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Sobre minha neura com listas

Em uma época não tão distante, eu tinha o costume de anotar todos os filmes que assistia. Os livros também. Primeiro em um caderno velho, depois em noras no computador que viraram arquivos na nuvem. Aí veio uma série de redes sociais nas quais eu poderia manter o controle das minhas leituras e parei de anotar manualmente. Porém, ao mesmo tempo que parei de anotar os livros lidos, também parei de anotar os filmes vistos, embora eu não tenha me adaptado com nenhuma rede social relacionada à sétima arte. Aí fiquei sem uma lista de filmes vistos.

Minha sorte é que existia um arquivo com os nomes dos filmes vistos enquanto eu e meu ex éramos um casal (o que não faz tanto tempo assim) e nos últimos tempos não tenho visto tantos filmes assim, o que torna os vistos recentemente totalmente lembráveis de cabeça. Onde quero chegar com tudo isso? Eu acho importante manter uma lista de filmes e livros lidos para manter um controle de qualidade e de quantidade e estava sentindo muita falta disso. Ver a lista de filmes vistos do ex me fez perceber o quanto estou devendo no quesito cinema.

Uma coisa que percebi, por exemplo, foi que não consigo mais acompanhar os lançamentos de gêneros que considerava meus preferidos e me detive nos grandes blockbusters. A causa disso pode estar na relativa falta de tempo, ou ainda na preguiça mental de procurar, comprar/baixar os filmes e depois assistir. Além disso, percebi que posso manter um ritmo interessante de idas ao cinema, intercaladas com sessões caseiras de Netflix para recuperar o fôlego dos antigos mais de 100 filmes por ano. Então passei uma noite revendo as tais listas do ex e eliminando filmes que não vi e acrescentando os que vi sozinha. Agora, finalmente, tenho tudo atualizado! Ufa. Então em breve postarei os filmes vistos no ano, bem como os livros lidos. Retomar antigas tradições para gerar conteúdo, manter o ritmo e desbravar novos territórios.

Revisitar o passado de vez em quando é bom. Faz com que repensemos algumas atitudes e consigamos pensar em estratégias para planejar melhor o futuro. Nossa que clichê, mas felizmente é verdade.

Comentários despretensiosos sobre Missão: Impossível

Fui ver no cinema alguns meses atrás. Daí escrevi esse texto e esqueci de postar. Então segue esse pequeníssimo texto despretensioso sobre a diversão que foi assistir Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011; Dir.: Brad Bird).

Fazia muito tempo que eu não via um filme tão divertido e com cenas de ação realmente eletrizantes. Na verdade relutei bastante em ir no cinema ver o filme porque não vi nenhum dos anteriores de forma decente (leia-se, vi na televisão, dublado e com cortes e nem lembro direito). Fiquei realmente impressionada com o quanto me diverti vendo esse filme.

A escolha do elenco foi impecável e lógico que fiquei realmente contente em ver o Sawyer (Josh Holloway) na sua pequena, porém relevante participação. Outra participação que me deixou muito contente foi a de Simon Pegg, nossa como eu adoro esse cara! E claro que eu não poderia deixar de citar o vilão mega estereotipado do filme que mesmo sendo quase uma caricatura de vilão foi muito bem trabalhado pelo super Michael Nyqvist (eterno Blomkvist nos filmes suecos e da minisérie baseados na Trilogia Millennium).

E as cenas de ação, ah quanta adrenalina. E um salve especial para as cenas em Dubai, nossa aquilo sim me deixou com a adrenalina a mil. É um filme com diversão garantida, de verdade. Pega a pipoca e vai assistir, é época de férias.

MIssão: Impossível - Protocolo Fantasma

Uma belíssima homenagem aos livros

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Muita gente já postou em seus blogs, perfis em redes sociais, compartilhando com amigos e ilustres desconhecidos um pequeno vídeo que é um curta metragem de animação sobre livros criado por William Joyce e Brandon Oldenburg: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore. Eu acompanhei em algumas postagens de amigos os elogios sobre o tal filme, mas ainda não tinha assistido. Pura pregiça? Não. Internet lenta? Também não. Aparentemente não teve nenhum motivo para que eu parasse por algum minutos e clicasse no botãzinho em formato de flecha que desencadeia o início do filme no Youtube ou Vimeo. Ainda não sei porque não tinha assistido antes. Só sei que o tal filme foi indicado ao Oscar e nada de eu clicar naquele botão. E o Oscar passou, e o tal curta ganhou o tão famoso prêmio.

