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janeiro 2010

Posts em janeiro 2010.

Dollhouse – recapitulando a primeira temporada (parte 2)

Dollhouse

Continuando a recapitulação da 1ª temporada de Dollhouse:

Dollhouse – 1×07 – Echoes – 8,0

Exibido originalmente  no dia 27 de Março de 2009. Escrito por Elizabeth Craft e dirigido por James A. Contner.

Echo abandona uma missão e vai para para uma universidade nas proximidades, onde todo o campus está sendo afetada por uma misteriosa droga da memória. A Corporação Rossum pede para Adelle enviar um grande contingente de ativos para um campus universitário na tentativa de recuperar recuperar essa droga experimental. A droga traz à tona lembranças reprimidas que afetam a todos, incluindo os ativos. Algumas origens de Echo são reveladas neste episódio que é muito bom, uma sequência de informações relevantes são muito bem colocadas para o espectador.

Dollhouse – 1×08– Needs – 8,0

Dollhouse - Needs

Dollhouse - Needs

Exibido originalmente no dia 03 de Abril de 2009. Escrito por Tracy Bellomo e dirigido por Félix Enríquez Alcalá.

Os piores receios dos responsáveis pela Dollhouse são realizados, os ativos começam a despertar (não sem a providencial auda de Acho, Victor e Sierra) e recordar algumas das suas “vidas passadas” e planejam fugir da casa. É a primeira vez que temos uma narrativa inteiramente na casa. Um falha no processo de impressão despertou os ativos e eles perdem o estado de inocência,mas sem lembrar quem realmente são configura uma dinâmica envolvente, em que o espectador sente o potencial de suas perguntas sobre os personagens finalmente serem atendidas.

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Dollhouse – recapitulando a primeira temporada (parte 1)

A primeira temporada de Dollhouse estreou em Fevereiro de 2009 nos Estados Unidos e aqui no Brasil foi ao ar em Agosto pelo canal FX. Foram 12 episódios oficiais mais o 13º extra e o melhor da temporada.

Vamos então recapitular episódio por episódio o que aconteceu em Dollhouse (de forma bem sucinta, prometo).

Dollhouse – 1×00 – Echo – 8,0

Dollhouse - Echo

Dollhouse - Echo

Esse é o piloto original da série, mas segundo o IMDB, foi ao ar apenas no dia 28 de Julho de 2009, mais de quase seis meses depois de iniciada a exibição da série e ainda segundo o TV.com, nunca foi ao ar. Mais uma vez a Fox não confiou no taco de Joss Whedon e se intrometeu na criação do gênio (sabe o que fizeram com Firefly?). O episódio foi escrito e dirigido por seu criador, Joss Whedon.

Echo é contratada para servir como uma perita em negociações por um empresário cuja filha foi raptada. Enquanto isso, o agente do FBI Paul Ballard arrisca sua carreira em busca da Dollhouse, sua investigação ganha impulso quando ele recebe uma foto de Caroline. Enquanto isso, Echo e alguns dos outros Ativos começam a mostrar sinais de auto-conhecimento, deixando Adelle, chefe da casa, um pouco nervosa. Um episódio bem bacana que tem bastante informação condensada e foi deixado de lado por qual motivo? I don’t know.

Dollhouse – 1×01 – Ghost – 7,0

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Welcome to the DOLLHOUSE

Dollhouse

Amanhã é o dia da season finale de Dollhouse. Mais, é dia da serie finale. Pois sim, a série foi cancelada e durou apenas duas temporadas. Joss Whedon não da sorte mesmo, a magnífica Firefly foi super sacaneada e cancelada na primeira temporada. E ao contrário do que muita gente diz por aí, Dollhouse é uma série muito bacana. Subestimada.

Eu não vou mentir, não é uma série perfeita. Existem alguns passos em falso – e mesmo alguns erros gritantes – já no primeiro episódio, mas existe um grande potencial no conceito, nos personagens e na história. Potencial que se desenvolveu principalmente na segunda temporada. Talvez pelo cancelamento. Não sei. Só sei dizer que o crescimento da série na segunda temporada é inegável.

Dollhouse, o lugar, é uma organização secreta. Até aí nenhuma novidade, existem muitas séries sobre organizações secretas. O diferencial da Dollhouse é que nela, seus clientes obtém um produto único e caríssimo: uma Doll, ou seja, uma pessoa que disponibilizou seu corpo em troca de muita grana para que sua memória fosse removida e outras várias pudesses ser inseridas nele. Parece complicado, e é.

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Quincas Borba (Machado de Assis)

Quincas Borba (Machado de Assis)

É muito complicado falar de um livro de Machado de Assis. Falar bem, todo mundo fala. Falar mal é correr o risco de ser apedrejada. Buenas, o livro é bom. Isso é fato. Mas fato é que eu já li muito outros que são muito melhores. Gosto da maneira como Machado brinca com as palavras, construindo imagens bem bacanas.

