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abril 2008

Posts em abril 2008.

A animação no Brasil: obstáculos e esperança (parte II)

O apoio financeiro é de extrema importância para um Estúdio de Animação no Brasil, para que se possa encarar a produção de um longa-metragem. Mesmo os grandes estúdios, como a Mauricio de Sousa Produções, têm que recorrer a diversos acordos e contratos para dar conta do custo de uma animação de longa duração. Devido a estas dificuldades muitos artistas especializados saem do país para trabalhar em estúdios gringos e colaboram em projetos de grande alcance, como nos casos de Carlos Saldanha (co-diretor de A era do Gelo2) e Eduardo Gurman (que participou da produção de Animatrix).

Infelizmente nós não temos uma produção à vista de nossos olhos, o que se mede pela grande dificuldade de comercializar, distribuir e exibir. No exterior também há esse desconhecimento. Basta acessar as páginas das associações internacionais de Cinema e Animação, por exemplo, e ver o tema dos artigos publicados especificamente sobre animação. Não há quase menção das produções brasileiras.

Há esperança, se novas oportunidades aparecerem as possibilidades de produzir trabalhos originais, como Anabel, de Lancast (primeira animação brasileira na Nickelodeon) ou o longa Wood & Stock, baseado nos quadrinhos de Angeli, são muito maiores. As oportunidades podem ser escassas, mas a criatividade e a vontade vês sempre em abundância. Todo ano o Anima Mundi anuncia a inscrição de um número cada vez maior de inscrições de curtas e longas metragens de animação produzidos em terras tupiniquins. Sem contar os cursos de animação que englobam as variadas técnicas ou especialidades, desde a animação disneyana (clássica) e stop-motion, até a animação em 3D. No entanto, além da boa e velha esperança e da espera por campanhas da Ancine e do Governo Federal é preciso entrar nessa briga.

PS: Leia a primeira parte aqui!

*Texto originalmente escrito e publicado por mim no Estratégia e Análise.

A hora de dormir também pode ser fashion!

Michele Leg, uma estilista nascida na África do Sul e australiana por opção criou uma marca de roupas de dormir, a Toddy, que deixa qualquer um babando. E o melhor de tudo, as peças são tão estilosas que é possível usar no dia-a-dia como se fossem roupas. Acha exagero? Confere as criações de Michelle e tire suas próprias conclusões. Buenas, estou pensando seriamente em adquirir um, porque a guria garante entrega em qualquer canto do mundo!

Descubra se um deles combina com você acessando a edição desta semana da revista Snackzine (www.snackzine.com.br).

Um outro lado.

Às vezes sou também boneca. Escrevo coisas pequenas, palavras amenas e histórias de qualquer tema. Caminhos cruzados, pensados, tomados. São andanças descritas com minúcia e abundância. Mas às vezes esqueço de mostrar. Guardo no fundo de uma gaveta e deixo para as traças as apreciações. Outras quero contar e ouvir as opiniões.

A animação no Brasil: obstáculos e esperança.

Muitos já falaram sobre a qualidade da animação no Brasil, algumas vezessão críticas corrosivas que geralmente vêm acompanhadas de comparações com as produções estrangeiras. No entanto, o Brasil sempre teve uma animação de boa qualidade. Sobretudo na publicidade. Porém o espaço nesse meio é, em geral, para filmes de até 30 segundos.

Recentemente, entretanto, as seleções para festivais como o Anima Mundi sinalizam uma crescente pretensão em atuar fora dos comerciais, uma vez que a animação começa a aparecer como uma opção acessível para quem quer fazer cinema. E a computação, é claro, assume um papel de extrema importância nesse processo de crescimento. Os atrativos do meio digital são muitos para os animadores, apesar de a técnica 3D não ter ganho mercado por aqui. O Brasil é pioneiro em animação 100% digital, com Cassiopéia – longa de Clóvis Vieira – produzido com pouco mais de 15 computadores 486 e lançado em 96 – alguns meses depois do famoso desenho da Disney, Toy Story, que acabou ficando com o título de pioneiro.

Existem profissionais e existem técnicas. O que impede então de tornar a animação uma área em constante expansão no Brasil? Bom, tudo começa com a legislação de captação que não contempla a animação. Desenvolver um desenho não obedece a mesma lógica de realizar uma película com atores de verdade. Isso exige uma demanda muito maior de tempo e dinheiro. E falta essa compreensão para os responsáveis por essa legislação. No entanto, não basta mudar a lei de captação, tem de mudar a cabeça do empresariado que patrocina cultura no país. Assim é possível ver uma luz no fim do túnel para a produção de animações totalmente tupiniquins.

*Este texto é meu e foi originalmente publicado no Estratégia e Análise.

A Casa dos Pacheco – mininovela

A escritora Andréa del Fuego começou no inicio deste mês mais uma mininovela. Vale a pena conferir por dois motivos. Primeiro porque a Andréa é uma ótima escritora e segundo porque ela usa como referência para seus capítulos as ilustrações de Norman Rockwell, grande artista do início das décas de ’30, ’40 e ’50 do século XX.

No que consiste? Buenas, editar imagens para que a seqüência delas lhe dê uma história! Eu mesma fiz algo parecido dia desses: parecido porque usei apenas uma imagem e a partir dela criei um pequeno e insano diálogo entre um monstro azul e uma boneca alagoana (presentes de amigos queridos).

Mas é chá ou suco?

Depois de um delicioso chá das cinco ao melhor estilo britânico nada melhor do que acertar detalhes de projetos, iniciar parcerias ou simplesmente jogar conversa fora. Pois é, foi nesse clima que o polêmico (e adorado por esta que vos escreve) Iggy Pop e o Dj e produtor Fatboy Slim decidiram unir forças e gravar uma faixa em parceria. Uma mistura um tanto inesperada que pode render bons frutos. A música fará parte do novo álbum de Fatboy Slim que tem previsão de lançamento para Maio deste ano. Fico aqui esperando para saborear o suculento resultado. E tu também pode acompanhar essa empreitada, acessando a revista eletrônica Snackzine!

E Iggy Pop não é novato quando o assunto é parceria. Ele também já cantou ao lado de outro fera da música, David Bowie. No vídeo uma apresentação deles ao vivo interpretando The Passenger.

Agora alguém me explica uma coisa: porque diabos o Iggy resolveu tomar chá?