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6 em 6 – maio 2017

Mês passado foi meu aniversário e presente mesmo, fui eu quem deu. Estava sonhando com meu par de patins para poder começar a treinar. Foi uma busca árdua por um patins na minha numeração, usado e que estivesse em boas condições. Finalmente encontrei e ele chegou no dia 26 de abril aqui em casa. Comprei pelo Mercado Livre, mas foi encontrado em um grupo de compra e venda de equipamentos para Roller Derby no Facebook. Além do patins, comprei todo o equipamento necessário: capacete, joelheira, cotoveleira, munhequeira e protetor bucal. Todos em lojas diversas on line ou físicas. Só a joelheira que não comprei a mais adequada, mas por enquanto ela vai quebrar um galho (como joelheira é difícil de encontrar! Preciso experimentar para ver se não ficará muito apertada e as boas nunca servem…). Então, pela minha felicidade em poder começar a treinar, o 6 em 6 desse mês será com fotos do equipamento maravilhoso para Roller Derby que me dei de presente de aniversário 🙂

Projeto 6 on 6 é uma brincadeira simples. Você precisa postar seis fotos no seu blog, todo dia 6 do mês!

– Não precisa ter máquina fotográfica, foto de celular serve;
– Não tem um tema específico para as fotos, pode ser do que você quiser;
– Só precisa que você poste no dia 6, 6 fotos e mande o link para o grupo no Facebook!

Roller Derby | Whells of Fire

Minha primeira vez com patins!

Eu já contei que fui no recrutamento das Whells no domingo, dia 02 de abril. Só faltou falar que foi tudo filmado. Como assim? Eu estava tão empolgada que acabei esquecendo de fotografar, filmar, tirar selfie, tudo. Mas, a Fernanda da Beta Redação, site de uma disciplina do curso de Comunicação Social da UNISINOS, estava lá e registrou tudo em uma matéria super bacana sobre o Roller Derby. Ainda bem, só assim pra eu ter algum registro desse dia super especial pra mim. Eu adorei o resultado final e vim compartilhar com você.

Não consegue assistir? Acessa direto no Youtube.

Primeira vez sobre rodas: Roller Derby

Ilustração linda de Derby Girls, e eu sou claramente a menina do meio :p (Achei no Pinterest, mas não tinha referência. Se alguém souber de quem é, por favor me avisa)

Você tem um minuto para ouvir a palavra do Roller Derby? 

Eu conheci o Roller Derby no filme Garota Fantástica e fiquei fascinada. Adivinha, fiquei obcecada e por um tempo essa foi a coisa que mais procurei pela rede.

Mas o que é Roller Derby? Uma definição rápida:

Um esporte jogado por duas equipes de cinco membros que patinam, na mesma direção, à volta de uma pista. A partida consiste numa série de pequenos jogos (jams), nas quais ambas as equipas nomeiam uma jammer, que marca pontos ao ultrapassar membros da outra equipe. As outras integrantes têm que jogar na ofensiva e na defensiva simultaneamente, uma vez que têm que impedir a jammer da outra equipe de marcar pontos, enquanto a sua própria jammer”marca os pontos. Ganha o time que tiver mais pontos no jogo. Fonte: wikipédia

Comecei a pesquisar feito louca vídeos, imagens e textos sobre o esporte. Mas não podia praticar porque não tinha uma liga/time perto de casa. Isso até eu descobrir a existência das Wheels of Fire Roller Derb Club, a primeira equipe de Roller Derby de Porto Alegre. As meninas treinavam no centro da capital gaúcha e na época eu morava em outra cidade. Aí o que eu fiz? Coloquei um monte de empecilho: moro longe, os horários dos treinos ficam ruim pra mim, nunca patinei, então na vai dar, não tenho grana pra investir em patins, e por aí vai.

