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Londres 2012: Comentários sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Londres 2012

As aberturas das Olimpíadas são sempre um grande evento e que eu espero com bastante ansiedade. E nesse ano em espacial, pois os Jogos Olímpicos estão acontecendo em Londres, uma das cidades que eu mais tenho vontade de conhecer e fica em um dos países que eu mais tenho admiração pela cultura. Minha ansiedade para saber o que os britânicos tinham preparado para receber o mundo nesses dias era tamanha e eu tinha tantas expectativas que fiquei vidrada na televisão, acompanhando pela transmissão da SporTV (mesmo com os comentários insuportáveis de Galvão Bueno).



Eu fiquei encantada com a primeira parte da abertura, com o cenário das Ilhas Britânicas antes da Revolução Industrial, aquele clima bucólico e pacífico (embora, como historiadora, eu saiba que as coisas não eram bem assim). E a transformação da campo em cidade, com a completa destruição da vida rural e várias chaminés subindo cada vez mais altas com o chamado dos burgueses insaciáveis foi realmente espetacular. Achei muito interessante terem tratado a Revolução Industrial dessa forma, pois poderiam ter falado apenas do lado bom, dos avanços tecnológicos, das inovações invenções que facilitaram nossas vidas. Foi bom ver na televisão a miséria gerada como custo desses avanços, operários sujos, crianças trabalhando, mulheres exigindo poder de voto (uma pequeníssima menção aos movimentos operários).


Claro que o que ficou para o público não foi isso, e sim a beleza e a grandiosidade do progresso gerado pela Revolução Industrial, mas foi bom ver que Danny Boyle (que idealizou e concebeu o evento) pelo menos tocou no assunto. Mais pontos positivos para a excelente participação de Kenneth Branagh recitando uma fala de Caliban da peça de Shakespeare e o momento quase épico dos anéis olímpicos sendo forjados no centro do estádio pela siderúrgica que emergiu com a Revolução Industrial.



Anéis olímpicos

Outro ponto forte da abertura foi a parte musical. Que delícia ver minhas bandas preferidas (e perceber o quanto sou anglófona musicalmente falando) passando uma atrás da outra enquanto toda aquela gente dançava e se esbaldava (e ao contrário do que o “sapientíssimo” Galvão comentou, não achei o público morno e indiferente com a música, mas claro que ele ia puxar a brasa pro assado dele e dizer que o brasileiro vai estar muito mais envolvido na abertura das Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro – na qual, provavelmente, tocará alguma escola de samba e axé). Achei que faltou The Clash na seleção musical (antes desse momento tocou um trecho de uma música deles, mas não na sequência de bandas por década e estilo). A historieta criada para ilustrar o ato musical também foi super bacana, porém culminou com um momento um tanto brega com o tal do inventor do WWW.

No ato literário, ah, nesse sim faltou muita coisa. Maravilhoso ver a J. K. Rowling lendo um trechinho de Peter Pan, ver alguns personagens marcantes como Lord Voldemort e Mary Poppins, mas faltou tanta referência à literatura inglesa. Tá certo que o foco eram os pesadelos noturnos das crianças, os monstros e tal. Mas poxa, custava citar Tolkien? C. S. Lewis? E a literatura adulta, completamente esquecida, ficou mesmo para uma próxima vez. Pelo menos não faltou Shakespeare, muito bem lembrado e homenageado no primeiro ato. Estou ciente de que não tem espaço para se colocar tudo, que tem um tempo de duração bastante limitado, mas como apaixonada por literatura britânica, senti falta.

Abertura das Olimpíadas 2012
Lord Voldemort
Mary Poppins

Agora o momento crítico. O desfile das delegações. Nos primeiros 10 minutos, beleza. Depois começa a ficar cansativo. Mais tarde ainda, começa a ficar chato. E quando parece que já está no final, ainda tem mais 100 delegações para passar e eu já não aguentava mais. Só valeu pela cara de tédio e indiferença da Rainha. Afinal de contas uma senhora de mais de 80 anos sentada há três horas não teria paciência para isso, mesmo sendo da realeza. É bacana, os atletas devem esperar por esse momento com muita ansiedade, mas é muito chato ver toda aquela gente, de todos aqueles países, apenas passando e acenando. Dizem que o mau homuor foi culpa de God Save the Queen, música da banda punk Sex Pistols.

Rainha em momento impagável de tédio e mau-humor

E o acendimento da pira? Fiquei com esperanças até o último segundo de que David Tennant entraria estádio adentro e acenderia a pira assim como ele fez no episódio de Doctor Who. Foi a maior decepção da noite aqueles futuros atletas acendendo a gigantesca desmontável pira. The Doctor é que deveria ter feito o trabalho, ele sim, um dos ícones da cultura britânica, foi completamente esquecido nessa cerimônia… Bem, na verdade parece que em um momento o som do TARDIS deu as caras, mas eu não ouvi. Quem sabe eu reveja e preste mais atenção.

