Permacultura

Sempre tive um interesse muito grande em viver em harmonia com a natureza. Descobri a Permacultura e encontrei nela um modo de por em prática esse desejo antigo. Mas afinal de contas o que é Permacultura? Buenas, existe uma literatura bastante grande sobre o assunto. Deixo como uma introdução uma citação muito significativa com a definição de Bill Mollison para o desenho que simboliza a Permacultura:

“O formato oval, do símbolo da permacultura, representa o ovo da vida; aquela quantidade de vida que não pode ser criada ou destruída, mais que é expressada e emana de todas as coisas vivas. Dentro do ovo está enrolada a serpente do arco-íris, a formadora da terra dos povos aborígines. No centro está a árvore da vida, a qual expressa os padrões gerais das formas de vida. Suas raízes estão na terra e sua copa na chuva, na luz do sol e no vento. O símbolo inteiro e o ciclo que representa, é dedicado à complexidade da vida no planeta Terra.” (Extraído de “Introdução a Permacultura” de Bill Mollison)

Para entender melhor, essas são as bases fundamentais da permacultura urbana: Reduzir, reutilizar e reciclar. Definitivamente essas são as melhores maneiras de começar.

Reduzir: Pensar se realmente é necessário consumir.

Reutilizar: Pensar quais as novas funções que uma coisa pode adquirir depois que a função primordial já foi exercida.

Reciclar: pensar que se não pode reutilizar, recicle.

Espero que este texto sirva de inspiração para iniciar pelo menos alguns dos princípios da permacultura aí na tua casa.

Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral tornou-se o símbolo de um acontecimento do qual esteve ausente.

A frase que dá título a esta nota é do crítico de arte Jacob Klintowitz e refere-se à ausência de Tarsila do Amaral na Semana da Arte Moderna de 1922. Na época a artista que se tornou referência na arte moderna brasileira estava na Europa, estudando na Academia Julian (1921 – 1922). Tarsila participou ativamente da renovação da arte brasileira que se processou na década de 1920. Integrou-se ao movimento modernista e ligou-se com a questão da brasilidade. Mesmo que não tenha participado efetivamente da Semana de Arte Moderna, foi responsável pela criação de uma nova linguagem para a pintura brasileira.

De volta ao Brasil, após a Semana de 22, ao ser apresentada por Anita Malfatti, aos modernistas paulistas ela passa a integrar o ‘Grupo dos Cinco’. O grupo não durou muito, devido à ida de Tarsila e Oswald de Andrade à Paris, no ano de 1923. Fizeram uma parceria intelectual poderosa em que um alimentava a arte do outro. É a partir desa época que a artista passaria a conviver nos ateliês dos mestres cubistas André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger.

Suas telas eram então, nitidamente influenciadas pelo cubismo, mas impregnadas de uma brasilidade que se manifesta, sobretudo nas cores. Mais tarde sua devoção pelas paisagens da infância revela-se tanto em sua fase Pau-Brasil (1924) registrando cidades, paisagens e tipos comoventemente brasileiros, como nas estranhas figuras da chamada fase Antropofágica (1928). Esta última é resultado de um presente ao seu marido, Oswald de Andrade. Pintou o Abaporu, uma figura de cabeça pequena, braço fino e pernas enormes, tendo ao lado um cactus cuja flor se assemelha a um sol. O nome da obra vem do dicionário de Tupi-Guarany de Montoya: Abapuru em língua indígena significa “antropófago; homem que come carne humana”. Oswald elabora o Movimento Antropofágico e a pintura de Tarsila evolui. As formas volumosas, as cores exuberantes passam a ser a marca registrada da artista.

As últimas obras de Tarsila resultaram de sua viagem à União Soviética em 1931. Voltou marcada pelo que viu. Marcada o drama operário e a miséria das multidões. Ë desse período as obras-primas: Operários e 2a Classe. Chegou a ser presa por divulgar seus ideais políticos durante o período Getulista. Os quadros de sua chamada fase social registram dores imensas, estampadas em figuras miseráveis, injustiçadas. Sua brasilidade re-significa o chamado Realismo Socialista.

Posteriormente Tarsila limitou-se a revisitar suas fases anteriores, concentrando-se em temas como folclore e religião Tarsila do Amaral falece em São Paulo no dia 17 de Janeiro de 1973 com um legado deixado por poucos: a caminhada que buscava uma arte nacional.

*Nota da semana passada, escrita por mim na página Estratégia e Análise.

Dois funerais.

O Jovem ator Heath Ledger de apenas 28 anos morreu ontem. Ainda não há dados sobre as causas da morte, mas existem indícios de que ela esteja relacionada ao uso de drogas. Um cara talentoso, bonito e com uma carreira recheada de bons filmes (“O Segredo de Brokeback Mountain” 2005 é talvez o melhor deles). Pai de uma menininha de apenas dois anos, recém divorciado. Estava super animada com o “Dark Knight” (próximo filme do Batman, em que ele atua como o Coringa). Uma pena.

Outro ator que deixou este mundo foi Luis Carlos Tourinho. Na segunda-feira última ele sofreu um aneurisma cerebral e deixou uma herança muito bacana: uma série de participações bem humoradas em diversos programas de televisão. Seu talento era inegável, apesar de trabalhar na famigerada emissora manda-chuva das bandas Tupiniquins.

Buenas, o bom é que ainda podemos ver os trabalhos que eles fizeram. O que fica é a herança.

Porto ainda mais alegre nesse verão

Verão, sol, praia. Muitas pessoas passam os meses mais quentes do ano desfrutando da areia e a água salgada do litoral. No entanto, quem fica em casa padece com os péssimos programas de televisão, um calor abafado, o ar pesado da cidade e dificuldade até em se concentrar em uma boa leitura (este último para os desprovidos do famoso ar condicionado). Não em Porto Alegre.

Há nove anos o verão da capital gaúcha vem desfrutando de uma temporada teatral para todos aqueles que por um motivo ou outro estão na cidade. É o Porto Verão Alegre. Na sua melhor e mais madura edição o evento saiu da mesmice de sempre e inovou com parcerias e atividades paralelas.

Em parceria com o SESC o Porto Verão vai disponibilizar para a população de Porto Alegre (inclusive a da periferia) teatro grátis neste verão. Desde o dia 19 de janeiro até o dia 23 de fevereiro quatro grupos de Teatro de Rua estarão apresentando seus trabalhos pela cidade. E o teatro é tema da mostra de cartuns especialmente programada pela Grafar para o Porto Verão Alegre 2008. A exposição denominada Pregando Peça: O Teatro Segundo Os Cartunistas começou no dia 17 de janeiro e vai até o dia 16 de fevereiro de terças a domingos das 9 às 21 na Usina Do Gasômetro (galeria do 4º andar).

A programação do festival iniciou no dia 07 de janeiro e vai até dia 24 de fevereiro, e conta ainda com espetáculos gratuitos não só nas ruas e praças, nas salas também é possível assistir a diversos espetáculos sem precisar pagar nenhum pila.

Pensaments mórbidos…

…mas coloridos.  Navegando pelo flickr me deparo com uma fotografia fantástica. Meu encantamento se deu muito mais pelo que a câmera retratou do que pela qualidade da foto. Um túmulo, todo colorido. Achei lindo, lírico. Se trata do túmulo de alguém, isso é óbvio, mas alguém tão amado e tão especial que ganhou um presente de morte. Cor, muita cor. Quebrando a lógica instituída e cinza da morte. Eu sempre quis ser cremada ou doar meu corpo para alguma universidade, mas depois de ver essa linda homenagem fiquei tentada a solicitar algo assim para miha hora.