Buenas, depois de tanto ler sobre, notícias e elogios, hoje eu finalmente cliquei. Cliquei e durante 15 minutos eu fui transportada para um mundo diferente. Um curta mudo, com uma trilha sonora de encantar e imagens lindas, com uma história enternecedora. Um mundo de Oz dos livros, onde Mr. Morris Lessmore e eu fomos arrebatados por um furacão e depois disso seguimos, não por uma estrada de tijolos amarelos, mas por uma estrada de páginas de livros. Onde o mundo em cores fica preto e branco e só volta a ter cores por conta dos livros. Onde os livros voam e contam histórias e onde eles só sobrevivem se são lidos.

Uma história curtinha (como só poderia ser!, afinal é um curta-metragem) que, no entanto é tão comovente como são todas as grandes histórias. Fiquei muito emocionada com as descobertas desse mundo novo, que de fato é mágico e que existe dentro de cada amante de livros e de boas leituras, de bons textos e momentos inesquecíveis. Os livros proporcionam tanta magia para quem vive entre eles, que uma homenagem dessas é linda e merecida. E o Oscar então, nem se fala. Mais do que merecido. Então chega de falatório e vamos assistir na íntegra esse filme lindo ganhador do Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação:

“The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”


Não consegue ver? Acesse o vídeo diretamente no Youtube.

Inquietos (Restless, 2011)

Restless (2011)

Inquietos (Gus Van Sant, 2011) é um filme sobre vida, amor, descobertas e morte. Conta a história de uma adolescente com câncer em estado terminal, Annabel Cotton (Mia Wasikowska),  que se apaixona por um rapaz, Brae Enoch. (Henry Hopper), que gosta de assistir a funerais e tem um amigo fantasma que foi piloto kamikaze japonês na Segunda Guerra Mundial. A história é mesmo pouco convencional, o tipo de coisa que eu gosto e me pega de jeito. Já começou com ponto positivo.

O mundo desses dois jovens parecem inteiramente distintos. Annabel ama a vida, sempre com um sorriso no rosto ela aceita que tem apenas três meses de vida e quer vivê-los intensamente. Nesse meio tempo ela conhece Enoch, um garoto bastante peculiar, que tem um desprezo pela vida e uma curiosidade mórbida sobre a morte. E o encontro dos dois ocorre justamente em um funeral, no qual ele entrou de penetra. Na verdade os primeiros minutos do filme são um tanto enigmáticos, pois neles apenas vemos um garoto vagar de funeral a funeral até encontrar uma garota diferente, que se veste como menino (palavras dele, e que eu discordo, ela tem um estilo único, mas não se veste como menino).

Restless (2011)

No momento em que trocam o primeiro olhar ela já solta um sorriso espontâneo. Depois de trocarem algumas palavras ela descobre que ele é um penetra e ele vai embora. Em outro dia ela aparece no mesmo funeral que ele e começa e interagir com o garoto, que está bastante contrariado pela insistência de Annabel. Na verdade, ela também tem um fascínio sobre a morte – e por um bom motivo -, mas ao contrário de Enoch, ela é otimista, vê a morte através de um prisma de beleza. Se autoproclama naturalista, fã de Darwin e amante de pássaros. Seus espécimes favoritos são as aves aquáticas, pois elas podem ir a qualquer lugar que desejem e as aves canoras que cantam todas as manhãs, simplesmente por estarem vivas.

Se eu tivesse de escolher uma palavra para definir esse filme eu diria que ele é etéreo.

Etéreo: adj. Da natureza do éter: substância etérea. / Que tem o cheiro de éter. / Fig. Que tem algo de delicado, de aéreo, de muito puro: criatura etérea.

Ele realmente tem algo de muito delicado. Depois de alguns encontros entre Annabel e Enoch eles acabam descobrindo que tem muito em comum e se apaixonam. Tudo é muito bonito. O amor é retratado com uma pureza quase infantil. Os momentos que eles vivem juntos, ele tentando fazer com que ela viva plenamente, e ela curtindo cada momento como se fossem (e realmente são) únicos. Eles tem um propósito juntos: viver. Enoch sabe que ela tem apenas três meses e por isso ele sabe que o relógio não para. É preciso correr contra o tempo. E ao mesmo tempo ele precisa lutar com seus próprios medos e fantasmas (não Hiroshi, que é seu amigo e o ajuda a enfrentar suas tormentas). Continue lendo →

Assista: trailer de O Hobbit

Saiu, finalmente saiu. Estou me controlando muito para não escrever apenas interjeições e monossílabos, ou tudo em maiúsculo ou com as letras repetidas várias e várias vezes, pois é assim que estou me sentindo. Não acreditei quando vi a primeira vez e pode acreditar, já vi mais de cinquenta vezes o trailer de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. Agora é pra valer, O Hobbit não está mais distante. As gravações estão ocorrendo há alguns meses, mas até então eu não tinha nada de concreto para me segurar. Fotos e filmes sobre as filmagens saiam quase que diariamente, mas nada é tão concreto quanto um trailer. Bom chega de jogar conversa fora e bora assistir o trailer mais aguardado de 2011!