Tudo desculpa esfarrapada, eu sei. E desde a primeira vez que eu ouvi falar desse esporte – que é quase que exclusivamente feminino, que abraça diferentes tipos de corpos e é super riot grrrl – eu fiquei colocando todas essas barreiras pra que eu não começasse de fato a praticá-lo. Aliás, nem treino eu assisti com o tanto de barreira que criei. MAS… Essa semana teve chamada para mais um recrutamento das Wheels of Fire e dessa vez eu não tinha desculpa. Afinal de contas os treinos acontecem a 200 metros de casa, as meninas ensinam a patinar do zero e os horários dos treinos combinaram super com meus horários livres.

Domingo, 02 de abril de 2017, meu primeiro contato real com o Roller Derby.

Foram quase quatro horas de muito aprendizado com outras meninas que tem histórias muito diversas e se aproximaram do esporte de maneiras tão diversas quanto. Aprendizado teórico, um pouquinho de demonstração com as jogadoras super feras do time, um pouco de treino da movimentação básica sem patins e, claro, colocar os patins no pé.

Eu fiquei morrendo de medo, afinal de contas eu NUNCA andei de patins na vida. Coloquei todo o equipamento de segurança: capacete, cotoveleira e joelheira (protetor bucal não, né gente, porque é pessoal e intransferível). E finalmente coloquei os patins. Confesso que foi muuuuuito difícil, mas em quinze minutos eu consegui sair do completamente travada para andar uns centímetros direitinho, embora quase agarrada nos braços da minha instrutora. Caí? Caí sim. De bunda. Mas não doeu nadinha. E se tivesse caído de frente estaria completamente protegida pelo equipamento.

O Roller Derby é um esporte super democrático, que abraça todos os corpos, inclusive os corpos gordos (como o meu) e muito empoderador. Muitas meninas que não encontram lugar nos esportes mais tradicionais podem praticar e serem muito felizes com o Roller Derby. Me senti muito acolhida pelas meninas e fiquei realmente empolgada. Muito mais empolgada do que já estava. E o medo de patinar será facilmente superado. Disso eu tenho certeza.

Mas tem um pequeno probleminha. O investimento inicial é bastante alto. O equipamento de segurança corporal mais o protetor bucal e capacete deve sair em torno de uns R$ 300,00. E não para por aí, já que o investimento mais alto é o patins. Existem marcas importadas e nacionais – que, claro, são mais baratas. Usado sai ainda mais em conta. Ainda assim não é uma coisa que qualquer um decide comprar da noite para o dia. Saí do recrutamento determinada a realmente começar a treinar, então estou procurando um patins com um bom custo benefício (provavelmente um usado e nacional) para iniciar e, mais adiante, investir em um melhor.

Cheguei em casa transbordando de felicidade por finalmente ter criado coragem de participar de um recrutamento e por ter conhecido tantas meninas bacanas. Foi realmente uma experiência incrível e me deixou mais determinada do que nunca em ser uma Derby Girl. Estou ansiosa pelos primeiros treinos e não vejo a hora de comprar meus patins!

E você, já conhecia o esporte? Pratica ou já teve vontade de praticar?

Londres 2012: Comentários sobre a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Londres 2012

As aberturas das Olimpíadas são sempre um grande evento e que eu espero com bastante ansiedade. E nesse ano em espacial, pois os Jogos Olímpicos estão acontecendo em Londres, uma das cidades que eu mais tenho vontade de conhecer e fica em um dos países que eu mais tenho admiração pela cultura. Minha ansiedade para saber o que os britânicos tinham preparado para receber o mundo nesses dias era tamanha e eu tinha tantas expectativas que fiquei vidrada na televisão, acompanhando pela transmissão da SporTV (mesmo com os comentários insuportáveis de Galvão Bueno).



Eu fiquei encantada com a primeira parte da abertura, com o cenário das Ilhas Britânicas antes da Revolução Industrial, aquele clima bucólico e pacífico (embora, como historiadora, eu saiba que as coisas não eram bem assim). E a transformação da campo em cidade, com a completa destruição da vida rural e várias chaminés subindo cada vez mais altas com o chamado dos burgueses insaciáveis foi realmente espetacular. Achei muito interessante terem tratado a Revolução Industrial dessa forma, pois poderiam ter falado apenas do lado bom, dos avanços tecnológicos, das inovações invenções que facilitaram nossas vidas. Foi bom ver na televisão a miséria gerada como custo desses avanços, operários sujos, crianças trabalhando, mulheres exigindo poder de voto (uma pequeníssima menção aos movimentos operários).


