não se trata de um acidente do ânimo produzido por alguma contrariedade nos interesses de uma seita. Não é uma moda que tende a superar-se conforme transcorra o tempo, pouco ou muito. Não se trata de um “tic” próprio da gente ressentida como dizem algumas senhoritas secretárias de Estado vendedoras nupciais de nádegas imaculadas e seus namorados funcionários “bom partido”. Não se trata de um lapso de loucura nem de um relâmpago que trás com certa “violência” o espaço anímico, próprio e alheio, para diluir-se inclusive como Catarsis ou como orgasmo. Tampouco se trata de uma mania insolente própria de personalidades intolerantes, neuróticas, velhos idealistas, solteironas amargadas, divorciados infelizes, doentes crônicos ou pacientes terminais. Não! Esta rebeldia, protagoniza na história o que define o México atual, é uma força… imensa… incalculável, contraditória e necessária. Revolucionária e poética, pois. A vida, mesma.

Se trata de uma rebeldia com outro sabor, nova, fresca, matinal e emocionante. Uma rebeldia meticulosa e fértil, compreensiva e comprometida… uma rebeldia rebelde aos estereótipos, uma rebeldia revolucionária, em revolução permanente. Uma rebeldia como a gente.

Fragmentos de texto.

post técnico

Ou nem tanto! Passadinha mega rápida para avisar aos navegantes que novidades que aventavam o blog tornan-se realidade. Agora tenho meu diretório de fanlistings, ainda que incompleto, mas totalmente instalado. Outra coisa importante é a página inicial do domínio, que está novinha em folha e musicalmente ativa como todo o domí­nio. Por que musicalmente ativa? – perguntaria um desatento. Basta olhar nos blogs do domí­nio – Dani, Ju e Bi – prestar mí­nima atenção e perceber que todos têm motivos musicais!

Agora, se me dão licensa, tenho que ir embora pra Pasárgada. Gracias pelo número incomum de comentários no post anterior. Uma boa tarde a todas e a todos e não esqueçam: fim de ano é tempo de reflexão, e no resto do ano também!

domingão libertário

O projeto DOMINGÃO LIBERTÁRIO faz sua última atividade neste ano: um bate-papo sobre “Capoeira Angola e a Resistência Negra” com o grupo Zimba e convidados. Para lembrar de Zumbi dos Palmares e do 20 de novembro, dia da consciência negra.

Domingo 26 de novembro na sede federal (Lopo Gonçalves, Cidade Baixa, Porto Alegre/RS) às 15 horas

Participe e difunda este convite! 😀

Obs.: Não haverá programação ao final de dezembro. Em 2007, DOMINGÃO LIBERTÁRIO segundo ano com mais atrações de cultura e formação. mais informações

oh dúvida, oh céus, oh azar!

Tristeza repentina. A bem da verdade, não sei se tristeza é a palavra correta. Talvez nostalgia, e todo o encanto que estas sílabas carregam, tenha mais sentido para o devir dos acontecimentos.

A vontade de chorar e o nó na garganta característico, as borboletas no estômago e a saudade tomaram conta de cada instante do meu fim de dia… Tudo isso porque hoje alguém me reconheceu. Não um reconhecimento qualquer, um reconhecer bobo e que deveria ser estimulante. Mas ao subir no ônibus, a caminho da UFRGS, o motorista diz: “Tu faz teatro? Eu te vi uma vez em uma peça!”.

Aquilo caiu como uma bomba, a simples e ingênua pergunta me jogou contra a parede e em um ato de “descoragem” (eu sei que essa palavra não existe! Mas eu queria dizer exatamente isso, porque “covardia” não é o termo que eu quero) eu menti. Respondi que sim, escondi que não faço mais teatro há um ano. Que a meses não mexo meu corpo em um tablado e nem subo mais no palco. Todas as dúvidas, angústias e anseios dantes supostamente superados voltaram, agora, a povoar minha mente a minha alma!