O momento mais cômico foi durante a execução do tema do filme Carruagens de Fogo, composta pelo músico grego Vangelis e executada pela orquestra de Londres, no qual o comediante Rowan Atkinson, interpretando seu famoso personagem, Mr. Bean (o que me surpreendeu, pois eu nunca o achei tão engraçado assim), tocando teclado com todo aquele jeitão atrapalhado, tirando foto com o celular, assoando o nariz e por fim cochilando. Foi hilário!

E claro que eu vibrei com Daniel Craig como James Bond escoltando a Rainha e saltando com ela de para-quedas (o primeiro filme da monarca).

James Bond e a Rainha

No entanto, o melhor momento estava guardado, como uma carta na manga. Sir Paul McCartney encerrando o espetáculo com toda a alegria e empolgação que lhe são características. Arctic Monkeys, a surpresa do evento, foi bom, mas nada se compara ao ex Beatle. Elegância, alegria, carisma, amor, paz, energia: tudo isso com 10 minutos de Paul McCartney. Valeu a pena ter esperado por mais de três horas.

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

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Retorno

Voltando a programação normal. Depois de muito tempo sem dar as caras, ou de meter esses dedos gorduchos no teclado para escrever alguma coisa por aqui, eu resolvi que já era a hora de voltar.

Não por nada, mas estava com saudade de pintar o sete e deixar o pensamento fluir. Não cumpri promessas. Falta terminar de escrever sobre a amada série Dollhouse que terminou e me deixou órfã de mais uma obra de liciosa de Joss Whedon. Faltou escrever sobre tanta coisa.

O que eu fiz durante esse tempo todo? Buenas, nada de muito útil, exceto pelas leituras (que estão bem atrasadas, por sinal). Viciei no Farmville e passo horas alimentadno animais de pixels e plantando sementes de metirinha. Além disso cozinhei comidas virtuais em outro joguinho bobo do Facebook ( se você quiser, pode me adicionar como amiga por lá). E também comecei a ver Seinfeld e Buffy. Adoro ver séries antigas, principalmente ao lado do Juliano.

Vancouver 2010 – Mascotes

E também olhei muito para o tubo da TV. Estou acompanhando com um entusiamo bem acentuado as transmissões do canal do bispo das Olímpiadas de Inverno – Vancouver 2010. Por que? Não sei bem. Curiosidade pelos esportes malucos que os Canadenses adoram (Curling? WTF!) e uma profunda admiração pela patinação artística, pela leveza e destreza sobre o gelo. Confesso que é essa minha modalidade preferida. Me irrito quando a transmissão é cortada para passar outras modalidades – que é aquilo do pessoal descendo em duplas de trenó, deitados um por cima do outro? Socorro.

Voltando à patinação no gelo. Que esporte lindo, o nome faz juz a modalidade. É realmente uma arte. E as escolhas musicais dos atletas direcionaram as aquisições musicais na rede durante toda a semana.

Mas o que eu mais gostei nos Jogos Olímpicos de Inverno foi o inverno. Não lembro de ter passado tanto calor em toda a minha vida. Temperaturas bem acima dos quarenta graus em pleno sul do país. Isso é inaceitável. Mexeu com minha capacidade intelectual – eu simplesmente não consigo pensar direito nem articular idéias nesse #fornoalegre. Sinto saudade dos dias frios, muita saudade.

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Quem ri por último?

Na quarta-feira passada vi a festa dos amigos colorados por um motivo não muito nobre: a derrota do Grêmio na final da Libertadores da América. Hoje fiz a festa com a vitória do Grêmio sobre o Internacioal no clássico GreNal. No campo do adversário. Foram 2 gols do Imortal tricolor e nenhum do colorado. Quer coisa melhor pra acabar com essa chacrinha!? Que fique bem claro, a derrota para o Boca foi o de menos tendo em vista o feito do Grêmio nos últimos dois anos. Só o vice campeonato já vale a pena para esse time de alma, não posso dizer o mesmo para aqueles que precisam secar o time dos outros para ter alguma alegria!

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momentos de reflexão

Nosso rio, lago, imagem presente no coração de todos os portoalegrenses... e grande portoalegrenses!

Guaibão…. Lá no horizonte a esperança! Não, não é Guaíba, a cidade. Mas quando sento em frente ao guaibão e olho para o horizonte vejo a esperança surgir em frente aos meus olhos, me perco em pensamentos e deixo fluir os sentimentos. É isso que quero fazer agora. Não estou lá, mas vendo esta foto penso que ontem não foi o dia do Grêmio, mas ao mesmo tempo foi a prova de que é um time de alma, imortal, de raça. Saiu da segunda divisão em 2005 com um jogo histórico e cinematográfico e foi direto para a final da Libertadores. Se isso não é um feito, não sei o que pode ser… Fico um pouco chateada pela atitude dos amigos colorados, pois quem não tem um time a altura do Grêmio precisa torcer para o time dos outros (o Boca Juniors). A esperança se reporta então para o Brasileirão, para o ano que vem, para o GreNal de domingo!

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