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novembro 2007

Posts em novembro 2007.

Disquinho de Quinta

Com esse trocadilho dou inicio a mais uma categoria do blog, ou coluna, como preferir. A expressão de quinta designa algo de quinta categoria, inferior. No entanto, aqui no trecos&trapos tem um singelo significado: o disco das quintas-feiras! Isso mesmo, toda quinta-feira colocarei aqui um link para download de algum disco que eu goste muito, mas muito mesmo!

E para iniciar tal empreitada escolhi Os Mutantes com seu primeiro disco (homônimo) de 1968.

“Os Mutantes é uma banda brasileira formada no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo Baptista (baixo, teclado, vocais), Rita Lee (vocais) e Sérgio Dias (guitarra, baixo, vocais). Foram um dos grupos mais dinâmicos, talentosos e radicais da era psicodélica. Um trio de experimentalistas musicais, a banda inovou no uso de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos.” (Wikipédia)

Os Mutantes – Os Mutantes (1968)
01 Panis et Circenses – (Gilberto Gil / Caetano Veloso)02 A minha menina – (Jorge Ben) 

03 O Relógio – (Os Mutantes)

04 Adeus Maria Fulô – (Humberto Teixeira / Sivuca)

05 Baby – (Caetano Veloso)

06 Senhor F – (Os Mutantes) 

07 Bat Macumba – (Gilberto Gil / Caetano Veloso)

08 Le Premier Bonheur du Jour – (Jean Renard / Frank Gerald)

09 Trem Fantasma – (Caetano Veloso / Os Mutantes)

10 Tempo no Tempo – (J. Philips / Versão: Os Mutantes)

11 Ave Gengis Khan – (Os Mutantes)

Participações: Rogério Duprat (arranjos), Jorge Ben (voz e violão), Dirceu (bateria).

Download Via Mercado de Pulgas

Nota Estratégia & Análise #1

Nota escrita por mim e publicada originalmente na página Estratégia e Análise. 

Buscando sair dos regionalismos, foi encerrada a 6ª edição da Bienal

Eu, Daniela Soares, a partir de hoje terei um espaço reservado para escrever sobre cultura aqui na página Estratégia e Análise. Começo então com o evento mais recente da cidade de Porto Alegre.

No domingo, 18 de novembro, encerraram as exposições da sexta edição da Bienal de Artes Visuais do Mercosul em Porto Alegre. Essa edição foi cheia de novidades, mais internacional do que propriamente da região que dá nome ao evento. A proposta original dessa edição era criar uma exposição desde os países do Mercado Comum do Sul. Com uma quantidade de obras e artistas bem menor do que nos anos anteriores o curador Gabriel Pérez-Barreiro chamou cinco nomes para cuidar de mostras específicas descentralizando a tradicional figura que desempenhou.

Pegando emprestado o título de um conto de Guimarães Rosa, a 6ª Bienal teve como mote “A Terceira Margem do Rio”. A metáfora pretendia mostrar que dá pra ir além das oposições binárias e se posicionar de forma crítica e independente em relações às coisas, duvidar, questionar padrões e ao mesmo tempo aceitar o estranho, o inexplicável.

Também nessa edição foi a primeira vez que essa Bienal contou com um projeto de residência artística: a mostra Três Fronteiras que reúne quatro artistas refletindo sobre a chamada Tríplice Fronteira, palco do massacre da Guerra do Paraguai, uma região de intensas trocas econômicas e culturais. Nada mais pertinente em se tratando de Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Foi a partir da inovação que durante os últimos três meses os Armazéns do Cais do Porto, o Museu de Artes do Rio Grande do Sul e o Santander Cultural foram povoados com milhares de visitantes, na sua maioria estudantes. Alguns saíram muito satisfeitos com o que viram, outros nem tanto.

Feira do Livro Anarquista

Não é a Feira do Livro de Porto Alegre, mas bem que poderia ser. Anarchist Bookfair é, como o prórpio nome já diz, uma feira de publicações anarquistas que ocorre no Reino Unido (Londres). Sua história começa em 1983 e já teve 27 edições. Na última edição, realizada em outubro desse ano, a feira libertária contou com várias atividades sobre o universo anárquico que vão desde filmes e debates até creches para crianças e oficinas, além dos 40 estandes de livros, revistas e panfletos. No sítio do Centro de Mídia Independente encontrei uma entrevista com Miguel Martín, membro da Federação Anarquista do Reino Unido e um dos organizadores do evento falando um pouco mais sobre o que é feira. Vale a pena dar uma lida.

Estratégia e Análise

Buenas, findou o trabalho na 6ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul mas engana-se aquele que pensar no descanso imediato. Na segunda-feira, 19 de novembro, iniciei meu mais novo estágio: na redação do sítio Estratégia e Análise. Leia e acompanhe as notas semanais que publicarei por lá toda quinta-feira e por aqui sairá na quarta-feira seguinte. Nova, novíssima fase.

A Bienal acabou!

O que farei sem os meus bichinhos?

Saudade dessa gente toda e de toda a função.

E a festa de encerramento foi pra exorcisar!

Para meus bichinhos: “Ei queridos, me liguem, me mandem emails, me mandem scraps, falem comigo no msn. E não deixem de mandar nossas fotos. Ficou um vazio tão grande não ter vocês todos os dias do meu lado!”

Finaleira!

A 6ª edição da Bienal do Mercosul está acabando. Amanhã é o último dia de mediações, encontros loucos com os colegas, lanchinhos, rebeldias, supervisor querido, assistente queridíssima. Alguns vão embora pra seus lugares de origem. Santa Maria, Pelotas, e eu fico com todas as novas amizades, com o aprendizado e com muita, muita saudade de tudo e de todos. A partir de amanhã serei mais uma órfã da Bienal. Não pela instituição, mas pelo encontro que esse estágio me proporcionou, por tudo que dele absorvi. É, depois de amanhã os tempos ociosos serão despendidos de outras maneiras!

mudança

Como esperado, quinta-feira passada foi dia de mudança. E ocorreu tudo bem. A bagunça tomou conta da casa. Os móveis da cozinha já chegaram, e junto vieram também a geladeira, o microondas e o fogão. Sem máquina de lavar por enquanto. A bagunça está diminuindo aos poucos com as estantes no lugar (pelo menos os livros, CDs e DVDs estão limpos e em ordem). Demoramos quatro horas para montar o roupeiro, mas ficou tri. Ontem dois simpáticos senhores vieram montar a cozinha, a mais linda do mundo! Agora falta limpar tudo e comprar talheres e a louça. E também as panelas. E quinta tem chá de casa nova. Sem fotos da bagunça. Uma pena. 🙁