Claro que o que ficou para o público não foi isso, e sim a beleza e a grandiosidade do progresso gerado pela Revolução Industrial, mas foi bom ver que Danny Boyle (que idealizou e concebeu o evento) pelo menos tocou no assunto. Mais pontos positivos para a excelente participação de Kenneth Branagh recitando uma fala de Caliban da peça de Shakespeare e o momento quase épico dos anéis olímpicos sendo forjados no centro do estádio pela siderúrgica que emergiu com a Revolução Industrial.



Anéis olímpicos

Outro ponto forte da abertura foi a parte musical. Que delícia ver minhas bandas preferidas (e perceber o quanto sou anglófona musicalmente falando) passando uma atrás da outra enquanto toda aquela gente dançava e se esbaldava (e ao contrário do que o “sapientíssimo” Galvão comentou, não achei o público morno e indiferente com a música, mas claro que ele ia puxar a brasa pro assado dele e dizer que o brasileiro vai estar muito mais envolvido na abertura das Olimpíadas em 2016 no Rio de Janeiro – na qual, provavelmente, tocará alguma escola de samba e axé). Achei que faltou The Clash na seleção musical (antes desse momento tocou um trecho de uma música deles, mas não na sequência de bandas por década e estilo). A historieta criada para ilustrar o ato musical também foi super bacana, porém culminou com um momento um tanto brega com o tal do inventor do WWW.

No ato literário, ah, nesse sim faltou muita coisa. Maravilhoso ver a J. K. Rowling lendo um trechinho de Peter Pan, ver alguns personagens marcantes como Lord Voldemort e Mary Poppins, mas faltou tanta referência à literatura inglesa. Tá certo que o foco eram os pesadelos noturnos das crianças, os monstros e tal. Mas poxa, custava citar Tolkien? C. S. Lewis? E a literatura adulta, completamente esquecida, ficou mesmo para uma próxima vez. Pelo menos não faltou Shakespeare, muito bem lembrado e homenageado no primeiro ato. Estou ciente de que não tem espaço para se colocar tudo, que tem um tempo de duração bastante limitado, mas como apaixonada por literatura britânica, senti falta.

Abertura das Olimpíadas 2012
Lord Voldemort
Mary Poppins

Agora o momento crítico. O desfile das delegações. Nos primeiros 10 minutos, beleza. Depois começa a ficar cansativo. Mais tarde ainda, começa a ficar chato. E quando parece que já está no final, ainda tem mais 100 delegações para passar e eu já não aguentava mais. Só valeu pela cara de tédio e indiferença da Rainha. Afinal de contas uma senhora de mais de 80 anos sentada há três horas não teria paciência para isso, mesmo sendo da realeza. É bacana, os atletas devem esperar por esse momento com muita ansiedade, mas é muito chato ver toda aquela gente, de todos aqueles países, apenas passando e acenando. Dizem que o mau homuor foi culpa de God Save the Queen, música da banda punk Sex Pistols.

Rainha em momento impagável de tédio e mau-humor

E o acendimento da pira? Fiquei com esperanças até o último segundo de que David Tennant entraria estádio adentro e acenderia a pira assim como ele fez no episódio de Doctor Who. Foi a maior decepção da noite aqueles futuros atletas acendendo a gigantesca desmontável pira. The Doctor é que deveria ter feito o trabalho, ele sim, um dos ícones da cultura britânica, foi completamente esquecido nessa cerimônia… Bem, na verdade parece que em um momento o som do TARDIS deu as caras, mas eu não ouvi. Quem sabe eu reveja e preste mais atenção.

