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dezembro 2006

Posts em dezembro 2006.

Justificativas

Como não é do meu costume abandonar o blog, nem postar no estilo “diário”, resolvi apenas citar o que ando fazendo para justificar minha ausência. Em primeiro lugar as aulas terminaram e fui bem em tudo:

Arqueologia A: A
Arqueologia I – A: A
História da Idade Média Oriental A: B
História do Brasil III A: A
Introdução à Arte: A
Pré-História Brasileira: B

Pondo em dia as leituras, isso inclui literatura, HQs e livros de história, filosofia e arte a tempos esperando na fila.

Frases

Hoje, assim que terminei o último trabalho da faculdade, resolvi procurar um disquete bom para gravá-lo e poder imprimir em alguma lan house. E eis que redescubro estas frases, escritas há um tempo desconhcido (só se sabe que é muito), em uma espécie de brincadeira que tinha no sítio oficial da Marisa Monte:

Involuntários, pulsa planos toas as manhãs ao meu lado.

Numa boa, é estranho, ainda lembro, estar à toa, você sabe, todos, sim.

Foi bastante divertido encontrar essa frase formada a paritr de impulsos e cliques e escolha aleatórias de palavras que deram tão certo!

Porto Alegre invadida por mortos vivos!

Como diz a nota no site, o dia 09 de dezembro vai entrar para a história. Uma legião de mortos vivos, sedentos por miolos e cerveja cruzou boa parte da cidade, passando pela Andradas, o centro dos três poderes do Estado do RS (Praça da Matriz) escadaria da Borges, a Borges de Medeiros, Assembléia, Redenção, invadimos o Zaffari da Lima e Silva e a última parada foi o Cavanhas na Lima. Um trajeto longo, que teve direito a muitas fotos, gargalhadas e cérebros a menos. Eu estava à  paisana, mas fui infectada, por isso cuidado: no próximo meu zumbizinho estará sedento por miolos bem fresquinhos! Quer ver as fotos oficiais? Entra no álbum do flickr: http://flickr.com/photos/zombiewalkpoa.

Ataque dos Zumbis em Porto Alegre: a Redenção estava tomada por mortos vivos.

Nosso caráter temporário.

Faz umas duas semanas, eu terminei de ler um livro muito bom: Do Mar ao Deserto – A Evolução do Rio Grande do Sul no tempo Geológico, do professor Michael Holtz da UFRGS. é um livro de divulgação do curso de Geologia. Ele narra a história da Geologia, a formação da terra, as teorias em voga e as já “ultrapassadas”, mostra como o RS se tornou o que é hoje, de maneira agradável, fácil e a leitura é prazerosa. Mesmo sendo para leigos e não leigos, o livro tem uma preocupação com o caráter acadêmico, sempre citando fontes e aplicando conceitos. Gostei em especial do último capí­tulo, todos são bons, mas o último é maravilhoso. Neste capítulo ele fala suas conclusões acerca da história geológica de nosso estado e coloca algumas questões para reflexão que são muito pertinentes:

Ao longo da marcha evolutiva surgiu um ramo de animais que hoje chamamos de gênero ‘homo’, que se diferencia dos demais animais pela fala bem desenvolvida e pelo emprego de seu intelecto no empenho de auto destruição. (pág.: 139)

Cabe ressaltar que o curso que estamos tomando para atingir a evolução tecnológica está nos destruindo, e ainda mais, destruindo a natureza, e sem ela podemos até inventar a fórmula da vida que não nos será útil para nada.

Somos um produto casual e temporário da evolução e temos a obrigação de entender e de respeitar este fato, para não julgar a espécie humana como algo superior ou especial na construção do edifí­cio da vida. (pág.: 141)

Segundo o autor, os mamí­feros surgiram insignificantemente dentre os dinossauros e por muitos anos foi obrigado a viver em tocas no subsolo porque os dinossauros dominavam a terra. Foi só com o meteoro que atingiu a terra há 65 milhões de anos que puderam sair e habitar o solo, pois acostumados que eram a ambientes inóspitos, a nuvem de poeira e gazes que tapou o sol e matou toda a vida dos répteis gigantes não os afetou e puderam se expandir, evoluir e chegar nos tempos atuais. Não está longe de uma nova catástrofe (natural ou não), é bom não esquecermos que assim como nós já fomos, outros animais são submetidos a condições pouco propí­cias só esperando o nosso fim para saírem da toca e dominar o mundo. Este posto já foi dos plânctons, dos anfíbios, dos répteis e dos mamí­feros, quem serão os próximos?

Tribunal de pequenas causas internéticas!

Através do já vício Deletéria, descobri o mais novo sítio na net que vai viciar geral: o Suicidal-Essence Jornal! Um lugar totalmente diferente, onde o leitor decide o que quer ler! No Tribunal você encontrá um espaço para argumentar sobre o tema escolhido.” O assunto da semana foi Awards: vilões ou mocinhos? Veja o meu texto como jurada (todos podem ser) argumentando com a promotoria:

Não acredito que awards sejam realmente necessários para o processo criativo de um blogueiro. Primeiro porque assim como nossa promotora eles fixam um padrão, e isso já me deixa nos nervos. POis se perdermos mais esse espaço de originalidade aí sim perderei as esperanças, pois no mundo real a maioria das pessoas já busca ser igual, massificado para poder se enquadrar em grupo e ser aceito. No mundo virtual isso está em princípios de um colapso de massificação. Admito que já participei de um award, do rockadelic.org, e fico feliz em ter ganho o primeiro lugar numa categoria até então inédita. Esse também é outro problema, os awards, todos, avaliam as mesmas coisas: lay, texto, nome, etc… Não há uma variação, acaba sendo o avaliador de acordo com seu gosto distribuindo prêmios “nepóticamente”.

Língua é para falar e para brincar… (entenda como quiser!)

A lí­ngua portuguesa é linda. E mesmo com todas as regras e com todas as suas variantes da lí­ngua falada, da lí­ngua escrita o bom é aprender para poder brincar. Seja qual das opções escolher como legítima, brinque com ela, use todas as possibilidades, invente outras e ainda mais: sinônimos são feitos para serem usados. E é por isso que é lindo ler um poema com tantas palavras que nos parecem novas, ler um romance com todas aquelas construções maravilhosas.

É o mais lindo da lí­ngua portuguesa, inglesa, francesa, espanhola, árabe, chinesa… Saber brincar com as palavras, sem se importar se é essa ou aquela variante da língua que estamos usando, o importante é ser universal no particular!