Link direto para o vídeo no Youtube

“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” já tem logotipo nacional

A Warner Bros já divolgou o título oficial das duas partes d’O Hobbit no Brasil: O Hobbit: Uma Jornada Inesperada e O Hobbit: Lá e de Volta Outra Vez que têm estreia prevista para 14 de dezembro de 2012 (1ª parte) e 13 de dezembro de 2013 (2ª parte). Já estou fazendo uma corrente de pensamentos positivos para que nada atrase essas datas, porque a ansiedade é grande.

Mas não é só isso, a Warner também divulgou o logotipo brasuca para a primeira parte! Dá um gostinho de quero mais ver esse logo…

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Fonte: Cinepop e Valinor.

Harry Potter, the end.

Harry Potter collection

Eu já contei por aqui que sou apaixonada por Harry Potter e como isso aconteceu: tardiamente e depois de um longo período de preconceito literário com os livros de J. K. Rowling. Contei que li os sete livros em dois meses, que devorei cada página e saboreei cada aventura e prova de amizade do trio Harry, Hermione e Rony, que me diverti com Snape, que chorei com eles, com cada morte. Nessa aventura de sete anos e sete livros dos bruxos e dos trouxas eu embarquei muito recentemente. E mesmo assim me apaixonei de tal forma que posso me considerar uma fan. Quando comecei a ver os filmes, logo depois de ter lido os livros, achava cada um melhor que o outro. Que eles conseguiam transpor para a tela todos os sentimentos que tinha com as páginas dos livros.

Ler o sétimo e último livro deixou uma saudade imenso de todos os personagens, da narrativa gostosa e dos cenários fantásticos, de Hogwarts e de tudo o mais. E depois, com os filmes, podia suprir a falta que cada uma dessas coisas me fazia. Nesse meio tempo ganhei camiseta de Hogwarts, comprei os livros dos animais fantástico e o manual de quadribol. E então veio o sexto filme, o primeiro deles que vi no cinema, e a certeza de que o fim estava próximo deixava o sentimento nostálgico ainda maior. Com a primeira parte do sétimo filme fiquei arrepiada, emocionada e ainda mais nostálgica. Yates fez um belo trabalho e deixou a promessa de um final arrasador para a saga de Harry Potter.

E eis que dia 15 de julho de 2011 alternava entre “está demorando demais para chegar” e “não quero que chegue, assim não acaba”. E o dia chegou. Na terça-feira anterior a estréia eu fui na bilheteria do cinema em São Leopoldo para comprar ingressos para a estréia. Não tinha mais como, não tinha lugar. (só lá na primeira fileira ou um que outro com péssima localização). Eu e o Ju resolvemos comprar para o sábado. Mais um dia esperando não mataria ninguém. O sábado veio. E a ansiedade era enorme. Fomos para o cinema, que mesmo com lugar marcado no ingresso, fez fila para organizar a entrada de tanta gente na sala de exibição.

Começou o filme e fiquei realmente muito emocionada. Na primeira metade do filme já estava chorando, copiosamente, como disse a menina na fileira de trás. As mortes de Remo, Tonks e Fred me deixaram muito, muito triste. Mas nada superou a morte de Snape, meu personagem favorito da série (seguido de perto por um empate entre Rony e Hermione) desde o primeiro livro (antes de saber de seu passado). E Harry na Penseira vendo as motivações de Snape, tudo o que ele fez, e o porque do que fez, me deixaram em frangalhos. E o filme terminou e continuei chorando. Fiquei na sala do cinema até a última letrinha, até o símbolo da Warner aparecer. Foi uma despedida e tanto. Nem queria ver minha cara no espelho depois de tudo aquilo. Devo ter ficado inchada, vermelha, os olhos cheio de lágrimas.

A saga no cinema terminou com chave de ouro.  Harry Potter e as Relíquias da Morte – parte II é muito, mas muito bom mesmo. E quem tem uma ligação sentimental com toda a série, como eu, gostou ainda mais. O certo é que podemos dizer que terminou, é o fim, não serão feitos mais filmes, não serão escritos mais livros (quem sabe…). Mas eles ainda estão aí. É sempre possível voltar e ler de novo, rever todos os filmes, fazer maratona. E tem o Pottermore, para amainar a nostalgia. Muito obrigada Harry, Rony, Hermione, Snape, Dumbledore e J. k. Rowling, por tudo, por esse mundo fantástico que conheci e passei a amar.