O momento mais cômico foi durante a execução do tema do filme Carruagens de Fogo, composta pelo músico grego Vangelis e executada pela orquestra de Londres, no qual o comediante Rowan Atkinson, interpretando seu famoso personagem, Mr. Bean (o que me surpreendeu, pois eu nunca o achei tão engraçado assim), tocando teclado com todo aquele jeitão atrapalhado, tirando foto com o celular, assoando o nariz e por fim cochilando. Foi hilário!

E claro que eu vibrei com Daniel Craig como James Bond escoltando a Rainha e saltando com ela de para-quedas (o primeiro filme da monarca).

James Bond e a Rainha

No entanto, o melhor momento estava guardado, como uma carta na manga. Sir Paul McCartney encerrando o espetáculo com toda a alegria e empolgação que lhe são características. Arctic Monkeys, a surpresa do evento, foi bom, mas nada se compara ao ex Beatle. Elegância, alegria, carisma, amor, paz, energia: tudo isso com 10 minutos de Paul McCartney. Valeu a pena ter esperado por mais de três horas.

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

Paul McCartney na abertura das Olimpíadas

Retorno

Voltando a programação normal. Depois de muito tempo sem dar as caras, ou de meter esses dedos gorduchos no teclado para escrever alguma coisa por aqui, eu resolvi que já era a hora de voltar.

Não por nada, mas estava com saudade de pintar o sete e deixar o pensamento fluir. Não cumpri promessas. Falta terminar de escrever sobre a amada série Dollhouse que terminou e me deixou órfã de mais uma obra de liciosa de Joss Whedon. Faltou escrever sobre tanta coisa.

O que eu fiz durante esse tempo todo? Buenas, nada de muito útil, exceto pelas leituras (que estão bem atrasadas, por sinal). Viciei no Farmville e passo horas alimentadno animais de pixels e plantando sementes de metirinha. Além disso cozinhei comidas virtuais em outro joguinho bobo do Facebook ( se você quiser, pode me adicionar como amiga por lá). E também comecei a ver Seinfeld e Buffy. Adoro ver séries antigas, principalmente ao lado do Juliano.

Vancouver 2010 – Mascotes

E também olhei muito para o tubo da TV. Estou acompanhando com um entusiamo bem acentuado as transmissões do canal do bispo das Olímpiadas de Inverno – Vancouver 2010. Por que? Não sei bem. Curiosidade pelos esportes malucos que os Canadenses adoram (Curling? WTF!) e uma profunda admiração pela patinação artística, pela leveza e destreza sobre o gelo. Confesso que é essa minha modalidade preferida. Me irrito quando a transmissão é cortada para passar outras modalidades – que é aquilo do pessoal descendo em duplas de trenó, deitados um por cima do outro? Socorro.

Voltando à patinação no gelo. Que esporte lindo, o nome faz juz a modalidade. É realmente uma arte. E as escolhas musicais dos atletas direcionaram as aquisições musicais na rede durante toda a semana.

Mas o que eu mais gostei nos Jogos Olímpicos de Inverno foi o inverno. Não lembro de ter passado tanto calor em toda a minha vida. Temperaturas bem acima dos quarenta graus em pleno sul do país. Isso é inaceitável. Mexeu com minha capacidade intelectual – eu simplesmente não consigo pensar direito nem articular idéias nesse #fornoalegre. Sinto saudade dos dias frios, muita saudade.

Quem ri por último?

Na quarta-feira passada vi a festa dos amigos colorados por um motivo não muito nobre: a derrota do Grêmio na final da Libertadores da América. Hoje fiz a festa com a vitória do Grêmio sobre o Internacioal no clássico GreNal. No campo do adversário. Foram 2 gols do Imortal tricolor e nenhum do colorado. Quer coisa melhor pra acabar com essa chacrinha!? Que fique bem claro, a derrota para o Boca foi o de menos tendo em vista o feito do Grêmio nos últimos dois anos. Só o vice campeonato já vale a pena para esse time de alma, não posso dizer o mesmo para aqueles que precisam secar o time dos outros para ter alguma alegria!