Sinopse: Este livro conta a história do ingênuo professor Rubião, mineiro de Barbacena, que recebe como herança todos os bens do filósofo Quincas Borba, mais a incumbência de tomar conta de seu cão – também denominado Quincas Borba -, e divulgar a filosofia conhecida como Humanitismo.

Comecei a ler Quincas Borba (romance de banca, daqueles da Coleção ZH, comprado por R$ 2,50 + a zero hora de domingo lá pelos idos de 2001) para o Desafio Literário e tive de parar para ler o Memórias Póstumas de Brás Cubas, porque o narrador do Quincas Borba comentou que o personagem já havia aparecido no Memórias Póstumas. Então que eu larguei um para ler o outro achando ser necessário. Não foi. Exceto por algumas pequenas referências ao livro, Quincas Borba é independente do outro livro. Foram dois natimortos a menos na estante.

A partir daí a história do livro começa. e fica a questão, quem é o Quincas Borba do título do livro? O homem ou o cachorro? Pois a história não narra a trajetória deles, e sim do novo dono de Quincas Borba, Rubião, que vai para a corte e por lá conhece o casal Sofia e Palha. Ao longo da narrativa vemos Rubião ficar perdidamente apaixonado por Sofia, gastar muito dinheiro com presente e empréstimos os quais se recusa a receber o pagamento.

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Ranking – Dezembro 2009

Dollhouse - The Attic

A Sociedade dos Blogs de Séries promove todos os meses um ranking com as notas notas de 0 a 10 (valendo meio ponto) dadas pelos participantes para os episódio exibidos nos Estados Unidos no mês. Cada participante envia a lista dos episódios que assistiu e a respectiva nota para cada um deles. Segue a minha lista para o mês de Dezembro de 2009:

30 Rock – 4×07 – Dealbreakers Talk Show – 8,0
30 Rock – 4×08 – Secret Santa – 8,0

Dollhouse – 2×5 – The Public Eye – 8,0
Dollhouse – 2×6 – The Left Hand – 8,0
Dollhouse – 2×7 – Meet Jane Doe – 8,5
Dollhouse – 2×8 – A Love Supreme – 8,0
Dollhouse – 2×9 – Stop-Loss – 9,0
Dollhouse – 2×10 – The Attic – 9,5

Californication – 3×11 – Comings & Goings – 9,0
Californication – 3×12 – Mia Culpa – 10,0

Modern Family – 1×10 – Undeck the Halls – 7,5

How I Met Your Mother – 5×10 – The Window – 9,0
How I Met Your Mother – 5×11 – Last Cigarette Ever – 7,5

The Big Bang Theory – 3×10 – The Gorilla Experiment – 8,0
The Big Bang Theory – 3×11 – The Maternal Congruence – 8,0

Glee – 1×12 – Mattress – 8,0
Glee – 1×13 – Sectionals – 8,5

The Office – 6×11 – Scott’s Tots – 8,0
The Office – 6×12 – Secret Santa – 8,5

Os Rankings finais de Setembro, Outubro e Novembro (depois de contabilizado os votos de todos os participantes da SBS):

SetembroOutubroNovembro

A Estrada (Cormac Mccarthy)

A Estrada (Cormac Mccarthy)

A Estrada (Cormac Mccarthy)

O cenário por trás da belíssima história de Cormac Mccarthy é o mundo alguns anos depois de uma tragédia, depois de seu fim. Não há lugar em que a morte não esteja presente, seja em milhares de corpos espalhados pelas cidades totalmente destruídas ou pela natureza, que perdeu sua cartela de cores para o cinza. A escuridão total durante a noite e o dia coberto por nuvens de fumaça e cinzas. Não se houve mais o canto dos pássaros, o barulho que persiste é ínfimo. E os poucos homens que sobreviveram lutam para continuar vivos e muitos deles tornaram-se canibais. Mas em nenhum momento do livro descobrimos como isso aconteceu.

Como se passaram muitos anos desde a tragédia, o que restava de alimentos nas lojas e casas destruídas já tinha acabado. Esse cenário desolador, que mesmo aterrorizante, não chega a compor um ponto de extrema importância para o que o autor pretende com seu romance. Mas fazer o que se eu gosto tanto desse cenário nas histórias de ficção.

Mccarthy desenvolve uma narrativa sobre dois sobreviventes, o pai e seu filho, que nem chegou a conhecer o mundo como ele era antes da tragédia. Sem nomes, os personagens seguem pela estrada que dá nome ao livro em busca de algo que nem mesmo eles sabem o que seria. Apenas querem fugir da desolação e do frio que vem chegando, caminham em direção à costa. São poucos os diálogos entre os dois, não há muito o que falar nessa situação. São dois seres em farrapos, com rostos cobertos de panos para fugir da fuligem que preenche o ar e o torna quase irrespirável. O pai mantém uma bala no revólver que carrega para, em último caso, dar cabo do filho (a própria esposa optou pela morte, e o diálogo que a antecede seu “desaparecimento”, recordado pelo marido, é um dos grandes momentos de A estrada) ou protegê-lo em alguma situação extrema que se apresente.

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